Pai de Menina
1 Pai de Menina
Notas iniciais
Eileen Granger Snape estava abraçada ao pescoço do James Sirius Potter enquanto os dois caminhavam pelos corredores do Hogwarts.
— James, eu sei que meu pai te odeia, mas eu te amo. E mesmo eu só tendo quatorze anos lutarei pelo nosso amor.
James estava completamente pálido e já suava frio quando entrou na enfermaria, trazendo Eileen consigo.
Madame Pomfrey virou-se na direção dos dois estudantes que entravam pela porta. Assim que avistou o mais velho dos garotos Potter, já lhe mirou um olhar reprovador.
— Madame Pomfrey, não me olhe assim, por favor. Dessa vez eu realmente não fiz nada. — Defendeu-se James. — E eu jamais faria alguma coisa para machucar Eileen.
Madame Pomfrey apenas suspirou.
— Sente a senhorita Snape sobre aquela maca. — A mulher indicou uma das várias macas que havia na enfermaria. — Preciso examiná-la e também saber exatamente o que aconteceu com ela.
Antes que James pudesse a abrir a boca para explicar a situação à Madame Pomfrey, a porta da enfermaria foi aberta em um rompante. E então o garoto viu seu maior pesadelo se tornar realidade. Severus Snape, diretor de Hogwarts e pai de Eileen, estava entrando na enfermaria e olhava de forma nada amigável para a cena à sua frente.
— O que está havendo aqui? — Perguntou Snape entredentes.
Snape olhou para sua linda filhinha, que estava sentada sobre uma maca e segurando as mãos do moleque Potter.
James sabia que estava muito encrencado naquele momento, porém, dessa vez, não era culpa sua, ele realmente não havia feito nada de errado.
— Papai, — disse Eileen ainda segurando as mãos de James — eu amo muito o James, eu quero me casar com ele. Mesmo que isso seja contra a sua vontade. Ele é o amor da minha vida.
Snape sentiu seu sangue ferver, ouvir isso de sua menininha foi um golpe e tanto, estava grato por poder ocultar seus sentimentos tão bem.
— Pai, calma, ficar nervoso não vai ajudar. — Quem disse essas palavras foi Sam, o irmão mais velho de Eileen.
Snape virou-se para o local de onde vinha a voz.
— Sam? — Snape perguntou.
Sam deu de ombros e disse:
— James me chamou para ajudar e também para evitar que o senhor o matasse.
Snape levantou uma sobrancelha e perguntou ao filho mais velho:
— Está protegendo o Potter?
— De forma nenhuma, — Sam respondeu — estou apenas evitando que o senhor mate um aluno. Quanto ao Potter, salvar a vida dele é apenas uma consequência.
Snape então ponderou e concordou mentalmente com Sam. Seria bom ter alguém ali para evitar que ele lançasse uma maldição imperdoável no primogênito de Harry Potter. No entanto, ele não facilitaria a vida daquele que se atreveu a cortejar a sua garotinha.
Snape voltou seu olhar para James Sirius, estreitou os olhos e disse com voz ferina:
— Voltando ao acontecido, senhor Potter, me explique a situação já! — Exigiu Snape com uma enorme veia saltando em sua têmpora.
James engoliu em seco, olhou para Sam em busca de algum auxílio, porém Sam apenas balançou a cabeça, sinalizando que não iria ajudar. James então respirou fundo e começou a tentar explicar o que houve.
— Diretor, não foi intencional, eu jamais faria mal a Eileen. — Começou James.
— O que fez com a minha filha? — Snape levantou suas sobrancelhas e questionou com sou tom mais feroz.
— Pai, — Sam chamou — calma...
Snape procurou recuperar sua compostura quase perdida e refez a pergunta ao garoto Potter.
— O que fez com a minha filha?
O tom de voz do diretor era mais calmo, porém não menos ameaçador, concluiu James.
— Eu dei uma caixa de chocolates de presente para ela. Ela me disse que adora chocolate. — James desviou o olhar de Snape, voltando a olhar para Eileen.
— Continue Potter. — Snape disse.
— Eu mandei uma carta para a casa da vovó Molly, perguntando se ela poderia me mandar alguns chocolates caseiros. Mas não foi a vovó quem respondeu, foram tio Fred e tio George, eles mandaram a resposta da carta junto com uma caixa de chocolates que eles vendem na Gemialidades Weasley. Eles me garantiram que Eileen iria gostar muito. — Explicou James.
O garoto então fechou os olhos e disse mais a si do que a Snape:
— Mas agora pensando bem, confiar em tio Fred e tio George foi uma grande burrice da minha parte. — Disse o garoto com uma careta. — Minha mãe sempre diz para não confiar nos gêmeos. Eu fui um idiota.
Snape pensou em como o garoto pode ser tão burro a ponto de crer em qualquer boa intenção que os gêmeos Weasley pudessem demonstrar. Porém, isso não diminuiu seu desgosto, ele continuava furioso com o garoto, pois ele ousou cortejar a sua garotinha. Se ele pudesse fazer o moleque Potter virar pó, já teria feito no instante em que entrou na enfermaria, mas se fizesse isso Hermione certamente ficaria furiosa. E talvez até acarretasse problemas para Sam, que já estava em seu último ano e com um histórico impecável.
Então Snape tentou acalmar-se e ver a situação pelo lado prático. Dirigiu-se a Madame Pomfrey:
— Poppy, é possível que Eileen esteja sob efeito de uma poção do amor?
Madame Pomfrey se aproximou da moça e olhou nos olhos da garota.
— Acredito que não, Severus, parece ser algo diferente. — Disse a bruxa.
Snape olhou para o garoto Potter e disse:
— Mande uma carta para seus tios IMEDIATAMENTE e peça que eles expliquem detalhadamente o que havia naqueles chocolates que você deu a Eileen.
— Sim, senhor. — Respondeu James.
O garoto Potter então segurou as mãos de Eileen com delicadeza, olhou nos olhos da garota e disse:
— Eileen, você precisa me esperar aqui, na enfermaria, junto com a Madame Pomfrey, com seu pai e com seu irmão. Eu preciso fazer algo, mas eu volto logo. Me promete que vai ficar aqui?
Eileen olhou confusa para James e perguntou:
— Você vai me abandonar aqui, está cansado de mim?
Snape olhava aquela cena extremamente desconfortável e nada feliz. Sam também fez careta para a cena melosa.
— Não, — apressou-se James — eu jamais me cansaria da você, eu só preciso mandar uma carta. Vai ser muito rápido, eu vou voltar logo.
— Promete? — Perguntou Eileen.
— Eu prometo. — Falou James.
— Então eu vou esperar, mas não demore muito.
James apenas assentiu e logo saiu correndo pela porta da enfermaria. Ele só parou de correr quando alcançou o retrato da Dama Gorda.
James proferiu a senha.
— Mandrágora.
Porém a entrada para a sala comunal não se abriu.
— O que houve? — Perguntou James ao quadro. — A senha mudou?
A Dama Gorda lhe estreitou os olhos e perguntou:
— O que você aprontou? Por que está correndo pelos corredores? Está fugindo de algum professor de novo?
— Eu juro, eu não estou fugindo de nenhum professor. — Explicou James, que já tinha corrido até a sala comunal da grifinória fugindo de Madame Hooch pois ela queria lhe dar uma detenção. — Eu só preciso escrever uma carta urgente para casa.
A Dama Gorda continuava com um olhar desconfiado.
— Por favor, é algo importante. — Insistiu James.
— Tudo bem, vou deixar você passar. — Disse o quadro. — Me se for mentira, só passara por essa porta quando outra pessoa falar a senha por você.
James assentiu e passou correndo pelo buraco do retrato. Subiu correndo até seu dormitório e pegou o primeiro pedaço de pergaminho que encontrou no meio de suas coisas e uma pena. Esticou o pergaminho sobre a cama e escreveu a carta aos tios.
Primeiro ele deixou bem claro que Fred e George haviam feito ele se meter em um grande problema, depois pediu a maldita receita daqueles chocolates. E pediu que os tios enviassem urgente ou Snape poderia acabar o matando. Depois o garoto correu ao corujal para enviar a carta.
Assim que a coruja levantou voo com a carta presa em seu bico, James suspirou um pouco mais aliviado. Ele só desejava que os tios lhe respondessem rápido.
James então caminhou de volta à enfermaria, enquanto caminhava só pensava que gostaria de matar Fred e George por terem feito aquilo com ele, ainda mais sabendo do quanto ele gostava de Eileen.
James suspirou desanimado, ele sabia que Snape o detestava e que talvez ele demorasse anos para consentir seu namoro com Eileen, porém ele tinha ainda tinha alguma esperança. No entanto, suas esperanças tinham morrido no instante em que viu a cara se Snape entrando na enfermaria. Ele estava muito ferrado. E dessa vez, talvez ele tivesse perdido até o mínimo apoio que Sam já havia demonstrado.
Enquanto James voltava a enfermaria, Snape e Sam seguiam com Eileen. Snape havia se aproximado da maca onde a filha estava sentada e perguntou:
— Minha querida, está se sentindo bem?
— Sim, papai, estou. — Eileen deu um sorriso brilhante.
Sam apenas riu da situação, Eileen era tão diferente dele e do pai, ela era como Hermione, espontânea e brilhante.
— Leen, — chamou Sam — está mesmo se sentindo bem? Você provou um doce de origem duvidosa, por isso estamos preocupados.
Eileen virou seu rosto para o irmão mais velho e com seu ar inocente, disse:
— É claro que estou bem, Sammy, e o chocolate estava muito bom.
Sam acariciou a cabeça da irmã e disse:
— Se você diz que está tudo bem, Leen, eu acredito. Mas se sentir algo diferente, precisa avisar a mim, ao papai ou a Madame Pomfrey, certo?
— Tudo bem, Sammy, eu vou avisar se estiver sentindo alguma coisa estranha.
Sam virou-se para o pai, ele sabia ler os sentimentos de Severus Snape, sua mão havia lhe ensinado, sabia que ele estava muito preocupado com Eileen.
— Pai, vamos sentar um pouco. Esperar a resposta dos Weasleys em pé ou sentados vai demorar o mesmo tempo.
Snape apenas assentiu a acompanhou o filho. Os dois sentaram-se em um banco próximo a maca onde Eileen permanecia sentada.
— Você avisou a mamãe? — Sam perguntou depois de alguns minutos em silêncio.
— Você conhece sua mãe, não? Acha mesmo que seria uma ideia prudente avisar ela agora? — Snape tinha um tom sarcástico na voz.
Sam riu e concordou.
— Você tem razão, pai, seria um desastre.
Snape deu um sorriso de canto para o filho.
Cerca de vinte minutos mais tarde, James entrou na enfermaria. Em seu encalço estavam os gêmeos Weasley, com a cara mais lavada do mundo.
Snape levantou-se e foi direto até os três. Antes que Snape pudesse falar qualquer coisa, James se adiantou:
— Eu já pedi que ele trouxessem a lista com os ingredientes que usaram nos chocolates.
— Mas nós não trouxemos. — Começou Fred.
Snape estava pronto para avançar no pescoço dos ruivos quando George completou:
— Trouxemos algo melhor. — George tirou do bolso um pequeno frasco com um líquido transparente. — Se ela beber isso o efeito da poção que estava nos chocolates vai passar.
James olhou indignado para os tios e disse:
— Sabiam que tinha algo nos chocolates! Por que me mandaram eles? Eu disse que queria dar um presente para alguém que eu gostava muito! E vocês dois fizeram isso comigo, com Eileen! — James arrancou o frasco da mão de George e completou: — Eu odeio vocês dois. Vocês estragaram tudo!
Fred e George certamente não esperavam aquela reação de James, pois ficaram chocados com as palavras do garoto.
— James... — começou Fred.
— Eu não quero ouvir. — O garoto virou as costas. — Vocês já não são mais meus tios, eu já disse que odeio vocês.
James andou até Eileen e parou em frente a ela, ele fez uma cara triste e deu de ombros.
— Me perdoe, Eileen, por envolver você nessa confusão. — James deu um pequeno sorriso desanimado.
Depois o garoto se voltou a Snape e estendeu o frasco.
— Diretor, eu não confio neles, o senhor pode conferir o conteúdo? Quero ter certeza que dessa vez dê tudo certo e Eileen fique bem.
— Espere, James, não confia que entregamos a você o antídoto? —Perguntaram os gêmeos.
— Não confio, não mais. — Disse James largando o frasco nas mãos de Snape.
— Eu também não confiaria — Snape disse olhando para os gêmeos.
Os gêmeos iriam responder, porém o olhar de James na direção deles deixou bem claro que ele não queria que aquela conversa se alongasse mais.
— Vou até meu laboratório, verificar esse “antídoto”. — disse Snape — Sam, fique aqui, junto com sua irmã, para garantir a segurança dela.
Depois Snape se virou para James.
— Fique por aqui também, Potter. Quando eu voltar, decido como vou lhe castigar.
James apenas assentiu, enquanto Snape se retirava da enfermaria.
Os gêmeos aproximaram-se de James, tentando iniciar uma conversa novamente.
— James, eu e George apenas fizemos uma brincadeira. — Disse Fred.
— Não havia nada no chocolate que pudesse fazer mal a Eileen. — Completou George.
James mirou os tios, com seu olhar mais decepcionado estampado em seu rosto.
— Eu confiei em vocês, eu dei o chocolate que me mandaram para a garota que eu mais gosto nesse mundo, vocês sabiam para quem eu daria esse presente. Vocês sabiam o quanto a Eileen é importante para mim. Vocês também sabiam de quem a Eileen é filha e que qualquer mínimo deslize da minha parte faria Snape nunca mais me deixar chegar a menos de dois metros da filha dele. — O olhar de James mudou, agora havia raiva onde antes estava apenas a decepção. — Eu odeio vocês dois por terem feito isso comigo e com Eileen.
Os gêmeos haviam ficado realmente chocados com a reação de James, aquilo era sério.
— James... — os tios tentaram argumentar.
James apenas virou o rosto para o outro lado, ignorando os tios.
— Acho melhor irem embora. Ele não vai perdoar vocês, pelo menos não tão cedo. — Disse Sam. — Meu pai já não gostava do James, agora certamente ele o detesta e a culpa disso, em parte, é de vocês. Por isso James está tão magoado.
Os gêmeos assentiram. Sam tinha razão, era melhor dar um tempo a James. Certamente em breve ele os perdoaria, já que James sempre lhes dizia que eram seus tios favoritos.
~ x ~
Cerca de uma hora mais tarde, Snape retornou a enfermaria, com o frasco com o antídoto em mãos.
— É seguro, eu analisei cuidadosamente. — Ele disse a James e Sam.
Snape então andou até James e entregou o frasco nas mãos do jovem.
— Você começou essa confusão, você termina. Explique a Eileen o que é isso e peça para ela tomar.
— Sim, senhor. — James assentiu.
Snape resolveu dar o antídoto nas mãos de James, pois só assim teria certeza de que Eileen beberia, já que ela estava sob o efeito de uma poção.
— Eileen, — James chamou — sabe os chocolates que você comeu, aqueles que eu te dei de presente?
Eileen assentiu.
— Eles não estavam muito bons, então você vai precisar tomar isso aqui para não se sentir mal. — James mostrou o frasco em sua mão.
— Mas eu estou bem e os chocolates estavam bons, James. — Eileen o mirou séria.
— Mas depois eles podem te fazer mal. Tome, por favor, se você tomar eu ficarei mais tranquilo. Tudo bem? — James deu um leve sorriso.
— Tudo bem. — Disse Eileen pegando o frasco da mãos de James e tomando.
Em instantes a expressão de Eileen mudou e ela parecia confusa.
— James? — Ela o encarou. — O que está acontecendo? Por que estou na enfermaria? — Eileen então olhou para o lado. — Papai, Sammy? Está tudo bem?
— Senhor, — James pediu a Snape — eu posso explicar o que aconteceu a ela?
Snape apenas assentiu.
James então explicou todo o ocorrido a Eileen, desde a carta com o pedido que fez para a avó, até a chegada dos gêmeos com o antídoto. Assim que James terminou a explicação, Eileen caiu na gargalhada. James a mirou confuso.
— Você é muito tonto, James. É obvio que os gêmeos mandariam algo de origem duvidosa. A única coisa boa é que era apenas uma poção do amor ou algo parecido. — Eileen o mirou com um olhar doce. — Nunca mais faça isso, nunca mais me dê nada que venha das mãos dos gêmeos Weasley, entendeu?
— Você não está brava comigo? — James perguntou surpreso.
— Não, não estou. Pois sua intenção não era má. — Eileen disse. — Você nunca me faria algo assim de propósito, James. Disso eu tenho certeza.
Eileen então olhou para o pai.
— Papai, não castigue o James, por favor. Ele não teve más intenções, foi enganado pelos tios. Ele só foi um pouco burro e isso não é motivo para ser castigado. — Ela deu um leve sorrisinho.
Snape a mirou, ela tinha aquele olhar doce estampado em seu rosto, era praticamente impossível negar algo a Eileen ela quando o mirava daquela forma. E ela sabia disso, sua garotinha estava protegendo a prole do Potter.
Snape olhou para Sam, o filho apenas deu de ombros. Snape então suspirou.
— Não posso deixar o Potter sair ileso, afinal algo grave poderia ter ocorrido. — Snape olhou para James. — Você, Potter, ficará fora do jogo de sábado, Grifinória contra Corvinal.
James assentiu.
— Sim, senhor. — respondeu o Potter sem sequer pensar em reclamar de sua punição.
Eileen se levantou da maca e foi correndo abraçar o pai.
— Obrigada, papai, você é o melhor do mundo. — Disse com os olhos brilhantes mirando Snape.
Snape aceitou o abraço da filha e retribuiu.
— Eu e James podemos ir agora? Nós ainda temos aula. — Eileen disse com um sorriso doce assim que se afastou do pai.
— Sim podem ir. — Snape falou para a filha, depois mirou Potter. — É bom ter muita atenção, Potter, dá próxima vez não será tão fácil se livrar de uma detenção.
— Não haverá um próxima vez, senhor, eu lhe garanto. — James apressou-se em responder.
Eileen, sabendo como seu pai era, apressou-se e segurou James pela mão, o puxando para fora da enfermaria.
— Nós já vamos, papai. Nos vemos no jantar. — Disse ela enquanto puxava o Potter porta afora.
Snape suspirou e passou a mão pelo rosto, sinalizando cansaço.
— Pai, você sabe que não vai adiantar querer separar eles, não é? — Sam perguntou assim que os dois encontravam-se sozinhos na enfermaria.
— Infelizmente eu sei, Sam. — Disse Snape olhando para o filho.
Sam riu e mirou o pai.
— Eu chamei a mamãe, ela deve estar chegando. Chamei ela quando você foi verificar o antídoto. — Sam disse. — Achei melhor avisar ela.
— Você fez certo, filho. Pode voltar para a aula, quando sua mãe chegar, eu explico o acontecido. — Snape disse.
Sam colocou a mão no ombro do pai e disse:
— Se precisar, me chame.
Snape assentiu.
Alguns minutos depois que Sam saiu da enfermaria, um nervosa Hermione entrou.
— Severus, o que houve com Eileen? Sam me mandou uma coruja. — Perguntou ela ao marido.
Snape explicou o que aconteceu, toda a situação. Ao final da história, Hermione riu.
— Ah, meu querido, foi apenas um susto. Eileen estar bem é o que mais importa. — Disse Hermione. — Mas sei que foi duro ver sua menininha protegendo James. — Hermione passou o braços em volta da cintura do marido. — São coisas com as quais você terá que se acostumar.
— Por que ninguém nunca me disse como era difícil ser pai de menina? — Snape questionou enquanto devolvia o abraço à esposa.
Hermione apenas riu da constatação do marido.
Notas finais
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Um beijão!!!
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