PREMONIÇÃO - Edição Especial - "Curta"
1 CAPITULO ÚNICO
Notas iniciais
BASEADO EM FATOS REAIS! ARQUIVO CONFIDENCIAL DA POLICIA DE SALVADOR/ BAHIA – BRASIL!
O documento aqui descrito foi publicado ilegalmente sobre o desvio de um documento do estado, através deste você que estará lendo poderá presenciar o relato de um jovem do qual se fez ter uma visão de um grave acidente no bairro da Pituba “Salvador”. Mantenham total atenção!
- Finalmente a maratona é amanhã, estou tão empolgado. – Comenta um jovem ao teclado em conversa com um conhecido no chat da rede social Facebook, este era Matheus Santana, branco, alto, cabelos escuros e olhos de mesma tonalidade.
- Rapaz! Realmente, estou á todos os preparos, com certeza será uma maratona inesquecível. – Respondeu Marcelo Vitz, alto, musculoso, um moreno de se admirar.
- Será que todos irão comparecer? – Perguntou Matheus e logo após escrevendo algumas anotações em um pequeno caderno com sua caneta dourada.
- Provávelmente sim, pelo evento que criei no Facebook somente alguns colocaram talvez, mas você sabe como é, diz talvez mas no dia sempre comparece. – Marcelo rir ao comentário e Matheus do outro lado faz o mesmo.
- Preciso descansar, terei que acordar cedo para comprar algumas coisas antes de ir para sua casa, além de que Nayara e Thiago Andrade estarão me esperando no ponto de ônibus para chegarmos juntos. – Tudo bem! Bom descanso e não esqueça que a morte nos espera amanhã. – Marcelo rir, mas ao mesmo instante Matheus sente um forte arrepio na espinha, mas assim o sentindo resolve esquecer tal fato e comenta em mesma ironia. – Com certeza! – Matheus desliga-se do Facebook e se dirige á sua cama. Já era madrugada e o sono assim maltratava seus olhos, mesmo assim em pensamento este não deixou de comentar consigo mesmo. – Porque sentir aquele arrepio? Está repreendido, minha tia sempre diz que quando sentimos isso é porque algo de ruim está para acontecer, espero que ela esteja errada em certa situação. – Matheus vira-se a seu abajur o desligando e adormecendo logo em seguida.
Um novo dia amanhece na grande cidade de Salvador, com seus pontos turísticos muito comentados em todo o mundo, mas naquele grande dia esperado por Matheus o clima não estava muito bom, um grande temporal se caia á fora de sua casa.
- Nossa! Como vou conseguir sair desse jeito? A semana toda para cair essa chuva e justamente no sábado acontece isso, mas eu vou assistir a essa maratona de Premonição nem que seja a última coisa que eu faça. – Em alguns minutos o jovem já estava pronto a sair de casa, pegando um velho guarda-chuva este se aventura no grande temporal. Em menos de algumas horas Matheus chegava ao ponto de ônibus da Pituba, bairro onde Marcelo morava, ao descer do veiculo logo se deparou com Nayara, sua amiga, ela era uma morena um pouco alta, com um belo corpo e olhos escuros, os dois se abraçaram alegremente e Thiago Andrade, um jovem baixo, branco e que usava óculos bem arranjados se pronuncia a situação.
- Seria bom deixarmos a recepção para quando chegarmos á casa de Marcelo não acha? – Matheus rir e comenta.
- Deixe de coisa! – E abraça o jovem também. A chuva continua e os três se apressam pelas ruas para chegar ao local.
Á frente ao portão do grande prédio onde Marcelo morava já se encontrava ali vários outros conhecidos, Nayara logo reconheceu Dhulli, morena baixa e que também usava óculos arranjados parecidos com o de Thiago Andrade.
- Saudades Dhulli! – As duas se abraçam! – Bruna uma jovem alta branca de cabelos escuros até o ombro estava discutindo algo com Rafaela, uma jovem baixa branca de cabelos cacheados castanhos escuros e bochechas volumosas.
- Pelo amor de Deus Rafaela, já estamos aqui e você me vem com essa de querer ir em casa buscar algo? – Bruna estava intrigada.
- Está certo Bruna, eu não irei, mas não reclame do meu estresse depois. – Rafaela a respondeu e voltou sua atenção para Matheus e os outros.
- Que tensão gente! – Comentou Eliabe um jovem branco de cabelos cacheados escuros.
- Já deveria está acostumado, isso é normal entre elas. – Respondeu André que estava ao seu lado, baixo e branco de óculos finos.
- Sabemos disso, mas uma hora cansa não é? – Opinou Ricardo, um jovem branco, magro, mas que aparentava ser muito não me toque, ou seja, metido.
- Em vez de ficarmos nessa conversa e em baixo dessa chuva porque não ligamos logo para Marcelo e dizemos que estamos aqui? – Comentou Thiago Silva, este primo de Matheus, branco e magro, possuía algumas características ao rosto que o diferenciava de sua aparência ao primo.
- Concordo! – Respondeu Ismael, um moreno baixo de olhos castanhos claros, um pouco forte de aparentar.
- Deixa que eu ligo! – Matheus colocou á mão sobre um de seus bolsos da calça retirando seu aparelho celular. – Marcelo! Já estamos aqui na portaria, poderia abrir? – A trava da porta se abriu e logo á alguns passos dos jovens eis que um rapaz branco, cabelos lisos e sorriso contagiante surgiu a segunda porta de entrada das escadas do prédio, este era José.
- Pensei que não vinham mais! – Comenta o rapaz, todos riem.
Marcelo morava no 17° andar e já deve se imaginar a amontoação no elevador em todos quererem subir ao mesmo tempo. Com certa dificuldade todos entraram ao local. Ao chegarem ao andar predestinado Marcelo os esperava com uma enorme foice entre as mãos.
- Bem-Vindos! Hoje todos vocês conhecerão a morte. – Está repreendido em nome de Jeová! – Comentou Eliabe, os outros começaram a rir e cumprimentaram Marcelo. Passados alguns instantes todos estavam acomodados na sala esperando a exibição dos filmes, Thiago Andrade, Dhulli, Nayara e Ismael estavam na cozinha ajudando Marcelo no preparo do almoço, enquanto isso Matheus estava á janela observando um prédio vizinho em construção, um grande guindaste que estava segurando alguns trabalhadores se erguia de um lado para o outro.
- Esse prédio nunca fica pronto não é? – Comenta Matheus para com José que estava ao controle remoto tentando colocar os filmes para a exibição.
- Pois é! Pelo que Marcelo me disse já se tem quase dois anos de construção e até agora nem metade dos 50% tem concluído. – Ao final dos dizeres de José uma pequena brisa invadiu a sala, Matheus se arrepiou e olhou mais uma vez para o grande guindaste.
- Realmente é um tempo enorme para uma construção. – Eliabe que estava sentado ao tapete da sala opina a conversa dos dois, Matheus se afasta da janela e senta ao tapete também muito confortável ao lado de Bruna e Rafaela.
- Estão prontas para o destino final? – Rafaela sem muito ânimo responde o amigo.
- Esperamos que sim! Desculpa, não estou muito empolgada. – Percebe-se! – Bruna comenta olhando fixamente a TV. – Matheus rir, mas sua visão é passada ao lado de fora da janela, naquele mesmo instante tudo ao seu redor foi-se como ocorresse uma cena em câmera lenta, o guindaste havia se desprendido do prédio vizinho e vinha em direção certa ao andar de Marcelo, não somente isso, o alvo era a janela da qual José se encontrava, algo terrível estava para acontecer.
- José! Cuidado! – Matheus grita, o guindaste invade a janela e uma grande parte do prédio desaba, José desce junto com as grandes pedras, André tenta segurar uma das mãos do rapaz.
- Segure minha mão! – José com o rosto sangrando por ter recebido um grande corte de uma pedra tenta segurar o braço de André, mas sem muita força acaba se soltando e desabando em grande impacto ao 1° andar sem vida.
- Não! – Marcelo grita. O restante do prédio começa a rachar.
- Precisamos sair daqui agora! – Dhulli grita, Rafaela corre á porta de saída e abre com grande rapidez, todos se apressam, mas o desmoronamento é mais rápido e Eliabe e André são sucumbidos pelo grande entulho, Bruna tenta segurar um dos rapazes mas seu braço esquerdo é decepado.
- Não! – Rafaela segura à jovem á puxando para si. – Vamos! – Nayara grita segurando Bruna por dentre os braços e correndo ao elevador. Ricardo apressa-se ao local, este segura à porta do objeto enquanto Bruna, Rafaela, Thiago Andrade entram, mas uma dos cabos de aço do local se corta fazendo o elevador desabar em grande velocidade com os jovens.
- Deuuuuuus! — Marcelo grita em choro, Matheus entra em desespero ao observar o prédio prestes a está em ruínas, Thiago Silva abre a porta de emergência em direção as escadas, todos se apressam, em grande rapidez cada um tenta se salvar é quando o grande prédio ruge um enorme som.
- Quietos! – Ismael grita. – O prédio está caindo! – Marcelo grita e todos se erguem para o lado esquerdo. Do lado de fora o prédio havia caído literalmente sobre o próximo móvel em construção. O local das escadas de emergência desmorona e os jovens se jogam sobre as ferragens. Nayara se segura em um grande ferro que está indo em direção a cabeça de Ricardo.
- Nayara segure firme! – Grita Dhulli. – A jovem sangra por um corte de sua barriga, o ferro começa a se entortar e Nayara grita em pânico.
- Eu não quero morrer! – Ricardo tenta acalmar a jovem.
- Você não vai morrer! – O ferro se solta e atinge literalmente a cabeça de Ricardo o atravessando, Nayara desaba em gritos entre grandes pedras chegando ao 5° andar morta.
- Precisamos passar para o outro prédio! É a nossa única saída. – Opina Ismael que estava se apoiando junto a Thiago Silva em uma viga. Matheus e Marcelo que estavam presos em algumas ferragens tentam se soltar é quando Marcelo observa uma brecha de saída onde somente Matheus poderia ir.
- Não mesmo! Eu não vou deixar você aqui. – Matheus grita.
- Você precisa ir! – Marcelo grita em choro, os dois se olham em grande tristeza. Com esforço Matheus tenta passar pelo local, ele consegue e tenta erguer sua mão para ajudar Marcelo.
- Segure minha mão! Vamos! Você consegue. – Marcelo tenta se erguer, mas uma grande pedra desaba sobre seu corpo o esmagando, o sangue espirra sobre o rosto de Matheus. Com rapidez os últimos sobreviventes conseguem passar para o prédio seguinte, estes começam a correr, mas inesperadamente o mesmo onde estavam desaba em grande impacto, Ismael empurra Thiago Silva por uma vidraça para se esquivar de um enorme ferro que o corta ao meio. Dhulli se segura em Matheus e os dois rolam-se entre os andares, a jovem bate a cabeça em algumas pedras e acaba tendo seu rosto desfigurado, Matheus acaba chegando ao térreo. Ao acordar este observa seu primo se arrastando ao seu lado apenas com metade de seu corpo. Matheus se encontrava sem sua perna esquerda.
- Mas que droga! – Este grita tentando se arrastar para ajudar seu primo.
- Thiago! Fique quieto. – O jovem treme em grande velocidade.
- Ma...the..us, você...precisa...sair..da..qui. – O corpo de Thiago fica-se imóvel e Matheus chora sobre o corpo do ente querido, este então larga o jovem ao lado e tenta se locomover para fora da área dos destroços, chegando ao meio da pista um grande caminhão em velocidade se aproxima, Matheus tenta gritar em pedir ajuda.
- Não! Por favor. – O motorista do veiculo tenta freia o veiculo, mas não conseguindo este observa que o carro iria passar por cima de Matheus resolve pular para fora do veiculo, o grande caminhão capota e Matheus ao observar que iria ser esmagado apenas grita.
- Não!
- Matheus! — O grito pela webcam acabou acordando o jovem que estava a dormir sobre o computador.
- Meu Deus! – Matheus fala deixando naturalmente uma lágrima cair de seus olhos. Marcelo pela webcam analisa aquela situação sem muito entender.
- Está bem amigo? De repente você adormeceu. – Matheus sorrir e enxuga as lágrimas.
- Claro que sim! Nada demais, preciso descansar, amanhã nos encontramos na maratona. – Marcelo então sorrir concordando com o amigo.
- Tudo bem! Qualquer coisa me avise. – A transmissão foi cancelada. Matheus desliga o computador e joga-se sobre a cama, colocando o cobertor sobre si apenas podemos observar o rosto do rapaz sério tendo a luz do abajur sobre si, este então sorrir sarcasticamente e diz antes de adormecer.
- Finalmente uma sequência! – A luz do abajur é desligada e um som ao final de um grande caminhão atropelando alguém é feito.
DECLARAÇÃO FINAL DAS AUTORIDADES!
Após o ocorrido ter sido realmente feito naquele dia as autoridades começaram a vasculhar pelos destroços dos prédios por sobreviventes, infelizmente não se houve. Dias depois uma jovem da qual não estava presente no dia da aguardada Maratona enviou para os maiores a tal fanfic publicada na qual o jovem “Matheus Santana” descrevia toda a situação apenas como um curta de entretenimento aos presentes daquele evento. Nisso o jovem Matheus foi colocado como principal suspeita de todo o incidente, novas investigações ao local por possíveis bombas foram feitas, mas nada foi encontrado, nenhum objeto plausível que pudesse fazer um jovem causar tamanha tragédia. Nós ficamos como vocês nos perguntando se foi uma infeliz fatalidade Matheus ter feito uma fanfic e após isso tudo o incidente realmente ter acontecido. O caso “Premonição Edição Especial” está aberto em nosso sistema até os dias atuais.
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