Paixão Secreta

3 Uma festa e uma surpresa


Notas iniciais
Coloquei algumas expressões engraçadas na história e me senti aquele tio que faz piada todo natal asuhuahsahs.

Bartolomeu almoçava sem pressa, pensando sobre o que iria fazer naquele final de semana. Talvez passasse jogando vídeo game como de costume, ou tirasse a preguiça fora e finalmente fosse dar uma volta na praia, já que a previsão do tempo indicava um aumento na temperatura para os próximos dias. Pouco provável.

Seu celular vibrou sobre a mesa, a luzinha verde indicando que havia recebido uma mensagem. Era Desire perguntando o que ia fazer no sábado.

Ainda não sei. Respondeu achando aquela mensagem estranha, pois a amiga nunca perguntava esse tipo de coisa, simplesmente aparecia gritando na frente de sua casa, e o levava pra algum lugar.

Outra mensagem. Não vai na festinha dos rapazes?

Do que ela estava falando?

Uma notificação de grupo apareceu, com a foto da mascote do time da universidade. Bartolomeu aceitou a solicitação e começou a ler as mensagens.

Luffy “22h na casa do Ace”

Zoro “isso é 10 horas da noite?”

Usopp “é, seu burro”

Zoro “aff quero dormir”

Franky “depois eu que sou o velho”

Kid “vai ter bebida?”

Law “a que você mesmo levar, tapado”

Kid “o que tu falou, seu arrombado?”

Ace “tem lasanha no freezer”

Luffy “já comi, tragam salgadinhos”

Barto estava mais confuso que cego em tiroteio. Aquilo só podia ser um engano. Não se lembrava de ter dado o número de telefone para nenhum deles. E mesmo que tivesse, por que tinham adicionado ele num grupo? Obviamente a ruiva tinha dedo naquilo.

As provas do quinto período terminaram, o rapaz de mullet verde esperava a amiga ao pé da escadaria.

— Você! — puxou ela pro canto. — O que você aprontou?

— Ai credo! — Se apoiou na parede, quase tropeçando nos próprios saltos. — Do que você está falando?

— É exatamente isso que quero saber. Como fui convidado pra uma festa na casa do Luffy-senpai?

— Ah isso... — Desire começou a brincar com uma mecha do cabelo vermelho. — Mexi uns pauzinhos.

— Você não cansa de se meter onde não é chamada...

— Deu certo, isso que importa. Pelo menos agora o capitãozinho vai saber da tua existência, bunda mole — debochou. — Satisfeito?

— Tá, tá... Vai logo – Barto soltou um muxoxo. — Obrigado.

A mulher apertou as bochechas do amigo, deu um sorriso de satisfação e foi embora.

***

Nami aguardou todos saírem da sala para ficar à sós com a professora de arqueologia.

— Com licença, senhorita Robin?

— Sim? — a mulher erguei os olhos do livro. — Oi Nami. Como posso te ajudar?

— Queria saber se recebeu a foto, você não respondeu a mensagem... — a ruiva disse um pouco envergonhada.

— Me desculpe, não tive tempo de responder, mas recebi sim, muito obrigada.

— Certo...

Um silêncio constrangedor se fez presente.

— Mais alguma coisa senhorita? — a morena perguntou, quebrando o silêncio.

— Não, não. Era só isso. — Nami se virou pra ir embora, mas parou no meio do caminho. — Na verdade, queria saber se tem planos para o final de semana.

A professora retirou os óculos de leitura.

— As garotas do meu curso vão fazer um piquenique no sábado à tarde, pensei em te convidar, sei lá... — Nami começou a ficar constrangida. — Ah quer saber, deixa pra lá. Você deve estar muito ocupada...

— Eu vou — Nico Robin respondeu. — No jardim botânico?

— Sim!

— Certo, levo alguma gostosura.

De gostosa já basta você. Nami pensou, indo pra casa mais feliz que pinto no lixo.

***

Sanji estava evitando encontros com o rapaz de cabelos curtos e verdes. O que se tornara uma atividade muito difícil depois do último acontecimento. Parecia que o universo estava conspirando para que eles sempre cruzassem o caminho, mesmo que pouco antes isso quase nunca acontecesse. Chegou a pensar que talvez estivesse sendo seguido, tolice.

— Ei! Sobrancelhas!

Sanji virou, ofendido com o apelido.

— Como é difícil te encontrar. — Zoro veio andando preguiçosamente pelo corredor. — Parece que está fugindo de mim como o diabo foge da cruz.

— Claro que não — o loiro ficou aturdido por realmente estar sendo procurado.

— Vem cá — Roronoa o puxou para dentro de uma sala vazia, encurralando-o contra a porta trancada. — Por que está me evitando? — o marimo foi chegando mais perto. — Por que foi embora daquele jeito?

— Eu não... — Sanji não sabia o que responder. Os pelos da nuca eriçando ao sentir a respiração do outro cada vez mais perto.

— Quer ir lá pra casa? — o espadachim sussurrou ao pé do ouvido, roçando os lábios no lóbulo da orelha esquerda do cozinheiro.

— Está brincando comigo?! — o Vinsmoke empurrou-o para longe de si, arfando. — Nunca me deu bola e agora vem com essa?!

O esverdeado ficou um pouco espantado com a reação, mas tentou explicar-se.

— Na verdade, toda vez que vou tirar uma soneca no gramado — revelou, coçando a nuca desajeitado — fico te observando cozinhar através da janela.

O estudante de gastronomia corou com aquela confissão.

— Que tal a gente sair com mais gente primeiro? — Zoro sugeriu. — Os rapazes vão fazer uma festinha sábado à noite, a gente pode beber e bater um papo, se conhecer melhor.

O loiro estava de queixo caído. Depois do acontecimento no chuveiro, pensou que Roronoa Zoro fosse um completo babaca, mas aparentemente ele só não sabia se expressar direito. Ou talvez o estereótipo de atleta o fizesse agir de tal modo.

— O que me diz? — o espadachim perguntou novamente.

— Ok... — Sanji respondeu pegando o celular. — Me passa o endereço.

Roronoa sorriu vitorioso. Achava que Sanji era um mauricinho metido, mas ficou surpreso depois de pegá-lo se masturbando no banheiro com uma foto sua. E definitivamente queria deixar algumas marcas naquela pele clara.

***

Bartolomeu estava tão nervoso que acabara chegando mais cedo na festa. Ace o recebeu e logo foi embora, tinha um encontro no cinema com uma garota. Ace era o irmão mais velho de Luffy, largara os estudos para poder trabalhar em período integral, ajudando no sustento dos dois irmãos mais novos. Sabo, o irmão do meio, foi morar em outra cidade depois de receber um convite para trabalhar num escritório de advocacia.

— E aí Barto! — Luffy o cumprimentou com um daqueles meio abraços com tapinha nas costas. — Fica à vontade.

— Sabe meu nome? — Bartolomeo estava nas nuvens.

— Claro, ué. Você é o esquisitão que fica assistindo ao jogo toda quarta-feira — o moreno pegou duas garrafas de cerveja. — Trouxe o que?

— Doritos... — Barto murchou com o “esquisitão”, sentando-se no sofá.

Ligaram a TV e ficaram bebendo e comendo enquanto os outros não chegavam. Meia hora havia se passado e o clima estava se tornando cada vez mais desagradável. Visto que os outros iriam se atrasar, Barto resolveu ir embora.

— É... Luffy-senpai... Acho que vou indo — o rapaz se levantou.

— Não espera aí – o capitão puxou a barra da jaqueta de Barto, fazendo algo cair do bolso. — Acho que é seu.

Era a foto do moreno no vestiário.

Bartolomeo desejou ser um avestruz para poder enfiar a cabeça num buraco.

— E-eu posso explicar...

— Você gosta de mim? — Luffy perguntou sem rodeios.

A feição séria, sem o menor sinal de deboche. Barto desviou o olhar, constrangido.

— Sim... Muito.

— Espere aqui — Luffy pegou o celular e enviou uma mensagem para o grupo.

Luffy “reunião cancelada”

Usopp “aff...”

Franky “foi mal, a moto pifou”

Zoro “falou, vou dormir”

Kid “falei que a gente ia se atrasar!”

Law “e a culpa é de quem, hein?”

Ace “então posso levar a mina pra casa?”

Luffy “vai pra um motel, caralho!”

Bartolomeo também leu as mensagens, os olhos começaram a se encher de lágrimas. Pegou a foto e foi até a porta.

— Aonde está indo? — Luffy abriu a porta de seu quarto.

— Bem eu achei que... Que não me queria mais por perto, depois disso tudo...

O moreno foi até o rapaz de presas proeminentes e o beijou fervorosamente.

— Pelo contrário. Agora te quero ainda mais perto.

Notas finais
Eu não sei vocês... Mas me deu um arrepio gostoso esse final asuhausash.