Notas iniciais
Gente, vou postar assim que deixarem comentários....
Nem sei ainda quantos capítulos haverá...
Beijinhos e deixem seus comentários!

Capítulo um

Você já acordou depois de uma festa na cama de um desconhecido? Calma, vou refazer a pergunta: Algum dia, qualquer um da sua vida, você, já acordou de manhã, depois de uma noitada de festa, na cama de um Coreano?

Ah, não? Pois bem! Acho que não tive a mesma sorte que você. Mas, vou lhe dizer uma coisa, pior do que acordar em uma cama diferente da sua é acordar do lado de um cara nu com traços orientais.

Caramba! Como eu tinha ido parar ali? Vamos relembrar a noite passada.

Ontem, dia dez do mês de fevereiro, eu e minhas amigas fomos convidadas para uma festa de aniversário regado à bebida alcoólica e garotos sarados. Era o aniversário da Lulu, minha prima sei lá de que grau. Meu pai, que é tio da Lulu ficou meio desconfiado e não quis me deixar ir nesta festa, mas depois de eu pedir muito, ele acabou cedendo.

A festa estava maneira: Era em um centro de convenção famoso, com direito a Barmen sem camisa e com gravata borboleta e muita bebida. Tenho que dizer, aqueles barmen eram bonitos.

Não me lembro de tomar bebidas alcoólicas, pois eu nunca tinha consumido antes. Mas acho que posso ter bebido por engano.

Durante a festa passei o tempo todo conversando com minhas amigas, Camila, Dani e Ângela, mas também conversei com alguns gatinhos.

– Hum... — O cara do meu lado resmungou, virando na cama. — Que horas?

Olhei para os lados a procura de um relógio. O quarto era grande, com duas portas e uma janela de vidro que pegava toda uma parede do quarto. Havia também na parede de frente para cama um quadro com a foto do garoto ao meu lado.

– Não sei que horas são! — Falei, olhando para o rapaz que abriu os olhos e ficou um tempo pensativo. — Oi, hein... Quem é você?

Os olhinhos puxados se arregalaram. Ele sentou na cama. Olhei para o corpo sarado pensando em como eu tinha ido parar ali, com aquele asiático.

– Quem é você? — Ele perguntou com um tom de voz irritado. — O que você esta fazendo no meu quarto?

– Ah... Bem — Percebi que no chão ao lado da cama estavam minhas roupas e algumas roupas masculinas. — Eu não sei. Acho que acabei entrando no seu quarto sem querer... Mas... — Olhei em volta. — Como eu vim parar aqui?

– Essa pergunta eu que devia fazer! — Ele bagunçou os cabelos negros repicados. Ele tinha o rosto bem bonito — Vamos, saia daqui!

– É... — Mordi o lábio inferior — Eu não sei onde estou...

– Droga — Ele rosnou, descendo da cama. — Vai, sai daqui! Não acredito que passei a noite com uma prostituta... Isso mancha a minha imagem!

– Como? — Fiquei ofendida.

– Você ainda está aqui? — Ele virou para mim e eu virei o rosto com vergonha. — Vamos minha filha! Tá esperando o que? Ah... Quer receber, né?

Olhei para ele com raiva. Quem ele estava chamando de prostituta? Eu afinei os olhos e abaixei-me para pegar minhas roupas no chão. Aquele idiota!

Enquanto eu pegava minhas roupas, o asiático jogou no chão na minha direção duas notas de cem reais. Levantei o rosto e o encarei.

– Não preciso do seu dinheiro! — Rangi os dentes. — Não sou uma prostituta!

– Tanto faz. — Ele revirou os olhos, enrolando o lençol em volta da cintura. — Quando sair esvazie os bolsos.

– Arr... — Mordi o próprio lábio inferior para segurar a raiva.

– Agora, o quanto antes você sair do meu quarto, melhor!

Ele virou de costas para mim e andou até uma das portas que ficava do lado esquerdo. Era o banheiro. Vesti minhas roupas com toda rapidez que meus braços eram capazes e sai daquele quarto sem olhar para trás. Desci uma escada caracol e me vi diante de uma linda sala de estar, uma cozinha e depois uma porta que me conduziu para um quintal imenso e bonito.

Respirei fundo quando passei pelo portão principal, indo para rua. E agora, onde eu estava? Andei de um lado para o outro a procura de informações, e logo descobri que estava a dois quarteirões da minha cama e de onde tinha sido a festa. Agora só me faltava saber como eu tinha ido parar na cama daquele arrogante!

Procurei dentro do bolso o meu celular e liguei para Lulu, que ainda estava dormindo. Pedi para que ela fosse me buscar de bicicleta, pois eu estava sem dinheiro e mesmo assim não era preciso ir de taxi. Ela ficou me fazendo diversas perguntas, mas contornei todas e pedi que me buscasse de imediato.

Desliguei o celular e olhei para a casa. Como eu tinha ido para ali? Minha nossa senhora das almas perdidas, será que eu tinha feito... Sexo com aquele asiático? Não! Isso nunca! Eu não teria coragem, mesmo bêbada!

Mas como explicar que eu estava nua e ao lado dele? Não, isso não aconteceu! Balancei a cabeça para espantar aqueles pensamentos. Imagina só, eu transar como um desconhecido! Impossível! Isso é loucura! Que garota de 17 anos faria uma coisa desta? Jamais!

Lulu apareceu na esquina da rua. Ela "pilotava" a bis rosa que tinha ganhado de presente do meu pai. Corri na direção dela.

– Lívia — Lulu deu uma olhar geral em mim. — O que você está fazendo aqui? Você sabe que aqui é a zona da riqueza, né?

– Lulu, o que aconteceu na noite passada? — Sentei na parte de trás da bicicleta.

– Como assim? — Ela olhou para mim. — Não aconteceu nada. Mas... Não espera! Você vomitou no Lucas e depois saiu com um garoto... Nossa, por que será que não lembro o nome dele?

– Eu sai com alguém ontem?

– Hum... — ela colocou o dedo sobre o lábio. — Na verdade, eu acho que foi ele que saiu te carregando... Hum... Não... Ah, já sei! — Ela sorriu. — O nome dele é Bruno! Sim, sim! Bruno!

– Bruno? — Quem diachos era esse tal de Bruno? — Eu disse aonde ia?

– Não... Você tava chapada demais!

– Legal! Isso ajuda muito! — Encostei a testa nas costas da Lulu. — Lú... Acho que ontem à noite eu perdi minha virgindade!

– Uau! Sério? E como foi?

– Isso não é bom. — Falei desanimada. — Nem sei o que realmente aconteceu! E se aconteceu!

– Hum... Já sei! Já que você não se lembra de nada, vou leva-la à minha ginecologista! Tenho uma consulta marcada!

– Tá louca! Eu não vou a nenhum médico não. — A única coisa que passava na minha cabeça era o que meu pai iria fazer comigo quando descobrisse que eu tinha passado a noite inteira fora e ainda dormido com um desconhecido. — Lú, papai já ligou para sua casa hoje?

– Ainda não, por quê?

– Quando ele ligar, diz que eu passei a noite com você! Tá?

– Ok! Mas você vai ficar me devendo!

– Sim, senhorita!

Ela começou a pedalar e eu a rezar, para que aquilo não fosse real e fosse mera imaginação minha. Céus, e agora?


Notas finais
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