Notas iniciais
Capitulo um pouco curto, mas estou voltando. Ano quase acabando, estou me inspirando. Amanhã posto mais. Bjooo e continuem acompanhando.

Paige entrou no quarto em meio a lágrimas, jogou a mochila no primeiro canto que encontrou e encaminhando-se para o banheiro.

Precisava tirar aquela roupa molhada.

A nadadora tirou a roupa com certa dificuldade e entrou embaixo do chuveiro.

A água estava quente. Era tudo o que precisava naquele momento. Um banho quente.

O choro se intensificou e não se importou em contê-lo.

Chorava não por ter perdido o carro, pois aquilo no momento era o que menos lhe importava.

Chorava porque não merecia aquilo. Não era como se não tivesse lutado contra tudo aquilo que Emily a fazia sentir.

Fizera o que estava ao seu alcance, mas apaixonar-se por Emily não fora uma escolha, muito menos um capricho.

Seu pai nem se dera ao trabalho de escutá-la e aquilo a chateara profundamente.

A atitude de seu pai não a surpreendia, por que sabia o pai que tinha. Nick sempre fazia o que era mais conveniente.

Paige saiu do chuveiro e vestiu o primeiro pijama que encontrou.

Agradecia pelas lágrimas terem parado de cair.

Não estava com clima para o jantar. Não tinha fome.

Estava chateada e fazer de conta que eram uma família feliz era um esforço que não estava disposta a fazer.

Não tinha mais um carro mesmo. Não sabia se ficava aliviada ou triste por ser obrigada dali pra frente a fazer o caminho de bicicleta.

Pelo menos a escola era perto.

Paige se jogou na cama e deixou seu rosto afundar no travesseiro.

E teria dormido se não fosse aquele vazio que voltou a lhe assomar ao pensar em Emily.

Precisava dela, nem que fosse simplesmente ouvir aquela doce voz.

Paige buscou o celular que estava no criado mudo e discou o último número.

Emily não lhe atendeu.

Talvez dormir fosse a melhor opção! Paige se viu obrigada a admitir.

Emily fez todo o caminho de volta para casa pensando na cena que havia acontecido no vestiário.

As coisas estavam ficando cada vez mais tensas entre ela e Paige.

Tensas no sentido sexual.

Não queria assustá-la, e não queria que as coisas acontecessem rápido demais. Apenas queria estar com Paige tanto quanto fosse possível.

Aquele desejo iria consumi-la.

Quando abriu a porta principal constatou que sua mãe já havia feito o jantar e apenas a estava esperando para que o mesmo fosse servido.

Emily deixou os pertences na pequena sala, e ajudou Pam a colocar a mesa.

– Como foi na escola hoje? – perguntou a mãe colocando a travessa com brócolis sobre a pequena mesa de jantar da casa dos Fields — Foi interessante?

– Foi normal mãe – respondeu brevemente a nadadora antes de sentar-se no lugar em frente à Pam que a olhou curiosa.

– Os treinos estão sendo produtivos? – voltou a perguntar a mãe.

– Sim, a treinadora me colocou como âncora na competição que terá na segunda-feira explicou Emily com a voz não tão empolgante quanto aquela noticia exigia.

– Isso não deveria ser uma coisa boa filha? O que houve? – perguntou a mais velha servindo as batatas no prato de Emily – Já disse que tem que comer batatas – brigou Pam.

– Paige não gostou muito, mas não tenho culpa mãe – se justificou Emily colocando as batatas no canto do prato.

– Como você mesma disse Em, não é sua culpa. Paige tem que entender.

– Na teoria isso funciona muito bem – Emily concluiu como que para si mesma, sem que Pam comentasse mais nada.

Se sua mãe soubesse o gênio que Paige tinha, não estaria fazendo um comentário como aquele.

Emily apenas ignorou a face de desaprovação de sua mãe ao ver que ela não havia comido as batatas.

Emily não sabia por que sua mãe implicava tanto com o fato dela não comer batatas. Ela já comia brócolis e isso era o sonho de qualquer mãe.

A morena terminou de comer e ajudou Pam a organizar a cozinha.

Todos os jantares na casa dos Fields eram daquela maneira, desde que Wayne havia ido para o Iraque.

Estava com saudade do pai, e sabia que sua mãe vez ou outra chorava com aquela ausência.

Aquele era um dos motivos de ficar agradecida por Rosewood tê-las aproximado.

Agora tinham uma a outra.

Emily escutou quando seu celular tocou na bolsa. Poderia ter interrompido seu momento com a mãe para atendê-lo, mas Pam precisava dela, por isso não o fez.

Não seria uma boa idéia falar com Paige naquele momento, Emily sabia que era ela.

Quando finalmente terminou de ajudar Pam, Emily buscou a bolsa na sala e subiu para o quarto com o celular em mãos.

Paige deixara uma mensagem de texto. Já fazia vinte minutos.

Preciso ver você! Está ocupada?

Bjoo Paige

Emily olhou a mensagem uma segunda vez antes de colocar o aparelho de lado.

Precisava colocar a cabeça no lugar, e falar com Paige naquele momento não ajudaria.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.