Pain

29 Eu escolho ser feliz!


Notas iniciais
Obrigado pelos reviews Mariza, millemouram, Thamires,
Lia_Cullen, DebsHellen, Lili Swan, BellsMioneAnnie, Sisters_love, letvivian, Gilda, Sandy Beatriiz, sissy, sandra barata, ivis, Vibella, brunamarcondes e Malabi2! Bjos.
Vamos ao nosso último capítulo!

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Capítulo anterior — Edward... Soltei num fio de voz.

– Está tudo bem... Veja vou ficar deste lado da cama! Afirmou levantando as mãos e se afastando... Engoli em seco... Uma angustia se apossando de mim... Eu não o queria longe, eu precisava dele perto... Necessitava de sua proteção... As lagrimas vieram sem pedir licença. – Não precisa chorar Bella... Disse calmo. – Quer que eu saia? Perguntou e eu sem conseguir responder com palavras o fiz de forma veemente com a cabeça em negativa buscando ao mesmo tempo a mão de Edward que prontamente me cedeu... A apertei com toda a força que possuía e ficamos assim por alguns minutos até eu conseguir me acalmar.

– Me desculpe! Consegui dizer um bom tempo depois.

– Tudo bem princesa, está tudo bem! Devolveu me abraçando... Edward carinhosamente começou a cantarolar uma música e eu consegui enfim me render ao sono.

(...)

– Ah bonequinha... Não adianta fugir, eu sempre vou te encontrar... Dizia ele sorrindo e no final começou a gargalhar no mesmo instante em que me empurrava escada a baixo...

– NÃO... NÃO... Eu gritava ao mesmo tempo que rolava pelos degraus... E por fim vi minhas roupas cheias de sangue. – NÃO... POR FAVOR, NÃO...

– Bella... Bella? Chamava-me Edward me tirando de mais um pesadelo... Abri meus olhos, mas as lagrimas não me deixavam vê-lo nitidamente.

Edward... Soltei em um fio de voz... O medo era algo palpável ao meu redor, eu me sentia oprimida constantemente.

– Foi só um pesadelo... Já passou... Shi... Já passou! Dizia ele me aninhando em seu colo.

POV Edward

Meu avô Joseph Cullen sempre dizia que o tempo é o remédio de todos os males... Infelizmente eu concordava com ele apenas em parte... A minha rotina havia voltado em parte ao normal... Vivíamos entre Long Island e Manhattam... Já haviam se passado oito meses da morte de Phill... A situação na mineradora era mais do que favorável, os lucros do ultimo trimestre eram animadores, estava tudo sob controle por lá e isto me rendia cada dia mais credibilidade entre todos do conselho deliberativo... É claro que Billy estava sempre por perto e muito me ajudava! A novidade do momento era minha irmã... Alice se viu surpresa com uma gravidez inesperada, descobrira a pouco mais de quinze dias e meus pais estavam eufóricos com a noticia... Em casa, ou melhor, em casa em Long Island e no apartamento em Manhattam as coisas estavam tranquilas na medida do possível... Mel estava cada dia mais esperta e a sua felicidade, alegria e descontração era o oxigênio que respirávamos no dia a dia e isto muito me alegrava e trazia certa páz ao coração de Bella, pelo menos era o que eu via... Ela estava bem, por indicação de meu pai Bella resolveu procurar ajuda e estava a quatro meses passando por uma psicóloga... Eu procurava ser paciente, dava o espaço que ela precisava... Mas confesso que estava ficando chateado com a distancia, sim distancia... Havia carinho entre nós, havia amizade, companherismo... Mas eu sentia falta da minha mulher, de tê-la como minha mulher e isto me parecia cada dia mais e mais distante e eu não sabia o que fazer pra reverter esta situação... Restava-me esperar e eu esperaria o tempo que fosse, pois o pior eu já tinha passado... Vivenciei a experiência de não tê-la por perto achando que havia morrido então esperar por ela podendo estar ao lado dela, convivendo com ela não seria assim um sacrifício tão grande!

– Papai... Papai... Chamou-me a minha gatinha impaciente.

– Bom dia princesinha! Disse me virando em sua direção... Ela entrara no escritório em nosso apartamento ainda de pijama e com a chupeta na mão trazia a feição um tanto emburrada.

– Mel fome... Mamãe Mel iqueceu di eu! Disse fazendo um adorável biquinho ao final... Bella havia saído para uma consulta com a psicóloga e me deixara com a incumbência de dar o café da manhã de Mel.

– A mamãe não se esqueceu de você, ela apenas precisou sair um pouco mais cedo... Mas veja eu estou aqui... Não sirvo? Perguntei pegando-a no colo.

– Mel fome! Disse e por fim colocou a chupeta de volta na boca.

– Vamos então resolver o seu problema! Afirmei indo em direção à cozinha com ela ainda em meu colo... Preparei o seu leite como Bella havia me explicado e lhe entreguei em um copinho plástico com bico que Bella deixara em cima do balcão... Entreguei o copo a Mel que estava sentada na bancada ao meu lado e ela retirando a chupeta da boca me olhou de forma questionadora.

– Cadê mamadeia minha? Perguntou séria e eu me vi sem saber o que responder.

– Bem gatinha a mamãe disse que era para você tomar neste copinho! Afirmei e Mel como se analisasse o material pegou o copo da minha mão.

– Mel num gota copo! Disse me olhando e empurrando em minha direção o bendito copo... Fala sério, me diz o que fazer?

– Mas o copinho é tão bonito... Veja tem florzinhas desenhadas e é colorido... É uma gracinha filha! Disse como se quisesse vender um produto a questão é que a cliente em potencial além de exigente estava literalmente de mau humor.

– Mel num qué! Afirmou cruzando os bracinhos depois de colocar a chupeta de volta na boca... E aí o que eu, um pai de primeira viagem faz? Me diz... Ofereci um lanche e ela em negativa permaneceu emburrada... A solução foi apelar para as guloseimas... Ofereci biscoitos doces e salgados e para meu alivio Mel aceitou os biscoitos doces e achocolatados... Coloquei-os em um prato e a levei para ver tv... E na companhia do dinossauro roxo Mel se empanturrou de biscoitos recheados de chocolate... Sentei-me no sofá da sala de tv com o notebook no colo e voltei ao meu trabalho enquanto Mel após comer os biscoitos, já mais animada, dançava ao som do tal dinossauro... Aquele bumbumzinho empinadinho rebolando era a cena mais gostosa do mundo e nenhum relatório financeiro por mais animador que fosse conseguiria ganhar daquilo.

POV Bella

– Bella a magoa e o rancor nos tornam reféns do passado! Dizia Jane minha psicóloga... Eu estava a quatro meses fazendo terapia e em alguns momentos confesso que não via naquilo algo positivo, algo genuinamente proveitoso para a minha situação... Como Jane me disse no inicio do tratamento eu era o que se chama de uma vitima do passado e precisava entender tudo o que aconteceu para finalmente me libertar dos traumas que me assolavam. – O passado é parte de você, Phillipe é parte de você... Tudo que aconteceu fez você se tornar o que você é hoje... E você não é só uma mulher traumatizada e cheia de complexos... Você é além disso uma mulher realizada como mãe e que tem crescido como profissional sem deixar de citar a brilhante artista plástica que você tem feito questão de esconder...

– Jane eu sei que sou tudo isso, mas por mais que eu tente me desvencilhar do que me aprisiona parece que mais me vejo presa! Declarei... Não eram só os pesadelos que me assombravam, a sensação de ter perdido mais do que ganhado era algo presente em minha alma. – Me sinto... Me sinto culpada por ter sido imprudente e por conta disso eu... Eu perdi o meu bebê e... Eu não consegui concluir o raciocínio e mais uma vez me vi aos prantos diante de Jane.

– Você perdeu é verdade, mas em meio às perdas você ganhou... Me diga Bella você conseguiria se ver num mundo sem Melany? Perguntou.

– Não! Devolvi ainda soluçando.

– Conseguiria depois de tudo o que aconteceu se ver num mundo sem Edward? Perguntou mais uma vez.

– Definitivamente não! Soltei juntamente com o ar logo em seguida.

– Conseguiria se ver num mundo sem seus amigos? Questionou.

– Não! Declarei.

– Então me diga... É mais fácil permanecer se escondendo ou enfrentar os seus medos e vivenciar a alegria de ser amada a amar? Soltou e sem me deixar responder disse. – Eu sei que quando você se encheu de coragem e resolveu enfrentar o seu maior medo algo trágico aconteceu... Mas no meio da tragédia você ganhou a liberdade... Hoje Phillipe não pode mais te atingir, seus pesadelos são só pesadelos... Com ele o seu bebê foi embora? Foi é verdade, mas ficou aqui uma linda menininha que te ama de paixão e você tem ao lado um marido que é completamente apaixonado por você e eu tenho certeza está disposto a ter um outro bebê com você... Crescer dói Bella, mas você já passou por tanta dor que a dor do crescer não lhe será um incomodo... Será na verdade um estimulo, porque crescer significa amadurecer... Pergunte a você mesma se vale a pena fazer um esforço e se jogar de cabeça para essa vida que te espera ou se é melhor permanecer com medo... Você pode Bella, você consegue e sabe disso e o meu conselho pra você é buscar na sua arte, a qual você deixou de lado, a arma estratégica para enfrentar este mundo de possibilidades maravilhosas que você tem pela frente! Bella ninguém tem o poder de te fazer infeliz ou feliz a não ser você mesma! Encerrou Jane a sua explanação me deixando sem palavras para retrucar... Manhattam ao meio dia no meio do transito caótico de NY é com certeza tudo, menos bonita... Eu odiava dirigir, nunca gostei, mas era um mal necessário...

Heal the pain – George Michael (ouça)

Foi ali no meio daquele caótico transito, ouvindo uma velha música que muitas coisas fizeram sentido... Ser feliz ou infeliz era uma escolha minha, permanecer vivendo em meio à dor e o trauma era uma escolha minha... Escolher viver a vida que me era oferecida agora era uma escolha minha... Foi ouvindo a música que eu me dei conta de que estava deixando o meu amor de lado pelo simples fato de que ele era um homem, sim era um homem... Mas Edward era o homem que me fizera sempre feliz, que cuidara de mim, que com paciência e carinho se dispôs a me amar sem pedir nada em troca e eu estava a oito meses vendo em Edward uma ameaça causada por um homem que me machucou é verdade, mas que não me venceu não me parou... Eu tinha tudo a minha volta que me trazia felicidade e estava abdicando de tudo isso para permanecer vivendo do medo e da dor... Jane tinha razão a escolha era minha e apenas minha e eu estava perdendo um tempo precioso escolhendo a pior parte... Não seria fácil e eu sabia disso, mas eu precisava como da outra vez em que resolvi enfrentar o meu medo, eu precisava mais uma vez enfrenta-lo... No fim das contas apesar da perda de meu bebê eu fui vitoriosa ao escolher lutar, pois o que eu buscava lutando era me livrar e livrar os meus das maldades de Phill e isso com a ajuda de meus amigos, familiares e do meu amor eu havia conseguido.

...

– Edward... Mel? Soltei assim que entrei em meu apartamento... Ouvi ao longe a vóz do dinossauro e sorri já imaginando onde os meus amores estavam... Entrei na sala de tv e vi Edward sentado no chão da sala admirando a nossa princesinha que dançava embalada pelo seu amigo roxo... Fiquei ali admirando a cena... Esta era a minha realidade e eu estava deixando de vivê-la por escolha própria... E foi achando graça no que eu via que Mel ainda rebolando se virou para mim e eu tive uma visão engraçada a minha frente... Ela estava com a boquinha toda suja de chocolate... Mas espera aí... Chocolate? Mas não era para ela comer chocolate! – Edward? Chamei uma oitava a cima e ele se sobressaltando me olhou surpreso ao mesmo tempo em que Mel veio em minha direção com o sorriso melecado de CHOCOLATE!

– Oi amor! Disse ele se levantando do chão.

– O que é isso na boca dela? Perguntei pegando Mel no colo.

– Mel comeu bicoito choiate! Disse ainda sorrindo e Edward coçando a cabeça se aproximou.

– É que ela não quis o leite e eu perguntei o que ela queria comer e ela me disse que queria biscoito...

– Ah e você é claro pra não ter trabalho aceitou a sugestão de uma criança de quatro anos! Soltei saindo da sala e indo para a cozinha limpar a boca de minha filha.

– Bella não é bem assim... É que eu... Bem princesa eu... Ah ela não queria comer nada! Soltou sem graça enquanto eu limpava a boca de Mel com um pano úmido.

(...)

– Você aceita a minha proposta? Perguntou Alice completamente extasiada me fazendo rir de sua feição surpresa... Seguindo um dos conselhos de Jane eu resolvi voltar a criar minhas peças, isto estava me fazendo um bem enorme porque ao passo que comecei criar e projetei nelas os meus medos e anseios aquilo estava sendo lbertador para minha alma, por conta disso achei que a iniciativa de Alice em mostrar o meu trabalho merecia uma resposta à altura... E aceitei depois de muito tempo que ela expusesse em sua galeria de arte algumas de minhas peças para venda... A mais de seis meses que o mundo sabia que eu estava viva e o nome Scarlett Mitchell havia sido esquecido... Nicolas diretor da Balenciaga ao saber da verdade ficou em um primeiro momento chateado por ter sido enganado, mas o homem tinha visão e resolveu fazer disso uma grande jogada de marketing dizendo a imprensa que a Balenciaga sabia desde o inicio de toda investigação do FBI por conta do assassinato do senador Swan e resolveu ajudar nas investigações... Por fim com um pouquinho de chantagem emocional e com a ajuda de Rosalie que agora trabalhava com ele... Ambos me convenceram a continuar como modelo da grife... Edward não gostou muito, mas por fim aceitou e eu permaneci como modelo com a condição de que apenas faria os editoriais de moda para divulgar a marca... Confesso que isto estava fazendo bem para a minha autoestima...

– Aceito amiga, pode vender as minhas peças e todo o dinheiro que arrecadarmos com as mesmas eu vou juntar com o dinheiro que tenho recebido da Balenciaga e vou com a ajuda de sua mãe... Esme estava ao nosso lado juntamente com Rosalie ouvindo a conversa e me olhou de forma questionadora. – Criar uma fundação para auxiliar pessoas que passaram por alguma forma de violência... Quero oferecer a estas pessoas auxilio psicológico e apoio para uma reintegração a sociedade... Você aceita me ajudar Esme? Perguntei.

– Mas é claro que eu aceito minha querida! Declarou sorrindo.

– Ai que lindo! Disse Alice com lagrimas nos olhos... Por conta da gravidez minha amiga estava mais sensível que o normal... Ela estava tão fofa gravida e eu estava achando super engraçado as mudanças de humor dela...

E como você vai chamar esta fundação? Perguntou Rosalie um tempo depois, eu não havia pensado nesse detalhe... Contudo na hora que Rosalie me perguntou me veio a mente um único nome e eu achei mais do que providencial.

Vai se chamar fundação Charlie Swan! Declarei... Era bem verdade que tanto papai quanto mamãe haviam sofrido, mas papai fora um guerreiro em seus ultimos momentos e merecia ser lembrado desta forma e mamãe... Bem ela sempre seria lembrada por mim e por quem a conheceu por seu olhar sincero e por sua sensibilidade sem limites...

...

Estávamos desfrutando de um domingo ensolarado em Long Island em meio a um churrasco... Edward tivera a ideia e a família toda aderiu... Estávamos então em uma grande mesa no gramado saboreando um churrasco preparado por Carlisle e Emmett.

– O que você está fazendo? Perguntei a uma Melany com carinha de anjo que de segundo em segundo olhava em baixo da mesa.

– Mel comendo! Disse ela pegando mais um pedaço de hambúrguer que eu havia cortado em seu prato para ela... Eu estava estranhando, pois ela estava com um apetite além do seu normal e já havia me pedido para colocar mais carne em seu prato duas vezes... Ela tentou disfarçar e eu fingindo que não via permaneci a observando e mais uma vez ela se abaixou na cadeira e eu segui seu movimento... Estavam em baixo da mesa aos seus pés King e Scaia se deliciando com os pedaços de hambúrguer que ela lhes dava.

– MELANY! Soltei em advertência e os cachorros que não eram bobos e sabiam muito bem que não era para estarem ali saíram correndo...

– AH! Gritou Rosalie... A questão é que ao saírem correndo os animais levaram uma cadeira com eles e na cadeira Rosalie estava sentada e a coitada se estabacou no chão... A cena fora engraçada é verdade, mas o susto que Rosalie levou este não foi engraçado... Mel na hora da confusão colocou as mãozinhas no rosto para se esconder e não ver o circo que ela armara pegar fogo... Por fim graças aos céus Rosalie não se machucou, mas Mel ficou de castigo sem o seu dinossauro roxo para assistir e seu quarto de brincar... Ela pediu desculpas para Rosalie e a mesma é claro como sempre completamente apaixonada por Mel disse que não havia problema algum.

– Edward era arteiro igual! Declarou minha sogra no final do dia na sala de estar de casa.

...

– Mamãe dicupa Mel? Perguntou ela... Eu estava colocando o seu pijama... Depois do ocorrido no quintal de casa com os cachorros eu lhe dei uma bronca e a mesma chorou sentido se encolhendo na cadeira em que estava... O restante do dia ela ficou o tempo todo ressabiada pelos cantos da casa depois que eu lhe disse qual seria o seu castigo... Ela não retrucou permaneceu em silêncio.

– Você sabe que fez coisa errada não é? Perguntei me sentando ao seu lado na pequena cama após vestir seu macacão pijama.

– Mel sabo... Masi eu só quelia da caine pos meus amigos! Disse ela gesticulando com as pequeninas mãos.

– Mas estava fazendo escondido da mamãe e isto é feio e totalmente errado! Declarei e ela abaixou a cabeça... Edward apareceu na porta do quarto e ficou nos observando.

– Dicupa eu mamãe! Pediu mais uma vez... Peguei-a no colo virando-a de frente para mim.

– É claro que a mamãe desculpa, mas eu preciso que você entenda que fazer as coisas escondido não é legal... Ela me olhava por baixo de seus grandes e lindos cílios com aqueles olhos iguais aos de Edward.

– Mel num fazi di novo pomete! Disse ela se escondendo em meu pescoço logo depois como de costume... Edward sorriu para mim e se aproximou de nós se agachando em minha frente.

– A minha princesinha é uma menina educada e obediente, não é gatinha? Disse afagando as costas de Mel... Ela se virou e encarou o pai assentindo logo em seguida para ele em concordância... A colocamos para dormir e saímos de seu quarto logo depois.

– Ela está crescendo! Disse Edward entrando no quarto e eu logo atrás dele.

– Está e rápido demais! Conclui... Edward entrou no banheiro e logo eu ouvi a ducha ser ligada... Respirei fundo e busquei me preparar para algo que há tempos eu deveria fazer, mas que das ultimas vezes que havia tentado tinha fracassado... Eu queria me entregar para Edward de novo... Precisava fazer isso... Ele merecia isso... Nós merecíamos... Retirei minha roupa colocando apenas uma regatinha com a calcinha de renda branca que eu usava... Deitei-me na cama e esperei por ele... Edward logo apareceu, como sempre usando apenas a calça do pijama e se acomodou ao meu lado deixando certa distancia entre nós... Às vezes eu me perguntava como ele conseguia se manter tão firme e tranquilo diante de um problema tão complicado como era o meu, ele estava sendo um fofo... Não me pressionava de forma nenhuma, na verdade ele nunca me pressionou sempre fora paciente e disposto a me dar o que eu precisasse sem nada pedir em troca... Estava na hora de eu retribuir toda a sua generosidade, paciência e amor que tanto me fora dado... Aproximei-me dele colocando minha mão em seu peito ao mesmo tempo o meu rosto se aproximava do seu... Ele me olhou sorrindo... Busquei seus lábios e ele prontamente me recebeu... Um beijo calmo, sem a menor insinuação... Edward como sempre estava deixando a meu cargo definir qual o grau de intimidade teríamos... E a sensação ao mesmo tempo em que era de carinho por sua atitude era também de culpa por negligenciar nossa vida intima... Mas eu não deixaria nenhum tipo de culpa ou medo nos atrapalhar hoje... Coloquei-me por cima dele sem quebrar o beijo... As mãos de Edward permaneceram ao lado do seu tronco... Ele não me tocava... Me distanciei de sua boca e depositei beijos em seu maxilar...Percebi que ele me olhava como que analisando a situação... Encaixei-me em seu quadril deixando minhas pernas uma de cada lado fazendo assim com que nossas intimidades se aproximassem mais... Na mesma hora algo como um choque me atingiu... Eu senti o membro de Edward próximo demais de mim, imagens de um prenuncio de violência quiseram me atingir... A voz de Phill quis se apossar de minha mente mais uma vez, fechei meus olhos com força para abri-los logo em seguida e ver na minha frente os olhos de Edward... – Me ajuda! Pedi quase que em suplica.

– Bella... Disse ele levando as mãos até meus cabelos.

– Me ajuda, eu... Eu preciso de você! Declarei num fio de voz... Ele voltou a me beijar, outro beijo calmo... As mãos dele não saiam de meus cabelos... Me sentei em seu colo quebrando o beijo e olhei para ele ali entregue a mim e me forcei. – Eu confio... Confio em você! Declarei com esforço no mesmo momento que tentava iça-lo em minha direção... Edward se sentou na cama comigo ainda em seu colo e colocou suas mãos em meu quadril... Ao seu toque eu mais uma vez me retesei.

– Sou eu meu amor... Dizia ele e ouvir sua voz foi um alivio. – Sou seu... O seu Edward... Disse alisando a minha coxa devagar... Voltei a beija-lo e ele retribuiu... As caricias se iniciaram e eu busquei seus olhos e Edward se conectou a mim com os seus orbes verde azulados... Acariciei seu peitoral com as mãos descendo para o abdômen e me lembrei de uma tarde na casa dos Cullen ali Long Island onde eu tive a minha primeira experiência sexual com Edward e foi com aquelas imagens e com as imagens de nossa primeira vez em Paris que eu me entreguei ao meu amor... Edward percebendo a minha entrega intensificou as investidas e logo eu estava deitada na cama sendo pressionada por seu corpo que se impunha a mim de uma forma calculada... As roupas foram descartadas e o contato pele com pele ditou o ritmo... Logo senti o meu amor me penetrando e me entreguei às sensações mais do que prazerosas que ele me proporcionava... A forma como ele me invadia era extremamente delicada e profunda... Chegamos num ponto em que a necessidade de um contato mais intenso e voraz era necessária para ambos e tanto eu quanto Edward não nos negamos... Quando alcancei o clímax sendo seguida por ele me senti liberta e ao mesmo tempo completa... Os olhos de Edward buscavam em mim a confirmação de que estava tudo bem em meio à respiração descompassada... Eu sorri largamente e em seguida comecei a rir com gosto... Edward também sorriu e permaneceu me olhando de forma inquisitória.

– Eu amo você gostoso! Declarei ainda sorrindo.

– Eu te amo mais princesa! Devolveu também sorrindo... O meu amor, o homem que sempre esteve ao meu lado... Aquele que apesar de meus medos, escolhas erradas, traumas e atitudes contrarias ainda sim escolheu me amar e cuidar de mim e eu hoje escolhia amar e cuidar dele... Viver o meu amor por ele e tudo que viesse deste amor... Por ele e com ele eu seria forte, pois vinha desse amor a minha força... Uma força tão extraordinária que dela nasceu a pessoinha mais linda do meu mundo, a pessoinha que me enchia de orgulho e que alegrava os meus dias... Eu podia ser feliz e eu tinha por que ser feliz e então eu resolvi embora o sofrimento um dia tivesse me atingido... Eu resolvi que seria feliz e nunca mais deixaria a dor me vencer!

FIM

Notas finais
Chegamos ao fim! Eu espero que tenham gostado do nosso final... Eu escrevi com muito carinho!
MUITO OBRIGADO POR ME ACOMPANHAREM, OBRIGADO PARA QUEM RECOMENDEU, PARA QUEM MANDOU REVIEW E PARA QUEM NÃO MANDOU E APENAS LEU... OBRIGAAAAAAAAAAAADDDDDDDDDDOOOOOOOO POR ESTAR AQUI COMIGO MAIS UMA VEZ E ESPERO SINCERAMENTE PODER TE ENCONTRAR QUERIDA LEITORA EM MINHAS OUTRAS LOUCURAS... ATÉ!!!
Beijão a todas!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!