Pais de primeira viagem.
10 Alison.
Notas iniciais
P.O.V Thalia
Bom hoje o dia estava um tédio. Sábado a noite geralmente você sai para comer ou vai em um parque, ou qualquer outra coisa ,menos ficar em casa mofando.
— Thals — como era bom ouvir meu antigo apelido — O Percy me chamou para ir ver um jogo ali, volto em meia hora — disse Nico já abrindo a porta.
— Espera, por que você não leva as crianças?
— Acho que Alison prefere ficar aqui do que em um lugar cheio de homens, mas se você quiser eu levo o Noah.
— Tudo bem, só não vai esquecer ele lá viu — fui até meu pequeno e o entreguei a Nico, dei um beijo rápido nos dois ( até por que tinha uma criança na nossa frente, então.... ) — Bom jogo para vocês.
— Tchau mamãe — disse Noah quando o elevador chegou.
— Tchau.
Ele não era muito de falar, só falava uma vez na vida e outra na morte. Mas até que isso não era tão ruim.
Finalmente eu teria paz, fui até meu quarto e peguei uma toalha. Depois me dirigi para o banheiro e deixei a banheira enxendo enquando despia minhas roupas. Acho que a última vez que eu usei essa banheira foi antes de Noah nascer — não me olhem assim, eu precisava dar uma companhia a minha filha.
Quando entrei na banheira, foi como todos os meus musculos relaxacem. Graças a Deus, Nico havia comprado uma banheira com hidromassagem e aí só aí eu conseguir realmente descansar e pensar um pouco.
Acho que terei que usar minha nova amiga mais vezes, fazia tempo que eu não me sentia tão bem. As crianças estão tonando muito do meu tempo e...
— Mamãe? — e todo o meu sossego foi embora,as vezes eu me esqueço que eu tenho outra filha — Você tá aí dentro?
— Tô sim amor, a porta está aberta — disse e em segundos a pequena estava dentro do banheiro.
Ela estava com uma legging listrada, uma blusa de frio de pinguim — idéia dela — e meias brancas. Seus cabelos que iam até um pouco abaixo dos ombros estavam baguncados e ela segurava um copo de água.
— Que legal mami, eu posso entrar aí? — ela perguntou mechendo na espuma da banheira.
— Pode, mais vai pegar... — antes de terminar a frase ela já havia jogado suas roupinhas em algum canto — Cuidado para você não escuregar.
Alison estava meio duentinha esses dias, e como a água estava quenta só faltava ela se jogar. Então eu ajudei ela a entrar dentro da banheira, e logo ela estava sentada em cima da minha barriga.
— Mamãe por quanto você não me chamou? Eu fui lá no seu quarto e você nem tava lá aí eu pensei que você tinha ido sai.
— Sair pra onde?
— Por aí, e sabe eu nem vi o Noah nem o papai — ela ia falando e eu só ia observando o que ela fazia no meu cabelo — E mãe eu quero um cachorro.
— Cachorro pra que? Gatos são melhores.
— Não mãe eu tô falando sério, um bem pequeno igual um bebê.
— Vou pensar no seu caso.
— Mas pensa com carinho.
Eu nunca parei pra reparar como minha filha é inteligentes, e também que ela falava tanto. Acho que tenho dado atenção de mais para o Noah. Eu sei que já estávamos lá a um bom tempo, mas estava tão bom que acho que vou ficar mais um pouco.
— Filha você quer sair?
— Não mamãe eu quero ficar na sua barriga.
— Por que na minha barriga?
— Por que palece um bebê — ela disse dando uma gargalhada — Qual vai ser o nome do meu cachorrinho? Pode ser um nome grande ou pequeno e aí a gente vai passear com ele no Center Park só que tem que comprar um... qual e aquela coisa que palece um cola?
— Coleira.
— Isso mesmo.
— Sabe o Mason e a Sophie tem cachorros, e já já a irmã da Soph nasce e aí ela ja vai esquecer do cachorro. Mãe a gente não pode esquecer de quem a gente ama né?
— Não a gente tem que cuidar para que nada de ruin aconteça.
— Eu te amo mamãe então eu vou cuidar de você.
— Eu te amo mais.
— Sei — ela disse com uma carinha de quem acha que tem razão.
Acho que ficamos mais ou menos umas duas horas ali conversando, a água já estava perdendo a graça então resolvemos sair. Como a senhorita Alison Grace havia esquecido sua toalha fomos juntas na minha.
***
Depois de colocarmos nossos pijamas fomos para a sala. Alison botou um desenho e eu fiquei esperando ela dormir,o que não demorou muito. Já que ela estava bem caçada.
Fiquei ali por um tempo, passando a mão em sua cabeça, observando como seu sono era tranquilo e como aquilo me transmitia uma paz. Ela tinha uma respiração leve e isso me fez lembrar de quando ela era bebê, quando eu e Nico não sabíamos o que fazer — não que isso tenha melhorado — e só tínhamos um ao outro.
Senti sua mãozinha puxar minha blusa então me deitei ao seu lado caindo assim no sono. Agora o que mais importava era a pequena que estava sonhando ao meu lado. E como eu amava isso.
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