Paixão azeda
13 Reencontro

2 anos e alguns meses depois.
– Eeeeeeeei! Naaaami! Tem uma ilha ali!
Luffy gritava para Nami, apontando uma ilha de primavera ao longe. Os Mugiwaras ancoraram na ilha e Franky e Brook ficaram de vigia.
– Ei, Marimo de merda! Pra onde diabos você pensa que está indo?!
– Hã? Eu vou dar uma volta, Cook. Não fica no meu pé.
– Dá ultima vez que você foi "dar uma volta" você sumiu por dias! Se não fosse por mim você teria ficado perdido naquela ilha pra sempre, tsc.
– O que você disse?!
Iniciou-se uma briga de espadas x chutes ali mesmo. Zoro ficava realmente furioso quando falavam do seu senso de direção, eis que Usopp surge para controlá-los.
– Vocês dois brigam tanto... nem parecem um casal.
– Quem se casaria com um monte-de-algas como ele?! — Gritava Sanji. — Eu deveria estar louco!
– Quem você chamou de "monte-de-algas", sobrancelhudo idiota?! E sim você estava louco... de amor por mim! — Zoro começa a sorrir, deixando Sanji mais furioso ainda.
– Cala boca, foi você que veio pra cima de mim com aquele papo de "eu te amo" primeiro!
– Eu, né? Pelo que eu me lembre foi você que ficava se jogando pra cima de mim, cook.
– Que memória de merda você tem, hein! Aquele não era eu! Você já se esqueceu?!
– Hãaa? Que saco... você fica muito menos irritante quando está na cama, Cook.
– O que você disse, maldito?!
– Ei, ei, vocês dois! Se acalmem! — Usopp os interrompeu novamente. — Porque vocês não formam um casal tão fofo com o Law e o Luffy e param de brigar?
Os três se viram para observar Luffy e Law juntos.
– EI, MUGIWARA! ESSE É O MEU ALMOÇO!
– E daí? Você já comeu lá no navio!
– Não comi! Você comeu o meu lanche lá também!
– Sério?
Luffy e Law batalhavam por seus almoços. Luffy dizia que, por ser o capitão, tinha direito de pegar a comida dos outros e Law discordava. Por outro lado, Sanji e Zoro riam deles.
– Então é assim que temos de ser, Usopp? Brigar por comida? — Ria Zoro.
– Bem... ér... não, exatamente. M-Mas vocês também não precisam ficar brigando! Vocês se amam né?
– É... que seja.
– Tanto faz.
Apesar das constantes brigas, Zoro e Sanji realmente se amavam, assim como Law e Luffy; eles apenas tinham seus jeitos de demonstrarem. O bando se separou em duplas para explorar a ilha: Zoro e Sanji, Law e Luffy, Usopp e Nami, Robin e Chopper.
~ X ~
Sanji e Zoro, que seriam os responsáveis por pegar os mantimentos do Sunny, foram na frente. Eles cessaram com as briguinhas desnecessárias por enquanto e se mantiveram a explorar a ilha.
– Ei, Marimo. Cuidado pra não se perder, ok?
– Vai fazer o quê? Andar de mãos dadas comigo?
– Não é uma má ideia, mas... no seu caso seria melhor se eu botasse uma coleira em você.
– Ah, agora vai me tratar como cachorro, Cook?
– Au au.
Zoro abraçou Sanji e os dois deram um beijo. Não foi um beijo muito profundo, afinal, os dois estavam no meio da ilha e tinham muitas pessoas em volta, até que ouviram um grito vindo de longe.
– Eeeeeei, são vocês mesmo?!
– Hm? Tem alguém nos chamando? — Indagou Sanji, virando-se em direção ao grito.
– Sim, tem... espera! É aquele cara de antes!
– Ku... quer dizer, Sanji-dono! Roronoa-dono!
O garoto que gritava antes se aproximou dos dois, revelando quem era.
– Você é aquele maldito samurai de merda que ficava me encoxando enquanto eu dormia?! O que você tá fazendo aqui?
– Oh, o samurai de fogo?
Momonosuke estava sozinho, carregando sua famosa espada de fogo. Ele e Koutarou também estavam naquela ilha, por pura coincidência.
– Vocês ainda estão com raiva de mim, né? Mas eu senti falta de vocês.
– Raiva? Não tem porque ficar guardando rancor de alguém. — Dizia Sanji, tragando seu cigarro. — E além disso eu não esqueci da nossa batalha, Samurai. Eu quero uma revanche e dessa vez não planejo perder.
– Claro! Mas eu devo avisar que fiquei mais forte nesses dois anos, Roronoa-dono.
– Pode apostar que eu também fiquei. Aliás, aquele garoto não está com você?
– Ah sim, vocês dois disseram lá na ilha que iriam se casar e sair pelos mares, né?
– É! Primeiro nos fomos ao País Wano e eu me reencontrei com as pessoas de lá. O Samurai abriu uma exceção e casou eu e o Koutarou, mesmo sendo dois homens.
– É? Que bom pra vocês dois. Bom, graças a tudo aquilo agora eu estou praticamente casado com esse Marimo inútil.
Sanji sorriu enquanto implicava com o outro, como sempre. Os três continuaram a conversa e Momo contou que Koutarou havia se perdido na ilha e que ele estava tentando achá-lo.
~ X ~
Enquanto isso, Law e Luffy caminhavam pela ilha em busca de mais comida para satisfazer o estômago do capitão.
– É por isso que eu te disse pra não comer tudo tão cedo, Luffy!
– Mas eu tô com fome, Torao... minha barriga tá roncando.
– Aff, ok! Pode ficar com meu almoço. Porém eu vou te dar a comida na boca, tá?
– Sério?! Obrigado, Torao! E porque isso?
– Pra você não comer tudo de uma vez. Aqui, abre a boca.
Law foi colocando a comida na boca de Luffy enquanto andavam. Luffy queria comer tudo de uma vez, mas Trafalgar até que estava gostando de dar o almoço na boca de seu capitão, até que alguém surge correndo na direção dos dois.
– Ooooi! São vocês! Quanto tempo!
Os dois se viraram para ver quem vinha. Law parou de dar comida na boca de Luffy, deixando ele meio zangado.
– Ei, Torao! Porque parou?!
– Mugiwara-ya, olha lá. É aquele garoto de dois anos atrás.
– Garoto? Ah, é aquele que soltava umas paradas com a mão!
– Mugiwara! E... qual é o seu nome mesmo? Tora alguma coisa...
– Meu nome é Trafalgar Law, e o que você faz nessa ilha?
– Eu sou navegador, estou nessa ilha só de passagem junto com o Momo. Imagino que seja o mesmo pra vocês dois, né?
– Isso aí! E eu não vou deixar você tocar no Sanji de novo, entendeu?! — Gritou Luffy.
– Pode deixar, eu não tenho mais interesse nele. Aliás, vocês viram o Momo? Ele se perdeu de novo!
– Momo?¹ Ah, isso me lembrou que eu ainda tô com fome... Ei, Torao! Me dá logo a comida!
– Se comporte, Mugiwara-ya.
– Isso é comida? Que maravilha, eu tava mesmo com fome!
Koutarou pegou o almoço de Law das mãos dele e comeu tudo de uma vez, deixando Luffy extremamente furioso.
– MALDITO!! ESSE ALMOÇO É MEU!
– Na verdade era meu...
– Humm! A comida do Kuji é realmente a melhor de todas, eu tava com saudade!
– Maldito! Gomu gomu no... pistol!
Luffy ativou seu Haki de Armamento e deu um soco em Koutarou, defendendo seu precioso almoço e fazendo Koutarou cair no chão.
– Que exagero! Era só um prato de comida, não fique dando golpes importantes à toa, Luffy! — Gritou Law.
– Ai..! EI, MALDITO, VOCÊ QUER BRIGAR?!
– CLARO! VAMOS NESSA! Gomu gomu no...Cannon! [Canhão de borracha]
– Mizu no Genso, Mizu Cannon! [Elemento água: canhão de água]
O ataque de Luffy refletiu o ataque de Koutarou, fazendo com que seu ataque fosse para o céu em forma de uma grande fonte de água vertical. Em seguida, Luffy conseguiu dar um soco em Koutarou novamente.
~ X ~
– O que diabos é aquilo?! — Gritou Sanji, olhando para o céu.
– É o Koutarou! Ele deve ter arrumado briga com alguém! — Gritou Momo.
– Com toda certeza foi com o Luffy, nós vamos lá também, Cook.
Zoro saiu com Momonosuke correndo em direção a fonte de água que eles viram.
– VOCÊS ESTÃO INDO PRO LADO ERRADO! A ÁGUA TÁ VINDO DE LÁ! — Gritou Sanji.
– Eh?!
~ X ~
– Heh, que tal? Eu fiquei muito mais forte nesses dois anos! Isso é pra você não tocar na minha comida de novo, maldito!
– Não pense que vai me vencer só com isso, Mugiwara! Yougan. [Lava]
O lado direito do corpo de Koutarou se transformou em lava e ele foi correndo em direção a Luffy, em sua incrível velocidade.
– Rápido...!
– Yougan no Pistol! [Pistola de Lava]
Koutarou foi com seu braço de lava pronto para acertar um golpe no Mugiwara, porém Luffy saltou por trás dele e deu um ataque com haki de armamento em suas costas, fazendo-o cair no chão.
– Eu já te disse, não tem como você me vencer! Você pode ser rápido, mas eu sou mais.
– ...Maldito! — Koutarou foi se levantando, olhando para Luffy, até que os outros chegaram.
– Koutarou! Finalmente te achei!
– Luffy!! — Gritaram Zoro e Sanji.
Os seis estavam reunidos, Koutarou começou a dar uma bronca em Momonosuke por ele ter se perdido de novo e os dois começaram a brigar. Luffy pediu para que Sanji alimentasse ele enquanto Zoro e Law observavam a situação.
– O Luffy arrumou confusão de novo? — Dizia Zoro para Law.
– Sim... e por causa do meu almoço. E o Sanji-ya em relação àqueles garotos?
– Ah, nós dois não guardamos rancor. Foi por causa deles que ficamos juntos, né? E você com o Luffy.
– É, né?
Law deu um sorriso enquanto olhava para Luffy, que estava discutindo com Sanji sobre comida. Momo e Kou pararam de brigar e os três começaram a conversar como pessoas civilizadas. Luffy e Zoro decidiram ter finalmente sua vingança e começaram a brigar, como fizeram há dois anos atrás.
Dessa vez os dois Mugiwaras conseguiram vencer sem nenhuma dificuldade! Zoro tinha treinado bastante e já era capaz de cortar o fogo de Momonosuke, enquanto Luffy tinha ficado mais rápido e não deixou Koutarou atacá-lo.
– Eu te disse, não existe ninguém que consiga me derrotar duas vezes. Azar o seu, Samurai.
Zoro deu seu último golpe, jogando a espada de Momo pra longe, apontando a sua Katana pro pescoço do Samurai. Enquanto isso, Luffy segurou Koutarou pelo pescoço para dar-lhe o golpe final também.
– Não tem como você derrotar o futuro Rei dos Piratas pela segunda vez. E nunca mais pegue meu almoço de novo!
Os quatro cessaram suas brigas e voltaram a conversar novamente.
– Viu, só? Eu disse que ia dar um jeito nesse samurai.
– Meu herói.
Zoro foi em direção a Sanji, abraçando-o e dando-lhe um beijo.
– Torao, eu vinguei o nosso almoço!
– "Nosso"? Olha, já é um começo! Muito bem, Luffy.
Law também inclinou-se e deu um beijo em Luffy.
– Haha, é engraçado ver que no final todo mundo ficou junto, apesar dos pesares. — Ria Momo. — Mas eu tenho que admitir, vocês ficaram realmente muito fortes.
– É verdade, totalmente diferente da nossa última briga. Nós precisamos treinar mais, Momo!
Os seis foram jogando conversa fora, até que ficou de noite e o bando precisava retornar para seu navio. Momo e Kou os acompanharam até o Sunny e se despediram deles.
No final, tudo ocorreu bem. Zoro e Sanji relembraram a história de como ficaram juntos e começaram a rir em seus quartos.
– Você era tão mais fofo quando começamos a namorar, agora virou esse Marimo idiota de sempre. — Dizia Sanji.
– Ei, quem você chamou de idiota? E eu não sou "fofo", você que me irrita, Cook!
– Viu só? Você é muito agressivo! — Sanji começou a fazer caretas pra ele, deixando-o mais irritado ainda.
– É?! Ok então. Ó, amor da minha vida,permita-me ficar contigo para todo o sempre! E sempre! E sempre!
– PFFFFFFT... HAHAHAHAHAHA!! Essa é a sua ideia de algo romântico? Só podia ser você mesmo, hahaha! — Sanji quase estava tendo um infarto de tanto que ria e Zoro ficou um pouco sem jeito.
– Tsc, pelo menos eu tentei. — Zoro se encostou na cama, e Sanji deitou em seu peito.
– Eu gosto de você mesmo com esse seu jeito agressivo, Marimo. Pode deixar que amanhã eu vou preparar um super jantar pra nós dois.
– Com certeza, você é muito melhor nisso do que eu, Sanji. — Zoro fazia carinho nos cabelos de Sanji, dando beijinhos em sua cabeça.
~ X ~
– Ei, Luffy-ya, vem pra cá.
Law estava deitado e Luffy estava distraído, brincando com aquela cadeira que girava. Os dois já estavam prontos para dormir e o capitão foi deitar junto ao seu amado, dando-lhe um beijo.
– Ei, Torao...
– Diga.
– Eu tava me lembrando do dia em que você disse que ficaria comigo no navio. Lembra? Se não fosse por você aquela vez eu teria perdido a cabeça com a história do Sanji...
– Oh... pensando nessas coisas agora? Nem se parece com você. Mas saiba que eu faria de tudo pra te proteger, capitão.
Luffy ficou deitado por cima de Law e começou a beijá-lo.
– Obrigado por tudo, Law.
~ X ~
No fim da história, os três casais acabaram juntos. Zoro e Sanji brigavam de dia, enquanto estavam junto com os amigos, e se amavam à noite, quando estavam sozinhos. Law continuou com Luffy dando todo seu apoio e carinho em busca de sua jornada para se tornar o Rei dos Piratas. Momonosuke tornou-se um Samurai lendário como seu pai, saindo em aventuras junto a Koutarou, pelos quatro cantos do mundo
E nada disso teria sido possível sem a ajuda de um maldito tempero realmente amargo.
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