País das Guerras
2 Capítulo 2 - O Nascer de Uma Lenda
Começava ali a saga do homem zumbi junto com o garoto franzino.
Após uma semana morando juntos na grande tumba do cemitério, se iniciou o treinamento, a primeira etapa foi abrir mão de sua espada, entregando-a a seu tutor, focando assim em fortalecer seu corpo e mente.
Sua rotina era pesada, sendo regrado por horários, como não haviam relogios ou formas de medir o tempo, foi forçado a usar seus sentidos e instinto, caso se atrasesse ao jantar ficaria sem refeição, se dormisse a mais, perdendo seu horário, seu treinamento seria dobrado, seguindo a mesma doutrina diariamente em dois meses seu corpo havia se acostumado, assim começando a segunda etapa:
— Você é realmente forte, superou as minhas expectativas. Acho que já é hora de começarmos a segunda parte de seu treinamento.
O garoto se mantia em silêncio durante o pequeno discurso.
— A segunda etapa de seu treinamento será fortalecer ainda mais sua mente, todos os dias após o treinamento, meditará!
Mesmo sem entender o porquê, seguiu a risca as intruções de seu mestre, todos os dias acordando antes mesmo do sol raiar, começava seu treinamento arduo seguido pela meditação no silêncio total de uma tumba, varias vezes se perdendo dentro de sua mente.
Mesmo sem se alimentar em tantas ocasiões, nunca se questionava se aquilo fazia sentido, conforme o tempo seu sentidos ficavam mais aguçaços, já era simples perceber a noite chegar apebas com ruídos dos animais nortunos que buscavam alimentos no cemitério, seu aufato se tornava mais preciso e resistente e sua concentração perfeita.
Conforme o tempo foi passando chegou o dia que novamente viu sua tão amada espada, mas diferente de antes, agora afiada, ainda que sua aparência continuasse rude:
— Hoje finalmente começará seu treinamento com espadas, sei que nós dois estamos com pressa, e que esse treinamento é lento, mas é um mal necessário... E lembresse sempre, essa espada é a materialização da sua força!
Prestava atenção nas instruções, porém, conseguia sentir tudo ao seu redor.
— Sim, senhor!
— Não esqueça, você levará anos para ser um bom espadachim, mesmo eu não me comparo a um mestre, e você por enquanto não se compara a mim, você ainda é um aprendiz aprendendo o básico.
O estilo que irei te ensinar é o reconhecido estilo Sugino de Kendo, que embora seja simples ainda assim é poderoso e mortal.
A terceira etapa comaçva, com o basico de kendo, aprendendo apenas as posturas mais basicas da arte, mesmo tendo alguma dificuldade no começo aos poucos foi pegando o jeito.
Todas as três etapas se misturavam, treinamentos fisicos, meditação e kendo, só saindo do cemitério para conseguir seus alimentos, que conforme sua força aumentava melhores alimentos conseguia.
Dois anos se passam desde a iniciação do treinamento, ganhando assim alguns musculos, possuia cabelo longos e uma barba rala.
Os dias de treinamento eram pesados, todavia, pela primeira vez na vida parecia ter uma família, mesmo que tudo não passasse de um treinamento havia algo que desejava proteger e um lugar para voltar. Até chegar o fatídico dia, em que homens vestindo trajes que nunca tinha visto, todos vasculhando a cidade e abordando com violencia todos os cidadões que encontravam.
Pensou em ajuda-los, mas continuou seu caminho com se não tivesse visto nada, acreditando não ter sido percebido, quando próximo ao seu destino sentiu que estava sendo seguido:
— Quem está aí?
Virava-se, rapidamente desembanhando sua espada e apontando ao vazio.
— Oh, então você pode me perceber. Por favor abaixe sua espada, eu não vim aqui para lutar, apenas quero conversar. Então me responda, conhece um homem chamado Oui Shisa?
A mente precisamente treinada sobre pressão fez efeito, em nenhum momento se abalando deixando algo visível:
— Não conheço.
Não abaixava a espada, seu instinto dizia que aquela pessoa era perigosa.
— Você nem sequer pensou, tem certeza que não o conhece? E eu não lembro de nenhuma cidade nessa direção no mapa que nos mostraram, aonde você vai?
Tentava por alguns instantes pensar em uma resposta convincente, entretanto nada vinha em sua cabeça:
— Eu já disse não conhecer este homem! E para alguém que não se apresentou você pergunta demais, não acha?
— Não devo explicações a criminosos, e quer saber, isso é inútil.
Todo esse tempo o homem segurava uma adaga em sua mão direita, que de repende a atirou em direção seu adversário que lhe apontava uma arma, um ataque surpresa aquela distancia, contudo, foi capaz de dete-lo inteceptando-o com sua espada.
— Então você não é um criminoso normal, interessante!
Olhava para os braços do jovem, procurando as marcas de procurado, que o mesmo não possuia.
— Você não é o Oui, mas acho que ele deve estar bem próximo..
Antes mesmo de terminar a frase, recebeu uma investida veloz de espada vindo em direção à seu pescoço, que facilmente a parou apenas com uma adaga, de perto se pode ver que haviam muitas adagas nas mangas desse misterioso homem:
—Realmente criminosos não tem classe, ao menos seja educado e espere os outros terminarem de falar.
Empurava-o com força jogando-o longe, e fazendo fazendo sua espada cair longe de seu corpo, ficando totalmente indefeso.
— Pelo visto é inútil argumentar com criminosos, terei de achar o alvo por mim mesmo, pelo menos morrerá com estilo, veja a chuva de lâminas!
Inumeras adagas lançadas em sua direção, a morte depois de muito tempo estava a sua frente, quando novamente aparece seu salvador, que com um mosquete bloqueava todos os ataques acertariam o garoto caido logo as suas costas, o homem vestindo um longo capuz e um manto, até parecia um déjà vú.
— Outro criminoso anormal, você quem é?
Tentando ver alguma marca nos braços, mas a roupa longa o impedia deixando-o desconfiado.
— Sou Oui Shisa, o homem que você procura, se prometer não ferir o garoto eu irei com você!
— Shisa por que está aqui!?
O garoto estava espandando e triste por ser salvo pela segunda vez pelo mesmo home, que o mesmo queria defender.
—Vá embora! Esse homem é muito poderoso.
O misterioso guerreiro das adagas estava confuso:
— Como sabia que estavamos atrás de você? E oque esse garoto tem de especial?
— Eu apenas estava passando por aqui e escutei a conversa de vocês, desculpe-me.
E ele é meu unico aprendiz, deixe-o viver que cumprirei minha promessa e irei de bom grado com vocês!
— Shisa não vá por mim, eu não quero ficar sozinho de novo!
Seus olhos lacrimejavam
Abraçava seu aprendiz, tirando seu manto e entregando-o a seu aprendiz, mostrando para o inimigo as marcas que o classificam como criminoso classe 10:
— Quando sentir minha falta use isso, mas espere eu sair para coloca-lo...
Começavam a escutar gargalhadas:
— Que engraçado, laços de amor entre criminosos. Mas eu aceito sua proposta, não tocarei nessa ''criança'', considesse como sorte, pirralho, não é hoje o dia que morrerá!
Agora cumpra sua promessa, criminoso, vamos.
Acende uma especie de explosivo preso em uma adaga e a joga para cima fazendo-a explodir como fogos de artifício.
Porém, nunca abaixando sua guarda, entretando o garoto vai até sua espada e parte para cima enquando o homem estava de costas, mas antes que chegasse foi nocauteado pelo seu próprio mestre, que estava com as mãos nuas após jogar longe sua espada quando se rendeu, mostrando seu grande poder e controle fazendo o garoto cair desmaiado encima de seu antigo manto, caso continuasse o ataque inumeras adagas estavam sendo miradas em sua direção.
Todos os homens que haviam entrado dentro da cidade prisão já estavam reunidos em frente ao portal , quando viram que um homem com os braços marcados estava junto comseu companheiro por vontade própria:
— Saito esse é o criminoso classe 10?
Uma bonita garota parecia surpresa ao vê-los sem nenhuma ferimento.
— Sim, Yuuta, ele decidiu vir caso eu poupasse a vida de um garoto.
— Onde está esse garoto? Quero vê-lo com meus próprios olhos!
Passava todos os detalhes, oque deixava Shisa inquieto.
— Calma, eu só quero ver oque ele tem de tão especial, podem ir na frente os encontro logo.
Então a garota foi ao local que foi informada, chegando logo viu ele caido, desmaiado sobre o manto, mas achou melhor não se aproximar mais:
— Nossa, achei que fosse uma criança, mas ele deve ter minha idade, e até que é bonitinho, ah, acho melhor melhor voltar está ficando frio, pena que essa será a ultima vez que nos vemos, tchau, gatinho.
A melhor volta ao seu grupo, que estava na entra de Furontia, mas que sairam de Haro sem falar onde iriam.
Estava anoitecendo e finalmente acordava a noite é muito nesse local, animais famintos a procura de comida saem para se alimentar.
Meio zonzo abria os olhos, procurando por seu mestre, quando vagamente se lembra de tudo que havia acontecido. Recolhendo o manto e sua espada do chão, levando consigo a unica lembrança de de seu mestre e melhor amigo, chegando na tumba que chama de casa, olhava aquele manto velho:
—''Quando sentir minha falta coloque isso'', dois anos vivendo juntos e ele me abandona sem sequer lutar!
Começa a chorar com o manto em suas mãos, com toda sua força joga aquele trapo velho contra a parede virando se de costas, quando escuta um som metalico com se algo caísse no chão, sobre seus pés parava um anel, um anel negro semelhante ao anel dourado que Shisa usava, ao pega-lo do chão e o segurar em suas mãos sentia uma forte vibração passar por seu corpo todo, e lembrava as palavras de seu tutor, '' Quando terminar seu treinamento lhe entregarei o anel da morte'', '' Coloque-o só quando eu já estiver ido embora''.
Entendendo que seu mestre havia demonstrado que seu treinamento estava completo, e por isso lhe entregou este anel, decide usá-lo.
Ao colocar a joia seu corpo subtamente ficou mais musculoso,as pontas de seus cabelos ficaram vermelhas, a parte direita de seu corpo ficou toda escura, assim como seu olho direito ficou amarelo, dentro de sua cabeça uma voz falava, causando um estranho eco, porém dava para entender:
— Olá! Você colocou o anel da morte. Você aceitará as condições por vontade própria?
— Eu aceito!
A voz o repreende:
— Calma eu ainda nem expliquei as condições!
Eu sou um demônio, o demônio da necromancia, e te emprestarei meus poderes, você poderá tirar esse anel quando desejar, mas cada vez que você o tirar perderá um dia da sua vida, a mesma regra vale quando colocá-lo, o preço para eu lhe emprestar meu poder será dois dias da sua vida, toda vez que usá-lo, entretanto, se você morrer enquanto usar o anel, sua alma será escravizada por mim por duzentos anos, e todo seu tempo de vida será meu, realmente aceit...
— Eu aceito.— Nem espera terminar de falar, de novo.
— Você nem escutou oque eu disse?!!
Gritava dentro da cabeça do rapaz.
— Pra um anel você fala demais. E se é um demônio por que se importa tanto com eu saber ou não as regras?
— Vocês humanos rotulam tudo, colocam nós demônios como seres injustos, mas tudo oque queremos é suas almas e alguns escravos. Mas chega de perder tempo, se aceita, retire e coloque o anel novamente.
Após colocar e retirar o anel nada acontece:
— Só isso, achei que seria um contrato de sangue ou teria que matar um bode, sei lá...
— Pare de esteriotipar!!! pronto você tem meus poderes emprestados, poderá usá-los para fazer oque quiser e não irei me opor a nada!
E assim a jornada do jovem guerreiro continua.
Fim capítulo 2 — Capítulo 3 — Mais Uma Pessoa Que Devo Proteger
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