PRISM - A Última Heroína (The NEXT)
3 Capítulo 2
Notas iniciais
20 de Abril de 2304 — Resistência
Pov Suzanne Closs
"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas." — Antoine de Saint-Exupéry
Faz quatro anos que nos mudamos para resistência. Minha mãe casou-se com o senhor McAllister. Eu e Andy viramos irmãos. Hoje eu trabalho na sala de controle e segurança, mesmo tendo apenas 14 anos. Meu novo pai disse que todo o sistema de segurança da resistência foi criado a parti de uns desenhos que meus. Não acreditei mais depois vi os desenhos e reconheci como sendo meus mesmo. De acordo com ele, os moradores so precisaram encontrar alguns destroços de maquinas e depois fazer o que estava descrito no desenho.
Depois de descobrir isso eu pedi ao meu “pai” pra criar um novo sistema de defesa. Ele discordou, mas depois de muita insistência minha e de minha mãe ele permitiu.
Agora estou em meu quarto planejando um novo sistema, pois tenho a ligeira impressa que a PRISM está a procura da resistência. Nesse novo sistema irei colocar um tipo de alarme que quando acionado faria surgir um tipo de campo de força que so poderia ser desativado por mim.
– O que você ta fazendo aqui sozinha Su? – Fala o Andy.
– Nada que te interesse. – Digo curta e grossa.
– Que bicho te mordeu hoje pra você ta me tratando desse jeito? – Pergunta se fazendo de indignado.
– Você me fez perder a concentração e borrar o meu esboço do novo sistema de segurança. – Falo.
– Desculpa pequena, mas o papai ta te chamando pra tomar café da manhã.
– Ok, quase me esqueci, pega. – Entrego uma caixa pra ele.
– O que é isso?
– Seu presente de aniversario.
– Obrigado, mas você sabe que não precisava né?
– Sei, mas quis te dar o presente do mesmo jeito.
Saímos de meu quarto e vamos nos encontrar com nossos pais. Chegando lá eles cantam parabéns pra o Andy e entregarão o presente dele. No fim ele ganhou um cordão de nossos pais e um quadro com varias fotos nossas que dei pra ele.
Depois do café da manhã eu fui pro centro de segurança para poder aprimorar minhas criações.
– Filha.
– Sim mãe. – Falo, mas antes dou um abraço nela. – Como está o bebe?
– Ele está bem querida.
– Quanto tempo falta pra ele nascer mesmo? – Pergunto curiosa.
– Uns 6 meses querida.
– Quanto tempo, mas o que você queria mamãe?
– Seu pai está lhe procurando. Acho que alguma coisa sobre a PRISM.
– Certo mãe vou encontra-lo.
Dou um beijo em minha mãe e saio a procura de meu pai. As vezes ainda não acredito que ganhei um pai, um irmão e que daqui a alguns meses ganharei outro. Minha vida mudou muito desde aquela explosão. Sinto que não sou mais uma garota frágil, quero fazer alguma coisa pra ajudar a acabar com o reinado da PRISM nesse mundo. No final encontrei meu pai em uma das salas de treinamento.
– Mamãe disse que você estava me procurando aconteceu alguma coisa?
– Sim querida descobrimos que a PRISM mandou alguns de seus robôs vasculharem essa parte do deserto, pois ela está desconfiada de que a sede da resistência esteja por esses lados. – Fala preocupado.
– O que o senhor está planejando?
– Eu, sua mãe e alguns seguranças vamos a superfície ver se há alguma chance da PRISM descobrir nossa localização. – Diz determinado.
– Vejo que não tem nenhuma maneira de lhe impedir né pai? O Andy sabe disso?
– Exatamente, não tem nenhuma maneira me impedir. E sim o Andy já está a par da situação e me prometeu não fazer nada pra me impedir.
– Certo, mas eu quero que você prometa pra mim que irá voltar.
– Eu prometo queria. – Dito isso ele me puxa pra um abraço.
Nós fomos andando em direção a sala de segurança onde encontramos minha mãe e o Andy.
– Vocês já vão? – Pergunta o Andy e percebo que ele deixou uma lagrima escapar, mas rapidamente secou.
– Sim querido, mas não se preocupe conosco. – Minha mãe fala doce como sempre.
Antes deles saírem deram um abraço apertado em mim e no Andy e nos prometeram que voltariam.
– Su coloca a imagem da câmera de segurança no visor. – Andy fala, sinto que ele está muito nervoso.
– Pronto.
Depois de ligar as câmeras ficamos esperando a volta de nossos pais e quando eles estavam quase chegando em um dos tuneis de acesso foram surpreendidos por grupo de robôs da PRISM. Os robôs começaram a tacar, mas nossos pais não desistiram, eles enfrentaram os robôs, mas um dos robôs acionou uma bomba, em menos de minutos tudo foi pelos ares. Não houve sobreviventes. Minha mãe, meu pai de consideração, meu irmão que nem teve a oportunidade de chegar nesse mundo, agora eles estão mortos. O Andy levanta da cadeira e sai correndo em direção a saída, mas quando está prestes a sair eu seguro ele.
– Andy não vai adiantar nada você sair agora. Além de poder expor nossa localização.
– Você está certa Su. – Dito isso ele se solta de mim e vai andando até o meu quarto. Chegando lá sento em minha cama e começo a chorar. Me surpreendo quando vejo que o Andy está saindo.
– Onde você vai? – Pergunto secando minhas lagrimas e me levantando.
– Fique aqui que eu vou ver se sobrou alguma coisa de nossos pais.
– Andy deixe-me ir com você. – Imploro.
– Não Su, você já sofreu demais pro hoje. – Ele diz tentando me poupar.
Ele sai do quarto e me tranca nele. Passados cerca de 1 hora ele volta e me diz que não sobrou nada.
– Tudo bem Andy. – Digo exausta por tanto chorar.
Eu abraço ele o que faz com que ele chore em meus ombros. Ficamos assim por alguns minutos até que eu resolvo falar.
– Andy promete que nunca vai me abandonar?
– Prometo e também prometo que nunca deixarei nada de ruim acontecer com você.
Já faz uns 3 meses que meus pais morreram, eu e o Andy temos lutado muito pra superar nossas perdas. A resistência cresceu graças a meus projetos e as carcaças de maquinas que aparecem todos os dias por aqui. Construímos uma cidade subterrânea e um local de convivência. O Andy mudou muito depois da morte de nossos pais, ele ficou mais frio com as pessoas a seu redor a única que ele trata normalmente sou eu e as vezes penso ser por causa da promessa.
Nesse momento estou fora da base a procura de alguma carcaça que possa ser utilizada em meu novo projeto. Ando um pouco mais e me surpreendo com o que vejo. Um filhote de tigre. E percebo que em seu pescoço tem uma espécie de chip que serve com rastreador e também para manter o mesmo vivo. Não tenho muito tempo pois se me lembro bem esses chips fazem com que a PRISM encontre a localização de qualquer coisa em menos de minutos. Pego o tigresinho no colo e faço as alterações necessárias pra fazer com que o rastreador seja desativado em tempo recorde. Volto para a resistência com o meu novo bichinho no colo. Sou surpreendida pelo Andy que está me esperando com uma cara muito feia.
– O que foi dessa vez Andy?
– Você sai sem minha permissão correndo o risco de ser atacada por um robô da PRISM e ainda pergunta o que foi. – Diz ele bravo.
– Nada de mais.
– Nada de mais? E você ainda me volta com um tigre, você ta pedindo pra morrer né?
– Deixe o Luck fora disso. — Digo com raiva.
– Tudo bem vem aqui sua louca. – Depois de me chama me abraça e aceita que eu fique com o trigre.
Estamos seguros, mas até quando a PRISM nos deixará em paz?
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