País das Guerras

1 Capítulo 1 - A Vida em Uma Prisão


Em meio ao lixo um garoto sorridente brincava, este era Centurian Hanno, uma pobre criança de Haro.
Suas roupas estavam gastas e quase não cabiam em seu corpo, magro, desnutrido, seus cabelos longos cobriam seus olhos fundos. Mesmo assim era uma criança feliz.

Na realidade Haro não é um cidade comum, e sim, uma cidade prisão, a cidade prisão do sul, em que todos os criminosos possuem a pena pelo mesmo crime, o mais terrível ato feito nesse país, crime contra o governo.
Qualquer homem que seja julgado a essa senteça viverá em uma Haro perpetuamente, separado de sua família, crianças que nascem nessas cidades, assim com Hanno, não conhecem a liberdade.

A vida de miséria é sua única e verdadeira realidade, fazendo os mesmo serem os únicos que ainda conseguem sorrir; embora a taxa de natalidade em uma cidade prisão seja extremamente baixa, em contraste a alta taxa de mortalidade, causadas por doenças, fome, crime entre os que não suportam este duro, e irreversível fardo e tiram a própria vida.

O conhecimento escasso é outro mal deste lugar, são poucas as crianças que sabem ler e escrever ou tem alguma aptidão sobre algo, e ainda a minoria que sabe tem muito pouco conteúdo para estudar.

Sendo ele uma dessas crianças, ensinado por seu pai, Centurion Souichiro, possuí uma personalidade estranhamente otimista e positiva, seus sonhos são grandes, aliás os obejivos são tão altos que os poucos que tem conhecimento apenas não riem por se tratar de uma criança.

Contudo, o tempo foi passando, e o sonho de Hanno não morria, pode se dizer que até crescia dia após dia, e as pessoas que achavam que seria passageiro, igual tantas outras crianças que ali viveram e que com o tempo a ilusão se desfez. Começaram a ficar preocupadas. Grande parte das poucas pessoas que conheciam já haviam morrido, pessoas próximas a Hanno, isso faria qualquer pessoa se abalar e desistir de seus objetivos, mas não, ele não era assim, o sonho desta forte criança é sair desse inferno cujo sempre viveu, boatos diziam que o mundo ''lá fora'' era diferente não importa de onde ele vem, nem quem ou como é, oque importa em si é o quão forte pode ser. E o mesmo acreditava em sua força, mesmo com apenas 15 anos não temia nada e nem ninguém, os ultimos 6 anos de sua vida foram sorrindo, mas o sorriso em meio ao lixo não era de felicidade, e sim de realização, seguindo um treinamento rigoroso e solitario -Obviamente errado-- se achava invensível.

Mas continuava o mesmo garoto magricela que sempre foi, suas roupas continuavam gastas, seus olhos ainda eram profundos, mas nada disso fez sua motivação ou confiança se abalarem.

A fé em si mesmo do jovem era algo mais forte que qualquer espada, corregava consigo uma espada antiga, seu corte já nem mais existia e a ferrugem enfatizava o quão rude aquele pedaço de metal era, nem mesmo podia ser considerado uma espada naquele estado. O seu treinamento tão rude quanto sua arma, dia após dia, não se importava que às pessoas ao seu redor o abandonassem, seu sonho era mais importante, assim pensava.

Todavia nem todos o abandonaram, alguém todos os dias ia ver seu treinamento, mesmo sabendo do balanço horrível de espada que o garoto possuia, está pessoa acreditava nele.

Um dia, após todo esse tempo de treinamento, o menino decide que é hora de abandonar está cidade.
Haro era uma cidade muito grande, tanto para padrões normais, quanto para cidades prisões, fazendo levar três dias de a casa dos Centurion, até o portão de entrada.

Antes de sua saída para o ''mundo'', decide-se despedir de seu pai, caminhando lentamente em frente a onde cresceu, seus olhos cheios de esperança lacrimejavam, uma mistura da felicidade de que finalmente iria ver um lugar melhor, e a fé que com sua força poderia transformar sua cidade natal em uma lugar amigável, e que as pessoas que ama não precisariam sofrer.

Após alguns minutos parado em frente ao barraco, que chamou de casa por tantos anos, decide entrar.
Lá estava um senhor de de uns 40 anos de idade, todo maltrapilho, as vestimentas típicas desse local, magro, mas não tão magro quando Hanno, este era o pai de nosso herói.

O homem estava lendo um jornal antigo, parecia estar prestando extrema atenção no que fazia. Não se importando muito com o garoto, oque era comum, embora em comparação aos outro pais era o mais presente, até porquê estava vivo.

Nunca viu a sua mãe, são sabe o seu nome ou os traços de seu rosto. Aliás, sequer é filho de sangue de Souchirou, e sim de uma mulher que foi levada grávida à Haro, e que morreu em seu trabalho de parto.

Sozinho no mundo foi abandonado para morrer, oque infelizmente é algo rotineiro dada as condições das pessoas nesse local, mas este homem, que hoje em dia parece frio, o encontrou e decidiu levá-lo para sua casa.

Isso aconteceu, em um dia comum, o enquanto o mesmo voltava de mais um dia em seu emprego, que era muito mal remunerado, um tanto difícil conseguir alimentos e roupas, sim em Haro existem empregos mas o sistema de pagamento era extremamente retrogrado, uma lei de troca, que quase nunca consistia em algo equivalente ou justo, mas que quase todos aceitavam, querendo ou não para não morrer de fome.

O motivo para essa adoção foi simples, o garoto lembrava seu filho, o que deixou muitas saudades, quando foi levado à Haro, deixando assim, sua mulher e filho recém nascido para traz.

O outro menino deve estar com 17 anos atualmente, e também se chama Hanno.


Voltando aos tempos atuais

Hanno com sua mão esquerda enxuga uma lágrima, que insistentemente continuava a cair, o mesmo não queria demonstrar tristeza ou qualquer sentimento negativo nesse momento de despedida, com sua mão direita abaixa o jornal que seu pai lia, rasgando-o um pouco, fazendo Souchirou franzir a testa, mas tão levemente que não foi percebido.

—Pai! Eu vim aqui lhe dar adeus! Hoje eu irei devinitivamente sair desse lugar, obrigado por cuidar de mim por todo esse tempo, eu irei honrar o nome Centurion que carrego comigo.

—Hum, tá.
Não se importando muito com oque acabou de ouvir, volta a ler seu jornal.

Finalmente chorando, apertava os passos em direção ao portão de Haro, saindo com sem alimentos ou água, apenas com roupas velhas que trajava, a espada enferrujada e uma fé sem igual em si mesmo. Após algum tempo, cada passo era doloroso, em seus pés, descalsos, haviam bolhas de sangue feitas pelos atrito com o solo hóstil da cidade. Dois dias logo se passaram, sentia muita dor e fome, nada muito diferente de sua rotina, mas em padrões críticos.

Andava entre becos estranhos, que nunca esteve, a cada um que entrava, percebia o olhar perverso de algumas pessoas que viviam por lá, homens que só não o faziam mal porque rapidamente percebiam que o menino não levava nada de valor com ele, não que alguém naquele lugar levasse.

No terceiro dia continuava apenas por sua motivação, seu corpo fraco já estava no limite, sua esmagadora força de vontade era algo a ser admirado, mas por quanto tempo ainda aguentaria? Suas pernas tremiam, a barriga roncava, seus dias eram cansativos e as noite mal dormia, entretanto em momento algum questionava-se sobre valer a pena todo esse esforço, seu sonho era mais importante, em um mundo que os fracos não tem chances precisava ser forte, mais forte que qualquer um que já pisou naquele solo, ou melhor, o mais forte a pisar em qualquer solo.
Mesmo deixando um rastro de sangue pelo caminho, feitos pelos pés machucados, não diminuia a passo, enfim, chegou ao portão de Haro, estava faminto, fraco, machucado e principalmente, sozinho.
O portão era gigantesco, assim como os muros que cercam a cidade, parecia um enorme maciço de madeira com metal, se motrava resistente, mas nada inquebrável, porém, as que as rudes pessoas de Haro raramente conseguiriam chegar até lá, o arduo caminho passando por lugares assustadores e violentos, e o medo de ser caçado até a morte caso por sorte consiga fugir, faz com que quase ninguém tente escapadar, aliás, Hanno é o primeiro a tentar em anos.

Contudo, o garoto desembanhou sua espada, seu balanço sempre ruim estava pior, batia a esmo no portão, não surtia efeito algum, seus poucos musculos estavam doloridos, embora sua mente estivesse intacta o corpo já não o obdecia, mesmo assim continuava balançando sua espada contra a madeira, acreditando em seu sonho.
Seu lema era, ''Enquanto posso segurar minha espada, ainda posso vencer''.

O suor escorria em seus olhos levemente embaçando sua visão, ofegante, mas mesmo assim continuava a sorrir, sua mão tremia, segurava a espada com dificuldade, usava toda a força que ainda fingia ter, nem mesmo ele sabia porque de tanta dedicação o porquê de tanto sofrimento, por que não desistir?

A resposta era simples, seu subconsciente lembrava ''Os vencedores não desistem''.

Mas como ninguém é de ferro, nem mesmo uma absurda força de vontade pode fazer um corpo exausto ficar em pé, assim, enfim desabando, mas não soltando a espada, mesmo sabendo que era o fim, que a morte estava vindo finalmente abraçá-lo, se sentia um lixo, o pior tipo de lixo, alguém fraco que não conseguiu conquistar oque sempre buscou.

Sabia que havia dado tudo oque tinha e até oque não tinha, finalmente seu sorriso quebra, começando, novamente, a chorar, mas agora lágrimas armargas da desilusão.
Ele não queria morrer, mas seu destino já estava traçado, o suor que caia em seus olhos se misturava com as lágrimas, o pavor e a flustação igualmente se misturavam, a mistura tão salgada quanto a anterior.
A dor em seu corpo era sobrehumana, principalmente o fato de estar se esforçando ao máximo para segurar a espada, sua vida estava naquela lâmina cega, solta-la seria abandonar seus sonhos, mesmo a morte não seria tão terrível quanto isso.

Apoaido nos muros de Haro, apenas esperava a morte, o garoto que teve sorte ou quem sabe azar, de ser salvo quando ainda bebê, via ao horizonte alguém aproximando-se.

Um homem com um manto negro, encapuzado; Que caminhava em sua direção, trazia consigo um cantil, que ao chegar o entregou ao garoto.

Que bebeu toda aquela água em apenas um gole, tremulo derrubava em seu peito boa parte.

O homem tinha um aparência sombria, barba para fazer, cobelos longos que cobriam todo seu rosto, um cheiro estranho, como de algo em decomposição.
Mas mesmo assim Hanno não tinha medo, enfim, soltava sua espada, que fez um leve som ao cair no chão.
Em pé a sua frente, se abaixa e pega a espada, entregando-a ao jovem que estava caído, que usando toda sua força a segura novamente, aquela espada fazia parte de si, com os labios tremülos o garoto tentava dizer algo:

—O-obrigado.

Ao ver que o garoto tentava dizer algo. mesmo não entendo ainda assim sorriu, ajudava o garoto a se levantar, sabendo o quão fraco estava, o ajudava a andar, caminhavam em passos lentos, ainda a zona urbana mais próxima ao portão ainda estava longe e o caminho era arduo, então o encapuzado retirava os sapatos e fazando o menino usá-lo, poderia carregá-lo, mas isso feriria o orgulhoso do jovem.

Que a vida toda viveu só por sí, nunca teve ajuda de ninguém, sempre se esforçou por tudo, treinou, viveu, sorriu! Sempre sozinho; em sua mente pensava '' Quem é esse homem, oque ele quer de mim?''. A sua barriga roncava, oque o deixava envergonhado mas não podia controlar a fome que sentia era insuportável, qualquer um outro já teria sucumbido, mas não ele, continuava a andar sem reclamar ou parar, o apoio ao andar já o humilhava demais, todavia como seu corpo estava no limite não conseguia sequer ficar em pé sozinho, mas depois de muito tempo, chegaram a um distrito urbano.

Chegando, logo entraram em uma especie de taberna, o dono os olhou estranho, e foi em direção aos dois, um homem estranho, e um garoto quase:

—Ei, vocês dois, fora daqui! Isso não é hospítal.
O dono da taberna desconfiado que o homem não teria dinheiro para pagar e o roubaria.

Traga sua melhor comida, o meu pagamento será você continuar vivo... Caso gostemos.
Com uma voz macabra e desafiadora fazendo o senhor da taberna sentisse o real medo, um homem de meia idade, oque vale como idoso em Haro.

O homem trouxe uma espécie de sopa com um pão velho, quase estragado.

Aqui está, s-senhor.
Suava frio ao aproximar-se.

...
Encarava como se perguntasse ''Oque ainda faz aqui''.

O dono da taberna intimidado saia, não era incomum pessoas tentarem o assaltar, geralmente afastava os baderneiros com suas arma, uma escopeta que mal atirava quase sempre travava, uma arma velha, mas que põe medo nos ''malandros'' normais, mas esse homem o dava calafrios, realmente tinha algo de diferente nele.
Comendo lentamente, mal aguentava levar a comida até a boca, mas seu corpo já estava melhorando, agora estava apenas exausto, quando ia embora, o homem deixou três moedas. ( Em algumas partes de Haro, próximas ao portão usavam o sistema capitalista) Três moedas é quase o triplo do que valia aquele prato, mas mesmo assim os dois sairam sem falar mais nenhuma palavra.

Próximo dali havia um beco desabitado, já era quase noite e o jovem não dormia direito a muito tempo, então o homem decidiu parar por lá. Cansado encostou em uma parede e dormiu, o homem retirou seu manto e o cobriu.

Embaixo do manto vestia uma camiseta regata, e seus braços todo tatuados, tatuagens tribais que fechavam seus dois braços, e uma cicatriz profunda em sua cravicula.
A noite foi passando, e enfim a madrugada fria e silenciosa acabou e, enfim, os primeiros raios de sol surgiram.

E o homem não havia dormido, enfim, o garoto acordava sem saber onde estava, meio zonzo mas se lembrava do rosto do rapaz que o salvou, ao velo logo pergunta:

Ei, quem é você? Por que me salvou?
Confuso com o que estava acontecendo, autruísmo não era comum por lá

Você pergunta demais, levante, moleque, e devolva meu roupão!
Se aproxima e pega bruscamente o manto.
Vamos não temos tempo a perder!

Vamos onde? Eu nem sequer sei quem é você.
Estranhando o rapaz, ainda querendo saber sobre as sua intenções.

Você pretende sair daqui, não é?! Eu sei que sim. Se não quer fracassar de novo, venha comigo, se quiser morrer vá novamente em direção ao portão.
Olhando para a frente enquanto fala com seu tom sempre ameaçador.

O garoto enfim se calou e o seguiu, foram dias andando, parando apenas para se alimentar, o menino começou a achar estranho, pois o homem não se alimentava, não se hidratava e nem dormia, porém, não parecia cansado. Mas decidiu não perguntar mais nada, com medo de represálias.

Chegando em um local conhecido, era o distrito próximo ao que sempre morou, então decidiu ir falar com seu pai, fazendo pedidos ao rapaz que estava contigo.

Assim desviando o caminho, deixando o encapuzado bravo, mas acabou aceitando, chegando na casa de Hanno os dois entraram, e lá estava Souchirou lendo seu jornal:

Pai, eu irei treinar com este homem, vim apenas te avisar que não consegui ainda meu sonho, mas irei sair daqui, acredite.
Entusiasmado, como sempre olhando fixamente para seu pai.

Ok.
Responde sem se importar muito, mesmo com um homem cheirando a morte em sua casa.

O rapaz não se pronunciou ou demonstrou alguma reação, voltaram ao seu destino original, pouco a pouco foram se aproximando do cemiterio da cidade, ou melhor, onde despejavam corpos, varios corvos rodeavam o lugar, o cheiro de decomposição era quase insuportável, contudo, ainda assim continuava a segui-lo, chegando em algo que parecia um túmulo gigante, que o homem entrou.

—Essa é sua casa?
Estava realmente achando muito estranho.

... Pode se dizer que sim, é minha ''casa''...
Sempre em seu tom assustador.

Você mora no cemitério, não sente frio, fome ou sono, sua aura é sombria... Você é um gótico?
Enfim cria coragem e pergunta.

Quê? Não! Acho que preciso explicar algumas coisa para você não é!
Se senta em uma espécie de lápide, e puxa uma para o menino
Se sente também, pode demorar...— Sombrio!

Tudo bem.
Se nega a sentar em uma lápide e se senta no chão, de frente com homem

Bom, começando do começo, eu me chamo Oui Shisa, e não, eu não sou um zumbi, vampiro ou algo do tipo, eu estou '' vivo'', eu estar vivo também é um dos motivos de que eu vim parar aqui, você não deve saber, ''mas lá fora'' existem cinco regiões, norte, nordeste, centro, sudeste e sul. Cada uma dessas regiões possui vários estados, e cada um desses estados são comandados por uma pessoa, essa pessoa é o guerreiro mais poderoso que lá vive, mas entre todos esses guerreiros, existe o governante máximo e seu general, que são a elite de cada uma dessa regiões. Isso é a politica do nosso país, você preste atenção que isso será importante, caso você consiga sair daqui. Eu era um morador de Masada, uma cidade de um desses estados do sul, eu trabalhava como arquiologo e também sempre fui um excelente usuário de mosquete, eis que um dia eu achei uma coisa que nunca deveria ser achada, em uma ruina no sudeste, quando eu viajei em uma expedição, encontrei uma arca, que era uma urna com dois aneis e um livro, haviam escrituras que diziam '' Quem abrir esta arca dominará o mundo dos homens e será dominado pelos demônios'', eu nunca acreditei em maldições, então eu a abri. Lá estavam os dois aneis e o livro, nos aneis haviam escrituras minúsculas na mesma língua morta, que estava escrito na urna, junto com eles lá estava o livro, chamado '' Livro dos demônios'' então, eu tentei ler oque estava escrito nos aneis com minha lupa, estava um dos aneis escrito '' Vida'' e no outro ''morte'', então eu curioso coloquei o anel escrito vida, quando eu ia colocar o anel da morte, um dos meus companheiros veio correndo em minha direção, dizendo que a ''morte'' estava o seguindo, e que havia matado todos, obviamente não acreditei, mas quando vi um homem com uma foice ensangrentada virando de onde meu companheiro veio. Só deu tempo de nós dois fugirmos, todos os outros haviam morrido.
Chegando no sul, meu companheiro não suportou quando falei dos aneis e o livro, e quando sozinho em sua casa cometeu suicídio, deixando para trás sua família.
Eu fui chamado para falar com Matsuro, estranhei pois quando havia saído nessa espedição o general era outro, mas descobri que nosso lider havia mudado, porém não sabia dos detalhes.
Então, Matsuro, o general do Sul, foi para esse homem que tive de explicar tudo oque aconteceu, ele me falou que maldições e a ''morte'' não existiam, e me pediu o livro dos demônios para ele analizar, eu entreguei, ele não se interressou nos aneis, que um deles, o anel da vida ainda estava em meu dedo.
Eu já não sentia fome nem sono, eu achei que era normal pela ansiedade, uma semana se passou e eu percebi que minha pele estava fria e não dormia ou comia, eu havia me tornado uma especie de zumbi, quando se passou um mês, foi quando percebi que aquela maldição era real, e que o livro do demônios poderia acabar com o mundo dos homens, eu peguei a primeira roupa que havia perto, que era este roupão, e fui tentar falar com o governante, chegando lá o homem arrogante que governa o sul me deixou entrar e perguntou '' Oque você, vem fazer aqui? Sente medo de mim?''. Eu respondi que ''não'', e tentei dizer tudo oque havia acontecido, e que o livro era real algo que devia ser temido, então ele sorriu e me disse: '' ''Algo que devia ser temido''. O medo sente medo de mim! E você tem medo de demônios? Esse é o menor de seus problemas'', eis que com o cutelo que sempre carregava, me acertou, cortando o lado esquerdo do meu corpo da clavicula até a coxa — Mostrava a cicatriz — Porém, eu não senti dor, meu corpo também não tinha mais as limitações fisicas que humanos possuem, estavamos sozinhos, então tirei meu mosquete, foi uma luta difícil, até que com os barulhos seus comandados vieram ver oque acontecia, logo eu fui capturado, a honra de homem havia sido ferida, Atsurai Akabe, o lider do sul , não havia conseguido me matar, mas eu fui trancado aqui, eu podeia fugir, mas meu corpo foi marcado com essas tatuagens, que significam '' Traidor do estado classe 10'', caso qualquer um me visse nas ruas eu seria ''morto'', embora eu não sinta dor, frio, calor, fome, sede ou sono, eu ainda estou vivo. Contudo, o roupão que eu usava e peguei rapidamente era o mesmo que achei a urna, e que guardei o anel da morte, que tenho comigo, eu tentei coloca-lo, mas ele diferente do outro, é apenas um enfeite, deve ser por eu já usar um deles.
Eu vi em você um potencial enorme, se você aceitar eu lhe entregarei no fim de seu treinamento, porém, eu não sei como seu corpo reagirá. Você o aceita?
O homem que nunca fala, quando falou disse tudo de uma vez, Hanno demorou um pouco para entender.

Está dizendo que esse anel me dará pode o suficiente para eu lutar com qualquer guerreiro, e que ainda me treinará com espadas, e oque você ganha com isso?
Receoso com a ''bondade do homem''.

Em troca eu quero que você fique forte, pegue o livro com Akabe, não sei o quão poderoso ele está, mas acho pouco provavél que mais alguém, fora eu, consiga deciflar os enigmas desse livro, mas o quanto antes destruírmos, menor a chance de isso ser usado para o mal... -
Pareciam veridicos os sentimentos de Oui.

Tudo bem, eu aceito... E eu também acabarei com essa prisão, quando eu me tornar o lider do sul...

Começa a sonhar alto de novo, mas essa sempre foi a principal qualidade desse garoto.

Fim — Cap:1

Próximo — Cap 2: O nascer de uma lenda

Notas finais
Irei postar um cap toda quinta e terça ♥