Pacifista em Underfell
4 Tempos Difíceis - Ensinando Misericórdia {Parte 1}
Notas iniciais
—Frisk! Por favor, me escute...!
—Eu preciso mostrar misericórdia à eles, Flowey.
—Por favor... Mostre misericórdia à mim! Qualquer um, até Toriel, só não vá! Eu estou te avisando, como guia!
Olhei-o de soslaio.
—Desculpe mesmo, mas eu não posso desistir agora.
Continuei em frente, até alcançar a porta, tremendo um pouco. Uff! Isso vai ser difícil, mas estou determinado. Ignorei os outros noventa apelos da flor atrás de mim e espiei a próxima sala.
Bom, haviam ali menos monstros agora, somente quatro, acho que dou conta, não posso repetir o fiasco da minha interação com Froggit, desta vez mais opções estavam abertas em minha mente, eu podia fazer aquilo.
Respirei fundo e olhei para Flowey. Eu não sabia se poderia mais contar com sua ajuda, ele parecia tão aborrecido com a minha escolha, não me surpreenderia se ele me xingasse e voltasse para o fundo das Ruínas. Mas eu tinha que ao menos tentar fazer aquele pedido.
—Hm, Flowey?
Ele suspirou, murchando, e sua voz tornou-se abafada, num tom misto de tristeza e irritação.
—Que é?
—Sinto muito em te arrastar para essa situação, mas, uh, será que você poderia... me ajudar num negócio?
—Se for para fazer amizade com esses idiotas, está fora de chance! — Sua face voltou-se para mim, ele rangia os dentes de raiva... mas então, sua expressão se suavizou ao me olhar por mais cinco segundos, entrando depois num estado de angústia — Por que você precisa fazer isso, anjo? É impossível viver num lugar destes com esse tipo de atitude... Como pretende transformar seres do caos e da destruição para serem seus amigos? Isso não faz sentido....
—Eu consigo, Flowey — Sorri, batendo os nós dos meus dedos de leve na minha cabeça — Eu tenho Determinação.
Ele quase abriu um sorriso.
—Não, você bateu na sua cabeça enquanto dizia isso, o que você tem é uma cabeça oca.
Sorri ainda mais.
—É, acho que esse termo serve também.
Flowey riu baixo.
—Certo, anjo, você venceu... o que quer que eu faça?
Hesitei novamente em lhe pedir isso, não porque ainda tinha medo de ele desistir de me ajudar, mas porque se ele não soubesse das informações que eu pediria, talvez ficasse triste em não poder ajudar com isso, e eu não queria quebrar o clima amigável que de novo se instalou entre nós dois.
—Bem, você parece saber bastante sobre o subterrâneo e os monstros. Será que você não poderia... também saber o que deixa cada um feliz?
Flowey mostrou-se perplexo.
—Hã, talvez, não realmente. É difícil ter alguma coisa que os deixem felizes, mas sei de algumas possibilidades que poderiam funcionar em alguns casos... Tudo vai depender de você e, bem, eu irei te ajudar a encontrar as melhores potenciais interações, mas saiba que não há garantia de que qualquer uma delas vá funcionar, então é melhor improvisar quando for o caso.
—Heh, tudo bem, eu só precisava disso, obrigado.
Ele hesitou e assentiu, para depois abrir um pequeno sorriso.
Por mais feliz que eu me sentisse em só ficar ali conversando, virei-me franzindo as sobrancelhas para a porta, apertando o celular ancião com meus dedos. Podia ouvir grunhidos e gemidos do outro lado da parede, eles pareciam estar tendo uma hora bastante ruim, como deve ser o normal por aqui, mas logo, logo, não mais seria. Afinal, eu tinha o poder de voltar no tempo se morresse, o que me dava chances infinitas de levar alguma alegria para corações tão vazios.
Coloquei o celular no bolso junto com o graveto e comecei a andar em frente, Flowey pulando de volta para o meu ombro, nós dois parecendo muito melhores após a magia de cura de Toriel.
Até que corri ao sentir meu coração parar por um instante, só para bater mais rápido depois. Passei da porta, ignorando os olhares que os monstros provavelmente me deram, peguei o checkpoint, e voltei correndo para o corredor.
—Ugh, o que infernos, Frisk-?
Ouvimos passos atrás de nós e virei-me rapidamente, deparando-me com um monstro voador, dois enormes Froggit e outro de um só olho. Aquela cena pareceu congelar para nós por um instante, até que um dos sapos vermelhos coaxou e moscas surgiram em sua volta, prontas para serem atiradas contra mim. Tentei não sentir medo e sorri de um jeito estranho.
—O-Olá! Meu nome é Frisk — Por que eu sempre dizia isso? Nunca funcionava mesmo — Eu conheço Froggit, mas quem são vocês? As suas, hã, roupas, são realmente maneiras!
Esperei que isso desse certo. Afinal, eu estava sendo sincero, aquelas roupas eram da hora mesmo, apesar de terem sombrias cores pretas e vermelhas. Oh, aquilo me deu uma ideia, mas talvez não fosse a melhor hora para sugerir roupas mais coloridas, eu posso tentar costurar algumas depois se encontrar as coisas que preciso... Mas, agora, era o momento de eles me atacarem.
Tentei desviar, mas eram muitos monstros de uma só vez. Pelo menos, pude poupar o monstro voador, pois ele apenas avançou fazendo alguns ataques desajeitados e rápidos com duas espadas, acertando-me de raspão, e então voou para longe até sumir, fingindo um grito de guerra que estava mais para um choro de medo, pude perceber que ele só havia me atacado para que não fosse taxado de fraco pelos outros monstros, mas não acho que tenha funcionado, desde que ele não suportou a pressão e fugiu no final.
Quanto aos outros ataques, fiquei impressionado com o esforço de Flowey em criar grossas raízes para formar um tipo de escudo na nossa frente, mas parecia que aquilo o desgastava rapidamente, então, no meu próximo turno, escolhi correr. Sabia que ao menos Froggit não desistiria em me perseguir, mas a personalidade do outro talvez não o fizesse querer se esforçar muito? Era a minha esperança, pois não havia condições de que eu conseguisse lidar sozinho com três ao mesmo tempo.
Minha alma estava de novo exposta, é claro, mas desta vez aquilo não me incomodou tanto, deve ser porque a primeira vez sempre é mais difícil, logo me acostumaria. Enquanto corria pelo realmente longo corredor, ouvi Flowey arfar, defendendo as minhas costas e tentando me dizer algo.
—Froggit... ele não está acostumado em receber muita atenção, desde que é tão fraco, talvez você possa... ser um pouco mais claro de que se importa e admira o que ele faz. E aquele de um só olho chama-se Loox, ele é um baita bully, mas hipocritamente não gosta de ser perturbado e... Oh, ele já foi embora! Ufa.
Ao ouvir isso, parei abruptamente e encarei de frente as moscas que eram jogadas contra mim, Flowey não teve tempo para se virar e me proteger, então algumas acertaram, na perna, na ponta da orelha e na mão, a magia do ataque rapidamente sendo dirigida de dentro do meu corpo para a minha alma, o que de alguma forma, era ainda mais doloroso. Dei tudo de mim para conter as minhas emoções e tentei apenas demonstrar admiração.
—U-Uau! Vocês são bons! Por quanto tempo tiveram que treinar para chegar nesse nível? Eu nunca conseguiria acertar nem metade dos ataques que recebi! — Isso era verdade — Sabem o que isso me faz sentir? Que devo ser amigo de caras tão bacanas como vocês! — Abri um sorriso e os braços.
Os sapos se entreolharam, aparentemente confusos sobre o que eu estava falando, mas quando voltaram a me fitar, pareciam ter decidido deixar pra lá, então novamente atacaram, pulando em cima de mim. Joguei-me para o lado, cansado demais para correr. Porém, logo após eu cair no chão, senti a pata de um deles esmagar a minha perna. Não consegui conter um grito e girei para eles, recuando com a ajuda das mãos, assustado com os olhares cruéis fixados em mim.
—A-Anjo?? Você está bem? — Flowey, felizmente, estava intacto.
Internamente, repeti para mim mesmo ignorar a dor, ignorar as lágrimas, ignore tudo e sorria.
—E-Ei, esse ataque r-realmente me pegou de jeito! T-Talvez eu nem mais consiga andar, haha... — Minhas mãos estavam muito ocupadas me apoiando para poderem secar minhas lágrimas, eu mal conseguia ouvir o que eu mesmo falava, sentia o bombardeamento rápido do meu sangue no meu ouvido — C-C-Como eu disse antes, eu gostaria m-muito d-de ser amigo de v-vocês, s-são tão m-maneiros...!
Para a minha surpresa, um dos Froggits pareceu lisonjeado e o outro bem mais hesitante do que antes sobre lutar contra mim. Parece que mesmo que não soubessem o que eu dizia, ainda conseguiam sentir a energia na minha voz, deviam ter entendido que eu estava os elogiando e não mais conseguiam esconder que apreciaram isso.
Com esperança restaurada, tentei me levantar, sorrindo em meio a dor, e cambaleei até eles refreando-me para não assustá-los. Eu estava tão contente da minha perna não ter quebrado, mas ainda doía como se tivessem a arremessado de um prédio, talvez até estivesse sangrando por causa das garras de Froggit, mas eu não queria olhar para ela e descobrir.
Ambos me encararam desconfiados, até que pus meus braços em volta deles, poupando-os. Aquilo era um abraço da amizade. Algo que eu costumava a fazer muito na minha... antiga vida... Senti Flowey ficar tenso com aquele meu gesto, esperando que os sapos me atacassem. Mas eu não me importei, estava muito feliz para... que... U-Uh? Eu me sinto pesado de repente, como se mãos invisíveis em meus ombros me empurrassem para baixo.
"Cuidado, eles vão te matar. Saia daí! Não, espere, mate-os antes disso, ou eles vão te perseguir de novo."
Arregalei os olhos quando percebi que aquela voz vinha da minha cabeça. A questão é, eu não tive muito tempo para pensar nisso, no instante seguinte ouvi o grito de Flowey e vários pontos afiados cortaram a minha carne, tudo ficou escuro. E eu ouvi...
Outra voz, estranhamente familiar.
"Chara! Chara, por favor, continue determinado! V-Você não pode mor- E-Ei... Isso é culpa de alguém, certo?"
E eu estava de volta no meu checkpoint.
Encarei os quatro monstros, eles me encaram de volta. Abri um sorriso nervoso ao perceber a demora deles de me atacarem, mas o tom desesperado de Flowey quebrou o silêncio.
—CORRELOGOFRISK!
De novo, fui perseguido pelos monstros por todo o corredor, com o voador fugindo primeiro e o tal de Loox por último. Apesar disso, eu já sentia lágrimas se formarem, quando minha mente finalmente alcançou os acontecimentos. Um dos Froggits havia me mordido. Ele havia traído a minha confiança e me atacado quando eu não estava vendo. Provavelmente aquele que ficara hesitante, mas que com certeza tomara a decisão mais radical no final, em nome de matar um humano.
Foi quando eu me dei conta. Por que? Era por causa da guerra? Monstros se ressentiam de todo e qualquer humano porque foram presos por eles aqui? Ou era algo mais pessoal? Ou alguma outra coisa? Havia algum objetivo por trás de que todos os monstros queriam me matar, como Flowey avisara desde o início? Era só porque eram violentos mesmo?
Bem, não era lugar nem hora para fazer essas perguntas. Parei novamente para fitar meus futuros amigos, desta vez desviando melhor das moscas. Elogiei-os, eles atacaram com alguma hesitação, elogiei-os de novo, e sorri.
"Não vai adiantar... mesmo os deixando ir agora, eles irão voltar mais tarde e tentar te matar de novo. Isso nunca vai acabar"
Estremeci e tentei ignorar a voz, que agora ressoava bem perto do meu ouvido, não mais dentro da minha cabeça.
Ambos os Froggits continuavam com a mesma expressão de durões, mas claramente mais do que prontos para irem embora sob a desculpa de que a luta estava entediante. Poupei-os.
Quando deu certo, agradeci-os aliviado, vendo-os se afastarem me ignorando. Então algo no chão me chamou a atenção. Abaixei-me e peguei a moedinha, interessante, esse é o dinheiro daqui? Levantei-me e guardei aquilo, talvez no futuro eu venha a encontrar uma loja e comprar lá sem o risco de ser assassinado.
—Viu, Flowey? Não foi tão difícil assim, consegui poupá-los — Olhei-o com um sorriso, que diminuiu ao ver sua expressão.
—Anjo, você... Eu não sabia que você podia salvar ou reiniciar. Tinha minhas suspeitas, desde que não consegui mais isso desde que você chegou, ainda assim... por que não me contou?
—Desculpa... não achei realmente importante e, uh, não sabia que você também sabia sobre isso, podia não acreditar em mim.
—Oh, certo, é verdade — Suspirou — Bem, vamos continuar, estou mais confiante sabendo que podemos voltar se morrermos... O que me leva a perguntar, anjo... Se somente eu morrer, você vai prosseguir mesmo assim, não vai?
Eu ri.
—Que pergunta mais boba, é claro que não. Não vou salvar mais até eu morrer e nós dois voltarmos.
Estranhei o quão surpreso ele se mostrou com isso.
—Você faria mesmo isso por mim?
—É claro... você é meu amigo, não é?
Senti meu coração acelerar de nervosismo quando ele desviou os olhos, com uma expressão dolorosa.
—S-Sim, eu acho que sou.
—Flowey? Por que você está...
—Desculpa, F-Frisk — Surpreendi-me ao ver as lágrimas dele — É que faz tanto tempo que estou sozinho, você é a primeira pessoa a ser tão legal comigo em um bom tempo. E a-ainda por cima é tão parecido com o meu melhor amigo. E-Eu sinto tanto a falta dele!
Ele agora se recusava a me olhar, chorando silenciosamente.
—Seu melhor amigo... Como ele era?
—A melhor pessoa que se podia encontrar, a-até ele m-morrer — Fungou — Mas, por favor, não vamos falar dele...
—Tudo bem — Sorri fraco, afagando-o por um instante antes de andar pelo corredor novamente — Vamos então nos concentrar em passar das Ruínas. Você disse que depois tem uma floresta, não é?
—É, ela é curta, no entanto.... E os monstros geralmente não ficam por lá, viram alvo fácil se algum deles perder a razão e começar a matar qualquer um sem ser visto pela Guard- Uh, v-vamos deixar esse assunto para depois.
Assenti. Ao chegar na próxima sala, espiei rápido antes e entrei aliviado por não ver mais nenhum monstro por ali, SALVEI de novo. Foi quando ouvi a minha barriga roncar, Flowey me olhou preocupado, e eu desejei que Toriel tivesse me deixado comida ao invés de um celular... Estranhamente, quando pensei nela, quis saber como ela estava.
Sentei então no amontoado de folhas secas no chão e liguei para Toriel.
—Olá, é a Toriel~ — Ela obviamente sabia que era eu e também que eu sabia quem ela era.
—Oi, mãe.
—... Oh, você ligou só para dizer oi? Que adorável... Só que eu estou ocupada agora, poderia não ligar por algo tão inútil? Fico feliz que entenda, mamãe te ama — Desligou.
Por curiosidade, tentei ligar de novo.
—Olá, é a Toriel...
—Oi, mãe — Tentei não rir, ela suspirou.
—Minha criança, se você está entendiado, e se já tiver matado todos os monstros por aí, por favor, você pode sempre contar quantas manchas de sangue tem na sua roupa, é um ótimo jeito de passar o tempo, só tenha cuidado para não colocar o pó na boca ou no olho. Se tomar essas precauções, vou te pedir uma última vez. NÃO me perturbe mais — Desligou.
—...
—Você precisa mesmo parar de irritá-la de propósito, anjo.
—Você tem razão.
Ri e levantei-me, tirando as folhas grudadas no meu shorts. Vi uma porta à direita e apontei para lá.
—Por aqui?
—Não, esse é o caminho para... eu não me lembro, mas tenho certeza de que não é nada importante.
—Certo, só vou ver o que tem então.
Fui até lá e meus olhos brilharam com aquela visão, havia vários doces em cima de um pedestal! Corri até lá e rapidamente joguei eles dentro do meu bolso. Não gostava muito de doce, mas estava morrendo de fome e aceitando qualquer coisa. Flowey olhou enojado para todo aquele açúcar, não o culpo, plantas devem mesmo ser as mais saudáveis.
—Isso é nojento, vai mesmo comer tudo isso?
—Fome — Disse sorrindo e dei tapinhas na minha barriga.
Vi que a minha pressa estava bagunçando muito aquilo e alguns doces caiam no chão, senti-me um pouco culpado. De repente, ao retirar um último doce, um "click" foi ouvido e fiquei confuso, olhando em volta à procura do som. Flowey então gritou no susto e enormes raízes saíram do chão de ambos os meus lados, empurrando-me com tudo contra o chão, instantes antes de eu ouvir um estrondo alguns centímetros acima de mim.
Fiquei tonto com a movimentação rápida, mas logo as raízes sumiram e eu olhei para cima, ficando quase vesgo com o quão perto estava a madeira. Saí dali de baixo com cuidado, um pouco com falta de ar. Vendo-as de mais longe, entendi que se Flowey não tivesse me jogado no chão, eu teria sido esmagado por duas toras enormes de... alguma espécie de árvore. Não. Não apenas toras, na ponta delas havia uma enorme ponta afiada de metal, eu teria sido perfurado.
—O-Obrigado, Flowey...
—Tome mais cuidado, tudo aqui foi feito literalmente para te matar — Ele estava estressado.
Assenti com vergonha e tirei um doce do meu bolso, agora preocupado sobre aquilo.
—Hm, e você acha que colocaram veneno nisto ou algo assim?
—Não, eles estão limpos. A armadilha era te impedir de pegar os doces de alguém, não te atrair para uma armadilha.
—Oh, não, isso quer dizer que eu roubei?? — Culpa me inundou, eu não fazia ideia.
—Basicamente. Mas não se preocupe quanto a isso, esses doces parecem um pouco velhos, talvez foram esquecidos no final das contas. O único perigo é o de você ter uma dor de barriga. Além de que Doce Monstro tem um gosto horrív... Frisk! Ao menos coma mais devagar! Onde estão seus modos?!
Havia enfiado três doces goela abaixo ao mesmo tempo. Minha boca estava cheia, por isso tive que respondê-lo com apenas um gesto de virar as mãos "Fazer o que, né?", mastigando com vontade, não era tão ruim assim. Estava morrendo de fome, talvez a mais tempo do que eu imaginava.
Engoli e outra passagem chamou minha atenção, entusiasmei-me.
—Aquele deve ser o caminho, não é?! Vamos lá!
—Devagar, cuidado sempre é pouco por aqui.
Concordei e SALVEI mais uma vez antes de prosseguir, porque aquela bonita sala de folhas secas onde eu me encontrava enchia-me de Determinação, assim como o meu sucesso na primeira etapa de mostrar Misericórdia aos monstros.
Havia, no entanto, aquela voz, que eu queria muito saber de quem era. E também aquela sensação de estar sendo vigiado, o que talvez seja por culpa das pequenas aranhas venenosas no canto de toda sala que eu entrara até ali.
De qualquer jeito, esse tópicos não eram o suficiente para derrubar a grande Determinação que acumulei, e isso era algo realmente bom, se estou tão no início da minha jornada quanto Flowey havia me dito.
Mas não só sairei do Subterrâneo.
Como também irei levar todos os monstros para a superfície comigo.
Afinal, isso já é um futuro certo para mim, desde que nunca irei ser morto de verdade.
Misericórdia e Determinação serão a chave aqui.
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