Pain Of Love
1 Capítulo 1 - Mais uma para a lista
POV Autora
Desde pequenos, os gêmeos Kaulitz foram muito ligados. Bill e Tom eram amigos em todas as horas, sempre apoiavam um ao outro. Quando crianças, começaram a construir uma grande amizade, um laço tão forte que parecia quase indestrutível. Era algo especial, verdadeiro, que apenas irmãos eram capazes de manter. Tom podia sentir quando algo ruim ou importante acontecia a Bill, mesmo a distância, e vice versa.
Hoje, aos 17 anos, essa relação continua tão forte quanto antes. Eles são parecidos em várias coisas, mas suas personalidades são completamente diferentes. Tom com seus dreads loiros e roupas largas é mulherengo, impulsivo e se irrita com facilidade. Brigas na escola eram rotina, já que vivia arrumando confusão. A popularidade com as garotas o permitia escolher quem ele queria, o que inflava seu ego ainda mais.
Já Bill, sempre foi mais reservado. Sua personalidade é marcante assim como seu visual. O cabelo liso, preto e com mechas brancas armado num estilo de personagens de mangá é o que mais chama atenção nele. As roupas são em geral pretas ou de cores escuras e as unhas estão sempre pintadas de preto com as bordas brancas. Os olhos destacados com lápis e sombra pretos fazem parte de seu estilo desde pequeno, assim como sua paixão por música. Mais emotivo e conservador, ele não tem tantos amigos como seu irmão.
As festas para qual apenas Tom era convidado eram frequentes. Bill não se abalava com isso, preferia passar o tempo com seu melhor amigo, depois de Tom, Andreas. Sua amizade era verdadeira e fiel, construída ao longo de 7 anos. Um confiava plenamente no outro, contando segredos sem exitar.
Bill POV
Ouvir o sinal da escola tocando foi um alívio, eu já não agüentava mais aquele inferno. As únicas pessoas com quem falo são Tom e Andreas, mas na maioria das vezes meu irmão está ocupado demais com garotas pra me dar atenção. Diariamente eu volto pra casa sozinho, refletindo no meu próprio silêncio, e hoje não seria diferente.
Arrumei minhas coisas e saí da sala com Andreas. Ficamos alguns minutos conversando até ele precisar ir embora e rumei para minha casa.
O tempo passara tão rápido que mal percebi que amanhã seria o aniversário de minha mãe, Simone. Eu, Tom e nosso padrasto, Gordon, resolvemos fazer uma festa surpresa para ela. Será amanhã e tudo está organizado. Gordon a levaria para comprar um presente; enquanto eu voltaria para casa com meu irmão, decoraríamos a casa e receberíamos os convidados. Aquela festa seria um pesadelo se Tom não estivesse comigo.
Abri a porta da frente da nossa casa e senti o aroma da comida da minha mãe. Nossa casa é simples, mas bonita. As paredes eram brancas, as janelas de madeira, o telhado coberto por telhas marrons e possuía dois andares. Segui o cheiro até a cozinha, onde minha mãe preparava lasanha para o almoço.
- Oi, mãe.
- Olá, meu filho. – ela me abraçou.
Soltei-me do abraço e fui para meu quarto. Lá eu podia ficar em paz, sem perturbações ou compromissos, apenas absorto no meu mundo, ouvindo músicas e fazendo o que eu mais gosto de fazer: cantar.
Desde pequeno sempre gostei de cantar. Sempre tive vergonha que as pessoas me ouvissem, mas isso nunca me impediu de sonhar. Apenas uma pessoa ainda me ouve cantar e o desabafo das músicas compostas por mim: Tom. Dele não tenho vergonha, sabemos tudo um do outro, sem segredos. Há apenas uma coisa que não digo a Tom por medo de sua reação. Mas sabemos que podemos confiar um no outro, sempre soubemos. Quando crianças éramos unha e carne, e essa relação de amizade permanece até hoje.
Joguei-me na cama, peguei meu iPod e comecei a ouvir. Fiquei ali por alguns minutos até a necessidade de um banho falar mais alto. Arrastei-me até o banheiro, tirei as roupas e fui para debaixo do chuveiro. Era relaxante a água molhando meu cabelo e escorrendo por meu corpo, levando com ela todo o cansaço daquele dia de aulas chatas. Terminei meu banho, me vesti, sequei meu cabelo e o prendi em um rabo de cavalo.
Quando saí do banheiro, percebi que Tom estava sentado em mim cama com uma expressão alegre no rosto. Eu adorava o ver feliz, seu sorriso é lindo. Quando me viu, uma explosão de informações fugiu por sua boca.
- Bill, você não vai acreditar! Sabe a Melanie? A garota loira da nossa turma que tem os olhos verdes e senta ao meu lado? – antes que eu pudesse responder, ele continuou. – Pois é, estamos namorando! Não é demais!? Você não sabe como estou feliz!
- Nossa, você namorando? – soltei um risinho. – Quem diria hein! Fico feliz por você. – sorri e saí do quarto.
Minha mãe já havia chamado para o almoço e eu rumava à cozinha. Tom não era o tipo de garoto que namorava, sempre foi galinha demais para isso. Ficar com as garotas era seu objetivo, não namorá-las, mas espero que ele tenha mudado em relação a isso.
Tivemos um almoço agradável. A comida estava maravilhosa e minha mãe mal podia controlar a ansiedade para amanhã. Ela é a única pessoa que conheço que gosta de fazer aniversário.
Tom POV
Assim que terminei de comer, subi para o meu quarto. Eu preciso me arrumar, pois hoje encontrarei Melanie, para irmos ao shopping. Busquei em meu armário uma blusa azul clara, uma calça jeans cinza, sapatos brancos e um boné de mesma cor.
Despedi-me de todos e saí rumo à casa de minha namorada, que ficava ali perto. Caminhei tranquilamente e quando cheguei Melanie já me esperava na porta da frente da casa. Não pude deixar de sorrir quando a vi, ela estava linda.
- Oi gata, — ela sorriu e eu me aproximei.
Dei-lhe um longo e suave beijo. Pus a mão em torno de sua cintura e fomos em direção ao shopping. No caminho passamos por um casal de viados, eu odeio essa raça de gente. Não me segurei em fazer um comentário.
- E lá vão os especialistas em dar a ré no kibe. – eu disse.
- Cuidado hein, amanhã pode ser você. – um deles respondeu e sorriu.
Aquilo foi demais pra mim, eu nunca serei como aquelas coisas, nunca! Deixei minha namorada onde estava e andei até aquele que me respondeu, com passadas largas e pesadas, já muito irritado. Segurei com força na gola da camisa de um deles enquanto o outro fugiu correndo. Minha outra mão estava fortemente fechada em punho, com ela acertei a cara do sujeito e o soltei.
Ele cambaleou para trás e eu avancei, dando-lhe um soco na mandíbula que o fez cair. Aproveitei a vantagem e chutei seu estômago, fazendo-o se contorcer de dor. Seu lábio e sobrancelha estavam cortados e o sangue escorria por seu rosto.
- Morra, seu viadinho! – disse e cuspi nele.
Andei de volta para perto de Melanie e ela me olhava com uma expressão de nojo. Quando cheguei ao seu lado, fui surpreendido com um forte tapa no rosto.
- Você é um idiota! Não quero mais olhar na sua cara!
Ela saiu correndo de volta para casa. Eu não acredito que ela fez isso comigo, eu estou certo de ter feito o que fiz. Mas foda-se, não preciso dela pra nada, posso escolher outra garota na escola amanhã. Ao longe eu podia ouvir a sirene de um carro de polícia que vinha em minha direção. O que eu acabara de fazer era crime, e eu preciso correr, muito.
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