Pain Of Love

16 Capítulo 16 - Reconciliação?


Notas iniciais
Esse capítulo ficou um pouco menor do que eu queria, mas eu gostei, e espero que vocês também gostem ^.^

POV Autora

- T-Tom? – Bill respondeu gaguejando, foi pego de surpresa.

- Sim, sou eu... – ele começou – Liguei, primeiro, porque te devo desculpas por tudo que aconteceu, por tudo que eu fiz...

- Tom, não adianta fazer um discurso, você pode falar o que for, fazer o que quiser, eu não estou pronto pra te desculpar. O que você fez e disse... aquilo foi demais pra mim. – baixou a cabeça, os olhos fechados. – Só de falar as imagens e sensações voltam, é horrível.

- Tudo bem se não quiser me perdoar, só quero que saiba que eu estava fora de mim, mas agora eu mudei, e pretendo continuar mudando. Eu vou evoluir, Bill, vou evoluir por você; eu sei que errei feio, mas quero corrigir isso. – ele expressava tudo que sentia sem hesitar, estava mesmo arrependido.

- Fico feliz que seja verdade, isso é bom pra você, mas não consigo te perdoar, não por enquanto.

Aquilo também doía em Bill, trazia todas as memórias de volta. Também despertava o arrependimento de não ter conseguido guardar aquele sentimento para si, se o tivesse conseguido, hoje ele viveria ao lado de seu irmão. Mas também passava por sua cabeça que foi melhor contar, pelo menos na Califórnia ele tinha a chance de ser feliz.

- Mas como você conseguiu esse telefone? – Bill lembrou-se que pediu a Andreas que não desse o número a ninguém.

- Não foi difícil, foi só pegar na última conta de telefone. Também não foi difícil identificar o certo, já que só havia um com o código de área de fora da Alemanha. O ruim foi que tive que esperar a conta chegar para poder te ligar.

- E como você sabia que ligaram do telefone fixo daí pra cá? – desconfiado, o moreno continuou a perguntar, mantinha uma das sobrancelhas arqueada.

- É que eu ouvi sua conversa com a mamãe. – confessou.

- Tom! – respondeu com um tom de reprovação na voz. – Você sabe que isso não é coisa que se faça, não foi assim que a mamãe nos ensinou!

- Eu sei, eu sei... Mas eu precisava se você estava bem, onde estava...

- Tudo bem, não tem problema, nem motivo pra se preocupar.

É tão bom poder falar com você, senti tanta falta da sua voz, maninho. – Tom disse com um sorriso de alívio no rosto.

Por mais magoado que estivesse, Bill também não conseguiu evitar sorrir, mesmo que de modo mais tímido, apenas um sorriso de canto, sem mostrar os dentes. Após o breve silêncio, Tom voltou a falar.

- Eu sinto tanto sua falta, Bill. – uma lágrima escapou de seus olhos.

- Também sinto sua falta, Tom. – o mais novo também chorava.

- Então porque você não volta? Podemos tentar acertar as coisas...

- Tentar? E se não der certo? – fez uma breve pausa para logo continuar. – Não, não posso mais arriscar isso. Além do mais, tudo está dando certo pra mim, eu estou começando a ficar feliz, o que, sinceramente, eu achei que nunca mais aconteceria.

O silêncio predominou por um curto espaço de tempo, até que Bill achou que tudo aquilo já havia demorado tempo demais.

- Eu preciso desligar, acabei de chegar do trabalho e estou com fome. Tchau, Tom.

- Bill, espera! – ele chamou a atenção do irmão. – Preciso te perguntar uma coisa.

- Então pergunte logo.

- Bill... Você ainda me ama como antes? – as palavras quase não saíram, abafadas pelo choro.

- Estou fazendo de tudo para te esquecer, Tom. Não tem mais sentido continuar te amando. Tchau. – disse do modo mais frio que conseguiu e desligou o telefone em seguida.

A maquiagem do moreno estava borrada pelas lágrimas que insistiam em continuar descendo por seu rosto. Sentado no sofá, ele tinha os cotovelos nos joelhos e a cabeça apoiada nas mãos. Encarava o chão quando Mia entrou na sala penteando seus cabelos ruivos.

- O que houve Bill? – sua expressão demonstrava preocupação e ela sentou-se ao lado dele. – Quem era no telefone?

- Era o Tom. – respondeu já a olhando nos olhos.

- E você está bem? O que ele queria?

- Não, no momento não estou, mas vou ficar, tenho que ficar. Importa-se se eu for para o banho logo? Falamos disso depois que eu me acalmar...

- Ah, claro, como preferir. – ela respondeu, entendendo o moreno.

- Obrigado.

Ele rumou ao banheiro e trancou a porta assim que entrou. Despiu-se devagar, sem ânimo para um único movimento. Ligou o chuveiro e pôs-se debaixo da água morna, deixando-a escorrer por seu corpo, os olhos fechados. Respirava profunda e lentamente enquanto lavava os cabelos negros, tentando se acalmar e esquecer o que havia acontecido minutos atrás.

Perdeu toda noção do tempo durante aquele demorado banho. Precisava daquilo, daquele silêncio de vozes, do único barulho da água batendo no chão. Quando finalmente saiu do banheiro, deparou-se com o jantar pronto sobre a mesa e os verdes olhos de Mia o encaravam.

- O jantar está servido, senta logo e vamos comer, estou morrendo de fome. – ela anunciou.

- Parece ótimo. – ele sentou-se e se serviu enquanto ela começava a comer – Mia, podemos conversar sobre o telefonema?

**********

Assim que desligou o telefone, Tom jogou o mesmo sobre a cama. Seu rosto estava molhado por lágrimas. Ele deitou-se bruscamente sobre os lençóis amarrotados e levou as mãos até a cabeça, num ato de desespero e indignação. Encarou o teto por longos minutos e levantou-se repentinamente furioso.

Devido ao calor momentâneo proporcionado pela raiva, arrancou a própria camisa e jogou-a num canto, virando seu olhar para a mesa do computador tão pouco utilizado por ele. Ali em cima repousava um porta-retrato com uma foto dos gêmeos juntos, sorrindo e felizes. Num ato impensado e precipitado, Tom jogou o porta-retrato contra a porta, com força suficiente para quebrá-lo em vários pedaços.

- Eu sou mesmo um babaca, um idiota! – gritava a plenos pulmões. – Eu sempre tenho que fazer tudo errado, sempre!

A porta foi aberta silenciosamente por Simone, que pisou sobre o porta-retrato quebrado sem perceber. Quando viu a foto de seus filhos em meio aos cacos de vidro, abaixou-se e pegou a mesma nas mãos. Ao lado da cama, Tom estava jogado com as costas no chão, os joelhos dobrados e as mãos sobre os olhos.

- Tom, o que está havendo aqui?!

Notas finais
E então? Mereço reviews? >.