Notas iniciais
Eu demorei um pouquinho, por que eu tava em semana de prova, e tive que ficar um pouco fora do PC e tal... Mas aqui está, um novo capítulo pra vocês!! :D

Claro que, por causa daquele bicho horrendo, eu corri feito uma louca, até não poder mais! Nem percebi quando a Thalia parou de correr atrás de mim. Bom, agora eu estou cansada e nem sei aonde fui parar! Como eu vou voltar para casa agora? Ah, como elas vão pagar por isso depois! Não estou nem ligando se elas falaram que isso era a vingança por eu não ter falado do balde de água! Que mal há em tentar deixar umas histórias engraçadas para contar depois? Eu ainda estava pensando nisso quando, do nada, alguém tocou no meu ombro e, por instinto, eu acabei agarrando o pulso do cidadão e o puxei para frente, fazendo a pessoa cair no chão.

–Você está louca? Porque fez isso? E onde você aprendeu isso? – falou uma voz conhecida de um Cabeça-de-Alga completamente irritante, com um pouco de dor, surpresa e indignação.

–Como assim eu estou louca? Foi você que me deu um susto, colocando a sua mão no meu ombro! – respondi, colocando a minha mão na cintura, me defendendo. –E eu fazia algumas lutas marciais.

–Caramba! Isso que é força! – ele falou rindo, com um sorriso lind... Não! O que eu ia falar?! Eu estou ficando louca, só pode! E, para piorar a situação, eu corei! Eu, Annabeth Chase, corei!

–N-não é questão de força... Nem sempre! – ótimo! Além de corada, eu ainda estava gaguejando! Será que eu estou apaixonada? Não, quem se apaixona em tão pouco tempo, ainda mais por um idiota como ele, sem motivo algum?!

–Então é o que? – era impressão minha ou ele estava mais vermelho e nervoso?

–Questão de lógica, treino e habilidade! – falei como se fosse óbvio. É claro que é óbvio!

–Ah, claro! Como não pensei nisso antes? – agora ele falava com um tom de cinismo.

–Nem comece com isso, seu Cabeça-de-Alga! – eu realmente não estava com humor de discutir agora.

–Eu estou começando isso? Quem começou isso foi você, Sabidinha! – lá estava ele de novo, tentando arranjar briga!

–Olha quem diz, tentando começar uma nova discussão! – olhei para ele com um olhar de provocação, quase mostrando a língua de jeito infantil.

–Mas... Foi... – ele tentou começar, mas acabou desistindo. –Você é impossível, garota! – falou irritado.

–Tá, tanto faz! Só para de ser irritante! – agora eu entendia o jeito em que a Thalia perdia o controle com os primos!

Mal acabei de dizer isso, e ele já deu um grito de irritação. Quem ele acha que é para fazer isso? Antes que eu pudesse responder ou ele falar, um grito fez com que nós parássemos. A voz com certeza era do Travis, e, pela situação da praia, já quase sabíamos o que tinha acontecido.

–Vem! Temos que correr! – agora o Cabeça-de-Alga falou como se fosse um herói pronto para salvar o mundo e a garota indefesa.

–Ei! Que eu saiba só você está com problemas! Nem vem tentar me arrastar co... – tive que parar quando escutei a voz da Thalia dizendo algo como “O Percy está ali, Clarisse, e eu acho que a Annie também”. –Vamos logo! – já comecei a correr, puxando-o comigo.

–Mas você não estava falando que o problema é meu? – ele era irônico até quando estávamos correndo!

–Mudei de ideia. Agora fica quieto e corre! – falei aumentando a velocidade.

Depois de correr até não poder aguentar mais, acabamos em um píer bem tranquilo. Exaustos, acabamos por sentar no piso mesmo, até que ele deitou de tanto cansaço, me fazendo rir um pouco com dificuldade, já que eu estava sem fôlego da corrida.

–Por que está rindo? – ele falou com a mesma dificuldade que eu.

–Não sei. Só sei que eu não aguento mais levantar! – e acabei caindo que nem ele, deitada no chão, fazendo-o rir um pouco.

–Mas eu ainda não entendi porque você veio comigo.

–Tem algo que você entenda? – admito que falei para provocar, recebendo um olhar de reprovação dele. –Estou brincando. Mas eu aceitei por que a Thalia estava com uma aranha na mão.

–Aranha? – havia um tom de confuso em sua voz. –Como assim?

–Não ria! Mas é que eu tenho medo de aranha. –admiti envergonhada.

–Quem diria que a Sabidinha tem medo? – ele falou surpreso e ao mesmo tempo com ironia. –Eu só estou brincando! –agora ele me imitou, sorrindo docilmente. –Todo mundo tem medo e o seu medo não é tão bobo assim! – eu me senti melhor com o que ele falou.

–E qual é o seu medo, Cabeça-de-Alga? – perguntei, virando para ver os dois olhos verde-mar me encarando. Que cena de filme romântico dramático...

–O meu medo é perder aqueles que eu amo. Eu faria qualquer coisa pela minha família e pelos meus amigos! – ele respondeu com sinceridade. Bem, eu não estou num filme romântico pelo menos, ou ele já teria se declarado por mim!

Ficamos em silêncio por um tempinho, até que ele se levantou.

–Bem, acho que agora a Clarisse deve ter se acalmado e todos já devem ter voltado! Hora de voltar! –ele se recuperou bem rápido por tudo o que a gente correu.

–Mas, por que vocês fizeram isso de encarar a Clarisse? – eu ainda não tinha esquecido essa ideia. –Qual é esse Prêmio, que fez com que vocês tentassem encarar a morte? –tá, eu exagerei, mas ele entendeu a ideia e até riu.

–Como você sabe do Prêmio? Foi o Luke que dedurou? – ele perguntou com humor, até que ele pareceu associar alguma coisa. –Onde você estava na hora que nós jogamos água nas garotas? – agora ele tinha um tom de dúvida e desconfiança.

–Eu percebi que vocês iam jogar água, então saí. – falei naturalmente. –Mas não troca de assunto e responde logo qual era o prêmio! – eu já estava ficando irritada. Eu tinha que saber qual era o Prêmio!

–Como assim não mudar de assunto? Você foi meio sacana? Deixou as outras tomarem um banho e nem avisou. Pensei que vocês tinham uma parceria e tal. – não pude deixar de rir um pouco com a cara de confuso que ele fez.

–Eu achei que ia ser engraçado e iria animar as coisas. – respondi com um sorriso.

–Bem, pode se dizer que animou até demais. – ele disse rindo, e eu o acompanhei.

–Mas você ainda não respondeu qual era o Prêmio. –não consegui segurar. Isso não saía da minha cabeça.

–Bem, em vez de falar, eu vou te mostrar! – ele falou com um sorrisinho cínico, como uma criança que fez algo errado.

–Mas... – tentei falar, mas, quando ele segurou a minha mão, parei. Ótimo, estou pior que uma garotinha apaixonada.

–Confia em mim! – maldito sorriso!

Claro que eu acabei seguindo o Cabeça-de-Alga, mesmo tendo que parar quase toda a hora por que ele queria perguntar sobre como chegar a algum lugar (ele não me deixou ouvir onde estávamos indo), mas o Percy não sabia falar português, então tivemos que achar alguém que falava inglês, já que eu não podia escutar (e eu sei falar português). Demorou, mas finalmente ele parou e, quando eu fui olhar onde, fiquei chocada.

–Você só pode estar brincando. – tinha que ser brincadeira! Eu não fiquei tão curiosa por isso!

–Bem, é isso! – ele disse segurando a minha mão para me levar até o local, me fazendo rir.

Agora entramos na sorveteria. Sim, numa sorveteria. Eles arriscaram a vida por sorvete! Eles eram loucos! Mas acabamos aproveitando e tomando um pouco de sorvete juntos. Já estava quase escurecendo quando saímos de lá, com ele falando que sabia como chegar ao hotel em que eu estava. Dei um voto de confiança, meio desconfiada.

Não demorou muito e passamos na frente da casa da Thalia, e olha que coincidência! A Silena estava na porta, abraçada com Charlie e percebeu quando eu e o Percy passamos na frente, andando rápido.

–Annie?? É você? E quem é ess... – ela perguntou, mas acho que ela percebeu quem era. –Percy?! – ela tinha que gritar... – Onde vocês estavam juntos? Tem ideia de como ficamos preocupados? Você não atende mais o telefone, criatura? – o pânico em sua voz aumentava a cada pergunta. –E.. – ela parou um pouco. –Vocês estão de mãos dadas? – seu sorrisinho não escondeu nada, e eu já sabia o que ela ia fazer, mas mesmo assim não soltei a mão do Cabeça-de-Alga.

–Silena Beauregard, não ouse fazer isso! – eu avisei, mais ameaçando do que tudo.

–Gente, o Percy e a Annie estavam num encontro! – ela ousou, gritando.

E é claro que todos apareceram correndo. Bando de gente desocupada... Mas o Percy, que estava tão corado quanto eu, não soltou minha mão, me fazendo corar ainda mais. Depois de escutar vários “Own” e “Eu sabia que eles iam ficar juntos”, todos entramos e sentamos. Eles começaram a fazer um interrogatório, até que não aguentamos mais e o Percy conseguiu mudar de assunto.

–Mas, então quer dizer que eu ganhei? – ele falou orgulhoso.

–Eu quase ganhei, mas acabei sendo pego de surpresa pela Clarisse... – falou Charlie, sorrindo. –Eu estava escondido atrás de umas plantas, mas do nada uma mão agarrou minha blusa e me puxou.

–Foi muito engraçado! – Thalia não parava de rir.

–Foi engraçado por que não foi com você... – Charlie respondeu com um biquinho, fazendo Silena abraçá-lo, rindo.

–Pelo menos você conseguiu sobreviver bastante! Pior foi quando eu, o Nico e o Connor caímos, mesmo antes de começar a correr... Que vergonha! – Luke falou, arrancando mais risadas de todos.

–E você Chris? – perguntei, ainda rindo.

–Levei uma rasteira da Cla quando eu estava correndo na praia... – ele falou abraçando a Clarisse e dando um beijo em sua bochecha. –Minha guerreira linda! – e essa foi a primeira vez que eu vi a Clarisse corar! Todos ficaram meio chocados com isso, menos a Si, que quase começou a chorar, falando como aquela cena era fofa.

–Bem, eu sei que o Travis foi pego e me dedurou! – Percy mudou de assunto, olhando Travis com uma raiva fingida.

–O que eu poderia fazer? Era isso ou apanhar muito da Clarisse e da Thalia! – ele se defendeu. –Mas pelo menos você escapou! E o Prêmio?

–Eu já fui pegar o Prêmio! – Percy falou, deixando os meninos indignados.

–Como assim? O combinado não era... – Connor começou, mas foi interrompido por Percy.

–O combinado era que o vencedor iria pegar o Prêmio, e em nenhum momento tinha algo sobre os perdedores irem juntos! – Ele sorriu como um vencedor, irritando ainda mais os outros.

Eles continuaram a brigar, com o Luke tentando acalmá-los, sem sucesso. Thalia tinha razão, eles pareciam ter 10 anos! E com esse pensamento, comecei a rir, me sentindo em casa, acolhida, feliz. Enquanto isso, Clarisse e Silena conversavam. Nunca entenderia aquela amizade! Fiquei apreciando a cena, até que a Thalia chegou e me abraçou.

–Bando de pirralhos fazendo “pirralhices”! – ri enquanto ela me soltava e me encarava. –Então? Tá apaixonada pelo meu priminho que tanto te irrita? – curta e grossa. Essa era a Thalia que eu conhecia!

Fiquei encarando o Cabeça-de-Alga, enquanto ele sorria, ria e se divertia, enquanto fingia uma discussão com os outros, que também estavam se divertindo.

–Bem... Quem diria? – respondi, encarando-a. Ela riu e começamos a conversar.

Eu queria que aquele momento nunca mais acabasse.

Notas finais
Bem, ele ficou um pouco mais longo do que normalmente, mas espero que gostem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.