Pain Of The Darkness, Light Of Love

33 Capítulo 33 – De Volta à St. Vlad’s – parte I


Notas iniciais
Bem pessoal, estou de volta com mais um capítulo.
Eu sei que fiquei desaparecida por muito tempo, mas estou determinada a terminar essa fic que é uma espécie de bebê para mim.
Espero que gostem do enorrrrrrrrrrrrrrrme capítulo e que comentem.
Enjoy! :)

“Aiiiiiiiiiii... Estou ansiosa...” Rose choramingou. “Acha que ele vem mesmo Liss?” Disse acariciando Boris que estava deitado na poltrona ao seu lado, olhando com cara feia para o Chris. Lissa riu.


“É claro! Acredito até que ele já esteja lá.” Christian emendou.


“Rose, relaxa! Ele estará lá.” Disse sorrindo mostrando suas presas e pensando que Adrian iria buscá-la no Aeroporto, mas isso era uma surpresa.


“Mas tem dois dias que ele não me atende ao telefone...” E acrescentou mentalmente – e não me procura nos sonhos – ninguém sabia sobre os sonhos ainda.


“Hey, calma! Ele devia estar se preparando para a viagem.” Disse Chris, imaginando como essa mudança estaria sendo difícil para Adrian.


Christian era um excelente observador e via claramente nas atitudes de Adrian que ele estava se esforçando muito para mudar seu jeito introvertido e grosseiro até, por conta de sua revolta com sua cegueira. Ele realmente amava Rose e estava fazendo isso por ela, em primeiro lugar, sem sequer perceber que a grande evolução era o que estava por vir em sua vida, com a ajuda de Rose e Christian estava mesmo disposto a ajudá-los, já que o escolheu como família, pois ele não tinha uma e sentia que essa amizade deles era como se fosse uma irmandade.



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Ao desembarcar, Rose o avistou. Ela sentiu seu corpo aquecer ao perceber que ele sentiu sua aura. Ele estava lindo!!! Usava uma calça jeans escura, sapatos pretos, uma camisa pólo bege bem clara com detalhes marrons na gola e um suéter em marrom escuro. Ela soltou a coleira que foi obrigada a colocar em Boris – só por segurança – disse o comandante, pois se recusou terminantemente a colocar seu bebê no compartimento destinado a animais e correu em direção de Adrian seguida por Boris.


Ela se jogou contra Adrian, que se equilibrou bem, porque já esperava essa reação dela. Boris o cheirou e latiu abanando o rabo. Adrian o acariciou e riu.


“Hey, garoto, tudo bem?!” Ele disse e Boris lambeu sua mão. Rose riu virando os olhos e mostrando suas presas, sem pudor.


“É... Parece que ele te aprovou, então está tudo bem...” Disse provocativa. Adrian entendendo a provocação, fez algo novo, entrou na brincadeira.


“Ahhhh! Então quer dizer que se ele não me aprovasse estaria acabado pra gente huh?!” E riram juntos.


“Não meu Lord! Eu iria ter horas exaustivas de conversa com ele e o convenceria a te conhecer melhor e então ele saberia o quanto você me faz bem e te aprovaria.” Adrian deu uma boa gargalhada, que causou espanto nas pessoas à volta e a abraçou bem forte, inalando seu perfume.


“Ahhh! Quanta saudade eu senti, minha Pequena Turca!!! Que saudades!!!” Ela sorriu e o beijou. Aquele beijo saudoso, ansioso, urgente. E sussurrou.


“Eu também senti muito a sua falta! Tanta que achei que fosse ficar doente!”


“Bem, será que você me deixa cumprimentar meu primo?” Eles riram e Lissa puxou Adrian num grande abraço e Rose deu um abraço em Dimitri.


“Está pronto para apanhar de mim?” Ela riu e deu uma piscada para Dimitri,que sentindo seu corpo todo esquentar por conta do abraço que recebeu, sorriu.


“Sempre, Princesa Mazur!!! Sempre!!!” O que Adrian não gostou nada, principalmente ao perceber o tom rosa na aura de Dimitri, mas o que ele viu na aura de Rose o deixou bem satisfeito e muito, mas muito preocupado. Rose o abraçou por trás e sussurrou com voz sexy em seus ouvidos.


“Nele eu posso bater, mas tenho algo melhor pra você.” E mordiscou o pescoço de Adrian, o que o fez se arrepiar todo e enrubescer levemente, causando uma enorme crise de riso em Christian.


“Não me provoque Princesa Mazur! Não me provoque!” Disse baixinho pra ela e retrucou Christian. “E o que é que tanto ri hein Ozera???” Um tanto irritado com as risadas de Christian.


“Não é nada... Só estou pensando que o Aeroporto não é um lugar muito apropriado pra isso e que vocês poderiam procurar um quarto!!!” Respondeu dando uma piscada para Rose que imediatamente ficou ruborizada, já que ela era virgem e queria mesmo manter isso até se casar.


“Pára com isso, Ozera!” Disse com voz autoritária, um sotaque muito carregado no turco, o que fez Christian recuar percebendo seu grau de irritação e acabar com a brincadeira sem dizer mais nada. Adrian também percebendo a irritação de Rose, resolveu mudar o rumo da conversa, cumprimentando Mikail.


“Como vai Guardião Tanner?” MIkail sorriu.


“Muito bem, Lord Ivashkov, e o senhor?” Adrian fez uma careta.


“OK! Mikail, a minha Princesa se comportou bem?” Todos riram, menos ela.


“Hey!!! Você acha que se eu tivesse me comportado mal – disse essas ultimas palavras quase cuspindo e o seu sotaque só acentuava cada vez mais – o meu bebe estaria aqui comigo?!” A indignação era nítida e Adrian pôde ver que sua aura estava um maremoto. Logo emendou, tentando manter o bom humor e o tom de brincadeira, que diga-se de passagem, Rose não percebeu.


“Não foi o que eu quis dizer, minha Pequena Turca! Eu só queria saber se não arrumou nenhum pretendente desarvorado querendo roubar você de mim nesse período na Turquia! Se você não ficou tentada em me substituir!” Lissa só pensava: “Aimeudeusdocéu, eu preciso melhorar as relações sociais de Adrian! Ele está mesmo destreinado!!!! Rose se enfureceu ainda mais e usou uma tática que ela não apreciava muito e quase nunca usava: SARCASMO.


“Ahhh! Bem... Eu devo ter arrumado uns três caras em Istambul... e teve mais aqueles dois em Pamukkale... Ahhh! Ia me esquecendo... Em Ankara eu fiquei com um cara... Uhhhhhhh... Wowwwwwww!!!” E fechou a cara. O que ela falava agora era quase impossível de entender, devido ao enorme sotaque de turco impregnado em cada palavra. “Acho que só uns seis! Mas o tempo foi pouco, né?!”


Todos ficaram sérios porque pensaram que ela era capaz de se descontrolar e sair distribuindo umas porradas em quem abrisse a boca. Até Boris baixou as orelhas. Ela bufou.


“Vamos, Boris, conhecer sua casa nova!” E saiu andando na frente em direção à SUV.


“Ai Adrian! Você foi um verdadeiro idiota...” Lissa disse, contrariada.


“Eu só fiz uma brincadeira...” Ele estava desconcertado e cada vez mais preocupado com Rose.


“É! E parece que ela não gostou nada...” Emendou Christian tentando entender do porquê de Rose ter surtado daquela forma.


“Eu vou falar com ela. Vamos! Não se preocupem... Ela está meio... estranha... esses dias...” Disse Mikail e olhou para Adrian que entendeu rapidamente. ESPIRITO!!!! Ela não estava mesclando os efeitos de seu elemento com bebida alcoólica e isso a estava afetando. Adrian tinha notado que a aura dela estava estranha e agora pode entender do porquê disso. Ele assentiu.


“Tudo bem, só espero que ela não faça o seu bebe me querer como jantar!” Disse tentando melhorar o clima e funcionou. Todos riram. Dimitri definitivamente não o estava reconhecendo. Ele pensou no quanto Rose estava fazendo bem a Adrian e no quanto se sentia culpado por ver seu sentimento crescendo cada vez mais por ela. Meu Deus! Eu preciso urgente de me ocupar com outra coisa... Eu preciso mesmo! Pensou Dimitri.


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Na SUV, Rose acomodou seu bebe no seu colo de forma que ele ficou com as ancas no banco e a cabeça no seu colo, pois ele era enorme. Adrian resolveu sentar-se defronte a Rose e Lissa sentou com ela e Boris. A Van era um silêncio mortal, bastante desconfortável, pois a irritação de Rose parecia deixar o ar denso.


Na Academia, ela desceu da SUV e Mikail foi com ela levar Boris até o canil para ser alimentado e saber onde ficaria. Rose estava chateada por não conseguir mantê-lo no dormitório, mas o canil era melhor do que há milhares de quilômetros.


“Bebe, você vai morar aqui com esses outros psi-hounds. A mamãe não está feliz com isso também, mas pelo menos aqui, nós vamos nos ver todos os dias e eu virei levá-lo para passear.” Houve uma pausa e Mikail pensou: Okkk.... começou os diálogos esquisitos dos dois, esperando pacientemente Rose terminar.


“Eu espero que seja temporário também querido...”

“Verei o que posso fazer. Agora, vá comer e descanse. Fique bonzinho e não arrume confusão.” Nesse momento, Boris gemeu e baixou as orelhas, deitando nos pés de Rose, como se tivesse implorando... Como uma criança mimada. Mikail amava esses momentos esquisitos dos dois. Ele achava emocionante e até engraçado.


“Eu também tem amo, filho! Dá um beijinho.” Ele a lambeu toda. “Eu sei! Eu sei! Também te amo, viu?! Não! Não se preocupe. Aqui é seguro, filho, não se preocupe. Ta bom querido. Eu não vou ficar triste, fique calmo. Eu sei que você gostou dele...” Virou os olhos e olhou para MIkail, esboçando um sorriso. “Tudo bem querido... Tchau!” E saiu em direção ao dormitório.


“É... parece que ele gostou mesmo do Adrian, huh?!” Disse Mikail.


“É, ele gostou! Ahhh! Eu não posso acreditar que o Adrian acha mesmo que eu o trairia...” Mikail riu com vontade.


“Docinho, não seja tão literal! Ele só quis brincar com você e você levou para outro lado. Eu sei que as sombras estão te atormentando. Eu sei que isso poderia ser aliviado com bebida e te admiro sinceramente por tentar administrar isso sozinha, mas você sabe que tem médico marcado para hoje e quero que aceite a ajuda médica. Eu sei o que vai dizer – disse quando viu Rose virando os olhos e bufando – mas tenho certeza que o tratamento vai te ajudar. A médica sabe sobre Espírito e seus efeitos e seu pai falou que você quer manter tudo em segredo." Rose estava chateada com essa história de médico, mas queria continuar a respeitar o acordo.


“Ela aceitou?”


“Sim, mas você vai ter que tomar a medicação direitinho, fazer acompanhamento e treinar com a professora Carmack. Ah! Parece que esse ano, eles terão uma nova professora que tem conhecimento sobre Espírito que também é usuária desse elemento, embora poucas pessoas saibam. O seu nome é professora Karp.” Rose assentiu.


“Mika, agora eu preciso me alimentar. Com Boris aqui, eu terei que me alimentar com mais freqüência...” Já pensando nas dificuldades de esconder isso também, sem nem saber explicar do porquê disso.


“A diretora Kirova tem ciência disso também. Ela só não entendeu sua ligação com ele e você terá que explicar.”


“Afff... como eu vou explicar o que nem eu mesma consigo entender! Que saco!!! Ainda bem que é só mais um semestre e depois: FACULDADE!! Mikail, eu já sei o que eu quero fazer e para onde eu quero ir, mas vou precisar de sua ajuda para convencer meus pais.” Mikail fez uma careta, já imaginando o que aquela mente mirabolante de sua protegida estava preparando para matar sua mãe do coração e mandando seu pai para a UTI.


“Rose, pelo amor de Deus, não me diga que você quer ir freqüentar uma universidade humana, porque isso não vai acontecer!” Ela sorriu, mostrando suas presas despudoradamente e assentiu.


“Quero fazer Direito... Em Harvard! E já me inscrevi no teste SAT. A Liss e o Chris também vão! E lá tem como o Adrian aprender Braille e terminar seu curso, mas isso ele ainda não sabe e você não vai dizer nada... Eu tenho seis meses para convencê-lo!” Mikail ficou preocupado com o surto do casal Mazur, porque convencer a Rose do contrário, isso sim seria impossível, ele pode ver na determinação dela ao traçar seu plano de ação, mas ainda assim de boca aberta.


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Rose conheceu a nova professora: Sonia Karp. Ela era mais ou menos da idade de Mikail e era bastante agradável. Parecia meio doida, mas era agradável. Rose treinava espírito com ela e com a professora Carmack ele treinava fogo. Sua rotina nova era: aulas convencionais pela manhã; almoço; duas aulas à tarde e ela fazia questão de receber treinamento tático com os noviços a guardião, onde ela encontrava com Mazon, que ainda estava mais ressentido e se distanciou dela. Ela disse ao seu pai que não o queria mais como guardião, pois ele não a entendia. Três vezes por semana ela treinava secretamente com a professora Karp. Só mesmo algumas pessoas sabiam, entre elas, seu príncipe de olhos de esmeralda. Adrian.


Passados três meses, ela agora já conseguia controlar a visão de auras e já não as via o tempo todo, só mesmo quando queria. Os medicamentos a ajudavam. Com relação à cura, ela estava aprendendo a usar com parcimônia, com menos intensidade, isso também com a interferência dos calmantes leves que estava tomando. Os sonhos, bem, isso já era mais complicado, assim como usar magia para encantar objetos, mas ela estava indo bem.


Ela fazia acompanhamento com a psicóloga – Dra. Deidree – e tomava seus calmantes que eram leves para não atrapalhar o uso de seus elementos, para que ainda conseguisse alcançar sua magia, mas não tivesse totalmente no controle dela e não se sobrecarregasse. Achar a quantidade certa de medicamento é que foi complicado – na base do acerto e erro. Por dois meses, Rose ficou com problemas para se adaptar à quantia certa de medicação. Ora era demais e ela não alcançava nem o seu outro elemento – FOGO. Ora não fazia qualquer efeito e ela ficava à mercê das sombras, a ponto de atacar um aluno durante uma aula, quase colocando fogo na cabeça dele e sendo mantida por três dias na enfermaria a poder de calmantes fortíssimos e fortes amarras na cama.


Aquilo foi difícil e quase destruiu Adrian, mas agora ela está bem, no controle dos elementos e de seus poderes, tomando a medicação na medida certa e no controle das sombras.


Adrian estava aprendendo muito também sobre o seu elemento, mas cura não era mesmo seu forte – o que ele agradecia, pois é a parte que mais afeta o usuário de espírito – mas estava aprendendo a controlar as auras e agora, embora a escuridão da cegueira o chateasse muito, porque com isso ele tinha a plena consciência de sua deficiência, ele se sentia feliz por não ser inundado o tempo todo com aquela torrente de auras de todas as cores e formas e sentimentos.


Ele agora já conseguia se sentar com as pessoas para fazer uma refeição sem sentir dores absurdas de cabeça ou tonturas ou enjôo ou passar mal de alguma forma e ele estava feliz por isso... E muito feliz por ter Rose em sua vida...


Notas finais
Ahhhh...
Tenho mais dois capítulos prontos.
Quando eu tiver pelo menos cinco comentários, eu os posto para vocês, então... Comentem... hahahaha
P.S.: Tudo o que está grifado, para quem não se lembra, é porque são falas que seriam ditas em turco, ok?
Bjs. R.I.