PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)

35 Capitulo 35 – Embate de Rivais


Notas iniciais
Sabe qual é a pior coisa em se ter um rival? Você nunca entende que vencer é importante até que perde.

Capitulo 35 – Embate de Rivais

Era uma corrida contra o tempo. Corrida na qual os fracos não tem vez. Eu já havia tido bastante tempo para chorar a morte de Eevee e a suposta perda de Pidgeotto. Mas, no momento eu não podia me dar ao luxo de demonstrar o meu medo quando vi a cidade de Argon totalmente devastada após o duplo ataque de criminosos. Eu precisava de mais uma insignia e faria qualquer coisa para conquistá-la.

Eu me senti um tanto desconfortável em sair correndo para Felin atras de outra insignia deixando Argon ainda abalado. Não cheguei a passar 24 horas com ele, mas ele estava disposto a me dar uma chance. Pensar que não apoiei alguém que perdeu seis pokemons de uma única vez me deixa entristecido.

Julia tentou me fazer ver que ele estava bem, estava no laboratório do Professor Carvalho vendo quais de seus pokemons, que o professor cuidava, possuía condições de continuar a defesa da insignia do ginásio.

Só por isso eu consegui rumar para Felin. Eu sinceramente passei a admirar Argon, mas ao mesmo tempo duvidar que ele a qualquer momento não fosse pirar. Eu não sabia ler as pessoas como minha irmã, então para mim, todos que perdem seus pokemons agem como eu. Desabam.

Argon estava determinado a seguir caminho e fazer a Liga Pokemon acontecer. Eu tinha que fazer a minha liga acontecer também. Infelizmente Argon ficaria duas semanas parado para se organizar e não poderia batalhar comigo fora do horário para honrar os compromissos que já tinha feito, haviam muitas senhas distribuídas. Então, a insignia do subterrâneo jamais será minha para essa edição da Liga.

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Kevin estava a três cidades da cidade de Felin. E de mais uma chance de disputar a última insignia que precisava. No entanto, já começava a desgostar da cidade, antes mesmo de chegar. Sua irmã, Julia, também não apreciava a cidade.

Felin era uma das cidades mais ricas de Kanto. Ela não possuía nenhuma fonte real de renda que não fosse os impostos pagos por seus moradores. Moradores todos magnatas que possuíam empreendimentos diversos por várias partes de Kanto, e na maioria das vezes de outras áreas.

As ruas possuíam o trafego de grandes carros luxuosos e as mansões tomavam conta de quase toda a cidade. Grandes jardins ornavam os locais e Galerias gigantescas, que em qualquer outra cidade abrigaria lojas e outros comércios, abrigavam o que a cidade chamava de Extensão do lar.

Uma taxa era paga mensalmente a prefeitura e assim o comércio não existia. As lanchonetes e restaurantes locais eram uma extensão dos lares de seus habitantes. Bastava entrar e pedir o que queriam. Lojas de roupas eram como alfaiatarias particulares e todo um funcionamento de mensalidade existia. Logo, um visitante naquela cidade ou era convidado por algum magnata e assim poderia usufruir de qualquer coisa que desejasse ou passaria algumas dificuldades.

As duas únicas atividades na cidade que não possuíam um vinculo de taxas era o ginásio e o centro de criação de Persians.

Tradicionalmente todo o magnata, em qualquer parte do mundo, ostentava seu poder mantendo um Persian do seu lado. Isso pelo fato de ser um pokemon felino elegante e que possui o movimento Dia do Pagamento.

- Então Dia do Pagamento é uma habilidade e não movimento de ataque? — Questionou Kevin.

- Quase isso. Dia do pagamento é um movimento que pouquíssimos pokemons podem aprender. Normalmente os Persians e outros pokemons felinos aprendem por si próprios, mas também não são todos. — Julia parou olhando em volta e sorrindo a ver uma cidade ao longe, significava que depois daquela cidade seriam apenas mais duas horas de caminhada. — O movimento consiste em sorte. Estatística. Antigamente as pessoas acreditavam que esse movimento trazia ouro durante a partida. Como se o pokemon que estivesse usando-o jogasse moedas de ouro no pokemon adversário. —

Kevin escutava sua irma atentamente. Achou aquilo algo impossível, mas sabia que a explicação viria a seguir.

- Produzir ouro não deveria ser algo natural. Mas, as histórias antigas garantiam que durante as batalhas esse movimento trazia riqueza e fortuna. Mas, na época moderna, ninguém acredita nisso pois é muito raro ver algum pokemon que possa usá-lo. Cinco pesquisadores apresentaram teses sobre elas. A primeira, a do professor carvalho é que trata-se de uma ilusão. Um movimento psíquico que faz todos acreditarem estarem vendo e sentindo o ouro. A teoria ficou conhecida como Ouro dos Tolos. -

- Mas, se era uma ilusão, como ficava quando ela terminava? — Kevin não entendia.

- Não ficava. Mas, a alegria e a sensação de riqueza ficavam nas pessoas e elas sentiam-se confiantes para empreender algo promissor. — Julia parou franzindo a testa. — As outras duas teorias, são bem semelhantes a do Professor Carvalho. Para esses a ilusão é na verdade uma doença, onde qualquer objeto poderia ser tacado pelo pokemon e eles achariam ser ouro. Como as cidades apreciavam as batalhas todos ficavam doentes e todos achavam que aquilo era ouro realmente. -

Kevin riu. Era bem bobo, mas de um sentido completo. Talvez ele até pensasse que era melhor do que a do professor Carvalho. Mas Julia dizia que a teoria de Samuel era realmente uma das mais promissoras e estudadas. O que tirou a atenção de Kevin, foi o motivo de sua irmã estar olhando intrigada para a cidade da qual se aproximavam, existia muitas pessoas próximo de uma campina e eles podiam identificar um palco.

Um palco e muitas pessoas ao redor. Aquilo era estranho, mas a conversa parecia mais interessante no momento.

- Agora, a mais aceita é a da cidade Felin e seu centro de pesquisa. Assim como todos os movimentos de água, brasas e demais, o ouro vem a desaparecer posteriormente. No entanto, o uso do movimento gera um aumento da sorte do usuário e seu treinador. O pokemon que usa tal movimento vira um amuleto de sorte. -

- Essa é a mais aceita? — Kevin ficou bobo. — Sorte? — Piscando algumas vezes ele não acreditava em tal situação, uma teoria dizendo que sorte era possível. — Acho que não quero nem ouvir a quinta. -

- A... Se não quer saber o que papai achava... — Julia ri sabendo que a reação do irmão seria justamente pular em cima dela querendo saber. — Papai partiu da teoria da sorte da cidade Felin, o que valida a teoria deles em muito. Tanto que a cidade Felin o reconhece como um grande pesquisador e estão estudando a teoria dele até hoje para poder prová-la, já que a mesma justificaria a deles. -

Kevin chegou a parar alguns instantes escutando aquilo. Era difícil acreditar que o pai estudara algo como sorte. Mas, não sabia realmente como eram as pesquisas do pai, então não podia dizer muito.

- Como você sabe, nossos corpos são comandados por pulsos elétricos. Papai chegou a provar parte de sua teoria. O golpe Dia do Pagamento quando manifestado, libera uma corrente elétrica de baixa densidade, mas é uma corrente invisível e imperceptível a olho nu. Isso foi comprovado. Não se conseguiu explicação para o ouro, mas papai disse que pode ser uma ilusão ou realmente objetos que desaparecem com o tempo, como os demais ataques. Nesse ponto ele foi feliz, pois não desvalidou nem seu amigo Carvalho nem a cidade Felin. A corrente elétrica apoia a felicidade e a sorte. Pois, a corrente mexe com o sistema nervoso da pessoa e do pokemon, então pode lhe causar a sensação de felicidade e confiança, ou de alguma forma perturbar o sistema de forma que o máximo é retirado de suas habilidades, ou o deixa tão perturbado que não consegue fazer os movimentos direito. -

- O melhor ou o pior? Isso é a sorte, né? Como quase não conhecemos o pulso elétrico, não se sabe o que acontece realmente quando alguém é acertado. Quer dizer que um pulso elétrico poderia afetar o corpo impedindo que ele fizesse determinados movimentos com perfeição. Mas, como o pulso não pode ser percebido... Parece que a pessoa esta azarada e não conseguindo efetuar bem seus movimentos. Ou pode afetar de forma que melhore os movimentos, de forma que a pessoa parece estar sendo sortuda em acertar todos os movimentos. — Kevin sorriu ao entender.

Julia parou olhando irmão. Ele realmente tinha as habilidades da família, havia chegado a conclusão da teoria do pai. O professor carvalho tinha sua teoria validada, porque realmente correntes elétricas provocam sensações de felicidade e outros sentimentos. Agora Felin tinha por onde seguir também. Mas, apesar do professor carvalho ser mais renomado que a cidade Felin, dinheiro fazia diferença no mundo.

- O líder Lion usa esse movimento. Então tome cuidado. Quando ele usar este movimento, certamente o pokemon dele vai começar a fazer fortuna em seus movimentos. Não vamos ficar muito tempo naquele local, ok? Lutaremos e vamos sair de lá. -

A dupla de irmãos passava em meio a multidão que estava atenta ao palco. De repente todos começaram a gritar de forma histérica. Olhando para o palco Kevin e Julia percebiam que tratava-se de um show e não demorou para que identificassem quem estava no palco sendo a atração da vez.

- Sou grata a todos vocês por apoiarem a estrela, Marjori Star! — A menina estava com roupas coloridas brilhantes. — Nesse meu pequeno show chamado REVANCHE a estrela dos palcos tem um convidado muito especial, seu rival Kevin Maerd Junior. —

Os irmãos se olharam. Nenhum dos dois sequer sabiam do Show do que dirá que um deles fosse convidado especial para aquilo. O nome do show também não agradava a dupla que logo começava a movimentar-se pela multidão, mas não demorou para que os dois irmãos fossem agarrados pela multidão e levados ao palco, sendo carregados pelas cabeças das milhares de pessoas que ali estavam.

- Vejo que noss convidado veio acompanhado. — Marjori sorria de forma debochosa em cima do palco enquanto via os corpos agressivos de Julia e Kevin aproximar-se dela.

Jogados no palco os dois encararam a cantora com certo fervor nos olhos. Aquilo era no mínimo estranho.

- Que palhaçada é essa Marjori? — Questionou Kevin. — Você não deveria estar em Jotho? -

A menina riu e começou a cantar, ignorando os questionamentos de Kevin, e agitando a multidão. Julia olhava, havia certamente mais de mil pessoas. O palco era grande e havia sido colocado em um vale entre dois morros, desta forma, eles só perceberam o show quando estavam descendo o morro.

O som estava alto, havia uma banda ao fundo, e apesar de toda a irritação dos Maerds, Kevin e Julia precisavam admitir que a menina era uma boa artista.

- Jotho é o local mais perigoso do mundo. — A menina suspirou. — Tem mais Membros da Estilo de Poder por metro quadrado do que pokemons naquele lugar. Eu simplesmente fugi antes que eu perdesse alguma estrela da minha equipe. -

Julia desceu do palco de forma despercebida, mas seu irmão era impedido. Parecia que ele realmente era convidado.

- Vamos explicar de forma bem lenta para você. Meu caro Maerd. — Marjori sorriu. — lutamos duas vezes e as duas vezes eu perdi. Quero revanche. Então ativei minha rede de relacionamentos para saber qual era a sua situação. Você tem sete insignias e esta desesperado atras da sua ultima. E Felin era seu próximo destino. — Marjori sorriu. — Então eis o Show da Revanche de Marjori Star... -

A multidão de fãs da jovem começou a gritar de forma animada. Era uma verdadeira Ovação.

- Você e eu lutaremos pela sua próxima partida de ginásio. — Marjori foi interrompida pelo grito de Kevin.

- Está maluca? Comeu coco? O que você está pensndo? A luta já está agendada sua retardada egocêntrica... E não vou lutar com você! —

Marjori riu e estendeu uma placa branca com um número e logo todos os fãs, a plateia inteira estava levantando uma. Cada qual com um número. Cada qual com o nome de uma cidade junto ao número.

- O que é isso? — Questionou Kevin se lembrando daquelas placas. Ele tinha algumas no laboratório do professor carvalho. Tratavam-se das senhas para os ginásios.

Cada ginásio de Kanto, naquele momento, possuía uma fila de espera para que os treinadores pudessem enfrentar o líder de cada cidade. Aquela placa era a única coisa que garantia sua vez na fila.

- Vou explicar o meu Show Revanche, meu caro Kevin dos escandalos. — A menina sorriu. — Você lutará comigo em uma partida um contra um. Se vencer deixarei que você vá até Felin para sua luta agendada. Mas, você não conseguirá vencer o líder de lá. Ele é excepcionalmente forte e você não pode contra o Dia de Pagamento. — A menina sorria e a plateia aplaudia.

:: “O que eles estão aplaudindo?” :: Julia havia saído da multidão estava no morro que daria a cidade próxima. Ela assistia a tudo tentando encontrar uma forma de tirar o irmão da armadilha, que ela ainda não tinha noção do quão problemática era.

- Você armou esse circo todo para ter seus fãs confirmando que sou melhor que você? — Kevin riu. — Se eu vencer Lion ou não é uma história diferente dessa palhaçada aqui. — Kevin deu as costas para ela no meio do palco. — Eu não tenho intenção de lutar com você no momento, estou interessado em conquistar minha oitava insignia. -

- E não conseguirá isso sem me vencer. — Disse a menina triunfante. Seus cabelos rosas chamavam realmente a atenção em meio a luz do sol. — Se você perder ou se recusar a lutar contra mim, você não poderá chegar a disputar em nenhum ginásio de Kanto em tempo hábil. Cada um aqui tem cerca de duas ou três senhas em todos os 32 ginásios de Kanto. E vou te avisando que nossas senhas são dois ou três números abaixo do seu... Isso é. Se você esta com a senha vinte, acredite nós temos a senha 17, 18 e muito provavelmente a 19. Se você se recusar a lutar, ou perder aqui neste palco... Nós iremos invadir os ginásios com lutas demoradas e cansativas, de forma que o tempo se acabará e você jamais poderá conseguir sua insignia. -

- Como... Como é? — Kevin piscou algumas vezes não entendo aquilo. — Você está dizendo que vai me impedir de conquistar a oitava insignia? Mas... Se você quer tanto lutar comigo lute na liga sua derrotada! — Grita Kevin.

- Quem é mais derrotado? Eu que perdi duas vezes para você, ou você que nem está classificado para a liga? — Marjori ao dizer aquilo foi aplaudida de forma firme e forte.

- Você montou isso tudo, chamou seus fãs e convenceu-os a ajudá-la só para me manter fora da Copa Kanto? — Kevin ainda estava em choque com a noticia. Não conseguia raciocinar corretamente.

- Não para te deixar fora da copa. Para te derrotar. Mas, se você me derrotar, eu não farei nada. Como prêmio, você ainda poderá passar na frente de duas ou três pessoas na fila de um ginásio. — A menina sorriu. — Não seja covarde meu Caro Bebechorão. Você não sonha em ser mestre pokemon, não é verdade? Então qual o problema de ficar fora da Copa Kanto? -

A plateia começou a pressionar Kevin para aceitar o desafio. Eles queriam ver Marjori em ação. Eles queriam ver Kevin em ação.

- Já ouvi falar em devoção mas, assim é ridículo. — Uma voz intercalou Julia no alto do morro.

- Wins? — Julia assustou-se com a aparição do jovem.

Ela o conhecera no Torneio de Bill. Um jovem da Idade de Julia, com muito talento e nenhuma derrota durante dois anos inteiros. A última noticia que teve dele foi que ele havia conquistado 34 Insignias de Kanto.

- Seu irmão está em um beco sem saída. — Diz Wins. — Não importa se ele vencer ou perder, eles vão aos ginásios atrasar a luta dele ao máximo. Ela jamais perderá e ficará calma. -

Com a cabeça careca e um pouco de olheiras em sua face, o jovem treinador Wins parou ao lado de Julia.

- O que está fazendo aqui? — Perguntou Julia. — Bem... Não importa. Se o Júnior vencer rapido, poderemos chegar a Cidade de Felin para que ele lute contra Lion. As chances são pequenas, mas é uma luta agendada e não uma vez na fila. -

Wins encarou Julia por alguns instantes.

- De qualquer forma não aprecio aquela cidade. Só viemos aqui para isso, então não há como fugir. — Comentou Julia.

A cidade de Felin não recebia muito bem os treinadores pokemons. O ginásio os abrigava e protegia, mas o estilo de luxo da cidade destoava completamente do estilo econômico de um aventureiro. Não havia um ataque ou desfeita a ninguém, mas também não existia amabilidade. Para Julia o fator primordial de não gostar de Felin era a falta de policiais nas ruas. Todos eram seguranças particulares da cidade.

Não havia uma única oficial Jane em toda a cidade, bem como nem mesmo Centro Pokemon. Qualquer problema que ocorresse na cidade era resolvido pela equipe de segurança local. Se existia Equipe Rocket e Estilo de Poder atacando constantemente as cidades pelo mundo, aquela Equipe de segurança deveria estar preparada para fazer qualquer tipo de coisa para defender seus patrões, em especial o Centro de Criação de Persian. Mas, o centro nunca foi atacado.

Aquilo era um incomodo para Julia. Fora a regra de que não podia se aproximar da cidade sem autorização. Para tanto, precisava passar pelo portão principal da cidade. E aproximar-se era realmente aproximar-se. Tinha um raio de 10 km de proibição. Usar o Charizard para chegar voando, assim como qualquer meio voador, era proibido e precisava de permissão especial.

Por isso a dupla Maerd caminhava rumo a Felin. Chegavam a uma cidade vizinha que ficava a 7 km de Felin e subordinava-se a mesma. Dali seria um caminho rapido, certamente até um transporte poderiam conseguir.

Infelizmente, a dupla não chegaria nem a entrar na cidade, já que estavam a ser interceptados por uma figura conhecida. Por uma armadilha de Marjori Star.

- Confesso que vim atras de vocês dois, pois soube por Argon que estariam se dirigindo para Felin. — O jovem sorriu. — Eu queria uma luta contra você, fora dos holofotes para vermos quem realmente tem mais habilidade... Mas, agora não estou mais em condições de batalhar. — Comentou Wins.

- Me desafiar? — Julia olhou bem o jovem. Ele parecia bem cansado e abatido. — De onde você está vindo? -

- De Felin! — Suspirou Wins. — Não quis dizer a pouco que seu irmão não tem chances contra Leon. Mas, Leon não poderá enfrentá-lo pelos próximos dias. -

Julia o olhou assustada. Só havia um motivo para aquilo e estava estampado no cansaço do jovem.

- Estilo do Poder ou Equipe Rocket? — Questionou a menina de forma rápida.

- Equipe Rocket. — Disse Wins. — Fui direto para o ginásio e Leon ficou surpreso em me ver. Devo dizer que na verdade eu acreditaria que foi um alivio, pois ele estava de frente para três mulheres encapuzadas da Equipe Rocket. A batalha começou naquele instante e tomamos uma verdadeira surra. Mas, acabamos colocando-os para correr depois que os seguranças da Cidade apareceram. -

- Então... Leon está fora de combate. — Julia suspirou. — Vencendo ou perdendo aqui, ele não vai conseguir a oitava insignia dele. — Julia olhou Wins. — Mas... você está bem? Não levaram nenhum de seus pokemons? -

- Estou. Apesar de meus pokemons estarem esgotados, como disse antes, acabaram fugindo. — Wins olhou a multidão. — Eu me perguntei nesse trajeto que eu fazia para encontrá-los para avisar do perigo quem era o alvo. O Líder Leon, vocês dois, ou a cidade em si. Mas, como cheguei e eles estavam apenas se encarando, eu não soube dizer afinal o que a Equipe Rocket queria. -

No palco Kevin já estava a beira de um ataque. A pressão era tão grande que ele não teria como fugir.

- Vou varrer o palco com você! Pidgeyotto preciso de ajuda! -

- Formidável... Scyzor, para o Palco agora! — Gritou Marjori libertando o pokemon.

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Kevin estava de joelhos enquanto a plateia começava a correr e dispersar-se rapidamente. Marjori tentava parecer triunfante, mas era nítido que a jovem estava abalada.

:: “Esse garoto... Não é possível que ele possa fazer coisas como essa... Ele virou minha habilidade contra mim de forma tão natural... Eu venci e o plano corre como esperado, mas se alguém me falasse que ele treinou essa ave para... Como eu nunca pensei nisso...” :: Marjori fechou os punhos irritada.

- Como você sabe, agora os 32 ginásios serão populados pelo fã clube de Marjori Star. Pois você e sua ave foram derrotadas. — Marjori o encarou. — Mas... Como sou piedosa pode seguir caminho até Felin sem problemas. Porém, me diga antes... Porque treinou pidgeotto para responder a comandos de dança? -

Kevin estava ajoelhado sem forças para se levantar. A batalha havia sido dura e não acreditava ter perdido. Foi tão equilibrada que um empata teria sido o mais provável dos resultados.

- Não é dança... São apenas comandos Manuias que infelizmente parecem dança. — Diz Kevin. -

Lutar contra Thor durante seu treinamento era algo incrível. Não havia como vencer, mas aprender a explorar as fraquezas era algo que Kevin estava fazendo no treinamento. Explorar a cegueira de Thor era a melhor opção e com isso Kevin ensinou a ave rara a responder aos movimentos que ele fizesse. Primeiro um gesto para investida. Um segundo para agilidade. O ataque rápido era muito eficiente. Ataques de asas e toda a coleção de possíveis ataques do pokemon ave de Kevin haviam ganhado um sinal manual para que ele não falasse o ataque e assim Thor não soubesse o que estava enfrentando. Nunca funcionou, mas contra treinadores desaviados, comandar manualmente pidgeotto era adquirir total vantagem.

- Não tem como você aprender que movimento meu corresponde a qual ataque. Você pode perceber um ou dois, não todos. Pelo menos não em uma luta. Leva muito tempo para isso. — Kevin suspirou.

:: “ Por isso o Caçador das Sombras devolveu-o prometendo-o pegar depois da Copa. Pois ele não entendia que a cada movimento que fazia indicava um ataque diferente para ser feito pela minha ave. Eu imaginei que quando lutamos na compina ele havia de ter percebido que eu não comandava verbalmente e sim por movimentos, mas em meio a tudo aquilo, duvido que ele teria realmente percebido algo. “ :: Kevin sabia o motivo de ter podido contar com pidgeotto naquele momento, o motivo do Caçador resolver deixá-lo em paz por algum tempo.

- Eu te invejo por isso. Se eu combinar isso com minha habilidade musical, minhas batalhas serão realmente um show a parte! — Sorrindo a menina saia do palco.

Wins e Julia já estavam ali no palco e o abatimento de Kevin tratava-se mais pela presença dos dois do que pela derrota. Eles haviam informado que não adiantaria ir até Leon. No entanto, Marjori não escutara aquilo em meio a balburdia do momento.

- Não vou conseguir manter meus pokemons... — Kevin suspirava. — Uma insignia. Eu só precisava de uma insignia. — Dizia Kevin. — Terei de Entregar Pidgeotto, Mareep e Slowbro a Thor. -

- Você não presiava, você Precisa. — Sorriu a irmã. — Ainda há tempo. -

- Como? Ela vai bloquear os 32 ginásios. Não há como. — Gritou Kevin.

- Eu lhe daria uma de minhas 34 insignias se isso fosse ajudar, mas elas não são transferíveis. — Wins ao dizer aquilo começou a sair do palco. — Eu conquistei 34 insignias. Você pode conquistar suas oito. Os vejo na Copa. -

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Realmente, Marjori não mentiu quanto a me impedir de conquistar a ultima insignia. Fui em todos os gináios que eu tinha senha e esperei até o último dia, mas não adiantou. Eu fiquei esperando em vão.

Fico me perguntando o quanto provoquei essa garota para ela fazer uma coisas dessa comigo. Eu realmente não tenho mais chances de conquistar uma insignia. Falta 1 hora para terminar o prazo e estou sentado no laboratório do professor carvalho em Pallet, porque minhas senhas só me darão uma luta daqui a dois dias, pois os fãs de Marjori se superaram prolongando lutas por horas. Um chegou a lutar durante 24 horas.

De onde ela tirou tanta gente com tanta habilidade?

Notas finais
Capitulo 35
Nome: Kevin Maerd Junior
Cidade Natal: Tin na região de Kanto
Ocupação: Treinador
Nível: H
Idade: 13
Qtd. Pk: +6
Pokemon: Nidoqueen - Nível de Raridade 13
Pokemon: Pidgeotto Nivel de raridade 13 (Raro)
Pokemon: Tauros Nivel de Raridade 6
Pokemon: Chickorita Nível de Raridade 7
Pokemon: Slowbro Nível de Raridade 17
Pokemon: Mareep Nível de Raridade 7
Nome: Marjori Star
Cidade Natal: ??
Ocupação: Treinadora e Discípula de Gary
Nível: G
Idade: 12
Qtd. Pk: 5
Pokemon: Cindaquil - Nível de Raridade 7
Pokemon: Electrabuzz - Nível de Raridade 8
Pokemon: Yvessaur - Nível de Raridade 9
Pokemon: Graveler - Nível de Raridade 9
Pokemon: Scizor - Nível de Raridade 12