Pai de novo esse mês?
1 Tem uma filha sua na porta - capítulo único.
Notas iniciais
Os vingadores estavam se divertindo na casa de Tony. A festa já estava no fim, apenas os vingadores e alguns agentes estavam ali.
Assim como na festa anterior a vinda de Ultron, a de comemoração estava deveras divertida. Tony ainda insistia em tentar levantar o martelo.
Agora estava em cima da mesa, suas pernas estavam abertas e fazia força para levantar a arma. Todos riam de sua estranha posição.
- Tony?! — Pepper o chamou.
- Pera aí, meu amor. Já tô... pera aí.
- Tony, é importante.
- O que seria mais importante que governar Asgard? — se levanta. Ainda estava sob a mesa.
- Que tal que tem uma adolescente na porta dizendo ser sua filha? — parecia irritada.
- O quê? Outra?
-Sim, outra. Vá logo, ela está esperando.
- E não mandou entrar por quê?
- Porque já é a terceira filha que aparece aqui em um mês. Não vou deixar qualquer um entrar aqui!
- Três filhas? — Thor pergunta. — Parabéns, amigo!
- Que vigor hein, Tony?! — Natasha provoca.
- Não responderei, Romanoff. E obrigado, Thor. Mas, não tenho filhos, me preveni bem. Pena que elas nunca pensam nisso antes de vir aqui.
- Eu sei! Mas, essa está começando a me convencer. Acho bom ir logo! — põe a mão na cintura.
- Está te convencendo? É outra ruiva, igual da outra vez? — começou andar até a porta.
- É morena! — Tony já estava longe quando respondeu.
O moreno se pôs à trente da porta. Outra filha? Não era possível. Lutar contra Ultron foi mais fácil do que ter que aguentar teatrinho e filha perdida.
- To... Tony Stark? — ela estava emocionada.
De fato, era uma morena alta e de olhos negros. Talvez fosse uma filha, mas Tony sabia que não.
- Vai dizer que não me conhece, belezura? Agora, manda! Estou com alguns amigos e não posso demorar. — encostou na parece ao lado da porta.
- Como fala assim? Nem sabe quem eu sou!
- Bom, estou esperando você falar! — começou a mexer no celular.
- Me chamo Miriam... provavelmente Miriam Stark. — Tony fingiu espanto.
Pôs a mão no queixo e abriu a boca demasiadamente — estava bêbado, mas isso não mudava nada.
- Você... É minha filha? — a abraçou.
- Acho que sim. — se afastou do "pai", ainda chorava.
- Espero que não se assuste, meu bem, mas me deixe fazer algumas perguntas, sim?
- Tudo bem.
- Você se formou em que faculdade de teatro? — ficou sério.
- Eu... eu não entendo.
- Eu explico. Aqui diz que seus pais são Emma Doson e John Russell. Eles estão... prestando serviço comunitário como punição de ter... — fingiu surpresa — de ter fingido falsa identidade. Mas que coisa feia, querendo me enganar?
- Mas é verdade! Minha mãe disse que vocês tiveram um caso e que ela preferiu se afastar por medo. Será que não pode me dar uma chance?
- Quantos anos você tem?
- Completei dezenove essa semana.
- Então pode me visitar sempre que quiser, mas quanto a meu dinheiro... — riu debochado — Você já é de maior.
Miriam o olhou incrédula. Ele estava se negando a dar dinheiro a uma filha? O que ser de maior importava agora?
- Mas... mas eu sou sua filha. Estamos conectados pelo laço da paternidade...
- Por isso que poderá me visitar aos domingos, querida. Estamos conectados! — começou a fechar a porta.
- Mas eu... — não terminou, pois Tony deu "Tchauzinho" e bateu a porta.
Ao se virar, viu que todos os amigos seguravam o riso. Pegou algo no bolso, apontou para a parede e disse:
- Vamos reiniciar a festa? — e ligou a música.
Ao lado de fora, a morena irritada jogava as lentes de contato fora. De nada ajudaram.
- Play boy ridículo! — e deixou a casa.
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