PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)
51 Capitulo 51 - Carnaval dos Mestres de Kanto
Capitulo 51 — Carnaval dos Mestres de Kanto
Ser um Mestre Pokemon é o sonho da maioria das crianças e jovens. Os poucos que não sonham com isso tem objetivos um pouco mais específicos do que ser ser Mestre. Devo ser o único que não está nem ai para ser ou não Mestre Pokemon, na verdade, não tenho muitos sonhos mesmo.
A 5 dias estão todos vidrados na televisão acompanhando o chamado Carnaval dos Mestres Pokemons de Kanto. É um evento onde o campeão da liga local desafia a Elite dos Quatro, local. Parece bem estranho isso ocorrer em Dezembro se o carnaval é geralmente em Fevereiro.
Nessa última edição da Liga de Kanto, a Copa Kanto, o Campeão não era elegível. Isso é, quem ganhou não tinha o direito de desafiar a Elite dos Quatro. Por sinal, Acho que eu também não gostaria de ver o Caçador das Sombras enfrentando o Lance, ele ainda está uma fera pelo roubo.
Com isso o desafio foi feito pelos dois campeões, por assim dizer, que ainda não haviam desafiado a Elite local. Mestre Gary Carvalho e Mestre Ash Ketchum. Sagrados Mestres em uma edição da liga anterior, mas que por motivos alheios, não haviam lutado contra os mestres.
Devido a serem dois desafiantes, a coisa ficou bem esquisita. Cada qual tinha duas lutas ao dia, completando assim 4. Caso vencessem nos três dias seguintes poderiam participar do restante do Carnaval dos Mestres, onde os mestres seriam dividido em chaves e se enfrentariam para definir o Campeão da Elite dos Quatro de Kanto.
A primeira luta de Gary foi contra Bruno. Evidente que torci para Bruno. Mas, Gary venceu a luta ao final, usando principalmente seu Espeon, Hypno e Blastoise. Os pokemons lutadores de Bruno encontraram uma ótima defesa e poderes noturno e psíquicos chatos de ser enfrentado.
A segunda partida de Gary foi contra Lorelei. Demorou um pouco para que houvesse uma definição. Minha irmã parecia muito empolgada com a luta, mas eu achei entediante. Gary alternava entre Arcanine e Electrivire. Basicamente ele forçou a vantagem de todos os modos. Mas, admito que ele deve ter se cansado muito na batalha contra o Mestre Bruno. No final ele conseguiu a vitória em meio a tantas alternâncias.
A terceira batalha de Gary foi contra Koga. Aquela foi a batalha que me surpreendeu. Gary possuía um Nidoking e uma Needoquen. Usou-os muito bem. Impedindo que os pokemons venenosos do Mestre Koga envenenassem seu time, ele forçou ataques puramente físicos, alternando com os ataques de Terra. Mas, o desfecho se deu por um pokemon que eu odeio... Um Scyzor. Odeio a Marjori. Odeio os Carvalho.
A quarta luta de Gary eu o vi vencer por sorte. Lance e seus pokemons dragões eram terríveis. Gary tentou a combinação de Nidoqueen, Blastoise e Electrivire no primeiro momento. Buscando ganhar vantagem e preparar o terreno para os demais pokemons dele. Derrubar Salamence e Dragonite estava sendo um desafio e tanto. Gary precisou usar cinco pokemons para derrubar os dois. O que era uma vitoria certa para Lance, acabou sendo uma derrota de virada, quando Gary sacou um O Charizard ia com ataques de fogo, vento, dragão e ainda tinha um arsenal de ataques diferenciados como calda de ferro e ataques cortantes.
Eu não curti ver Gary vencer, mas tinha que admitir que ele era bom. Mas, a atração a parte foi ver Ash lutar. Uma coleção muito interessante de pokemons. Eu achei incrível que ele tivesse tantos e tão fortes.
Minha irmã me explicou que era isso que Trevor e Wins estavam fazendo. Preparando um segundo time. A cada novo continente, jornada ou competição que entram, alguns treinadores montam novos times afim de aumentarem a quantidade pokemons que possuem e também balancear as forças. Minha irmã fazia isso por ano. Já Trevor, fazia por jornada. Wins fazia por competição.
Aquilo para mim não soou tão estranho quanto parece. Não usar seus pokemons mais fortes parecia meio idiota, mas pensando que está é fortalecendo-os é algo que eu compreenda. E eu compreendo bem o problema de escolher que pokemon usar. Aiai
A primeira luta de Ash foi logo contra o Mestre Lance, que era dado como o mais forte. Ash usou seu Pickachu, Charizard, Glacie, Gigle, Muk e uma aparição inesperada de um Lapras.
A segunda luta foi contra Koga. Se pensar que Ash não possuía muitos pokemons que levassem vantagem contra os venenosos, diria que foi a luta mais difícil. Ele literalmente dependeu de Gible, Pickachu e Glyscor. Os outros pokes que escolheu serviram para a estratégia. Donphan, Corpish e Muk.
A terceira Luta Contra Lorelei. Parecia um jogo de água contra fogo, com poucas pitadas de gelo. Charizard, Infermape, Pickachu, Tortle, Cindaquil e a surpresa do time de ash, Pidgeot.
A quarta luta foi contra Bruno. Devo dizer, foi a luta mais interessante. Snorlax, Heracross, Septile, Infernape, Buizzell e um antigo pokemon chamado Primape que surpreendeu. Disseram que foi o time mais interessante que ash montara para a batalha, eu pessoalmente não entendi nada. Mas, eram pokemons que possuíam habilidades ou experiencia contra pokemons lutadores. Pessoalmente, estava bem balanceado. Um normal, um lutador inseto, uma planta, um lutador de fogo, um com espirito guerreiro de água e um lutador cheio de troféus.
Foi realmente um embate intenso.
Ao final do dia, Lance anunciou as chaves para o Carnaval dos Mestres, parabenizando aqueles dois jovens mestres pokemon.
Lance, Ash e Koga estariam formando uma chave. Bruno, Gary e Lorelei estariam formando uma segunda chave. Haveria um embate entre todos da chave, sendo que três pontos para o vitorioso, 1 em caso de empate e 0 para a derrota, seriam atribuídos ao treinadores. O primeiro colocado de cada chave passaria a final, onde seria definido o campeão da Elite. O menos pontuado deixaria de ser membro da Elite dos quatro de Kanto.
A regra final, normalmente, era pouco usada. A formação da Elite dos quatro das diversas regiões se davam sempre das mesmas maneiras.
Por nomeação. Quando um membro vai se aposentar pode sugerir outro para seu lugar, interinamente, até que um Carnaval dos Mestres aconteça e ele tenha que defender sua posição.
Por desafio. O Campeão da liga local tem o direito de desafiar a Elite dos quatro. Vencendo passa a participar do Carnaval onde poderá ficar com uma das vagas da Elite, caso não venha a ser o de pior performance.
Por fim, existe a Quest Liga. Uma liga que reúne as regiões próximas em um campeonato onde os primeiros colocados são sagrados mestres de suas respectivas regiões e ficam a aguardar o Carnaval dos Mestres para poder lutar por um lugar na elite, caso ela esteja completa.
A chave de Gary, Lorelei e Bruno foi muito interessante de acompanhar. As llutas com Gary mudaram completamente de figura. Enquanto Lorelei usava seu estilo Gelo e água e Bruno lutador com minerais, Gary apresentou o estilo pesquisa com pokemons dotados de inteligencia.
Eu também ri. Mas, Poken explicava que a maioria dos pokemons que Gary utilizava tinha um QI maior do que o habitual. Eram pokemons dotados de inteligência e que aprendiam rapidamente sobre o movimento do adversário. Bastava ser acertado uma vez que Gary e seu pokemon não seriam mais acertados por aquele ataque, ele conseguai defender-se ou esquivar-se com maestria.
Era a primeira vez que eu via o estilo de Gary sendo aplicado. Nem mesmo quando estive em seu ginásio eu pude compreender tal fato. O pior é que eu já havia escutado sobre isso. AJ dizia que você tem um número limitado de vezes para aprender a anular um determinado golpe, ou pode dar adeus a batalha. Certamente Gary levou isso a risca junto a seus pokemons. Mas, pelo menos aquilo significava que ele tinha um número reduzido de pokemons a usar, já que eles precisavam desse QI aumentado.
A batalha de Lorelei e Bruno havia terminado empatada. Bruno havia levado a melhor sobre Gary. A batalha no desafio havia lhe dado o necessário para a luta daquela vez. Enquanto Gary seguia sua estratégia inicial, Bruno sabia que a única chance era acertá-lo com ataques diversificados e poderosos. Em lutas, sequencias diferentes de investidas eram uma regra básica. Bastava sempre uma sequencia diferente para Gary ter que contar com outra coisa além de seu estilo.
Lorelei, no entanto, conseguiu apenas um empate com Gary. A luta foi equilibrada, e apesar de Lorelei ter apresentado pokemons de gelo com segundos tipos de elemento para auxiliar, a habilidade de Gary e seus pokemons de não ser acertado duas vezes pelo mesmo ataque o fez se manter na luta até que um empate fosse declarado.
Tendo 4 pontos, Bruno foi declarado campeão da chave. Enquanto Lorelei ficava com dois pontos e e Gary apenas com 1 ponto.
Na chave de Ash, Lance e Koga a coisa ficou difícil. Koga e Lance lutaram primeiro e a luta durou cerca de 8 horas. Ash tinha a impressão de que Lance havia pegado leve com ele diante a luta que assistia. Koga estava sendo letal com seus venenos desde a primeira rodada, além disso seu estilo ninja ainda colaborava bastante. No entanto, Lance com seus dragões eram a resistência em pessoa. Ainda havia de Lance uma habilidade incrível de prever as armadilhas de Koga para envenenar o pokemon.
A luta não possuía a regra de envenenamento, ou qualquer outro tipo de status, dar a desclassificação automática. Mas, receber um status como o envenenamento significa morte súbita para a partida. Afinal, após o pokemon desmaiar o veneno continuaria a circular, o que significava que o treinador, nesse caso o mestre, teria de escolher entre continuar a batalha ou abandoná-la para cuidar de seu pokemon.
“Koga... Agora sei que Kanto está em boas mãos.” Foram essas as palavras que Lance disse antes de anunciar sua desistência daquela luta e inclusive da de Ash. Ninguém entendeu nada, e muito menos eu.
Com aquilo Lance, o atual Campeão da Elite dos quatro de Kanto, antigo membro da Elite dos quatro de Jotho, estava com zero pontos e automaticamente não era mais membro da Elite dos Quatro de Kanto.
Minha irmã não soube dizer porque ele estava fazendo aquilo. Ninguém sabia dizer o porque ele estava fazendo aquilo. Ele disse que não estava se aposentando, mas que seu tempo em Kanto havia acabado.
A Batalha de Ash contra Koga não chamou tanta a atenção, principalmente porque todos comentavam sobre a saída de Lance da Elite. Poucos puderam acompanhar Trainen falando sobre os estilos de Batalha de Ash, onde o jovem Mestre além de confiar 110% nos seus pokemons incentivando e indo contra todas as estatistas e estudos, o que era completamente raro, ainda trazia consigo um outro estilo próprio, o de deixar que seus pokemons escolhessem seus adversários.
Isso lá é estilo? Eu sei lá. O fato é que Ash permitiu, durante todas as disputas, que seus pokemons definissem quem lutaria e contra quem lutariam. Altamente complexo e eu não entendo esse estilo não. Mas... fiz o mesmo com Chickorita deixando-a desafiar Trevor. Acho que deve ter algo haver com trazer o melhor do pokemon para fora. Mas, para Ash não funcionou... Ele levou uma surra. Perdeu faltando 3 pokemons de Koga.
E agora, estou com minha irmã... assistindo a batalha final entre Koga e Bruno. Os dois mestres pokemons disputando o título de Campeão da Elite dos quatro de Kanto. Gary era o quarto membro, Lorelei o terceiro. Ash o segundo e quem perdesse ficaria com a primeira cadeira e seguiriam as ordens do campeão.
Resta apenas um pokemon para cada um. O fiel venomoth de Koga contra recém capturado Steelix de Bruno. A vantagem que Bruno precisava aparecia, mas Lance apostava em Koga. Estou torcendo para Koga, afinal... ele conheceu meu pai.
O interessante dessa luta, de acordo com minha irmã é que havia rivalidade entre Bruno e Koga. Ambos possuíam um estilo de batalhar voltado para as artes marciais. Ninjitsu e pokemons lutadores. Diferente de muitos outros duelos de estilo, que normalmente iam no quesito vantagem, aqueles eram complementares e muito semelhantes. Aquele que vencesse provaria o poder de seu estilo sobre o companheiro do outro.
Mas, o campeão decidirá muitas coisas para Kanto. E nesse tempo de crise com a Estilo de Poder, onde o Mestre Koga não pode conter nem a Equipe Rocket, talvez o Mestre Bruno e seu estilo lutador e guerreiro, seja mlehor que o estilo ninja.
Notas finais
Na semana que vem teremos o capitulo final da primeira temporada, onde veremos surgir uma conversa entre Kevin e Julia e como ficou configurada a Elite dos 4 de Kanto.
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