Notas iniciais
Mais um capítulo saindo o/ Boa leitura!

— Como? Não... não é verdade... Não pode ser verdade! – A garota dá alguns passos para trás, chorando.

— Mas filha, você tem que entender...

— Não! Eu nunca queria ter sido filha de vocês! Nunca! – Ela sai correndo e...

Acorda. Fora um sonho. Estava deitada em uma cama que, apesar de dura, era bem aconchegante para os padrões que vivenciava recentemente. Estava com a mesma roupa de antes, verde, de duas alças, deixando uma parte acima dos seios a mostra, onde havia sua marca, como um floco de neve. Portava uma pulseira de metal no braço direito e usava um jeans branco. Como já descrito, era loira, um pouco bronzeada e de olhos verdes, apesar de estar um pouco destoada devido ao cansaço. Ao acordar espantada, olha para os lados em busca de informações, quando seus olhos encontram o garoto que a resgatou, de braços cruzados, sentado numa cadeira, olhando fixamente para a parede.

— Acordou, finalmente? – Ele diz sem tirar os olhos do seu foco. – Você dorme demais, hein.

— Er... S-sim, eu acho. Me chamo... – Ela diz um pouco embaraçada.

— Julie. Julie Walker. Vi na sua pulseira. – Ela olha para a própria pulseira de metal em seu pulso com o seu nome escrito, imaginando o óbvio da situação. – E, seja isso relevante ou não, meu nome é Raiko. Raiko Tamashiro.

— E aquele cara...

— Ox Masamuri. Legal, mas idiota. — Julie fica levemente irritada por ser continuamente cortada, mas releva por estar falando com o rapaz que a resgatou.

— De qualquer forma... obrigada por me salvarem. Ainda bem que apareceram. – Ela diz, encostando a ponta dos dedos indicadores uma na outra como se envergonhada.

— Acho que não. Tinhamos mais o que fazer. – Ele não tirava os olhos da parede. Julie fecha a expressão com raiva.

— Como assim, mais o que fazer? Você me salva e diz que “tinha mais o que fazer”? Como pode ser tão insensível? – Ela continua vermelha. Desta vez de raiva. Seus olhos antes claros agora parecem levemente mais escuros. Se levanta da cama. – Você devia levar um sopapo de tão metido!! – Ela estende a mão bem na frente do rosto dele como se fosse o bater.

— Você não está nem em condição de levantar, quanto mais de me dar um "sopapo”, como diz. – Ela admite para si mesma que não era bom ficar muito tempo em pé. Ela se acalma, recolhe a mão e senta na cama, ajeitando o travesseiro.

— Vocês.. s-são Portallers, sim?

— Assim como você. – Ela se espanta.

— Como sabe?

— Sei mais do que imagina. The Ice.

O clima fica um pouco tenso, mas a loira nota que a marca em seu peito é um pouco autoexplicativa.

— Filha de Thomas Walker, não é? — A garota se surpreende com o comentário, olhando cabisbaixa para os lençóis cobrindo suas pernas. Fica pensativa por um tempo. — Não vamos te entregar pra ele. Não somos tão babacas quanto parecemos.

— Obrigada. Não é tão difícil se esconder na cidade baixa, sabe? Ainda não sei como aqueles caras me encontraram ontem.

— De qualquer forma... — Ele levanta para se retirar do aposento e sem virar as costas, continua: – Tem comida e alguns livros na estante ao lado. Não acho que ficaremos muito tempo aqui, já que você já parece bem melhor. Podemos te deixar lá embaixo do prédio, se quiser, mas o Ox insistiu em te convidar à ir conosco. Eu não ligo, mas ele parece preocupado em te deixar sozinha. De qualquer forma, aproveite a estadia. – Fecha a porta. Ela olha para os livros e vê um preto, com um nome escrito na capa em belas letras cursivas: “Meu Diário”.



No lado de fora, havia um imenso corredor, com várias fotografias e retratos nas paredes, além de alguns vasos de plantas no chão e teto. A luz provinha de uma lâmpada, sendo que no corredor não havia janelas. Ox esperava Raiko sair, encostado na parede direita, próximo a uma samambaia.

— Ela tá melhor? – Questiona Ox.

— Você tem pernas, não tem? Vai lá ver. – Ox desencosta da parede e se movimenta em direção ao quarto. Ao ficar lado a lado com Raiko, diz num sussuro:

— Infantil.

— Idiota. – Raiko diz, seguindo seu rumo pelo corredor.



Ox entra no aposento e vê Julie tentando abrir o livro intitulado “Meu Diário”, que estava trancado a cadeado. Ele dá um grito e vai pra cima da garota, arrancando o livro de suas mãos e o protegendo com os braços.

— Tá doida, menina? Quem te deu permissão para...

— Pegar no seu diário? – Ela diz com um sorriso sarcástico.

— Meu? Não, não esse diário é... de um... Amigo, isso! É de um amigo!

— Então por que na parte de trás tem escrito “Em caso de perda devolver a Ox Masamuri”? – O sorriso aumenta.

— Err... bem... Droga, Maggie! Tá legal, é meu! Mas e daí, tem preconceito contra gente que tem diário por acaso? — Ele parece mais temeroso do que envergonhado, quando menciona o livro.

— Não, mas é esquisito, cara! Diários são tipo, sei lá, pra garotas?

— Isso é um comentário bem machista, ok? — Ele bota o diário na cômoda, evidentemente tentando faze-la esquecer dele.

Bem, mudando de assunto, – Ox senta ao lado dela na cama. — está melhor? Sabe do que aconteceu?

— Estou. Mas por favor, não me faça entrar em detalhes. — Ela responde, mais séria.

— Eu compreendo. — Ox agora fala num tom sereno e calmo. — Mas e aí, acha já pode levantar?

— Claro, eu acho. Mas ainda estou meio tonta. – Ela levanta, se apoiando na cama.

— Eles estavam drenando sua aura. – Diz Ox, circunspecto. Julie compartilha da feição de Ox. – Por isso ainda está tonta. Mas já passou um bom tempo descansando e os nano robôs já já terminam seu efeito, então logo logo se sentirá firme novamente. – Julie assente.

— Acho que sim. – Fala ela.

Nano robôs. Uma das maiores revoluções da ciência do último século e provavelmente dos próximos. De diferentes marcas e feitos por diferentes empresas, os nano robôs agem estimulando os portais do usuário, dando a eles energia ou fazendo os mesmos produzirem mais energia para reforçar o corpo do usuário. Eles praticamente estimulam o próprio portaller a se curar por conta própria, de forma extremamente rápida e efetiva. Eles podem ser encontrados de várias formas e postos em uso por diversos, seja por injeção ou consumo.

Existem muitos meios para conseguir os mesmos, inclusive alternativas mais baratas no submundo, normalmente encontrados na cidade baixa de Shinji. Obviamente, os nano robôs mais caros tem beneficios maiores, como terem efeitos mais rápidos ou usarem de sua propria energia pra excitar os portais do alvo, gerando uma recuperação mais concisa e eficaz.

— Então, creio que já podemos ir. Vamos? – Ox dá a mão pra ela.

— Vamos! – Ela segura a mão dele e o mesmo ajuda a garota a se levantar. Eles caminham até a porta, mas Raiko abre ela de repente, dando um susto em ambos e no mesmo instante questiona Ox:

— Ox, lembra do que íamos fazer antes da pirralha aparecer?

— Como assim, pirralha? – Os olhos da garota ficam num verde mais escuro.

— Calada. Então, Ox, lembra ou não lembra?

— Claro que lembro.

— Pois esse alguém que estávamos procurando acabou de me ligar.



*************

“Caramba que lugar é esse?”, pensava Julie confusa naquele lugar de chão de barro firme, enquanto uma algazarra total tomava o lugar. Era uma balbúrdia de pessoas se batendo, correndo, pulando, bebendo, tudo numa imensa anarquia. Raiko e Ox olhavam tudo aquilo como se fosse algo tão ordinário que ela se comparava mentalmente como uma louca numa terra de sãos. Antes de entrarem no recinto, ela viu o nome na placa de entrada “Bar Men”, com o logotipo de dois homens segurando uma barra de ferro. Mais tarde, ela descobriria que aquele bar era o maior centro fechado da cidade baixa de Shinji, escondido da polícia e o local perfeito para uma boa baderna.

— Ox, procedimento padrão? – Raiko nem se dirigia ao Minotauro para falar. Mas foi necessário gritar, aliás, pois a bagunça era tão forte que não se dava para conversar normalmente sem aumentar o tom da voz.

— Sim, Raiko. Eu vou pela esquerda e você pela direita. Mas e a Julie?

— Ela sabe gritar. Vamos! – Eles partem rapidamente pra cantos diferentes enquanto Julie não sabia o que fazer, totalmente perdida e desnorteada.

Ela anda pelo local em busca de algo normal, se espremendo por entre pessoas, muitas delas estranhando uma jovem de 15 anos como ela num bar como aquele, este sem crianças e totalmente dedicado ao público mais adulto. Passam-se alguns minutos, o suor já escorrendo pela testa da loira, quando ao chegar perto de uma parede aleatória, escuta um distante ronco de motor. Algo baixo e rouco. Ela aproxima o ouvido da parede para tentar escutar melhor, ainda tentando entender se era mesmo o que estava ouvindo. O som parecia se aproximar. E rápido. Muito rápido.

— Um... carro? – O som se torna extremamente alto e ela rapidamente se afasta, jogando o corpo pra trás quando um Land Hover Defender preto avança pela parede, despedaçando o muro de tijolos, prestes a colidir de frente com Julie.

Felizmente, Ox aparece de súbito se pondo entre ela e o automóvel, despertando parte de sua aura azul e segurando o carro, fazendo-o parar e quebrando toda a parte dianteira do carro no processo. O motorista sai do carro completamente bêbado, com um corte enorme na cabeça e olha para Ox como tal embriagado que estava. Ox o segura pela gola da camisa com um olhar de fúria e ameaça:

— Seu idiota! – Pressiona o corpo do homem contra a porta do Land Hover. — Irei lhe matar! Quase atropelava a garota, onde estava da cabeça?

— Solta ele. – Diz uma voz feminina familiar ao lutador. Ox olha pra traz e vê uma garota de aparentemente 17 anos, com cabelos ruivos longos e cacheados, olhos castanho-escuros, pálida, cintura fina, seios medianos e um pouco maior que Julie. Aparentava certa raiva. – Eu prezo pelo estabelecimento, e , apesar de não ser sua dona, não quero um luta dessas por aqui. Não sem consentimento dos proprietários e claro, uma boa bagatela envolvida, por que não? Por isso, trate de solta-lo, Ox. – A mulher termina a frase com um sorriso no canto da boca.

— Maggie? É você? – Ele solta o homem, que cai no chão e desmaia. – Estávamos te procurando!

— É, Raiko já disse. – Raiko aparece por trás de Ox, assustando o mesmo.

— Você é muito idiota. – Diz Raiko.

— Você é muito estranho! – Contesta Ox, gritando na face do Tamashiro.

— Idiota.

— Esquisito!

— Idiota.

— Infantil!

— Idiota.

— Mentecapto!

— Idiota.

Eles ficam nisso por um bom tempo e ,enquanto isso, Maggie vai ajudar Julie, ainda um pouco tensa, a se recompor.

— Você está bem? – Pergunta a ruiva.

— Sim, só alguns arranhões, nada demais. – Diz Julie, se levantando.

— Como se chama? – Questiona Maggie.

— Julie Walker. – Maggie se espanta com o sobrenome, mas apenas por poucos milissegundos, não o suficiente pra deixar a situação estranha.

— Amiga dos dois ali? – Ela aponta pra Raiko e Ox, que estavam numa briga de xingamentos completamente infantil, apesar da expressão neutra e imparcial de Raiko.

— Infelizmente, sim.

— Se conhecem a muito tempo? — Indaga.

— Felizmente, não. — Ambas riem do comentário.

— Você parece legal, Julie. Me chamo Margareth Aurora Bittencourt, Maggie para os íntimos. – Diz Maggie sorrindo. Ela percebe que acabou de ser um pouco formal demais e tenta se desculpar: — Nossa, isso soou um pouco pretensioso, pff, quem é Margareth Aurora Bittencourt né? Além de que--

— Prazer em te conhecer, Maggie. – Julie faz uma feição corada. A ruiva sorri.

— Sabe, acho que gostaria de conhecer uma pessoa. Vem comigo. E vocês dois! – Ela se dirige pra Raiko e Ox. – Parem logo com isso e venham conosco! – Elas se viram e vão para o local indicado por Maggie. Enquanto isso, Raiko e Ox continuam brigando.

Elas andam pela multidão, com várias batidas de canecos de cerveja e ainda mais gritos de euforia dos presentes, num infindável mar de gargalhadas e histeria. Ali havia facilmente bem mais de 300 pessoas. O ambiente certamente era muito maior por dentro do que aparentava do lado de fora. Julie se pergunta por quê ninguém foi fazer algo a respeito do carro que quase a matou, mas do jeito que as coisas estavam indo, achou melhor ignorar. Após andar por um minuto, elas chegam a uma passagem que leva a outro cômodo do estabelecimento.

— Ela está lá na Arena. – Diz Margareth antes de chegar na passagem.

— Arena? Ela? Ela quem?

— Ela! – Ao abrir a porta, Maggie aponta para uma garota dentro de uma arena em formato de domo invertido, como uma pista de skate. Possuía barras laterais no topo, para apoio de quem assiste e para impedir que os lutadores fujam do domo. O cômodo era tão gigantesco que não fazia sentido algum um local tão extenso dentro de um bar que teoricamente deveria ser centenas de vezes menor. Um verdadeiro submundo em plena luz do dia. A luz do recinto provinha de lâmpadas fosforescentes no teto, a quase 20 metros do chão.

A garota indicada possuía uma veste de capuz cinza meio rasgado, mas abaixado, sendo possível ver seu rosto, além de uma calça legging cinza claro, que ficava coberta pela sua roupa de capuz. Tinha cabelos castanho-escuros, longos e lisos que iam até sua cintura. Olhos negros e sua marca de Portaller quando vista mais de perto, no pulso da mão esquerda, se tratava do formato de uma engrenagem.

— Seu nome é Lana Irontell. Ela é filha da dona do "Bar Men", então fica por aqui e já conhece todo o pessoal. Tem 15 anos, mas é uma de nossas melhores lutadoras. — Explica a Bittencourt.

— Lutadoras? — Questiona a loira.

— Você não sabe? Aqui no Bar Men temos uma programação de lutas ao longo da semana. Muitas pessoas procuram gente forte pra treinar suas habilidades e coisa do gênero, pros campeonatos da vida. Tem até uma tabela ali atrás com os maiores placares.

Julie vira o pescoço para trás e passa os olhos pela grande tabela de nomes. Vai passando por vários indivíduos que nunca ouviu falar, achando alguns como Ox Masamuri, em décimo sexto lugar; Raiko Tamashiro, em décimo segundo lugar; Maggie Bittencourt em oitavo lugar e finalmente acha ocupando a posição de segundo lugar na tabela de campeões: Lana Irontell, abaixo apenas de Madonna Irontell. Provavelmente seria a mãe de Lana, pensou a loira.

Lana lutava com um homem de aparentemente 30 e poucos anos, correndo numa velocidade assombrosa. Segundo uma tabela num muro logo na entrada, Lana possuía o portal “The Iron”, enquanto o corredor, o portal “The Sprinter".

— Speed-Up: Delta! – Uma aura roxa escura envolve o homem, que passa a correr mais depressa, dando um soco em Lana.

— Iron Fist! – Após se recuperar do soco, o braço de Lana fica coberto por metal, e num soco certeiro, acerta o homem que tropeça pra trás. – Kobre, aqui! – Ao chamar o nome, um dragão de metal surge atrás da garota. Ela monta no dragão e se posiciona de uma forma diferente.

— Vamos, Kobre! Iron Change: Bow! – O dragão muda suas partes de lugar, se transformando num grande arco de ferro, onde Lana segurava a base do arco com os pés e a flecha com a mão. – Vamos acabar com isso! Iron Arrow! – Ela libera a flecha, zunindo no ar e acertando o homem, que cai no chão com um flecha de ferro na barriga. Algumas pessoas aparentemente especializadas e bem fardadas chegam para socorre-lo. Lana aterrissa no chão e o dragão some. Ela olha pra Maggie e acena com a mão.

— Vai lá. – Maggie fala pra Julie, dando um empurrãozinho na jovem menina.

— S-sim! – Julie vai até o centro do domo, onde a morena estava. Elas conversam um pouco, e Julie descobre que Lana tem um portal especial, que ao invés de liberar somente energia, é liberado uma espécie de “mascote”. Este mascote era Kobre, o dragão de ferro que pertence ao Portaller do “The Iron”. Ele era feito de engrenagens e ferragens cinzas, com olhos amarelos brilhantes e uma calda planatória, além de um bico em forma de ponta na boca. E por consequência, Lana descobre que o portal de Julie é o “The Ice” e seus poderes, são obviamente, relacionados à gelo.

— Sabe, eu ando querendo um adversário a altura e acho que tens potencial, Julie. Que tal uma batalha? Mostrando tudo de nós! Vai ser legal pra platéia uma oponente nova no domo.

— Mas você parece ser bem mais experiente que eu... eu nunca lutei numa competição antes. E acabei de sair de uma recuperação. Não me parece uma boa ideia.

— Você parece forte. Não se preocupe. Tenho certeza que você pode me dar uma batalha digna, floquinho. — Julie à principio achou que se tratava de uma provocação, mas o tom que o apelido foi dito não pareceu ter a intenção de ofender.

Raiko chega na Arena acompanhado de Ox, olhando pra Julie, da parte de cima, tendo uma boa vista da arena.

— “Vamos ver como a pirralha se sai”, ele pensa após ouvir o dialogo das garotas.

— Como assim? Ela mal se recupera e já está lutando? Tem certeza disso, Julie?! — Essa última pergunta foi um grito em direção a garota. A loira de olhos verdes apenas mostra o polegar levantado em sinal de positivo. — Raiko?? — Ox olha pro garoto de vestes negras, que dá de ombros. — Maggie??

— Ela diz que consegue lutar, caso tenha algum problema, a Donna cuida dela.

— Tia Donna voltou de viagem? Bom, se ela está por aqui, não vejo nenhum problema. — Ox volta a olhar pra o domo de batalha, observando Margareth indo se posicionar perto das garotas.

— Eu serei a juíza desta batalha! – Diz Maggie, se aproximando. – Espero que saibam as regras de batalha entre Portallers, de acordo?

— Sim. – Ambas dizem em uníssono. Diferente de Lana, que fala com tom de certeza, Julie responde com tom de dúvida, mas assente do mesmo jeito.

— Então, já sabem! – Maggie abaixa uma bandeira branca que carregava com si.

— Portal Gate... – diz Lana olhando pra Julie.

— Portal Gate...? – Diz Julie, um pouco confusa.

— Comecem! – Maggie levanta a bandeira e pula para fora da arena.

— ...Open!! – Ambas dizem ao mesmo tempo. E a luta começa.