Pain Of Love
13 Capítulo 13 - Um novo começo
Notas iniciais
Bom, capítulo novo aí e espero que gostem!
Boa leitura (:
Bill POV
Era bem cedo quando o despertador tocou e imediatamente foi jogado no chão por Mia. O dia mal havia clareado e estávamos de pá, tomando café da manhã e conversando sobre música. Sem dúvida esse é um dos meus assuntos favoritos, mas ainda não era o suficiente para distrair meu nervosismo. Em um breve momento de distração minha, Minha chamou minha atenção.
- Hey, ainda não acordou? – ela perguntou com um sorriso no canto dos lábios.
- Hã? Ah, é que não sei o que esperar de mais tarde... É minha primeira entrevista de emprego!
- Está se preocupando a toa, meu chefe não é um monstro, não vai ser difícil. – ela tentava diminuir meu nervosismo.
- Mas eu realmente não sei o que dizer... E se ele não gostar de mim? Se me achar estranho?
- Não se preocupe, você está ficando nervoso a toa! Além do mais, tenho quase certeza que o emprego já é seu antes mesmo da entrevista! – disse convicta, e bebeu o último gole de café da xícara antes de se levantar. – Vamos, senão vou acabar chegando atrasada!
Terminamos de arrumar tudo e fomos até o restaurante, que não era muito longe dali. Estavam terminando de abrir as portas quando chegamos, Mia entrou e apenas a segui. Fomos para os fundos e chegamos a uma pequena sala onde um homem de meia idade terminava de amarrar seu avental.
- Bom dia, Joseph. – ela disse com um sorriso no rosto.
- Bom dia, Mia. – ele respondeu, e então seus olhos pousaram sobre mim. – Quem é ele?
- Ah, esse é o Bill, um amigo por acaso. Queria ver se o George o entrevistava, ele é novo na cidade e precisa de um emprego. – ela fez uma breve pausa e então dirigiu a palavra a mim. – Esse é o Joseph, o chefe principal do restaurante.
- Prazer em conhecê-lo. – respondi um pouco tímido.
- Prazer. – ele apertou minha mão com um sorriso. – De onde você é?
- Da Alemanha. – ele parecia um tanto surpreso quando respondi. – Vim tentar a vida aqui, talvez eu de mais sorte.
- O George já chegou? Queria falar logo com ele. – Mia interrompeu.
- Ainda não, dava chegar daqui a pouco. Bom, agora tenho que ir. – ele foi em direção a porta mas, antes de sair, virou-se. – Ah, boa sorte, Bill.
Ficamos sozinhos na sala, ambos em silêncio. Ela vestia seu uniforme por cima da roupa e arrumava suas coisas no armário de metal. Pouco tempo depois, estávamos andando pelo restaurante até que um homem alto, os cabelos castanhos e curtos, vestindo blazer e calça jeans escura se aproximou de nós.
Mia POV
Distraído com a tela do celular, George se aproximou de nós, aparentemente sem perceber, a cabeça baixa. Olhei para Bill com o canto dos olhos, ele parecia um pouco nervoso, provavelmente já havia deduzido que era meu chefe.
- Bom dia, George. – falei tentando chamar sua atenção.
- Bom dia, Mia. – ele respondeu levantando o olhar do celular. – Hm... E você é... ? – dirigiu-se a Bill.
- É o Bill, ele está a procura de emprego e pensei que você poderia entrevistá-lo... Estamos precisando de funcionários...
- Tudo bem. – ele respondeu sorrindo. – Eu vou para a minha sala e já chamo você, licença. – disse por fim e então se afastou.
Assim que direcionei o olhar a Bill, vi sua expressão de apreensão. Ele parecia ter acabado de levar um susto, seu rosto estava pálido. Ele realmente estava achando que George não iria gostar dele, tanto que estava diferente do habitual. O rosto estava quase limpo, sem maquiagem, ele usava apenas lápis preto, o cabelo estava liso e preso com um elástico, e uma touca escondia um pouco mais.
- Bill, já disse que não precisa se preocupar...
- Não, está tudo bem, tenho que relaxar. – ele respirava fundo.
Foi então que George o chamou para começar a entrevista. Bill andou até ele um pouco inseguro, até que a porta da sala foi fechada e tive que voltar para o trabalho, podendo apenas imaginar o que estava acontecendo.
Mal percebi o tempo passar, até que olhei para a porta da sala do meu chefe e vi Bill saindo sorridente por ela. Ele andava rapidamente em minha direção, batendo palmas de leve.
- Eu consegui, vou trabalhar aqui! – anunciou.
- Eu te disse! Você é uma ótima pessoa, não teria motivos para não conseguir o emprego.
- E você tinha razão, eu não precisava ficar nervoso, George não é um monstro. – ele riu baixo. – Obrigado.
O dia terminou bem tranqüilo. Foi um pouco estranho ver Bill com o avental de pano como uniforme, mas ele era um bom garçom, educado e atencioso. Terminamos o dia de trabalho normalmente, com toda a jornada de horas. Era bom ver como ele estava feliz enquanto trabalhava, também me deixava assim, mas o que mais me alegra é ver que eu tive contribuição na felicidade dele.
Já em casa, após um banho, Bill sentou-se ao meu lado no sofá enquanto eu assistia televisão.
- As vezes você me deixa intrigado. – ele começou. – Algumas de suas ações me surpreendem.
- Como assim? – virei-me para ele.
- Como quando eu disse o porquê de eu ter vindo pra Califórnia. Quando eu falei o que Tom fez, você parecia indignada, mas não estou dizendo que está errada por achar isso, eu concordo com você; mas quando eu disse do meu amor pelo meu irmão, você parecia indiferente. – fez uma breve pausa em sua reflexão, e então continuou. – Foi uma reação completamente diferente do que eu imaginava.
Imediatamente baixei o olhar. Ele havia tocado em uma ferida do passado, algo que ainda não foi completamente esquecido, nem poderia.
- É que algumas coisas que já aconteceram comigo no passado... – parei, não conseguia completar meu raciocínio. – Eu tenho meus motivos para ter reagido daquela forma, é que alguns anos atrás, antes de meus pais morrerem...
O barulho alto do telefone interrompeu o que eu dizia. Bill desviou o olhar para o aparelho, e então voltou a me encarar, indeciso do que fazer.
- Atende, provavelmente é pra você, e pode ser algo importante, depois eu continuo. – eu disse.
Ele sorriu levemente, como quem se desculpava por interromper, e então atendeu a chamada.
Andreas POV
- O que?! – ela perguntava perplexa. – Por favor me diga que não está brincando! – dessa vez Simone estava subitamente mais interessada na conversa.
- Eu não brincaria com algo assim, nunca!
- Mas por que ele não ligou pra mim ao invés de ligar pra você? E como ele está? Aconteceu alguma coisa? Onde ele está?
Ela parecia uma metralhadora de perguntas, o que me deixava, de certo modo, irritado. Respirei fundo, ficando completamente relaxado e organizando meus pensamentos antes de dizer qualquer coisa.
- Ele estava nervoso, não sabia como você estava, o que ia dizer... E então resolveu pra mim antes de falar com você.
- Eu sabia! Ele não quer falar comigo porque está chateado, eu fiz ele fugir, é tudo culpa minha... – ela começou a passar os dedos por entre o cabelo freneticamente. – Eu nunca fui uma boa mãe mesmo... Ou nada disso teria acontecido! – grossas lágrimas lhe rolaram pelo rosto.
- Não se julgue tão mal! – abracei-a, tentando fazer com que se acalmasse. – Você sempre foi uma ótima mãe, maravilhosa! – afastei-me para olhar em seus olhos. – Nunca mais repita essas palavras, está bem?
Simone fez um sinal positivo com a cabeça e, parando de chorar, ajeitava suas roupas e o cabelo castanho.
- Eu não sei explicar o que se passa na cabeça de Bill... Mas tenho certeza de que o problema não é você. – continuei. – Bom, acho que sei o que fazer, é o melhor nessa situação. Posso usar seu telefone?
Com a permissão dela, digitei o número do telefone rapidamente e acionei o viva voz. Fiquei bastante apreensivo enquanto o sinal de chamada ecoava pela sala, e pude ver que Simone também estava.
Foi então que uma voz masculina que nós dois conhecíamos muito bem atendeu a ligação.
- Alô?
Notas finais
Ou que tal sobre a reação da Simone?
Fiquem a vontade para críticas, sugestões, comentários...
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