PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)
29 Capitulo 29 – Almas Envenenadas
Notas iniciais
Capitulo 29 – Almas Envenenadas
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Kevin estava sentado sobre a colina que dava visão a extensão da floresta que cercava o ginásio de Fiushia. Aquela floresta que o havia detido por dias. A floresta que havia lhe impedido de chegar ao ginásio antes e assim não ter participado de toda a confusão e perdido seu amigo.
A floresta que abrigava uma biodiversidade riquíssima, mas que não havia conseguido detê-lo por mais tempo. Aquela floresta que permitiu que ela vencesse seu complexo labirinto natural encontrando o caminho para o ginásio justamente na hora em que a Equipe Rocket surgia causando terror ao ginásio e levando junto a vida de seu amigo.
Kevin ficou perdido a pouco mais de um mês na floresta de Fiuschia. Não conseguia achar o caminho até o ginásio e por vezes acabou perdendo até mesmo o caminho para fora da floresta. Talvez houvesse um sentido em ele estar perdido por tanto tempo, sabia que Aya era uma líder de ginásio com especializada em pokemons venenosos, mas que tinha um estilo ninja de viver. Certamente vencer aquele labirinto natural era um dos desafios do ginásio.
Kevin conseguiu encontrar o caminho do ginásio com a ajuda de seu Eevee. Quando a poucos metros da saída da floresta para a campina onde ficava localizado o ginásio, deu de cara com uma Nidorina furiosa que o atacou primeiro e não perguntou nada depois. Kevin e Eevee a enfrentaram, evitando o contato com ela, o máximo que podia, felizmente Eevee era mais veloz e além do movimento cavar, um bom ataque de terra, ainda conseguia usar o bola das sombras. Nidorina ficou debilitada após a batalha, mas não inconsciente e Kevin sentiu um tremor de terra e passou a escutar gritos outros.
Parecia que a temperatura se elevava no local onde Kevin se encontrava. Ao sair da floresta, uma confusão visual estava sua frente. Ocultou-se rápido, seguindo os ensinamentos de Thor.
Diante uma situação difícil, oculte-se. Analise o perigo. Verifique se fugir prejudica-lhe de alguma forma. Lute ou Oculte-se e fuja. Caso lute, lute até poder ocultar-se e fugir. Parecia básico, parecia bobo, mas Kevin foi posto a prova durante o treinamento e viu que funcionava. Foi treinado para sobreviver e aquela situação era uma em que ele deveria sobreviver e proteger seus pokemons. Ele deveria, mas falhou.
Eram tão simples, observar, analisar e fugir. Em alguns casos entrava o ocultar e lutar, tornando-se um conjunto de cinco a sete passos. Ocultar-se do problema. Observar o problema. Analisar o problema. Lutar contra o problema. Ocultar-se do problema, novamente caso tenha sido forçado a lutar. Fugir do problema assim que puder ganhar uma vantagem sobre ele.
- Já está aqui a uma semana. — Koga aproximava-se com suas muletas de Kevin. A perna quebrada levaria ainda algumas semanas para estar curada, mas certamente o coração e a cabeça de Kevin precisariam de mais tempo. Mas o mestre sabia, o jovem não dispunha deste tempo. — O tempo corre e a liga se aproxima. -
- Eu não vou a lugar nenhum sem o Eevee! — Gritou Kevin virando-se com os olhos cheios de lagrimas para o Mestre Pokemon.
Kevin e Eevee observaram a guerra que acontecia entre os membros do ginásio de Fiushia e três membros da Equipe Rocket. Eles já tinham definido não interferir. Estavam para sair dali quando a Nidorina que enfrentaram corria, de forma vagarosa devido aos ferimentos, na direção de Koga que estava para entrar no ginásio em chamas.
Kevin e Eevee, ambos, Sentiram-se responsáveis pelo que pudesse acontecer a debilitada pokemon. Eevee correu para deter a pokemon venenosa de entrar atras de Koga em meio as chamas. Kevin para junto da batalha que Aya e um aluno do ginásio travavam, ao perceber que os dois estavam dominados e que a Equipe Rocket iria atacar o ginásio em chamas, a fim de destruí-lo.
Kevin usou seu Pidgeotto e o tornado vertical para deter o ataque da Equipe Rocket. O movimento surtiu efeito e todos ficaram estáticos ao perceberem um jovem presente que poderia deter o poder de dois poderosos ataques. A Equipe Rocket, que já havia dominado a situação aproveitou o momento e fugiu.
Mas, do auto eles puderam ver que Koga e Eevee ainda estavam dentro do ginásio em chamas quando ele desabou.
- Seu pokemon merece mais do que sua desistência meu jovem. — Koga falou calmamente sentando-se. Mesmo vendo Kevin gritando em meio a lagrimas, sentindo toda a raiva e tristeza que ele estava sentindo, ele não podia culpar o garoto de ficar daquela forma. — Eevee sacrificou-se para salvar a minha vida e a do Mário, o jovem aprendiz que estava dentro do ginásio em chamas. Sei que pediu para que ele salvasse a Nidorina, mas ele foi honrado em fazer mais. Ele tinha um espirito n... -
- Cale a boca! Você não conhecia meu pokemon. — Gritou Kevin com raiva.
Kevin tremia em seu lugar.
Dentro do ginásio em chamas havia um jovem aprendiz do ginásio que estava sem conseguir sair, preso debaixo de uma viga que havia caído. Koga entrou para salvá-lo. Nidorina seguindo-o entrou atras dele e assim Eevee também adentrou o ginásio. Koga recolheu nidorina e ao seguir Eevee para a saída encontrou Mario. Parou para ajudá-lo, mas no mesmo instante os demais andares do local ruíram sobre eles.
Eevee, de acordo com Koga. Disparou uma bola das sombras no chão, pouco a frente onde Mario estava caído e Koga estava agachado para erguer o jovem. O ataque abriu um rombo no assoalho de madeira. Logo depois, cerca de um ou dois segundo, o pokemon aplicou uma investida em ambos os lançando em direção ao buraco.
Os dois humanos caíram de forma dura no buraco, que tinha cerca de trinta centimetros de altura entre o chão de terra e o piso de madeira. Koga levantou-se rápido para pegar eevee, mas já era tarde. Tudo ruiu sobre eles e teve tempo apenas de rolar para o lado liberando um pokemon que usa-se a técnica de proteção.
- Estou com as costas queimadas dois dedos da mão direita quebrados e a perna. — Koga suspirou. — Mario esta com muito mais partes queimadas e quebradas, mas sobreviverá. — Koga olhou para Kevin. — Sei que não preferiria a vida de seu pokemon a nossa, mas também sei que não consegue lidar com o fato de que seu pokemon morreu. -
Kevin estava ali, no mesmo lugar, desde que todos haviam sido resgatados e não encontraram nem mesmo o corpo, apenas as cinzas que entendiam ser do pokemon. Sem vontade de fazer nada, hostilizava a todos que ali apareciam.
- Eu falhei com ele... — Disse Kevin.
Koga olhou-o sem dizer nada naquele momento.
- … Falhei com o Brock que criou este pokemon desde o ovo e me concedeu uma insignia por cuidar e entender bem meus pokemon. Falhei com o velhote do professor Carvalho que concedeu-me o pokemon. Eu falhei com Thor que me ensinou a fugir dos perigos e preservar a vida... Eu falhei... Eu falhei com todos os meus outros pokemons que acreditam que eu possa protegê-los dos perigos... Eu falhei... — Kevin não parava de chorar. — Como eu posso continuar a ser treinador se deixei meu pokemon morrer? Me diz que espécie de treinador eu sou ou serei se não consigo nem manter meus pokemons vivos... -
Koga respirou fundo ia dizer algo, mas foi surpreendido por Aya que se juntava a eles.
- O tipo de treinador que Fiuschia tem orgulho de ter conhecido. — Disse Aya.
Kevin nem chegou a olhar para a mulher. Durante toda a semana Koga, os aprendizes e Aya tentavam confortar Kevin, dizendo que ele deveria seguir o caminho em memória de Eevee e em respeito aos outros pokemons. Que Eevee arriscou a vida dele não por que Kevin havia pedido, mas porque ele havia aprendido com o jovem a valorizar a vida das pessoas e que valia a pena sacrificar-se pelos outros. Mas, isso não fazia diferença nenhuma para Kevin.
- É um fato... Você já perdeu sua mãe e seu pai. Sua vida é marcada por tragédias que talvez ninguém pudesse suportar. — Aya olhou o horizonte, não encarava o irmão ou tão pouco a Kevin. — Eu não continuaria... Por mais que me falassem qualquer coisa. — Aya sentou-se abraçando o irmão. — Mas, Fiuschia tem orgulho de ter tido você aqui. Você pelo menos tem consciência do que fez aqui? -
Kevin escutava sem dar atenção ou mesmo importância. Não escutava por educação, ou mesmo porque queria saber o que ela falaria para ele, procurando uma forma de sentir-se melhor. Escutava porque ela estava ao lado dele e ele não queria sair dali e não conseguia distrair-se com qualquer outra coisa, só sabia pensar nesse assunto.
Aya esperou que Kevin falasse algo, que ele não tinha ideia do que ele havia feito, mas nada vinha dele.
- Sei que não sabe... Mas, a Equipe Rocket retornou e veio aqui como sua primeira missão de retorno para roubar uma importante informação que eu e aqueles senhores de preto que estavam desmaiados quando chegou, estavam analisando. — Koga sabia que Kevin ainda não sabia disso. — O que eles farão com a informação? Sinceramente não sei e talvez pouco importe realmente. Mas, eles estavam aqui atacando e tentando destruir o que amo e nos é precioso. — Koga tocou a Kevin com o braço esquerdo e o virou para que pudesse olhar nos olhos chorosos do jovem. — Você, um desconhecido lutou para proteger uma pokemon desconhecida, um ginásio desconhecido, uma batalha desconhecida, pessoas desconhecidas. Isso é que faz você ser uma pessoa ao qual nós temos orgulho de conhecer. -
- Como líder do ginásio da cidade não tenho como te agradecer pelo que fez aqui. — Aya parou. — E Sei que fez, não por acaso, mas por ser uma pessoa de caráter. Sabrina entrou em contato comigo, após a noticia do que aconteceu aqui ter repercutido. Ela falou sobre uma batalha sua contra Marjori Star onde você e sua Nidoqueen usaram a habilidade de envenenar de forma majestosa e controlada e que poderiam ter matado o pokemon se quisessem, mas conseguiram espalhar o veneno por todo o corpo do pokemon, até mesmo nos órgãos, deixando a cargo da Marjori decidir sobre a vida do pokemon. — Aya parou por algum tempo. — Tem consciência do quão dificil é usar o veneno de um pokemon dentro de uma batalha de forma tão dosada e controlada sem dar fim a ele? —
Kevin esboçou uma reação. Sim, Kevin e nidoqueen tinham total controle de como envenenar sem que o pokemon fosse danificado permanentemente se medicado dentro de algumas horas. Alguns pokemons venenosos que Kevin conheceu poderiam envenenar para que seu adversário morresse em questão de segundos, aprender a dosar fora algo que Kevin teve que aprender sozinho junto a Nidoqueen e Thor não lhe incentivava em nada.
- Sabe que seu pai se orgulharia disso? Seu pai tinha um pokemon venenoso, um Nidoking como o que eu jamais vi ou pude criar. Ele tinha essa habilidade de controlar bem o tempo de contagio e circulação do veneno no corpo do pokemon. Mas, ele sabia fazer isso em treino e para pesquisas. Em uma batalha ele infelizmente não tinha tal habilidade e alguns de seus adversários acabaram perdendo o pokemon. — Koga sorriu. — E também se metia nas mais diversas encrencas para ajudar as pessoas, mesmo arriscando a própria vida. Tem consciência do quanto é especial o que fez aqui? -
A menção do pai o estremeceu naquele momento. Havia superado o pai, em algo que o diário dele sequer citava. Seu pai estaria orgulhoso? Seu pai já havia enfrentado a morte de pokemons alheios por suas mãos? Será que ele havia enfrentado a morte do próprio pokemon? Será que o peso de ter o sangue de um pokemon adversário nas mãos era o mesmo que o peso de ter a morte de um pokemon seu nas mãos?
- Onde... Conheceu meu pai? — Kevin pela primeira vez falava.
- Seu pai foi meu pesquisador por anos. — Diz Koga sorrindo percebendo que conseguiu, finalmente conseguir a atenção de Kevin. — Eu não o conhecia profundamente, já que eu nunca tive muitos pokemons ou grandes problemas. Além disso meu jeito ninja de ser me fazia querer contar com as pessoas o minimo possível. Seu pai me ensinou a trabalhar em equipe e me mostrou como pokemons venenosos são interessantes. -
Koga falou um pouco sobre o pesquisador Kevin Maerd para o jovem. Ele prestou atenção pensando em como poderia seu pai ter incentivado dois jovens a seguirem seus caminhos a ponto deles se tornarem líderes de ginásio. Assim foi com Erika e assim foi com Koga, mas Koga havia ido além, havia tornado-se Mestre Pokemon.
- Não mentirei para você rapaz. Não pretendo lhe tratar com Carinho ou tão pouco lhe ser amigo por seu pai. Você é você e seu pai é seu pai. Vejo muito dele em você, mas não confundo as coisas. — Koga sorriu. — Mas, por salvar minha vida, o ginásio de minha cidade e minha pokemon... Por isso eu serei sempre grato. — Koga curvava-se a ele, mesmo sentado. — Se não pode fazer por eevee ou seus demais pokemons, faça por mim e pela humanidade. -
Kevin franziu o cenho naquele momento.
- Minha pesquisa roubada tratava-se da localização de algumas bases da Estilo de Poder que eu pretendia invadir com a policia. Aqueles homens de preto eram da inteligência da policia. As informações estão todas em minha mente, já que papeis e outros foram levados pela Equipe Rocket e o restante queimado no ginásio. Ao me salvar, não salvou a mim e ao Mario. Salvou o que pode ser a oportunidade do mundo livrar-se da Estilo de Poder. -
Kevin tremeu em seu lugar, não pelo choro, mas pela surpresa. Não imaginava que tudo se tratava daquilo. Não imaginava que a Equipe Rocket estava de volta querendo caçar a Estilo de Poder. Parecia que tudo era muito mais complexo.
- Pode ter salvo o mundo meu jovem. — Disse Koga. — Então por tudo o que o Eevee passou, por tudo que os seus pokemon passaram, por minha vida e a de Mário, pela chance que deu a humanidade se livrar do Caos que ela se encontra, pela memória de um pai que superou sem ao menos imaginar, pelas habilidades que possui e precisam ser mostradas ao mundo, por todos que esperam que você continue para um dia enfrentá-lo ou presenciar uma batalha sua... E por você mesmo que se tornou treinador tendo ao menos algum objetivo a ser concluído... Não desista da sua jornada! — Koga discursava para Kevin com muita paixão em suas falas.
- Objetivos... — Objetivos! Aquela palavra mexia com Kevin. — Então era disso que Agatha falava.
Lembranças:
Agatha observou Kevin sentar-se e voltar a comer. Nitidamente agora lembrando das poucas coisas que conhecia da mãe, e nas partidas que havia perdido.
- Bom, eu já vou. Quando estiver enfrentando os seus próximos adversários, lembre-se de nossa batalha. Aposto que nela você encontrará o que o ajude nas próximas. — Disse Agatha preparando-se para partir.
Fim das Lembranças.
- Eu sempre consegui caminhar enquanto eu tinha um objetivo. Quando eu não o tenho tudo fica atrapalhado e sem sentido. — Kevin tentava conter as lagrimas. — Naquela batalha impossível, eu fiz o que era impossível... Porque me agarrei a um objetivo... As pessoas só precisam ter certeza de para onde irem... Consegui muitos objetivos junto ao Eevee. -
Kevin lembrava-se, com perfeição. A primeira noite que passou com Eevee em meio a floresta onde tinham o objetivo de apenas sobreviver a primeira noite. Na caverna do Monte Lua. Contra o Tenente Surge. Contra Chickorita na caverna Diglet's. Contra O membro da Estilo de Poder e seu Marowak.
As lembranças de todas as batalhas que Eevee havia ganhado e perdido rodavam a cabeça de Kevin. Os momentos no treinamento de Thor onde passaram por maus bocados e os momentos felizes em que se divertiam esquecendo tudo a volta.
- Eevee e eu tínhamos um objetivo. Não apenas a liga. Mas, temos que honrar uma promessa de vida ou morte. — Kevin fechou os punhos e os olhos. Apertava-os com tamanha força que assustava a Aya e Koga.
Para os dois que estavam ali, presenciando a confusão mental de Kevin, era claro que havia um por menor a mais que o fazia enlouquecer naquele momento.
- Eu... Eu preciso continuar... Por tudo que disseram e por muito mais... — Em meio a lagrimas Kevin parecia ter saído de um transe. — Mas... Não tenho coragem e nem vontade de voltar a lutar... Não consigo me imaginar batalhando de novo... Eu já falhei com um dos meus pokemons, como não vou falhar com os outros? Como vou protegê-los se não consigo mais ter vontade de lutar?-
Aya levantou-se ficando numa postura série e ereta. Kevin olhou-a naquela posição. Lembrava muito a posição de todos os lideres de ginásio pelo qual havia passado e conquistado a insignia.
- Não... — Gritou Kevin saltando irritado. — Você não vai me dar a insignia desta forma. Eu quero ela em uma disputa justa e não por piedade! — Gritou Kevin.
Aya ainda assim estendeu a Kevin uma pequena joia rosada que lembrava um coração.
- A Insignia da Alma! — Comentou Koga sentado com nostalgia por lembrar-se as várias vezes que a defendeu.
- Eu disse que não! — Gritou Kevin.
- No ginásio de Fiuschia você é estado para ver como você se vira contra pokemons venenosos. E isso você já provou saber bem. Você é testado no estilo ninja furtivo, onde bem ou mal você venceu o labirinto florestal que possuímos e se mostrou habilidoso em ocultar-se e executar movimentos sem que ninguém os perceba até o momento em que era necessário. Mas, acima de tudo esperamos que a pessoa mostre respeito pela vida, afinal veneno e técnicas ninjas são letais e aqui você mostrou isso. E se quiser uma batalha justa, você enfrentou a Nidorina de um mestre pokemon. — Aya parou naquele momento. — Haviam vários pokemons nossos guardando o entorno para caso outros membros da Equipe Rcoket aparecessem. Você deu de cara com Nidorina e a derrotou. Se ela lutou bem ou mal, sem comando, não importa... Era um pokemon de alguém respeitado em Fiuschia. Imagino que não ter ideia de como é difícil vencer um pokemon de um Mestre Pokemon, mesmo ele não sendo comandado. -
- Você não tem ideia de como eu sei... Aquele imprestável do Thor... — Kevin se lembrava como Thor colocava Kevin para lutar contra seus pokemons e nem se preocupava em comandá-los.
- Se você me enfrentar hoje, mesmo já dizendo que não sabe quando conseguirá voltar a batalhar, eu perderia porque também estou abalada. Se esperarmos um momento propicio, acredito que você sairá vencedor. O seu pdgeotto e o Tornado Vertical derrubaria qualquer pokemon meu. Você também tem uma habilidosa Nidoqueen, faria frente a minha certamente, pelos relatos de Sabrina. E eu estaria te avaliando, Nidoqueen é uma das minhas mais poderosas, não teria porque usá-la contra um desafiante por mais valioso que ele fosse. — Aya sorriu. — Não sei como ajudá-lo a voltar a batalhar. Você encontrará um motivo em seu tempo e nesse dia a batalha será a mais digna possível. Mas, até lá, vou te colocar de volta no caminho que estava trilhando antes de ser retirado dele para nos ajudar. Com essa insignia você só precisará de mais três. —
Kevin parou olhando aquilo. Não era assim que ele queria as insignias dele. Já era ruim ter a de Brock dada e a de Erika dada exatamente daquela forma que Aya concedia a nova insignia, por observações e qualidades constatadas e não por uma batalha vencida.
- Pega logo isso... Já está registrado no sistema que você saiu vitorioso. Levar ou não a insignia não vai fazer diferença. — Diz Aya.
- Como? Como registrou... — Kevin parou sem entender. Ele tinha certeza que eles não tinham computador algum depois do incêndio e ainda estavam longe de começar a reconstrução. Tudo ali era um acampamento na campina junto as cinzas do que restara do ginásio.
- Sabrina fez o favor de registrar para mim. — Diz Aya.
Kevin ficou parado olhando Aya. Por que Sabrina parecia se importar com ele daquela forma e ao mesmo tempo parecia se irritar tanto com o jovem? Não fazia muito sentido tudo aquilo, mas era certo de que para Kevin, naquele momento, nada fazia sentido.
Se ele conseguisse pensar direito lembraria que Sabrina é uma líder de ginásio, assim como Aya e que possivelmente haveria amizade entre as duas e que aquele favor e informações passadas nada tinham haver com Kevin realmente.
- Adeus... — Kevin abaixou-se guardando sua insignia junto de suas outras quatro e caminhou para a direção da estrada.
Koga ficou olhando-o afastar-se sem dizer nada. Aya por sua vez sentou-se observando ele se afastar e não conteve as lagrimas.
- Eu espero que ele realmente consiga se encontrar e voltar a tempo de participar da liga. — Comentou Aya. — Ele é um bom treinador e seria uma pena que ele ficasse de fora por conta de uma tragédia como essa. -
- Se ele faria falta na liga e se é um bom treinador eu não sei. — Comentou Koga. — Vê-lo em ação no torneio de Bill me deixou curioso de até aonde ele pode crescer. Mas, eu realmente espero que ele se encontre... Ele ainda é alvo de criminosos e do jeito que ele está, duvido que ele possa defender-se. -
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Eu caminhei, talvez por quatro horas. Parei não porque estava exausto, não por querer, mas não fazia sentido continuar aquilo sem Eevee. Fosse qual fosse as minhas promessas, eu estava sem coragem de encarar mais uma perda, encarar mais uma morte.
Já estava fora da cidade de Fiuschia. Do ginásio havia caminhos bem seguros e definidos para as vilas de Fiuschia ou caminhos para as próximas cidades.
Notas finais
Cidade Natal: Tin na região de Kanto
Ocupação: Treinador
Nível: H
Idade: 13
Qtd. Pk: 6
Pokemon: Nidoqueen - Nível de Raridade 13
Pokemon: Pidgeyotto - Nível de Raridade 13 (Raro)
Pokemon: Chickorita Nível de Raridade 7
Pokemon: Mareep Nível de Raridade 7
Pokemon: Slowbro Nível de Raridade 17
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