Pain Of Love

24 Capítulo 24 - Seria essa a solução?


Notas iniciais
Olá gente, como estão?
Bom, eu tava meio atolada de coisa essas ferias mas consegui terminar o capítulo, mas como segunda-feira volta tudo, talvez eu demore a atualizar de novo ç-ç
Mas gente, eu não vou parar a fic jamais, vou com ela até o fim u_u
Chega de falação kk boa leitura :3

– Tom! – Bill exclamou surpreso e com um sorriso largo que lhe iluminava o rosto – O que você faz no meu computador!?

– Foi tudo idéia da Mia, culpe ela! – acusou como uma piada – Ela quis te fazer uma surpresa, e eu adorei a idéia, por sinal.

– É sério isso? – virou-se para encarar a ruiva que sorria satisfeita ao seu lado.

– Sim, desculpe se foi fora de hora, mas eu te achei um pouco triste e era tão bonito ver como se alegrava quando falava com seu irmão...

– Não se desculpe, eu só tenho a lhe agradecer. Realmente, por essa eu não esperava! – abraçou Mia, mas logo voltou a ajeitar-se em frente à tela do notebook.

– Bom, vou deixá-los conversar em paz. – e levantou-se indo para a cozinha preparar algo para o jantar.

– Como você está, Bill? – Tom preocupou-se em perguntar.

– Agora? Além de surpreso, feliz. – parou por alguns segundos para logo retomar o que falava – Surpreso também por te ver assim, o que houve? Enjoou dos dreadlokcs?

– É, eu queria mudar um pouco. Foi a forma que encontrei de marcar uma nova fase da minha vida. Mas posso ver que você também mudou...

– É, também quis mudar, nem tem muito tempo por sinal, foi no nosso aniversário... E pelos mesmos motivos que você o fez.

– Parece que nossa ligação continua intacta então. Ambos riram, plenamente felizes com aquele maior contato entre eles.

O silencio reinou por alguns segundos, só queriam admirar as imagens do rosto alheio que a tanto tempo não eram detectadas por suas retinas. Desejavam que aquilo durasse pra sempre, que pudessem olhar a imagem tão parecida com si por todo o tempo que quisessem.

– Você não sabe como senti falta de ver seu rosto, Bill. – quebrou o silêncio – Esse seu sorriso, sua risada... Tudo me fazia tanta falta.

– Eu também senti sua falta, Tom. Você não sabe o quanto.

– Fico feliz por você ter me perdoado.

– Eu perdoei sim, mas isso não significa que não estou magoado. – lembrou o irmão.

– Eu sei, mas é que isso me alivia um pouco. Aos poucos eu vou reconquistar sua confiança e desfazer essa mágoa, pode ter certeza.

Agora ambos tinham os olhos mais úmidos que o normal, mas se recusavam a chorar mais uma vez. Não era possível que não conseguissem segurar as lágrimas nenhuma vez que se falassem. Tom respirou fundo e acalmou um pouco o coração palpitante em seu peito, queria falar aquelas palavras sem o nó que se formava em sua garganta.

– Todos os dias quando eu me olhava no espelho, enxergava seu rosto, Bill. – encarou o irmão mais novo nos olhos, a lente da webcan e a distância momentaneamente inexistentes. – As vezes eu me esforçava pra isso, mas em geral era quase inevitável. Nossos traços tão parecidos foram o que me fizeram não esquecer seu rosto... Parece que foi ontem que você foi embora, mas já faz tanto tempo...

– Verdade, parece que foi outro dia que você era aquele idiota que eu não conhecia. – o mais novo foi rude, talvez até demais, mas precisava mostrar ao irmão que ainda não sabia o quão mudado Tom estava – Mas já vai fazer um ano. – completou.

– Me desculpe, mas o jantar está pronto e acho melhor vocês terminarem o assunto outro dia... – Mia apareceu mais uma vez no sofá ao lado de Bill, falando alto o suficiente para que Tom também a escutasse – Eu atrapalhei? – perguntou para Tom podo-se de frente para o monitor para que ele a visse.

– Erm, não... – mentiu o mais velho – Acho melhor terminarmos o assunto outro dia mesmo, vocês devem ter tido um dia cheio, precisam descansar...

– Ok, vou deixar vocês se despedirem. – e a ruiva saiu quase tão rápido quanto chegou ali.

– Bom, preciso ir, Tom. – disse – Tenho que trabalhar amanhã cedo.

– Ah é verdade, tinha me esquecido do fuso horário. – bateu de leve na própria testa por pensar ter atrapalhado o irmão, já que esqueceu esse pequeno detalhe – Boa noite então, amanhã nos falamos, ok?

– Ok, até amanhã então, Tom. Durma bem, tchau. — e fechou o notebook.

Fechou-o cedo demais, não teve tempo de ouvir o “eu te amo” sussurrado por Tom do outro lado da tela.



Mia POV

Servi o jantar e Bill permaneceu em silencio. Aquilo durava desde que terminou de falar com Tom. Quando desligaram a chamada, tudo o que fez foi me abraçar em agradecimento, mas ainda sim em silencio. Sua expressão me dizia que seus pensamentos estavam o mais longe possível.

Ele comeu sem silencio, ignorava os longos olhares que eu lhe lancei durante a refeição. Ele precisava mesmo daquele silencio todo? Não confiava mais em mim por ter feito aquela surpresa? Mas foi com a melhor das intenções...

– Bill, está tudo bem? – resolvi quebrar o silêncio.

– Sim, só estou meio... cansado

– Bill, não é isso. Você sabe que eu percebi que tem algo diferente, você parece meio triste... – tentei mostrá-lo que eu já o conhecia suficiente para desvendar suas expressões – Se quiser me contar algo, estou aqui, ok?

– É que eu não sei como contar, na verdade. – ele começou com um sorriso sem graça, mas ainda sem me encarar – Na verdade eu nem sei se o que eu fiz foi certo.

– Então me diga, quem sabe eu posso te ajudar? Você sabe que não estou aqui pra te julgar em nada...

– Eu estou namorado com o Peter, meu chefe. – disse ele de uma vez, olhando-me e observando minhas reações – É isso.

– C-Como? Peter, o que ia no restaurante? – questionei um tanto surpresa.

– Sim, ele mesmo.

– Mas porque? E o Tom?

– Tom? Mia, ele é meu irmão, nunca daria certo! Talvez agora eu consiga esquecê-lo.

– Então você está usando o Peter como uma espécie de remédio para esquecê-lo? – tentei entender seus motivos.

– Mais ou menos isso. Na verdade, nós dois. – respirou fundo – O Peter acha que eu posso ser a solução para ele esquecer tudo de ruim que o ex fez a ele. Então nós dois saímos ganhando.

– E o amor, Bill? Isso não importa?

– Por enquanto, não. – pude vez a falsa rigidez em suas palavras. Aquilo, sem dúvida, não era típico dele.

Apenas voltei a comer, o que estava acabando por sinal. A mesa afundou em um silêncio tão profundo quanto o anterior e nossas mentes voltaram a pensar em nossos mundos particulares.

Então era isso a partir de agora? O amor não lhe importava mais? Não iria lutar? Iria ele desistir de ser feliz ao lado do irmão, justamente por esse parentesco? Ele não sabia que o proibido era mais interessante?

Uma coisa era certa: ele não viu o amor verdadeiro no olhar apalavras de Tom. Não aquele amor de irmãos ou admiração. E sim o mesmo amor que os fez se separar, agora tentava os unir novamente.



Bill POV

– Estou indo, Mia! Tchau! – e fechei a porta da entrada do nosso apartamento, indo para o trabalho.

Era um dos poucos dias em que eu não saía atrasado, isso era bom e eu precisava me acostumar. Afinal, não era porque meu chefe tinha se tornado meu namorado que as coisas mudariam a partir dali.

Na portaria, estranhei perceber um carro parado ali, geralmente a rua era vazia durante a manha, principalmente naquele horário. Aproximei-me e o vidro revestido de insulfilm abaixou-se revelando Peter dentro do automóvel.

– Entra, vou te levar pro trabalho. – ele disse pela janela.

– O que você está fazendo aqui? – sorri.

– Uma surpresa. – ele riu satisfeito com a minha expressão – Entra, vamos logo.

Entrei no carro e logo em seguida ele deu partida. Um assunto aleatório durou todo o pequeno percurso até o prédio da Allure Models.

Antes de sairmos do carro, já no estacionamento, Peter segurou minha mão impedindo-me de abrir a porta.

– Bill, você não vai se incomodar de aparecer no trabalho comigo, vai?

– Não... – respondi um pouco inseguro.

– Se você não quiser, tudo bem, eu entendo... Você vai ter o tempo que precisar para isso. – ele pareceu perder um pouco do entusiasmo.

– Não, tudo bem. – confortei-o com um selar de lábios – Eu posso me acostumar com isso. – sorri enquanto olhava em seus olhos, mantendo seu rosto entre minhas mãos – Acho melhor irmos logo, ou podemos nos atrasar.

– Mas está tão bom aqui... – ele falou com a voz doce e um bico nos lábios.

– Deixe de ser bobo, vamos. – ambos rimos enquanto saíamos do carro.

Depois de trancar devidamente o automóvel, Peter passou um dos braços por meus ombros, puxando-me para mais perto, e abracei sua cintura por trás, mantendo a pouca distância. Entramos no prédio assim, abraçados, o que nos direcionou diversos olhares que passavam por nós.

Alguns sorriam de canto, mostrando aprovação, outros sequer olhavam, e uns poucos olhavam estranho, difícil de descrever. Pareciam incomodados.

Ele me levou até a porta do estúdio onde eu sempre ficava, La dentro Krystal estava sozinha de costas para a porta, sequer percebeu nossa presença. Afastamos-nos e ele encarava meu rosto sorrindo, quase na mesma altura do seu, ele era apenas alguns centímetros mais altos que eu.

– Não foi tão ruim assim, não é? – disse.

– Na verdade foi até engraçado ver como algumas garotas me olhavam. Pareciam invejadas. – ri e ele me acompanhou, só então Krystal percebeu que estávamos ali, mas fez de tudo para fingir que não o fez.

– Até mais tarde, passo aqui pra te buscar, ok?

– Tudo bem. – ele selou meus lábios e se afastou.

– Ah, Bill! – Peter virou-se quando já se afastava – Se importa se formos jantar em um restaurante aqui perto?

– Eu adoraria! – respondi – Só preciso avisar à Mia.

– Combinado então. – sorriu uma ultima vez antes de se afastar por definitivo.

Adentrei a sala e assim que o fiz, Krystal virou-se sorridente e com uma expressão um tanto interrogativa, estava sozinha ali.

– O que foi isso? Vocês estão juntos?

– É... – respondi sem graça, tinha certeza que minhas bochechas estavam coradas.

– Você não perde tempo hein! – ela brincou, mas pude ver em seus olhos que não passava disso – Bom, tenho mais uma boa notícia para você.

– O que é? – questionei curioso.

– Na verdade são duas, uma não muito boa e uma ótima. Qual quer primeiro?

– Krystal, sem joguinhos! – pedi manhoso, mas ela não pareceu se abalar – Ok, a ruim primeiro.

– Alice está doente e não pode vir para compartilhar a noticia boa.

– Tá, e a boa? – eu não segurava a ansiedade, parecia uma criança.

– Nossa, quanta preocupação com a sua colega de trabalho! – ironizou – A boa é que saiu a revista com o editorial de vocês, fiz questão de te mostrar em primeira mão! – ela estendeu a revista com um sorriso que mal lhe cabia no rosto.

– Que maravilha! – tomei rapidamente a dita cuja de suas mãos, folheando-a e procurando as fotos.

Ela me observava de perto enquanto eu folheava o objeto em minhas mãos, podia perceber o sorriso em meu rosto e tinha certeza de que eu parecia uma criança com um novo brinquedo. Mas quem se importava? Estávamos sentados no chão, no meio do caminho, sorrindo ao redor de uma revista.

Corrigindo: éramos duas crianças.



POV Autora

Depois do expediente de ambos, Peter levou Bill para um jantar num calmo restaurante japonês recém inaugurado ali perto. Aquela era uma área recentemente valorizada, por isso era comum encontrar novos estabelecimentos nas redondezas. O que era bom, já que não precisavam ir longe para ter diversão ou conforto.

O assunto fluía bem mais natural agora que tinham se tornado namorados, era como se uma barreira tivesse sido derrubada. Bill ainda se sentia um pouco desconfortável ao lado dele, sentia vergonha de assumir a relação dos dois, mas seu esforço para mudar isso era visível.

Riram alegres até o carro parar em frente à porta do restaurante. Saíram juntos e Peter entregou a chave do carro para o manobrista antes de entrarem. Sentaram-se e escolheram o pedido juntos. Ninguém os olhava de forma estranha, o que os fazia se sentir bem e confortáveis, despreocupados com o que aparentavam ser. As pessoas não ligavam, apenas preocupavam-se com suas próprias coisas, o que aliviou Bill.

Foi um jantar agradável, o único fato desconfortável era que precisavam controlar o volume das risadas, o silêncio e a calmaria no ambiente faziam com que qualquer conversa ali começada fosse facilmente ouvida.

–Vamos indo, então? – Peter sugeriu assim que terminaram de comer – Senão fica tarde a ainda temos que acordar cedo amanhã.

– Tudo bem.

– Ah, e eu quero lhe mostrar meu apartamento, tudo bem pra você?

– Sim. – respondeu um pouco receoso.

– Mas você se importaria de dormir lá? É que eu moro sozinho e seria tão bom ter uma companhia... – ele fez bico.

– Ok, eu durmo lá. – Bill riu sem graça, nem saber ao certo se o que acabara de responder era correto.

**********



– Então, não é muito luxuoso, mas é confortável. – Peter disse após terminar de apresentar todos os cômodos do apartamento a Bill.

O imóvel ficava a certa distância do prédio da empresa, mas nada que apenas 10 minutos dentro do carro não resolvessem. Não era modesto, mas também não esbanjava dinheiro, era um simples apartamento digno de uma pessoa com uma boa condição financeira. Para um homem que morava sozinho, aquilo era mais do que suficiente.

– Você não mora com seus pais? Fica sozinho aqui o tempo todo? – o moreno questionou.

– Não, eu me mudei quando fiz 18 anos, nem tem tanto tempo assim, só 3 anos...

– Mas você não se sente sozinho aqui? – perguntou Bill enquanto caminhava até a cozinha para pegar um copo de água, era estranho, mas já se sentia a vontade para tal.

– Com o tempo eu me acostumei, sabe. Eu queria aprender a me virar sozinho, ser independente, ter meu próprio dinheiro... Acabou que eu não consegui fazer isso completamente, afinal, quem fundou a Allure Models não fui eu, e sim minha mãe. – ele fez uma pausa apenas para puxar uma cadeira da mesa de quatro lugares para se sentar – Assim que eu me formei minha mãe me colocou no comando da empresa, mas eu sempre fazia tudo sob os olhares dela. Com o tempo ela resolveu deixar tudo em minhas mãos e a empresa agora é minha. Mas eu ainda não estou satisfeito, um dia eu ainda vou montar a minha própria, com o meu esforço.

– Você é ambicioso... – o do moicano observou.

– Eu só quero não depender dos meus pais financeiramente. – deu de ombros e levantou-se, caminhando em direção a Bill e o abraçando por trás enquanto o mais novo lavava os copos – Mas que tal esquecermos um pouco esse assunto, hein? – beijou levemente o pescoço a sua frente.

– Peter... – reclamou baixo enquanto virava-se de frente para o outro.

– Shh, ninguém está nos olhando, não fique sem graça. – sussurrou com o indicador sobre os lábios do alemão pedindo-lhe silêncio.

Primeiro roçou os lábios com calma, aproveitando o contato que se aprofundava aos poucos até estarem envolvidos num beijo calmo e envolvente. Aos poucos suas línguas exploravam a boca alheia com mais sede, o beijo se acelerava assim como seus batimentos cardíacos.

Peter o puxou para os braços sem cessar o contato de seus lábios, as pernas do mais novo envolviam a cintura de Peter, que caminhou até seu quarto com calma, buscando não esbarrar nas coisas pelo caminho.

Jogou o mais novo na cama – não muito delicadamente, mas não forte o bastante para machucar – e deitou-se por cima após retirar a própria blusa, exibindo o corpo magro, mas bonito. Mordiscou o pescoço de Bill enquanto uma de suas mãos explorava o corpo do mesmo e a outra levantava a barra de sua blusa. Mas foi nessa hora que a consciência bateu no moreno.

– Peter, acho melhor pararmos...

– Parar? Você não está gostando? – parou o que estava fazendo e encarou-o com uma expressão de dúvida, mas ainda permanecia por cima do mais novo.

– Não é isso é que... Acho que estamos pulando muita coisa, acho meio cedo pra isso...

– Bom, não quero te forçar a nada, desculpa. – sentiu-se culpado por ter começado com aquilo, e, aos poucos, levantou-se.

– Peter, por favor me leve para casa.

Notas finais
E o que acharam? não me matem ç-ç
Ah, pra deixar alguns tranquilos, eu não vou colocar nenhuma cena do Bill com o Peter que seja +18. Na verdade nem sei se vai mesmo rolar algo do tipo entre eles dois, ainda tenho detalhes pra resolver kk
Mas posso adiantar que falta pouco pro Bill e o Tom se encontrarem hein... ta deixa eu calar minha boca antes que eu fale demais x_x
Bom, mereço comentários? c: