P.S- Te amo

2 Verdade vs mentira & minha irmã


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários ;)

Mais uma vez o medo tomou conta de mim e não tive outra opção senão fazer a última coisa que eu algum dia pensei fazer, principalmente a ele: Mentir.

"Tinhas outra opção... dizer a VERDADE"

Isto era o que o meu subconsciente gritava, e eu sabia que ele tinha razão, mas por vezes o medo fala mais alto e não nos deixa dizer o que realmente sentimos.

A minha mentira foi de tal modo tão pouco convincente que nem eu própria acreditei nela, mas como ele sabe que eu não gosto que me questionem, preferiu acreditar. O que lhe disse? Disse-lhe que estava doente e que não podia sair de casa até estar totalmente recuperada.

Ouço leves batidas na porta do meu quarto, e por trás uma voz suave perguntava se podia passar. Reconheci ser a minha irmã, Francesca, a única pessoa que sabia toda a verdade.

Eu apenas me limitei a sussurrar um leve e curto "entre", que pelos vistos foi suficientemente alto para a Fran poder escutar e de seguida entrar.

A porta se abriu revelando uma figura baixinha, de lacinho no cabelo e um vestido de bolinhas. Ela era tão mas tão branquinha e tinha um cabelo tão mas tão negro que facilmente era confundida com a Branca de Neve.

Chegou ao pé de mim, sentou-se na cama e depois perguntou como estava. Mais uma vez limitei-me a sussurrar um suave e curto "bem", e depois baixei a cabeça.

Ela colocou a mão dela em minhas costas e disse:

– Vilu, eu sei que é difícil e que e que você esta assustada. Mas agora não é só você. É você e esse bebé que esta crescendo dentro de você. É seu filho, e você tem de pensar nele. Sabe que eu sou totalmente contra o facto de você se ir embora e não dizer a verdade para o León. Ele merece saber que vai ser pai!

Sabem qual é a pior parte? Ela tinha razão.

Essa palavra: Verdade. É tão pequenina mas com um significado enorme e que por vezes provoca um medo tão grande dentro da gente, que nos leva a cometer grandes loucuras.

Os meus olhos já estavam formando um rio de lágrimas, e a minha irmã me abraçou e disse:

– Mas quero que você saiba que qualquer que seja a sua decisão, eu vou estar aqui para apoia-la. Vou sentir tanto sua falta!

Por essa hora já nós duas soluçávamos, e entre lágrimas respondi:

– Eu também vou sentir sua falta maninha!

Vou sentir saudades dela.

Vou sentir saudades dessa Branca de neve que passava a vida brigando comigo e que quando se enervava ficava mais vermelha que a própria sininho.

Vou sentir falta da nossas brigas diárias, das nossas idas ao shopping, e das nossas noitadas acordadas vendo filmes de romance e comendo brigadeiro. Até vou sentir falta dela reclamando de todos os ex namorados que já teve.

Vou sentir falta da minha maninha. Quem me iria dar coragem agora?

Notas finais
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