Notas iniciais
Boa tarde galera! Segue o segundo capítulo da minha fic, espero que gostem! Lembrem de compartilhar sua opinião, isso é muito importante pra mim! Beijos!

A chuva caia forte do lado de fora do café, Gotham estava tendo uma semana gelada e tempestuosa.

Katniss tinha acordado mais cedo que o normal e corrido para o primeiro café que encontrou aberto, ela havia deixado um bilhete para Gale enquanto ele dormia, avisando que iria entrar mais cedo no trabalho.

Na verdade tudo o que ela queria era fugir do namorado para poder ler o prontuário do paciente número três, ele não entendia muito bem o seu trabalho e provavelmente isso seria um motivo pra eles terem uma boa DR.

Uma garçonete loira de olhos azuis lhe trouxe um café Expresso, bem quente que fez seu estômago esquentar, ela abre sua bolsa e puxa o prontuário.

"Paciente número 3: Peeta Mellark
Cela: Alta segurança"

Lá estava a sua foto, o cabelo loiro levemente penteado para trás, as tatuagens estavam visíveis agora... Além dos desenhos no pescoço seus braços eram fechados por desenhos coloridos. "Ele é lindo não é?" uma voz opina dentro da cabeça de Katniss que a movimenta tentando a fazer sumir

Ela folheia lentamente e vai memorizando alguns detalhes, "Sem Familiares" sua sobrancelha se levanta, ele não teria nenhum familiar vivo, imagino que muitos dos seus problemas seriam causados por uma infância traumática!

"Paciente extremamente agressivo, paranóico, manipulador, dono de uma mente perturbadora"

Os olhos de Katniss brilhavam a cada frase que ela lia.

"Paciente sofre de insanidade mental, vê seus crimes como uma grande piada."

Dr. Ilman não parecia ter o avaliado corretamente! Diagnósticos muito precisos por pouco tempo de tratamento. As folhas vão chegando ao final e não havia detalhes sobre os crimes e nem detalhes sobre ele, apenas os transtornos e os medicamentos que estava usando. Realmente o tal Mellark era misterioso!

Suas mãos voltam até a primeira página e seus dedos passam pela foto do criminoso... Que segredos ele guardaria? Seus pensamentos voavam em torno de que peças montariam aquele quebra Katniss ainda não sabia, mas estava disposta a jogar aquele jogo!

* * *


O dia parecia estar mais agitado em Arkham aquela manhã, alguns enfermeiros preparavam seringas de sedativos e conversavam com os guardas.
Madge estava ao lado deles e quando me viu, veio correndo em minha direção.

—Bom dia! Chegou mais cedo hoje, já está pegando o ritmo daqui mocinha!

—Bom dia, sim! Sou uma funcionária exemplar. -Faço uma brincadeira tentando descontrair do clima tenso que pairava pôr ali.

—Madge o que está acontecendo? Vai chegar mais algum paciente? A loira parecia apreensiva.

—Sim, na verdade vão chegar três pacientes, todos da ala de segurança máxima... -Então estamos todos preparados! Ela prende os cabelos loiros em um rabo apertado e se despede de mim.
Com certeza teríamos um dia agitado.

Sigo direto para minha sala, jogo minhas coisas na mesa e me sento na cadeira, meus olhos ardiam, à noite mal dormida me cobrava um pouco.
Olho para o computador e tenho uma idéia, como ela não tinha pensado nisso antes? Abro a pagina de um navegador e dígito "Peeta Mellark".

Diversas notas aparecem, "O líder da maior gangue de Gotham, Peeta Mellark foi preso!"
Levanto e vou até a porta fecha — lá, não queria ser pega fazendo pesquisas sobre meu paciente.

"O criminoso foi pego durante uma tentativa de assalto ao banco central da cidade...”
Seus olhos descem até o final da matéria e Katniss fica surpresa!
"Operação comandada pelo delegado Gale Hawthorne"

Gale! Como não fiquei sabendo disso? Nunca fui amante de ver noticiários, é sempre notícias ruins e isso me deixa chateada, mas prender o líder da maior gangue da cidade, ele tinha que ter me contado

Havia diversas notícias relacionadas a ele
“Peeta Mellark é procurado por assassinar cinco reféns durante um assalto"

"Peeta Mellark é sua gangue seqüestram filha do governador"

"Peeta Mellark comanda operação terrorista que assusta a cidade"

"Peeta Mellark explode UTI de hospital"

Suas mãos vão até a boca, quantos pacientes desse hospital ele matou? Ele realmente era perigoso!

* * *
O dia foi passando e meus pensamentos ainda estavam em Peeta, deixei minha última sessão do dia para conversar com ele. Meu corpo deixava transparecer o meu nervosismo, os enfermeiros falavam, falavam e eu respondia no automático.
Eu olhava paciente por paciente, mas a verdade que eu estava procurando apenas por um rosto.

Olho para o relógio estava na hora! Pego meus materiais e sigo pelo corredor. O salto batia no chão, um silêncio aterrorizante me acompanha! As paredes brancas vão seguindo e começo a enxergar os guardas encostado na porta.

—Boa tarde! Vim tratar do paciente número três. — Uso meu tom mais suave e educado possível.

—Sua identificação doutora? -Entrego meu crachá pra ele.

O grandalhão de rosto redondo vai até ao telefone e faz uma ligação, seu olhar desconfiado me engolia dos pés a cabeça, óbvio que o ignorante achou que eu estava mentindo.
Tive que conter o riso quando ele voltou até mim com o rabinho entre as pernas para me devolver meu crachá.

—Está autorizada, Santos vai te acompanhar. -Ele aponta para o moreno que lhe fazia companhia.

Passo pela porta com um ar arrogante odeio ser subestimada! Santos caminhava com seus coturnos lentamente, até chegarmos ao nosso destino. Ele destranca a primeira porta, meu coração pulava dentro do peito, andamos pelo pequeno corredor e lá estava o paciente número três sentado em uma mesa de aço brilhante. Seus olhos nos seguiam, aquele sorriso sádico que ele não tirava dos lábios.

—Sabia que você voltaria doutora. -Os olhos azuis e frios observam cada movimento que meu corpo fazia.

Sento-me ainda tremula e deixo escapar um sorriso bobo dos meus lábios, Peeta percebe isso é solta uma gargalhada triunfal! Como se estivesse prestes a ganhar na loteria.

—Como está se sentindo hoje Sr. Mellark? -Seu sorriso some e um semblante choramingão aparece.

—Não, não, não! Apenas Peeta! -Mais um sorriso de orelha a orelha.

—Tudo bem, é... Peeta, como está se sentindo hoje?

—Ótimo! Pra falar a verdade não me sentia dessa forma há muito, muito tempo. — Os olhos dele agora pareciam ter chamas.

—Que bom... — Sua cabeça abaixa em direção ao bloco de anotações na mesa enquanto Katniss arruma uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

—Gosto do seu cabelo solto doutora!

—Meu nome é Katniss! Ela morde levemente seu lábio inferior.

—Katniss, gosto do seu cabelo solto, dos cachos que caem levemente pelo seu ombro.

Os elogios de Peeta me deixam um pouco envergonhada, mas não podia negar que estava fazendo bem ao meu ego.

—Obrigada! Peeta me fala um pouco sobre o seu antigo psiquiatra, Dr. Ilman.

—Ele um grande homem, mas a forma como ele me tratava... Me fez mostrar um lado de mim que eu estou tentando esquecer. -Seus olhos se abaixam e um de tristeza paira sobre ele.

Pobre Peeta!

—Como o Dr. Ilman te tratava?

— Como um animal! Ele me dizia que eu era um monstro, não queria entender o que se passava em minha mente! Queria implantar na minha cabeça que meu fim seria esse.

Quem era aquele suposto psiquiatra? Nunca devemos tratar nossos pacientes dessa forma.

—E o que aconteceu depois disso? Os acontecimentos já tinham sido contados por Cinna, mas ela queria ouvir a sua versão da história.

—Eu tentei ser legal, contei uma piada pra ele, o doutor não gostou e tudo acabou com uma caneta atravessando a mão dele. — Um trágico acidente entre um paciente é um médico.

—E você se arrepende disso? Katniss cruza suas pernas, um calor estranho subia pelo seu corpo.

—Seu eu me arrependo? É claro, com todas as forças do meu corpo me sinto arrependido pelo meu ato, digamos impensado.

—Você disse que não aceitava o fato do Dr. Ilman dizer que seu fim seria esse, por quê?

—A vida é um grande jogo Katniss, um jogo enorme! -Ele ri intensamente e eu sem nem perceber começo a rir também.

—Meu jogo não acaba aqui, não, não... Meu jogo começa aqui!

—Aliás, Dra Everdeen, nosso jogo começa aqui!

* * *
O tempo passou rápido demais, Katniss passou quase uma hora do tempo estimado de uma sessão de terapia, um dos guardas a fez sair do seu transe avisando que já passava das 18:00.

Peeta a fez perder a noção de tudo! Era impressionante como ele foi calmo e compreensivo com o tratamento. Cinna iria ficar impressionado em ver os avanços que consegui com apenas uma sessão! Ele chegou a me contar que teve uma infância traumática, com uma mãe abusiva... Se eu encontrasse essa mulher eu iria lhe dar umas boas bofetadas.

Katniss tomava um café enquanto observava a chuva cair por uma janela no refeitório, sua cabeça estava na conversa com o paciente número três... "O nosso jogo começa agora" ela sabia que estava errada em ficar tão encantada com um criminoso, mas ela era a única que podia o ajudar a superar seus traumas. Era óbvio que um estranho magnetismo surgiu entre os dois desde a primeira vez que eles se viram! Aqueles olhos azuis, os lábios finos que sempre exibiam um sorriso e aquela voz dentro da sua cabeça que não a deixava em paz "Você o deseja, assuma Katniss você está caindo pelo criminoso sádico"

Afasto esse pensamento e toco meus lábios com meu dedo indicador, parte de mim sabia que a minha euforia estava misturada com desejo, mas a outra parte de mim me alertava para levar tudo pelo lado profissional.

Queria poder fugir dos meus pensamentos!

—Hey, Katniss! Perdida nos seus pensamentos?
Madge me tira do devaneio.

—Mad, desculpa! Estou cansada apenas...

—Katniss, você ainda faz suas sessões de terapia? Sabe... Transtorno pós traumático e compli...

A interrompo de uma forma bem grosseira!

—Eu não sofro mais de nada! Já superei o abandono de minha mãe há muito tempo Madge, só estou cansada!

Sofri muito quando fui abandonada pela minha mãe na infância, ser criada pela minha tia Annie não foi nada fácil. Eu havia esquecido isso, mas Madge queria reviver essa história sempre! Odiava isso!

—Ok! Desculpa, não quis te irritar, pode me desculpar?
Ela se aproxima e me dá um beijo no rosto.

—Esquece, não tem problema!

Término meu café e volto para minha sala pegar minhas coisas, estava exausta! Quando estou trancando a porta um senhor idoso se aproxima com um macacão azul escuro, devia ser um dos faxineiros.

—Dra. Everdeen?
Ele fala tão baixo que mal consigo escutar.

—Mandaram lhe entregar isso.
Ele me passa um papel branco dobrado várias vezes.

—É da cela três, mantenha segredo! -Ele dá uma risadinha e sai andando.

Abro o papel,
“Adorei ter sua companhia hoje! Espero poder te ver mais vezes... Sua voz me hipnotiza, gostaria de passar o dia te ouvindo falar!"

Meu coração explode! Olho ao redor, o faxineiro já tinha sumido e o corredor estava vazio como o deserto.

Aperto o bilhete contra os meus lábios, como ele conseguia ser tão fofo?
Sabia que algo proibido estava brotando dentro do meu peito, mas não podia controlar, aquele homem era algo surreal! Meus pés saíram do chão!

Sigo pelo corredor com uma felicidade estampada no rosto, me sentia uma adolescente quebrando as regras de novo.

Sento em meu carro e novamente abro o bilhete apenas para ver as nossas inicias,
“PM para KE"

Notas finais
Esses personagens pertencem a Suzane Collins, o cenário pertence a DC Comics,mas a história é minha! Lembrando plágio é crime!