Pais de primeira viagem.
14 The Park
Notas iniciais
P.O.V Thalia
— Mami falta muito? — Alison perguntou pela milésima vez.
— Não Ali, já estamos chegando — me virei para ela que olhava ansiosa pela janela do carro.
Miame era com certeza um lugar magnífico. Estávamos à alguns quilômetros — ou menos — do parque e já dava pra ter idéia de como seria divertido passar aquele tempo em família.
— Mamãe vai demorar muito ainda? — Noah perguntou chutando meu banco.
— Esperem mais um pouco — disse já nervosa pela insistência deles — E pare de chutar o banco se não eu te jogo pela janela.
— Thalia — Nico gritou — Pelos Deuses dá pra ficar calma?
— Se eles me perguntarem de novo se estamos chegando, cabeças irão rolar.
Depois da minha pequena ameaça, todos ficaram em silêncio até que Nico ligou o rádio onde tocava uma musiquinha até que boa. Depois de mais ou menos uma hora já estávamos no estacionamento. Desemos do carro e Nico colocou Noah nas costas enquanto Ali segurava minha mão.
— Nossa família olha aquela montanha russa — a pequena pulava de alegria quando oficialmente entramos no parque.
Era um lugar enorme, várias pessoas — e até animais — passavam e corriam de um lado para o outro indo em direção aos brinquedos. Primeiro levamos Noah até um carrossel. Víamos ele girar vagarosamente com o pequeno morrendo de ri e ficavam só nos enjôos. Era muita lenga lenga pro meu gosto.
— Thals fique aqui esperando Noah que vou levar Alison no trem fantasma — Nico pediu enquanto amarrava os coturnos da pequena.
— Tá bom, só não demora.Depois de muito tempo vendo aquela coisa girar Noah desceu feliz e saltitante.
— Mamãe foi muito irrado — ele disse se pendurando no meu braço.
— Tá bom querido não precisa fazer isso — balancei meu braço e segurei na mão do garoto — E agora?
— Eu quero uma pipoca doce — ele disse simplesmente como se mandasse em alguma coisa.
— Pipoca? A essa hora? Só por que eu te amo muito em?
Comprei uma mísera pipoquinha para ele e Noah já estava feliz da vida. Ele amava pipoca como se fosse.... uma Thalia sabe? Depois de procurarmos Nico e Ali, achamos a fila da roda gigante. Esse era o pior brinquedo de todos os tempos.
— Quem teve a idéia de vir nisso? — perguntei e Ali confessou que foi ela — Deixa que eu vou com você.
Já dentro de uma das cabines Ali fazia uma contagem regressiva para chegarmos ao topo.
— Ali calma querida — eu a segurava no colo por que não confiava nem um pouco nela. — 2.... 1 chegamos — ele disse se inclinando para fora — Olha só mami dá pra ver toda a praia daqui -ela apontou enquanto eu segurava sua cintura — Meu Deus do Céu esse lugar é muito bom.
— Você é muito fofa sabia? — ela me olhou surpresa e soltou meu braço com uma cara estranha — Calma eu não vou te morder não.
— Eu sei mamãe — ela gritou e voltou a olhar a paisagem na medida que descíamos.
Quando descemos os meninos comiam cachorro quente. Olhei para Noah que ainda tinha a metade do pacote de pipoca no bolso do próprio short.
— Que...mas... Você vai virar uma bola assim.
Já que eu não havia comido nada, paramos em uma lanchonete. Eu e Ali havíamos pedido empadas de camarão e suco de acerola enquanto Nico e Noah terminavam o cachorro quente.
— Já estamos comendo e estamos aqui a menos que uma hora — Nico falou — Isso é o mal deu ter casado com você Thalia.
— Nico não estamos em casa mas não é por isso que eu não posso de bater tá? — as crianças riram e eu olhei pra Nico com meu olhar mortal.
— Claro amorzinho, eu só queria dizer que só foi a gente morar junto que eu comecei a comer feito um.... uma Thalia — ele me amava — As crianças já comem assim desse tamanho, imagina quando forem adolescentes?
— Nico, cala a boca.
Depois do nosso pequeno lanchinho, fomos para a fila de um brinquedo desconhecido. Noah estava no colo de Nico que arrumava seu boné azul de dinossauro.
— Alison, quer tirar seu...Alison? E num piscar de olhos aquela menina sumiu.
***
Havíamos andado o parque inteiro a procura daquela criatura e a cada passo eu ficava mais nervosa.
Eu devia ter amarrado essa menina em mim enquanto podia. Esse é o mal de sair com três crianças ( incluindo Nico ) não dava pra ficar de olho em todas ao mesmo tempo.
— Mamãe por isso q eu falo que sair com ela é peligoso — Noah disse pulando e batendo no meu braço.
— Fica quieto peste — Nico apenas me olhou em reprovação — Amorzinho — me abaixei na altura da cria — Sua irmã só tem cinco anos, precisamos achar ela ok? Depois conversamos.
— Melhor agora.
— Nico, nico, se eu fosse você eu ficava calado.
Depois de uma pequena discussão fomos até um grupo de policiais ver se eles haviam achado ela.
— Infelizmente não, é um parque grande e ainda tem a parte da praia — um deles disse — Mas uma amiga nossa chamou reforços e já estamos voltando com a busca.
— Obrigada, qualquer coisa é só ligar no meu celular — peguei o mesmo e pedi que anotassem meu número — Precisamos ir.
Como o parque fechava só depois de meia noite e ainda era cinco estávamos tranquilos por enquanto. Foi quando anunciaram que uma criança havia caído de um brinquedo e estava em estado grave indo para o hospital.
Corremos até o local já com lágrimas nos olhos e fomos ver como ela estava. E não, para nossa sorte e pela nossa saude cardíaca, não era a Alison. E o garotinho nem estava mal assim, ele só havia quebrado um braço e torcido o outro pulso.
— E a busca continua.
Andamos mais um pouco até que sentei em um pequeno banco e comecei a comer um algodão doce que eu tinha comprado.
— Thalia Grace o que acha que está fazendo? Temos que procurar Alison, sabe se lá o que essa criança está fazendo — Nico gritou pegando Noah no colo — Ele está cansado, vamos logo.
— Nico, se eu conheço ela e conheço bem, ela vai ficar com fome e aparecer qualquer hora.
— Mulher louca -ele pegou minha mão e saiu me puxando pelo parque — Onde será que sua noção caiu?
— Papi estou com sono, vamos embola -a outra cria disse — Não precisamos levar Alison pra casa hoje, amanhã a gente volta.
Estávamos indo para a lanchonete comprar algo para Noah comer. Sentamos e pedimos empadas e suco de laranja para todos nós, e uma para Ali comer quando acharmos ela.
Eu não devia ter trago ela para um lugar grande e aberto. Onde já se viu? Perder uma criança de cinco anos, que estava ao seu lado. Eu era muito trouxa mesmo. Até que eu vi uma menina sentada em uma mesa com uma família — bem grande e cheia de crianças — que se parecia muito com ela. Fui devagar até lá e quando ela virou eu não acreditei.
— Como? Onde você estava esse tempo todo?
— Ela é sua filha? Ela estava na fila de um brinquedo mas não podia ir sozinha, disse que estava sem os pais e que tinha permissão para estar aqui — uma mulher disse — Achei muito estranho, e estávamos com ela até agora, Alison é uma criança encantadora. -
Sim, obrigada por cuidar dela e desculpe qualquer coisa — peguei a mão dela e ela seu Tchau para a família estranha — Temos que ir, meu marido está esperando.
— Tudo bem, só tenha mais atenção da próxima vez — um velho gordo disse — Até algum dia pequena Ali.
— Tchau vovô Max.
Voltamos para nossa mesa e Nico estava morrendo de rir.
— Mamãe você não sabe em quantos brinquedos legais eu fui — ela disse animada — Podemos voltar amanhã?
— Alison...
— Esse dia vai ficar pra história — ela se sentou e começou a comer.
— Essa é minha garota — disse Nico batendo na mão da pequena.
Eu mereço.
Fale com o autor