Passaram-se anos e Anthony viveu com Jonathan como se fosse um sobrinho distante no qual estava cuidando.

— Você ficará aqui, no campanário, para soar os sinos e avisar a cidade caso algo aconteça.

Ele ficara muito feliz de ser colocado em tal papel. Dormia em tal lugar, numa cama de madeira bem rústica que Anthony havia feito com as próprias mãos.

Por anos, Jonathan vivia tocando os sinos, ajudava o padre nas missas, aprendia tudo dentro da igreja, no qual ficava o tempo todo.

— A princesa está vindo! —gritava o jornaleiro que passava toda manhã pelas ruas com sua sineta na mão.

— O senhor ouviu, padre? A princesa virá para Bristol, finalmente! — Dizia todo empolgado Jonathan, com brilho nos olhos. — Dizem que ela tem cabelos lisos e castanhos, um rosto talhado em pedra.

— Sim John, ela é muito bela, e passará por aqui com seus soldados. A princesa deve ficar aqui por pouco tempo, pois é muito ocupada indo de lugar para o outro conhecendo novos vilarejos.

Jonathan esperava ansiosamente para vê-la, nem que fosse bem de longe, pelo campanário. Era tão solitário e ninguém queria estar perto dele. Sua imaginação fluía imaginando que tanta beleza estaria naquele lugar tão trivial e com pessoas cheias de ódio.

A luz amarela do Sol preenche o campanário enquanto grande barulho podia ser ouvido bem de longe.

"O que poderia ser tanto furdunço?" indagava-se, enquanto se levantava de sua cama.

Notas finais
É meu primeiro conto e gostaria de saber a opinião de vocês, então comentários são muito bem vindos!