Pai ou Paciência?

1 Ainda sobre as nuvens.


Estava na poltrona do avião que saía de Nova York para Espanha, iria voltar a sua terra Natal e ver sua família como também administrar seu serviço por lá. El Cid era um empresário famoso e rico, um jovem belo que desde muito novo fora empenhado aos estudos e daí seu sucesso na carreira. Havia passado alguns meses que estava em Nova York como de costume viaja muito e agora poderia ir ver sua namorada e sua pestinha...Sophie.

— Tsubaki, estou chegando aí amanhã...Avise a todos — Disse assim que ligou de seu celular para casa e o menino que era filho do jardineiro atendeu.

Virou o olhar para a janela e ficou fitando a paisagem coberta pelas nuvens e relembrando alguns episódios com a filha antes da sua ultima viajem.


—_______Flashback_____


— Sophie?... — Indaga o espanhol na mesa de jantar olhando para a menina.

— ... — E nada da menina olhar, ainda concentrada em repetir o nome do garoto que gostava em sua agenda.

— Sophie!

— Sim? — Indagou com uma gota atrás da cabeça.

— O que você está escrevendo? — Perguntou com seu ar sério.

— Nada!

— Mostre... — Disse sem alterar a expressão.

— Ah não é nada de mais.

— Mostre..

— Hm... — Paralisada.

— Agora! — A voz séria do capricorniano subiu um pouco

A menina entregou sua agenda e o mesmo pegou analisando e viu a veia do mesmo latejar na testa.

— Te dou uma agenda para você anotar as coisas importantes e você faz desenhos nela!

— Desculpa pai.. — Falou a menina corada.

—_______Fim Flashback____

Voltou a tona assim que parou de refletir os momentos.

''Parece que foi ontem quando eu peguei minha filha nos braços assim que ela nasceu, eu e a mãe dela ainda éramos adolescentes de 16 anos e já se passaram 10 anos...O tempo voa'' — Pensou o mesmo com sua costumeira expressão séria se ajeitando na poltrona e cerrando os olhos.

O capricorniano era um pai rígido mas amava sua filha mesmo tendo sua postura séria, seus sorrisos eram raros e sua paciencia não era muito avantajada...a menina conseguia lhe tirar do sério como ninguém. Queria ver se ela tinha aprontado algo em sua ausencia além de matar a saudade também.


Continua...