Pain
26 Correndo contra o tempo
Notas iniciais
sissy, Belita, Gilda, sandra barata, Lia_Cullen, bellitasnv, Vibella, BellsMioneAnnie, letvivian, Angelik, millemouram,
Malabi2, moniquita, Mariza, Lili Swan e kekell2003! Bjos.
MUITO OBRIGADO pela recomendação mais do que perfeita escrita por minha amiga kekell2003, valeu linda! Bjão.
Vamos a mais um capítulo!
“Em tempo de paz convém ao homem serenidade e humildade; mas quando estoura a guerra deve agir como um tigre!” — Willian Shakespeare
~ / ~
Capítulo anterior — Obrigado, mas não estou com fome agora! Afirmei com a voz baixa... Em menos de um segundo ele estava ao meu lado... Pegando em meu braço com certa força imposta.
– Você vai comer, não a quero doente! Disse ele me puxando em direção ao saco... Peguei o mesmo e abrindo retirei de lá o lanche... Ele se colocou atrás de mim... – Coma tudo e depois... Dizia ele passando as mãos na lateral do meu corpo e indo em direção as minhas coxas... Um calafrio torturante me atingiu... – Nós conversaremos! Disse beijando o meu pescoço e o sentimento de asco que surgiu foi intensamente avassalador que a bile invadiu minha garganta de forma violenta e não pude refrear... O vomito se projetou em minha boca em jatos... Phill se afastou de mim rapidamente e se não fosse o mal estar que acabara de me atingir eu me sentiria aliviada por seu distanciamento. – O que tem? Perguntou ele... Uma vertigem se apossou de meu corpo e eu busquei a mesa de bilhar a minha frente para me apoiar... A mesma estava agora suja por meu vomito e respingos do mesmo atingiram o saco que trouxera o meu lanche... Phill me tocou na cintura e o mal estar se intensificou... Ele me levou até o sofá e ali me sentou... Era uma sensação horrível para dizer o mínimo... Ao mesmo tempo que aquilo me dominava a minha mente permanecia trabalhando... Pelo menos este mal estar serviu para que ele se afastasse... Sua expressão diabólica era agora preocupada. – Vamos me diga o que sente? Perguntou agachado a minha frente.
– Um forte mal estar! Verbalizei num fio de voz... Sentia-me fraca, muito fraca.
– Não seria o caso de você estar com fome? Perguntou-me... Como eu desejava fervorosamente me tele transportar daquele lugar... Como desejava poder fugir naquele instante... A tontura ainda permanecia e as imagens a minha frente eram desfocadas.
– É apenas um mal estar... Deixe-me aqui por um tempo, por fa... Favor! Pedi fechando os olhos e me encostando no encosto do sofá...
...
POV Jacob
– Não é possível que fiquemos sem informação alguma... Jacob me desculpe, mas eu... INFERNO! Eu não acredito que vamos permanecer assim sem saber de nada e...
– Eu entendo que esteja revoltado Edward, todos estamos... Mas infelizmente nada podemos fazer no momento... Tentava explicar, nós havíamos ido em busca de Uley e Denalli, após uma pesquisa feita por Seth que descobriu o endereço de ambos... Fomos primeiro ao encontro de Uley em seu endereço residencial e nada conseguimos deixamos então que uma equipe fosse em busca de informações sobre ele e seguisse os seus passos... Seguimos para o escritório de Denalli e ao nos apresentarmos fomos atendidos por ele...
Flash Back On
– Senhor Denalli sabemos que existe uma proximidade entre sua pessoa e Phillipe Swan e queremos sua colaboração para encontra-lo! Soltei de cara já para deixa-lo alerta.
– Bem agente Black eu e Phillipe temos um contato apenas social... Dizia ele... Já era de se esperar que ele fosse se esquivar... Era sabido por mim e todo o FBI que ele era um mafioso muito influente e tinha um contato grande com Phillipe, mas infelizmente não possuíamos provas dos crimes de Denalli e isto nos atrapalhava muito para dizer o mínimo.
– Senhor Denalli não colaborar com o FBI não é algo inteligente! Soltou Seth ao meu lado.
– Eu estou à disposição senhores, mas é como estou dizendo não sei grandes coisas sobre Phillipe...
– Quando foi seu ultimo contato com Phillipe Swan senhor Denalli? Perguntei diretamente... Minha percepção neurolisguistica me dizia que ele neste instante estava formulando uma resposta que não lhe comprometesse.
– A ultima vez que vi Phillipe foi em um evento no Jóquei Club no mês passado! Afirmou.
– Tem certeza senhor Denalli? Soltei serio olhando em seus olhos e suas pupilas se dilataram no mesmo instante.
– É como lhe digo agente Black foi a ultima vez que nos vimos! Afirmou... Nossa conversa não era oficial e nem tínhamos como torna-la oficial então nos restava ir embora e assim como fizemos com Uley faríamos com Denalli manteríamos ele sob vigilância vinte e quatro horas por dia.
Flash Back Of
– Você não entende... Ninguém entende... Eu... Eu não posso ficar aqui parado sem saber onde ela está... A essa altura ela pode... AQUELE DESGRAÇADO... Edward estava realmente descontrolado... O que era de se esperar... Phillipe já havia se mostrado um homem extremamente perigoso... A questão é que já haviam se passado vinte e quatro horas e ainda não tínhamos pistas... Uley e Denalli estavam sendo vigiados e seus telefones haviam sido grampeados... Mas infelizmente nada que nos levasse a Phillipe havia sido descoberto.
POV Edward
– Edward calma! Disse Alice ao me encontrar no escritório da casa de Bella.
– Alice... Meu nível de desespero estava se tornando doentio... Eu não conseguiria ficar parado por mais tempo... Acabaria logo fazendo uma besteira. – É a minha mulher... Como uma criança comecei a chorar... E o pior meu choro de nada me adiantava enquanto que Bella talvez estivesse chorando por ter a instantes... Nem imaginar eu conseguia só de vislumbrar algo como... Aquele maníaco podia já ter feito o pior. – Alice ele... Ele pode...
– Eu sei! Disse Alice e olhei no fundo de seus olhos. – Ela me contou maninho! Declarou.
– Eu preciso fazer alguma coisa... Eu preciso fazer Alice...
– Papai! Disse Mel entrando no escritório... Ela havia saído para dar uma volta com meus pais... Rapidamente limpei as lagrimas que manchavam meu rosto e forcei um sorriso que com certeza saiu como uma careta.
– Oi gatinha! Falei me ajoelhando no chão para recebe-la... Mel me abraçou e seu cheirinho de criança invadindo minhas narinas me causou um relaxamento momentâneo.
– Mamãe Mel demoiando! Disse categórica... Respirei fundo buscando os olhos de Alice.
– É que ela está procurando uma linda boneca para você meu amor e ainda não encontrou... Mas quando ela encontrar ela volta e será logo não é papai? Disse minha irmã de forma brilhante.
– Boneca Mel? Perguntou minha gatinha com os olhos brilhando.
– É uma linda boneca pra você gostosa! Disse a abraçando novamente.
POV Bella
Acordei e me vi no mesmo local... Aquela maldita sala de jogos... Meu pesadelo era mais do que real... Após passar mal e me livrar da aproximação de Phill eu acabei adormecendo... Me sentia fraca... Vi em cima de uma mesa um copo de suco e algumas torradas com queijo branco me levantei para comer... A tontura me atingiu mais uma vez... Nada mais natural diante da falta de alimento em meu organismo... Tratei de comer e por um tempo me senti aliviada por estar sozinha... Mas minha solidão não durou muito logo ouvi a porta ser aberta e os pés de Phill apareceram na escada e logo seu corpo todo se fez presente...
– Ah que bom que acordou! Sente-se melhor bonequinha? Perguntou se aproximando e tocando em meu rosto... Tive vontade de vomitar de novo tamanho o nojo que tinha por ele... Assenti de forma afirmativa. – Ótimo! Lhe trouxe algo mais saudável e no almoço prometo que teremos uma refeição decente... Bella querida ficaremos por pouco tempo aqui... Dizia ele se aproximando mais de mim e logo seus nojentos lábios deram-me um outro beijo no pescoço... Meu corpo todo se sentiu agredido por aquilo.
– Pa... Para onde iremos? Perguntei me afastando um pouco, mas suas mãos restringiram-me.
– Tem preferência por algum país? Perguntou e aquilo me desesperou... Se ele me levasse para fora do país fugir se tornaria ainda mais complicado.
– Bem... Eu...
– Qualquer lugar que quiser... Vamos recomeçar nossas vidas... Dizia ele passando a mão de forma insistente em meu abdômen e aquilo me causou ainda mais náuseas... Seu corpo se aproximou mais do meu... Minha mente identificou a situação... Phill não iria desistir, eu sabia o que ele queria... O que sempre quis... As escolhas eram lutar, me render... Esta não era uma escolha, preferia estar morta a faze-la... Ele jamais me teria com meu consentimento, mas eu sabia que violência não deixava de ser uma alternativa para ele... Bella seja estratégica... Estratégica! Me virei e coloquei minhas mãos em seu rosto... Ele se assustou com minha reação... Pense em Edward, pense em seu amor!
– Canadá! Afirmei buscando toda a força em meu interior... Estava neste momento fazendo algo que jamais fizera... Estava sendo dissimulada... As mãos dele não abandonavam a minha cintura em seus olhos um brilho doentio era mostrado. – Quero lhe pedir uma coisa... Tio... Disse e no mesmo instante vi em seu rosto um sorriso se formar.
– O que quiser sobrinha! Afirmou descendo uma de suas mãos pelo meu quadril... Em um esforço hercúleo...
– Quero ser sua mulher e lá poderei ser de forma legal como Scarlett Mitchell! Afirmei e seu sorriso se alargou ainda mais.
– Minha mulher? Perguntei me abraçando com mais força... — Bella não me engane! Disse alterado... Senti algo me pressionar e aquilo me causou um medo misturado a um nojo descomunal.
– Sim! Sua mulher. Afirmei acariciando seu rosto... Pense em Edward, pense no seu amor!
– Tem a certeza disso? Perguntou me analisando e eu assenti veementemente. — Será como você quer então, nos casaremos no Canadá! Afirmou aproximando seu rosto do meu... Pense em Edward, pense no seu amor... Os lábios asquerosos dele tocaram os meus e a ânsia se intensificou... Pense em Edward, pense no seu amor... Permiti o contado e aquilo me violentava por dentro... Seus lábios eram duros, pareciam farpas me machucando, frios como gelo... A pressão em meu abdômen se intensificou.
– Oh bonequinha eu... Ah... Dizia ele... Sua mão alcançou a minha nádega direita e ele a apertando me forçou a me aproximar mais de seu corpo... A pressão em meu ventre agora era evidente... Em seguida ele retirou a mão de minha nádega e a trouxe entre nós tocando em seu membro e o acariciando enquanto fechava os olhos... Aquilo me deixou completamente perplexa, eu precisava sair daquela situação precisava me livrar de seu contato...
– Tio... Disse tocando em seu braço cuja mão estava em cima de seu membro o alisando. – Teremos muito tempo para isso! Afirmei e ele abrindo os olhos me fitou...
– Quero você bonequinha! Afirmou... Seus olhos estavam ejetados como os de um drogado... Phill era um doente literalmente.
– E terá de todas as formas possíveis, mas...
– Mas? Sua voz saia pesada e ele não parava de se alisar... Aquilo era completamente doentio, me enojava cada vez mais...
– Eu quero que tudo seja perfeito, vida nova certo... Não quero me sentir acuada... O quanto antes sairmos daqui melhor... Eu não sabia o que o prendia ainda nos EUA se a intenção era fugir do país... Mas pretendia usar o que quer que fosse como arma.
– Nós... Nós vamos! Dizia ele alisando com a mão livre a minha cintura enquanto ainda se tocava.
– Ótimo... Serei sua tio... Só sua! Afirmei acariciando seu rosto e ele resfolegou.
– AHH! Soltou e insanamente acreditei que ele houvera acabado de passar por um... A palavra não conseguia nem ser mencionada em minha mente... Seu rosto estava pálido e sua mão em minha cintura que me apertou em determinado momento agora era quase inexistente... Doentio demais... Era a única explicação para tal situação.
– Isso tio! Disse, ele me lançava um olhar sonolento. – Agora vá... Agilize a nossa ida... Não vejo a hora de ir embora desse país! Declarei e seus lábios expressaram um sorriso de satisfação... Ele se desprendeu de mim me beijando os lábios mais uma vez e meu auto controle quase se esvaiu ali permitindo que a bile que se alojara em minha garganta se projetasse em sua direção.
– Vou agilizar as coisas bonequinha! Disse saindo do local com uma ansiosa pressa me deixando ali... Quanto ele alcançou a porta eu quase cai por conta da tremedeira exacerbada que permiti aflorar... O enjôo me deixou mole e só tive tempo de me jogar no sofá... Aquilo não era normal, mesmo sendo emocional aquele enjôo não era normal... Apesar de me sentir forte de uma forma surreal me sentia fraca por conta do enjôo e da tontura que insistia em me atingir... Havia um pequeno banheiro naquele salão e ali lavei meu rosto buscando controlar meu estado emocional... O enjôo se intensificou e me restou o vaso para me aliviar... O vomito foi intenso como no dia anterior...
Flash Back On
– Você não está bem princesa! Dizia Edward me ajudando a levantar do chão após eu passar mal por conta de mais um enjôo... Era a terceira vez na mesma semana e minha desconfiança se mostrava ainda mais alerta... – Não me olhe com essa cara Bella, isso não é normal amor! Disse ele enquanto me segurava para que eu pudesse lavar minha boca na pia, eu estava me sentindo imprestável naquele momento... Meu ciclo estava atrasado... E a falta do uso da pílula era por mim um diferencial naquele momento.
– Estou bem! Afirmei em um fio de voz, após lavar a boca... Edward revirou os olhos em desaprovação e me ajudou a sair do banheiro.
Flash Back Of
Veio-me a mente a primeira vez que me senti desconfiada de que poderia estar grávida... E foi um choque... Um intenso choque constatar que eu estava passando pelos mesmos sintomas do meu inicio da gravidez de Mel... Deus eu... Busquei na memória o dia do mês e com um esforço tentei lembrar quando havia sido o meu ultimo ciclo... Há muito tempo eu não tomava anticoncepcional, não me era necessário, mas a pouco menos de três meses eu e Edward nos reencontramos e desde então não utilizamos nenhuma proteção... Deus eu... Eu... Não... Não podia ser... Não agora... Não naquelas circunstancias... Não longe dele de novo... Não... Eu não podia... Deus... Meu Deus!
POV Alice
– Amo voxe, voxe mim ama, somos uma famia feiz com um foite abaço e um beijo diei meu cainho é pa voxe! Cantava Mel... A fofura em miniatura me trazia em meio ao desespero um alento... Era bom poder estar próxima de uma energia tão pura... Ela se virou para mim e sorriu.
– Tia canta Mel! Pediu ela dançando e balançando aquele bumbumzinho gorducho... Estava quente e Rosalie a havia deixado apenas de regatinha e com uma calcinha de babados muito fofa... Ela havia acabado de tomar seu leite... Aproximei-me dela e ela pegando em minha mão continuava dançando desajeitadamente... Eu não conhecia a musica, mas na segunda vez me arrisquei a cantar...
– Baney! Dizia ela apontando para o dinossauro roxo que também dançava... No chão da sala havia uma replica do ridículo bicho jogada no chão... O dinossauro era uma mistura de inocência com graça... Era engraçado ver a atenção que Mel dispensava a ele e ao que ele dizia... Ela sentou-se no chão e me puxou para o seu lado... Bella havia feito um ótimo trabalho... Mel era a miniatura de minha amiga/irmã e a inocência de minha pequenina sobrinha era algo doce de se constatar... Era tão bom estar ali com ela... Mas ao mesmo tempo era angustiando saber que alguém estava faltando ali... A ausência de Bella era sentida... Muito sentida e só de imaginar o que ela poderia estar passando me deixava enojada e aterrorizada. – Mamãe vota logo, taze boneca pa eu! Dizia ela como se confirmando e pedindo confirmação.
– É isso aí gatinha, ela volta logo! Afirmei buscando me controlar para não chorar na frente dela.
POV Edward
A arma que Emmett havia me dado no dia em que invadimos a mansão Swan ainda estava em meu poder... Na confusão daquela noite eu acabei por não devolver e Emmett pelo visto se esquecera da mesma... Olhando para ela agora em minhas mãos ali dentro do carro... Vi-me além de desorientado... Sim desorientado! Via-me com uma gana de matar Phill... Eu nunca em toda a minha vida senti isso, e o sentimento era forte, intenso mesmo e se apoderava de mim como uma droga invadindo a corrente sanguínea... Para onde ir, onde buscar... Eu havia saído de casa com a desculpa de comprar leite o qual Rosalie disse que estava acabando... Disse que assim espaireceria um pouco... Parei no acostamento e busquei a arma... Ligando o carro novamente... Fui em direção a Manhattam... A mansão Swan... Quase uma hora depois cheguei na propriedade... Os altos portões fechados... O segurança na portaria... Me senti como a anos atrás quando vinha ver Bella... O segurança se aproximou de meu carro e eu me identificando busquei por Alfred... O segurança me olhou atento e logo me reconheceu arregalando os olhos, ele era um velho funcionário do tempo de Charlie e Reneê.
– Senhor Cullen! Disse surpreso... Era realmente estranho me ver ali já que o dono da casa agora era meu inimigo declarado... A imagem de Phill havia saído hoje nos noticiários da manhã como o suspeito do assassinato do senador Swan além da confirmação de que ele estava sendo indiciado por corrupção... O segurança voltando para guarita se comunicou com o interior da residência e logo Alfred apareceu no alto da rampa... Os portões foram abertos e eu segui com meu carro... Alfred abriu a porta para que eu descesse do veiculo.
– Bom dia Alfred! Afirmei apertando sua mão.
– Senhor Cullen! Disse ele sério.
– Sabe por que estou aqui não é? Perguntei.
– Infelizmente não temos noticia alguma senhor... O senhor Phillipe saiu de casa a dois dias e até agora não retornou... Não deixou nenhuma recomendação ou ordem especifica... Simplesmente solicitou que fosse feita uma pequena mala de viagem e saiu de carro...
– Alfred você sabe tudo o que está se passando correto, tem noção das acusações e de que neste momento ele... Dizia cortando-o...
– Senhor Cullen eu tenho consciência de tudo, o FBI já esteve aqui e sei muito bem das acusações e acredito serem todas verdadeiras! Disse e vi em seu rosto o aparente desagrado.
– Alfred qualquer coisa que lembrar... Pode ser besteira na sua opinião, mas pode ajudar... Eu tentava explicar.
– Ele matou meus patrões! Disse agora buscando não mostrar a sua alteração , mas sua tentativa fora falha... Ele estava revoltado.
– Alfred sempre soube disso? Perguntei confuso e ao mesmo tempo irrequieto... Alfred respirou fundo e me fitou.
– Sou apenas o criado, nunca fui pago para pensar ou agir além do que me fora pedido... Suspirou derrotado. – Sou apenas o mordomo, nunca tive em minhas mãos poder para reverter algo... O que pude fazer o fiz, mas foi pouco... Muito pouco... Tentei ajudar o Senhor Charlie... Percebi sua preocupação com relação a Senhorita Isabella, não sabia ao certo o que era apenas sabia que era relacionado com o Senhor Phillipe... Aquilo me deixou perplexo... – Ajudei como pude, os momentos em que percebi algo estranho me fiz presente e percebi a aparente desaprovação do senhor Phillipe ao mesmo tempo que via a expressão de alivio da senhorita Isabella... Me desculpe senhor Cullen, algo acontecia e eu não sabia o que... Procurei ajudar, mas como disse era apenas o criado... Quanto ao senhor Swan... Na noite em que foi morto ele ficou alterado demais... Pedi para ficar na mansão, mas ele foi categórico ao ordenar que eu saísse... Algo estranho estava acontecendo, mas eu nada podia fazer... Quanto à senhora Reneê... Eu nada pude fazer e fui pego de surpresa com sua morte, mas algo me dizia que sua morte não fora natural como pareceu... Algo estranho eu sentia, mas o que fazer... O quer fazer senhor? Perguntou ele agora transtornado... Alfred já era de idade e se mostrou naquele momento como sempre o vira um homem honrado e completamente fiel a seus patrões!
– Fique calma Alfred! Pedi tocando em seu ombro... Engraçado eu... Que estava completamente transtornado estar agora tentando acalmar outra pessoa... Vi nos olhos de Alfred a aflição por conta de tudo e senti que poderia confiar realmente nele. – Alfred Bella está viva! Afirmei e ele me olhou assustado... Os olhos arregalados... Começou a tremer... Achei que fosse ter uma sincope ou algo parecido.
– Deus, senhor... Isto... Isto é sério? Perguntou se apoiando em mim e eu afirmei veementemente.
– Phill a seqüestrou Alfred! Soltei e ele arregalou ainda mais os olhos... Seus tremores se intensificaram... O que quer Edward, matar o homem? Percebi que ele desfaleceria e o apoiei. – Alfred? Chamei.
– Aquele monstro, ele... Meu Deus! Disse com a voz tremula... Busquei leva-lo a um banco de pedra que havia no jardim da mansão próximo a nós.
– Estou aqui porque qualquer coisa que você lembrar... Por boba que seja pode nos ajudar Alfred entende? Perguntei e ele assentiu me olhando ainda respirando com dificuldade.
– Infelizmente não existe nada realmente que eu saiba que possa ajudar... O senhor Phillipe... Aquele... Ele respirou fundo mais uma vez. – Bem, nunca me aproximei do homem... Na verdade senhor Cullen após a morte da senhora Reneê pensei em ir embora, mas me diga para onde iria um velho como eu sem família... A minha família sempre foram os Swan e... Ele começou a chorar e aquilo me emocionou. – Vi a menina Bella nascer e crescer... Sempre tive muito carinho por ela, mas... Me desculpe! Disse ele procurando se recompor.
– Não precisa se desculpar Alfred! Declarei.
– Não sou pago para mostrar o que sinto senhor, é uma falta de respeito... Disse sem graça. – Mas a menina Bella era para mim como uma neta querida... A neta que não tive! Disse ainda chorando.
– Pois então Alfred agora você é bisavô! Declarei e ele me olhou surpreso. – Sim! Afirmei sorrindo. – É bisavô de uma linda garotinha, Melany minha filha com Bella... Ela é linda Alfred e vai adorar conhece-lo! Afirmei e o velho mostrou um discreto sorriso enxugando as lagrimas que por sua face caiam.
POV Tania
– Você não tem jeito mesmo Lauren... Onde já se viu passar a noite com um desconhecido? Dizia achando graça da loucura de minha melhor amiga.
– Ah ele estava disponível e eu não perdi tempo... Me deixe Tania! Dizia ele eu cai na gargalhada ao entrar em casa repleta de sacolas vinda do shopping... Logo encerrei a ligação... Margot nossa governanta me recebeu... Ela me ajudou com as sacolas.
– Tudo bem por aqui? Perguntei... Margot era governanta há muitos anos e eu tinha por ela um grande carinho... Era a figura materna que eu tinha desde minha adolescência por conta da morte prematura de mamãe.
– Tudo tranqüilo filha, seu pai está no escritório e já vou servir o almoço! Afirmou e eu sorri.
– Ótimo vou avisar a fera então! Disse a ela depois de deixar minha bolsa em cima do sofá e ir em direção ao escritório de papai...
– Ele é um louco Sam... Um maluco e vai nos afundar a todos... Dizia meu pai... Parei no meio do caminho e me coloquei entre a estante e a porta entre aberta que dava para o escritório...
– Concordo com você Denalli! Disse um homem, o qual eu não conhecia a voz. – Ele deixou claro que não vai voltar... Pretende deixar o país! Afirmou.
– Inferno e por que já não o fez? Soltou meu pai irritado. – Ele me exigiu um favor e eu a contra gosto o fiz, mas se desconfiarem ficarei em maus lençóis... Me diga Sam pra que ele iria querer se refugiar em Coney Island se a intenção é fugir? Perguntou meu pai e seu tom de voz era impaciente... A informação me deixou curiosa e me pus a pensar... Coney Island... Há anos não ia lá... Uma linda propriedade a beira mar... Quem poderia estar lá... Quer dizer era o que dava para entender... Papai falou em favor e em Coney Island... Só conseguia imaginar que ele tivesse emprestado a casa para um amigo... Mas a pessoa parecia estar fugindo não sei... Queria sair do pais... Que conversa estranha!
– Denalli na minha opinião Phill não vai se dar bem... Ele... Eu acho que ele está cometendo uma loucura! Bem eu vou indo, preciso agora me proteger e tentar não ser atingido ainda mais pelas loucuras dele! Afirmou e eu na mesma hora me distanciei do escritório indo para o meu quarto... Phill... Quem era Phill? Me perguntava curiosa pela conversa que acabara de ouvir... Eu sabia que os negócios de papai eram na sua maioria um tanto duvidosos e ouvir que alguém que ele conhecia queria fugir não era algo tão fora do comum, mas ainda sim fiquei intrigada... Phill... Quem seria? Almocei com meu pai que parecia estar muito preocupado eu procurei não atrapalha-lo, mesmo porque aquela conversa que ouvi não me saia da cabeça... Voltei ao quarto com o intuito de tirar um cochilo e algo me atingiu em cheio.
Flash Back On
– Quem é ele? Perguntei a Edward...
Flash Back Of
Nós havíamos nos conhecido a pouco mais de uma hora... Era um evento em homenagem ao senador falecido Charlie Swan e eu por coincidência estava diante de seu ex-genro o cobiçado viúvo Edward Cullen... Não sabia muita coisa sobre ele ou sobre os Swan, mas havia ficado fascinada ao conhece-lo ainda mais naquela ocasião... Eu estava naquele evento para acompanhar a contra gosto Lauren que estava a fim de um empresário que estava no local... O fato é que Edward se mostrou insatisfeito ao cruzar com um homem que lhe mostrou um sorriso cínico... Edward me disse que o homem era irmão do falecido senador, Phillipe Swan... A informação não me foi retida com importância, mas agora buscando descobrir quem poderia ser o tal Phill o nome Phillipe Swan surgiu... Ele estava sendo acusado de corrupção e assassinato, a questão é que estas acusações estavam sendo feitas contra Edward a pouco tempo atrás por isso me ative ao assunto... Eu e Edward não tínhamos mais nada juntos, na verdade infelizmente nunca tivemos e isto ficou evidente quando a tal modelo com a cara da mulher falecida dele apareceu e o deixou perplexo... Vê-lo beijando-a no Metropolitan foi uma punhalada para mim, depois daquele dia eu até insisti, mas ficou claro que eu nunca conseguiria competir com a falecida e agora eu tinha em minhas mãos uma informação destas... Por que diabos papai estava ajudando um provável assassino... A palavra licitação brilhou em néon em minha mente... Ele estava sendo acusado de corrupção... Meu pai não era cem por cento politicamente correto... Fazia sentido... Mas daí a esconder um assassino e este pelo visto era realmente criminoso dado o olhar de Edward para ele naquela noite... Aquilo ficou martelando em minha mente...
– Edward não merece isso! Afirmei.
POV Bella
As lagrimas que banhavam meu rosto me deixavam anestesiada... Phill voltara ao que parecia depois de uma hora... Ele estava eufórico com a minha atitude anterior... Disse que sairia para resolver as coisas de nossa viagem... Aquilo me deixou com o coração ainda mais apertado... Ele se aproximou de mim mais uma vez e mais uma vez me senti enojada para dizer o mínimo... Ele me disse que me deixaria ali para a minha segurança declarando que estava sendo procurado e que seria perigoso... Eu tentei argumentar, pedi que me levasse pelo menos para a parte de cima da casa e vi em seus olhos uma certa desconfiança se instalar e aquilo não seria bom... Procurei me acalmar e com muito custo lhe dei um selinho dizendo no final que ele tinha razão e que era melhor eu permanecer ali e ele saiu.
– Você está ai mesmo não é? Perguntei tocando em meu abdômen com as mãos tremulas. – Essa não é uma boa hora meu amor! Afirmei voltando a chorar... Ouvi um barulho de carro se aproximando e me coloquei em alerta mais uma vez... Limpei meu rosto e procurei respirar com mais calma... Não demorou muito e a porta foi aberta... Phill apareceu e sua feição era séria.
– Ainda não poderemos ir! Disse ele e parecia estar nervoso diferente de antes de sair.
– Qual o problema? Perguntei, ele me fitou ainda mais sério. – Digo por que a demora? Sabe quero logo ir embora e poder resolver a nossa situação! Afirmei sorrindo, mas por dentro queria gritar... Minhas mãos tremiam e eu cruzei os braços às escondendo.
– Meu dinheiro ainda não foi liberado e não podemos sair do país sem que antes eu resolva a transferência do mesmo para uma conta no Canadá! Afirmou se aproximando de mim e me abraçou... Eu ainda estava de braços cruzados o que não permitia que ele colasse nossos corpos. – Você bem que podia fazer o seu tio relaxar um pouco! Disse ele beijando o meu pescoço ao mesmo tempo em que me cheirava aos cabelos... A aflição pela qual passava naquele instante era digna de desespero!
– Phill precisa ficar calmo, logo tudo irá se resolver... Falava e ele me apertou um pouco mais lambendo o meu pescoço... Afastou-se momentaneamente e me puxou pela mão em direção a escada... Eu deveria ficar feliz com a idéia de poder sair daquele espaço, mas lalgo me dizia que era melhor ter ficado ali... Phill me levou para o primeiro quarto que ele achou e se aproximou da cama comigo ao seu lado... Eu resfoleguei em pânico e ele me abraçou mais uma vez... – De quem é esta casa? Perguntei no instante em que ele tentou me beijar.
– De um amigo! Afirmou tentando me deitar na cama.
– Phill calma! Falei tentando me desvencilhar dele de forma delicada, camuflando a vontade insana de querer sair correndo dali... Eu estava agora na parte de cima da casa... Havia um carro lá fora e a chave do mesmo deveria estar no bolso da calça dele...
– Preciso relaxar bonequinha e você tem que me ajudar... Dizia ele ao conseguir me deitar na cama e ficar por cima de mim... O desespero se intensificou... Eu não conseguiria suportar... Eu...
POV Edward
Eu acabara de sair da mansão Swan quando ouvi meu celular tocar e sem me desviar do estrada peguei o mesmo e o atendi.
– Sim! Afirmei.
– Edward sou eu Tania! Disse a voz feminina... Já não nos falávamos a um bom tempo e eu não saberia dizer o que ela iria querer comigo depois de tudo.
– Como vai Tania? Perguntei.
– Edward eu vou ser objetiva... Sabe que lhe considero... Bem... O que tenho a dizer é algo que talvez... Edward eu fiquei sabendo uma coisa e não sei para quem contar, mas olha... Eu não queria que meu pai fosse envolvido eu sei que ele...
– Qual o problema Tania? Perguntei confuso cortando-a... E logo me lembrei que o pai de Tania era ninguém menos que uns dos parceiros de Phill... Denalli era um mafioso muito conhecido!
– Edward eu acho que sei onde Phillipe Swan está escondido! Afirmou e na mesma hora eu parei o meu carro... Aquela informação poderia ser a mapa do tesouro... Eu poderia reencontrar a minha Bella... Tania me explicou a sua descoberta de forma temerosa depois que nos encontramos em um café perto do Central Park... No mesmo instante eu liguei para Jacob contando que provavelmente Phill havia invadido uma casa de Denalli e a usava neste momento como esconderijo, eu busquei com isso não deixar Tania pensando que eu estava denunciando seu pai, Jacob disse que estava munitorando Denalli e Uley que sabia do encontro que ambos tiveram pela manhã na casa de Denalli, disse que iria averiguar com relação a prorpiedade em Coney Island que Tania havia mencionado... Mas o teor da conversa que Tania ouviu era para mim a certeza de que Phill estava escondido em Coney Island e lá mantinha Bella como prisioneira! Eu não pensei duas vezes ao pedir a Tania que me desse o endereço da casa que sua família possuía naquela cidade e depois de muito relutar ela me deu...
...
O percurso até Coney Island foi feito por mim em alta velocidade... A minha ânsia de encontrar Bella era sufocante... A arma brilhava em cima do banco ao meu lado no carro...
Notas finais
Bjos e até o próximo capítulo!!!
Fale com o autor