PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)
26 Capitulo 26 – O perigo que se Aproxima
Notas iniciais
Algumas semanas sem postagem, devido a minha boa internet, voltamos a nossa história.
Espero que gosem.
Capitulo 26 – O perigo que se Aproxima
“Discípulos do Mestre Pokemon de Kanto Gary Carvalho formam equipe intitulada de Poke-Escolhidos e classificam-se para Copa Kanto após jornada de um ano conquistando sete das oito insignias principais da região.”
“A Cidade de Safron é a cidade que menos recebe visita de treinadores em jornada. A líder do ginásio local, Sabrina, foi derrotada apenas por 10 treinadores até o momento. Nem mesmo os Poke-Escolhidos conseguiram fazer frente a líder.”
“Liderados por Davis Motto Poke-Escolhidos desafiam a líder do Ginásio de Saffron Sabrina por disputar uma nona insignia.”
“Treinadores se dizem enganados por Brock e fazem manifestação em Pewter. Os treinadores que enfrentaram Brock, líder interino do ginásio de Pewter, acreditavam terem conquistado uma insignia das oito principais. No entanto, a insignia só tem valor como principal se for concedida pelo líder oficial. Desta forma dezenas de treinadores tem uma insignia a menos do que o necessário.”
“A Associação de Batalhas explica que Pewter, Cerulean, Vermilion, Celadon, Safron, Fiushia, Cinnabar e Veridiana são as cidades que detém os melhores ginásios. Reforçando assim a regra que para se classificar para a Copa Kanto é necessário conquistar 8 insignias. No entanto, quem conseguir de 0 a 4 insignias principais, deverá paraticipar da pré-seleção as vesperas da Evento. Quem possuir 5 ou 6 das insignias principais enfrentará um desáfio dos líderes de ginásio, perdendo participará da pré-seleção, vencendo estará nas lutas principais da Liga Pokemon de Kanto no Planalto Indigo, ou como passou a ser chamada a pós a reformulação, Copa Kanto. Porém aqueles que possuirem 7 ou 8 das insignias principais estará no evento principal.”
“Estilo de Poder continua a roubar Pokemons causando terror em diversas partes.”
“Cidadãos de Veridiana afirmam terem visto o Caçador das Sombras comandando um Mew e um Unokw”.
“Estilo de Poder ameaça as Ilhas Laranjas prometendo uma tempestade caso o Campeão das ilhas não entregue seus pokemons.”
“Ilhas Laranjas sofrem com maremótodos e chuvas torrenciais. Estilo de Poder não se manifesta, mas tudo indica que estão cumprindo a promessa de devastar as Ilhas.”
“Estilo de Poder Declara: Já estamos na Copa Kanto!”
“Lance da Elite dos Quatro de Kanto diz a Estilo de Poder: Que venham!”
“Professora Yve diz que chuvas estão sendo provocadas por desaparecimento de Lugia.”
“Professora Yve faz conferência explicando a ligação de Lugia e outros aquáticos lendários com as correntes maritimos e chuvas.”
“Professora Yve é critica em conferência por outros pesquisadores que não concordam com sua opinião.”
“Professora Yve se revolta em conferência e declara que os dias como conhecemos estão contados”
“Lucro da Teckpokemon é 5 vezes maior do que o último ano,”
“Aumenta lista de pessoas desaparecidas pelo mundo.”
“Dono e fundador da tecpokemon é chamado para depor a respeito de desaparecimento de alguns alunos de sua escola.”
“Bill é detido para interrogatório sobre contato amistoso com ladrões mundiais.”
“Pesquisadores do antigo Grupo de Bill são atacados pela Estilo de Poder, mas conseguem proteger seus pokemons por repentino aparecimento dos membros da Elite dos Quatro de Kanto.”
“Ginásio de Celadon é atacado e Líder fica apenas com seu Gyarados.”
“Grande Festival de Kanto termina sem vencedor e com morte de Soleda TOP Coordenadora de Kanto.”
“Festivais são cancelados e banidos por Jotho, Kanto, Ilhas Laranjas, Hoeen e Sinoh.”
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Almoçar na companhia de um grande Pesquisador e uma Ex-Elite dos Quatro era a honra que qualquer treinador gostaria de ter. Ter a atenção deles torcendo pelo seu sucesso era admiração que qualquer treinador gostaria de ter. Tê-los como amigos da família era o supra sonho de qualquer treinador. Mas, para Julia Maerd, ter o Professor Carvalho e Agatha próximos a ela era natural.
Poder sentar junto com eles para, após o almoço analisar uma batalha pokemon de alto nível, e eles buscando suas opiniões, era algo que até mesmo um mestre se sentiria honrado em poder fazê-lo.
Infelizmente, a batalha não era merecedora de honra. Muito menos o resultado dela, e o que estava em jogo.
Imagens da Televisão:
Cabelos violetas longos, roubas verdes, lembrando um cacto. A pessoa rastejava no meio do que parecia ser um palco. Evitava gemer, ou demonstrar dor, mas a verdade é que já não conseguia mais erguer-se.
A gritaria em volta era grande. As pessoas estavam enlouquecidas, havia aqueles que nada faziam, estavam em estado de choque. Apenas um pequeno grupo destacava-se em meio a confusão. O homem de cabelos violetas caído, pessoas vestidas de negro que moviam-se rapidamente com ar de deboche e superioridade, uma mulher de longos cabelos castanhos e vestido que encarava um último que estava vestido com um macacão violeta com detalhes dourados.
O homem de macacão era enorme. Dois metros e com vários músculos. Negro como a noite, era careca e seu olhar sem vida. Alguns diriam que era um homem colossal, tão qual era o pokemon que ele comandava a frente. Um Onix gigantesco estava a frente do homem negro.
O homem de cabelos violetas se virou ao escutar o rugido do gigantesco pokemon. Ele estava no meio da arena de batalha. Num olhar desesperado olhou para a mulher de longos cabelos castanhos. Ela estava concentrada no homem e pokemons a sua frente, mas ainda assim deu-lhe um rápido olhar de cumplicidade.
O homem caído no chão movimentou os lábios, mas não era possível escutar. Seu braço saiu do chão lançando uma pokebola para suas costas. Ela viajou pelo ar, sem que ninguém interrompesse sua trajetória e logo acertou um controle remoto que estava caído.
O chão da arena tremeu. De repente ele se abria, dividindo-se ao meio e indo cada parte para um lado, levando consigo, para fora do que parecia ser um eminente embate de forças entre o homem negro e a mulher.
A arena que se abriu revelou uma gigantesca piscina. Onix rapidamente se moveu para traz assim como seu treinador. No entanto, nenhum dos dois pareceu esboçar surpresa. A piscina em sua frente seria o palco do confronto.
Uma pokebola sal das mãos da mulher, ganhando o ar e brilhando intensamente surgiu um pokemon azulado na piscina. Uma espécie de concha, ou carapaça, estava em suas costas. Parecia uma grande lesma gigante. Tratava-se de um Lapras.
O homem negro levou a mão a queixo alisando-o. Foram duas alisadas e logo voltou a sua posição ereta.
Lapras era um pokemon aquático e de gelo, e, alguns, conseguiam usar movimentos psíquicos.
Se o homem analisava a situação e ponderava a batalha, enquanto alisava seu queixo, ninguém sabia. Mas, o certo foi que ele não recuou. Sua boca se mexeu e um ataque de ônix foi usado.
Onix abriu a boca e a água a mulher foi molhada pela água que era espalhada. Um verdadeiro túnel de som foi criado e estava atingido lapras que fora arrastado até a borda da piscina e dali ficava preso e imóvel. a sua frente se abriu. Era um Super grito que era dado. Lapras foi atingido, devido a velocidade.
O ataque Super grito causava, além de dano físico, uma confusão mental que, além de fazê-lo ter dificuldades de raciocinar, impedia o pokemon de ouvir seu treinador por algum tempo. Lapras mergulhou, talvez por instinto, ou talvez por quase desmaiar.
O grito de Onix cessou. A mulher gritou algumas coisas, mas parecia inútil. Logo, Lapras surgiu em uma tentativa de ataque Surf. Uma gigantesca onda ia na direção de Onix, e Lapras estava no topo da onda.
Lapras de repente saltou. Para traz, virando cambalhotas e disparando um raio de gelo contra a onda e em seguida um jato de água forte, que parecia ser uma ataque hidrobomba.
A onda congelada for partida e misturou-se ao jato de hidrobomba, indo em direção ao Pokemon serpente de pedra.
Fora tudo muito rápido, os movimentos de Lapras, além de graciosos, mostravam muito poder e algo importante. Ele não havia ficado confuso com o ataque.
Onix abriu sua boca rapidamente, sua boca brilhou. Um hiper raio foi usado destruindo gelo e a hidrobomba que fora contra ele. O raio ainda seguia caminho até Lapras que mais uma vez mergulhou escapando do ataque.
A mulher estava claramente nervosa. Aquele movimento era uma combinação de três movimentos. Jamais havia visto a combinação ser vencida com tamanha naturalidade. O homem que estava a sua frente era habilidoso ao extremo. Precisava ser mais rápida para evitar que ele pudesse bloquear os ataques.
A mulher encarava-o e percebia, não havia reação dele. Não parecia preocupado, ou mesmo desanimado com a batalha. Sua expressão séria e calada refletia apenas mistério, e com isso aumentava a tensão.
Onix executou, rapidamente, uma tempestade de areia. No entanto parou na água, sem criar problemas para Lapras, que ainda estava submerso. No entanto, a agua ia se tornando cada vez mais turva e logo a piscina de água azulada estava totalmente amarelada devido a areia.
Lapras veio a superfície. Seus olhos estavam vermelho devido a areia. Seu corpo estava sujo e via-se a dificuldade dele locomover-se pela piscina novamente.
A mulher movimentou-se falando algo. Lapras de repente estava lançando um ataque de bolhas contra onix. Eram muitas bolhas saindo em direção a Onix que de repente teve seu corpo em volto de um campo de força verse. As bolhas passavam por ele ou acertavam a barreira. Era o ataque de proteção.
A mulher sorriu e de repente uma esfera de energia azul estava sendo formada diante lapras. A água do lugar começava a move-se para a esfera e até mesmo as bolhas que haviam passado por onix agora voltavam.
Onix foi circundado por areia, rapidamente, em sua tempestade de areia, protegendo-se das bolhas que voltavam.
Era uma nova combinação que a mulher tentava. Usou as bolhas de água que estava no ar para fortalecer seu ataque Pulsação de água. Lapras após preparado o ataque lançou na piscina, causando um efeito em toda a água ali presente que se voltou contra Ônix.
A tempestade de areia de ônix foi varrida pela água. Mas, Ônix havia desaparecido. Escondeu-se de baixo da terra antes de ser acertado.
A mulher olhava em volta e não tinha ideia do plano que o homem estava executando, até perceber que a piscina, antes cheia de água e areia, agora, depois do movimento feito pela mulher, tinha apenas areia e menos da metade da água que possuía. Lapras pouco conseguia mover-se naquela lama.
A mulher falou algo. E não era necessário escutar para saber o que ela falava. Era evidente que ela advertia que aquela lama anda afetaria onix, que era do tipo pedra. Mas, a mulher foi tomada por um súbito terror.
O homem sorriu, debochosa e maliciosamente. Ônix surgiu dentro da piscina, passando pela lama sem parecer se incomodar agarrando Lapras em um golpe prensa e ganhando o ar.
O homem acenou para a mulher e seus labios se moveram lentamente.
A televisão nesse momento focou os labios do homem negro. Qualquer pessoa, pessoa que conhecia a palavra, entenderia perfeitamente o que o negro dizia.
O Gigante Onix, enrolado no corpo de lapras, com cerca de duas voltas. Estava em queda livre, pressionando ao máximo o corpo de seu oponente. Mas, o terror era a trajetória de sua queda, que a mulher, não pode acreditar qual era.
Imóvel a mulher apenas fechou os olhos, por ser tarde demais para livrar-se do gigantesco corpo que caia sobre o seu esmagando-a.
- Eu sou Pedra Norturna! — O homem negro estava sério, com uma expressão sem vida. — Um dos cinco generais da Estilo de Poder. E isso... — Ele e apontou para seu Ônix, que desde a queda estava parado em cima do corpo desfalecido de Soleda. — … Foi o último aviso. Aquele que ousar confrontar a Estilo de Poder, sofrerá. Não mais terá uma morte rápida. Garanto o sofrimento e a tortura. —
Fim das Imagens da Televisão.
- Pedra Noturna. — Disse Agatha.
Agatha tinha os cabelos brancos e a estatura mediana. Usava um manto cinza como roupa, que quem olhasse se confundia com um vestido. Não havia envelhecido muito em um ano. Parecia preocupada e imensamente perturbada.
Eram tempos difíceis e a quantidade de treinadores em jornadas diminuía vertiginosamente, mas mais delicada era a situação dos coordenadores. Enquanto treinadores estavam acostumados a passar por dificuldades, os coordenadores, muitas vezes, pouco viajavam em meio a tantos perigos. Com a beleza e o poder evidente, os pokemons dos coordenadores estavam sendo os alvos favoritos da Estilo de Poder.
Muitos meios foram tentados para resolver o problema, mas enfrentar a Estilo de Poder era algo que poucos tinham a coragem de fazer e menos ainda conseguiam realmente viver para contar história.
Dois meses atras aconteceu a Edição do Grande Festival de Kanto. Muitos coordenadores estavam presentes, apesar dos pesares. Haviam dois Top Coordenadores, além da presença da Mestre Pokemon Lorelei e da Discípula de Gary Carvalho, Marjori Star, convidadas como membros do Juri.
No terceiro dia do Grande Festival, no entanto, a cidade fora invadida pela Estilo de Poder. Beleza e habilidades foram rapidamente substituídas pelo caos e terror. Desesperados, espectadores e coordenadores, rendiam-se de imediato, sendo poucos os que realmente tentavam algo.
A invasão havia sido bem orquestrada.
Primeiro ponto, todas as saídas da cidade, fosse por terra ou ar fora bloqueada. Parecia, até mesmo, ser impossível teleportar-se usando pokemons psíquicos. Ninguém entrava e ninguém saía.
Segundo ponto, todas as comunicações haviam sido tomadas. Os videofones e outros meios tiveram seus sinais cortados. Não era possível pedir ajuda, nem mesmo enviar seus pokemons para locais seguros, fosse pelas transportadoras, ou por suas pokeagendas. Para criar o elemento final do segundo ponto as emissoras de rádio e televisão haviam sido tomadas e não apenas interrompidas, era transmitida todo o ataque focando batalhas de pessoas que tentavam defender-se, mas que sempre acabavam derrotadas.
A transmissão apenas exibia o video. Ninguém entendia, inicialmente, oq ue era transmitido. Algumas emissoras conseguiam informar ao telespectador o que realmente estava acontecendo e, tentavam, narrar o acontecido em cena. Mas, acabaram ficando sem palavras, quando a batalha do negro e da mulher iniciou-se.
Havia uma Mestre Pokemon no local, ela se encaminhava para o complexo de palcos. Lutando e defendendo as pessoas pelas Ruas, a habilidade da mulher era inegável. Se Lanche e Ash, Mestres Pokemons, já haviam tido o desprazer de lutar e perder seus raros Pokemons para o Caçador das Sombras, Lorelei estava decidida a não deixar que a Estilo de Poder levasse nenhum de seus pokemons e nem os de outroas pessoas.
Mas, de todos que tentavam combater o caos que estava instaurado, dois se destacavam. Os Top Coordenadores Harley e Soleda. Eles lutavam no palco do Grande Festival, local onde estavam quando ataque começou. O mundo assistia o que era a batalha definitiva da dupla que tentava defender o Festival.
Mais do que defender as pessoas e seus próprios pokemons, havia ainda o zelo pelo evento. Eram como anfitriões, era a primeira vez que os dois apresentavam um grande festival e não apenas competiam dentro dele. Havia amor ao evento. Ninguém transformaria seus sonhos em pesadelos.
Harley foi nocauteado tento todos os pokemons que estavam com ele levados. Quase inconsciente presenciou, assim como todos pelo mundo que assistiam pela televisão o acontecimento, sua companheira de palco, Soleda, ficar frente a frente com um membro da Estilo de Poder que comandava um Onix.
A batalha entre Soleda e o homem negro da Estilo de Poder resultou na morte da Top Coordenadora. O mundo entrou em colapso em questão de horas, todas as regiões pequenas estavam cancelando seus Festivais e cancelando as licenças, de coordenadores. Em alguns casos, até mesmo as licenças de treinadores haviam sido canceladas.
As regiões maiores, Ilhas Laranjas, Kanto, Jotho, Hoeen e Sinoh mantiveram suas ligas para treinadores, mas um mês depois também cancelaram todos os eventos de Festivais, assim como as licenças dos coordenadores.
Havia sido, sem dúvidas, o primeiro grande desastre gerado pela Estilo de Poder. O fim da carreira dos Coordenadores Pokemons.
- Pedra Noturna. — Comentou Agatha repetindo o nome do Membro da Estilo de Poder que estava no comando da invasão.
- Assisti várias vezes o tape da batalha de Soleda contra Pedra Nortuna. Nunca vi ninguém comandar um pokemon como ele. Era a postura, estratégia, habilidades e pokemons de um Mestre. — Comentou o professor Carvalho. — Ele deve ter cerca de 30 a 40 anos. Não sei onde ele pode ter se escondido por tanto tempo. —
O professor Carvalho tinha certeza nunca ter visto aquele homem. E de todos os membros da Estilo de Poder que já havia tido noticias, este era o único que a face realmente podia ser identificada. Não havia registros de ninguém parecido.
- Pedra Norturna. — Falou, mais uma vez Agatha, mostrando estar muito pensativa.
- O resultado foi o assassinato de Soleda sendo transmitidos para o mundo. — O Professor Carvalho parecia querer interromper todas aquelas lembranças, percebendo que algo incomodava a amiga. — A Estilo de Poder mudou o nível, mostrando que não toleraria mais quem tentasse se opor a eles. E isso resultou no nosso encontro de hoje. — O professor Carvalho que olhou para Agatha. — Minha amiga, o que está acontecendo? — Questionou o professor a agtha.
- O fim dos torneios certamente foi algo terrível. — Agatha suspirou. — Mas, alguns legados precisam ser imediatamente protegidos contra a sede de Chronos. — Comentou Agatha.
Julia franziu a testa enquanto o Samuel começava a tossir assustado. O nome havia feito efeito em ambos.
- Eu lembro desse nome... Escutei minha mãe falá-lo várias vezes. — Julia estava pensativa tentando se lembrar do nome, mas logo percebeu a gravidade da noticia e a pouca importância que tinha esse nome. — Mas, o que tem haver esse vídeo com a sede de vingança de Pedra Noturna? —
O professor Carvalho conseguia acalmar-se.
- Diga-me... Esteve com ele? — O professor estreitou os olhos sabendo que seria a segunda opção. — Ou... Está usando os poderes sobrenaturais dos seus pokemons para utilizar o Visão do Futuro, ou outra técnica de mesmo efeito? — Questionou O professor. — Está tentando se matar? -
Julia ficava confusa naquela conversa, ela parecia querer mais explicações.
- Cale-se Sam! — Disse Agatha querendo ignorá-lo. — Faço o que bem entendo... Estou tentando proteger algo mais importante do que minha miserável vida... Apenas esbarrei com a visão de Chronos... -
A confirmação do que parecia ser a pior hipótese para o professor se confirmou. Ele ficou com a expressão de revolta.
- Está absolutamente louca! Isso mata você e a seu pokemon! — Grita Sam se levantando. Ele realmente estava alterado.
Havia começado uma briga de forças, por meio das palavras e insultos, entre o renomado professor e a antiga mestra. Julia tentava acompanhar e raciocinar, mas a racionalidade e a questão de Chronos e o video parecia ter ficado de lado, até mesmo a presença da menina.
- Um pokemon fantasma já está morto. Ele não vai morrer. — Grita Agatha. — Não me faça caçar seu diploma. -
- Não me faça rir sua... — O professor parou sua fala quando viu Julia voltando-se para a televisão e assistindo novamente o tape onde Pedra Noturna dava seu ultimato.
Agatha percebeu o ocorrido e se calou. Os dois velhos se olharam acenando com a cabeça, a opinião deles era a mesma quanto aquilo. Havia algo mais preocupante do que a divergência de opiniões dele sobre o que Agatha estava fazendo. E agora era nítido, o professor Carvalho já sabia o motivo de Agatha estar tão preocupada.
O professor sorriu. A menina realmente tinha um controle emocional invejável. Sabia que O pai dela naquela situação teria gritado mais alto que a dupla de velhos. A mãe por outro lado teria simplesmente deixado-os discutindo até cansarem. Talvez o irmão, se não agisse como o pai ou a mãe, mais provavelmente como o pai, teria saído da sala. Mas, Julia sabia como causar o efeito desejado na mente de cada pessoa com quem se encontrava.
- A quem imagine que você manipula nossas emoções e ações. Eu pessoalmente não sei, mas você é uma pessoa incrível por conseguir manter a calma e saber o que vai fazer para nos desarmar. Manipulação ou não, você será uma Mestre Pokemon sem igual. — Agatha acompanhava o crescimento daquela jovem treinadora que tinha cerca de seis anos como treinadora, mas infelizmente pouco mais de de 3 anos de real experiência. A maturidade dela realmente era sua melhor arma.
Julia ficou calada, sorriu ao elogio, mas nada comentou. De fato, durante a parte da manhã daquele dia havia conquistado sua oitava insignia enfrentando Giovanni. E o homem havia lhe elogiado e mencionado que ficara surpreso com a habilidade que Julia apresentou de manipulá-lo durante a luta.
Ela queria questionar aquele comentário,ma gora que era feito por alguém tão próximo como Agatha, mas não queria deixar mudar o foco. Isso teria que ficar para outro momento.
- Chronos foi o rival definitivo de sua mãe. — Comentou Agatha. — Um Órfão que recebeu um pokemon de presente para que ele pudesse não viver a vida toda no orfanato. Começou como treinador, mas ele tinha uma habilidade de calcular o tempo que era fora do normal. Logo ficou conhecido como Chronos, aquele que dominava, por assim dizer, o tempo. Acabou sendo enredado pelo mundo dos festivais, onde sua habilidade era muito melhor utilizada. Em seu primeiro contest, no entanto, ele empatou com Lucia. Aquele empate gerou neles uma rivalidade. Um nunca venceu o outro, sempre terminavam empatados. — Agatha havia fechado os olhos e parecia rever em sua mente cada confronto dos dois.
- Sua mãe venceu alguns festivais, três para ser exato, mas em nenhum deles Chronos estava. Assim como Chronos venceu festivais, exatos dois, mas em nenhum Lucia estava. — O professor iniciou. — Nas competições onde ambos estavam, eles sempre se enfrentavam e sempre acabava empatado. Nunca deixaram de se enfrentar em um torneio, com exceção de um. — O professor riu. — Sua mãe já estava na final e esperava por Chronos, mas Chronos perdeu na semifinal. — O Professor naquele momento ria.
Julia olhava sem entender o que era engraçado. Via que Agatha compartilhava da animação. Mas, de forma mais contida.
- Então minha mãe ganhou essa competição, mas o que ela tem de importante para a história... — Perguntou Julia.
- Chronos perdeu para um competidor que estava em seu primeiro torneio. Kevin Maerd. —
Disse o professor.
- Como é? — Julia parou repassando as memorias de seu pai. Tinha certeza, ele não foi coordenador. — Meu pai não foi coordenador. — Julia havia perdido a calma, estava completamente perdida e confusa. — E Minha mãe falou que jamais foi capaz de vencer papai em nada... Opa... — Julia arregalou os olhos.
- Exato! Aquele foi seu único torneio e venceu mesmo sendo o primeiro. — Comentou Agatha. — Chronos depois deste desapareceu. Tivemos noticias dele em outros festivais de outros continentes distantes, mas nunca voltou para cá. -
- Chronos apesar de muito habilidoso sentia-se como um Deus.. Melhor dizendo ele se intitulava o Titan Chronos e a plateia o aclamava assim. Era de uma índole duvidosa, não trapaceiro ou criminoso, mas rude por si só, não tinha uma honra. Apenas queria vencer, dinheiro e poder. Não tinha amigos ou mesmo tratava bem as pessoas. No entanto, ainda assim era aclamado por suas habilidades. — O professor fez uma pausa. — No dia que enfrentou seu pai... O pokemon dele saiu muito ferido, o que era raríssimo em um torneio. Dizem, que este pokemon não se recuperou e ele o sacrificou. -
Julia ouvia a história e imaginava Chronos como alguém que ela não gostaria de conhecer.
- Um dia, em uma viagem de pesquisa, seu pai estava acompanhado de sua mãe e eles se encontraram. — Agatha fechou os olhos. — Ele desafiou sua mãe, mas ela estava gravida de você, então recusou. Insistindo na batalha surpreendeu-se ao identificar Kevin Maerd, aquele que o venceu, não tinha seguido com a vida de coordenador. O desafio mudou de pessoa e seu pai, teimoso, acabou aceitando o desafio. — Agatha parou de falar.
Julia ficou observando com calma. Ainda estava com a mente processando toda a história. Não sabia muito do passado do pai e da mãe, mas era claro que muito no passado deles remetia ao futuro dela e de seu irmão.
- Seu pai venceu. — Falou o professor. — Mas, o pokemon usado por Chronus saiu novamente, gravemente ferido. Seu pai tentou ajudar a cuidar dele, mas Chronus não aceitou. Ao que seu pai soube, mais tarde, o pokemon havia morrido. — Disse o professor.
Julia arregalou os olhos. Estava chocada que o pai havia causado a morte de dois pokemons e da mesma pessoa. Se perguntou várias vezes qual dois oito pokemons do pai teria feito aquilo, mas não imaginava nenhum deles.
- Ele odeia sua família. — Comentou Agatha. — E agora que já começou a assassinar pessoas e a destruir e ajudou a destruir o grande festival... — Agatha não conseguiu continuar.
- Pedra Noturna é Chronos? — Assustou-se Julia.
Ninguém no mundo havia reconhecido o homem após tantos anos desaparecido, mas Agatha o reconheceu. Agatha fora quem dera o primeiro pokemon do rapaz quando ele possuía apenas dez anos. Reconheceria aquele Onix em qualquer lugar, e que o mesmo tivesse sido roubado, Agatha reconhecia o menino a quem reconheceu a muitos anos atras a habilidade de ignorar, por assim dizer, o tempo.
- De uma tarefa e um tempo estipulado a Chronos e ele o fará. Ele pode calcular o tempo de reação do treinador e pokemon. Identifica de olhar o tempo levado para que um Venossaur carregue seu Raio de sol, assim como o tempo exato que um Snorlax levará para estar pronto para novo ataque após um Giga Impacto, o que seria um ataque raríssimo de ser feito. Ele chegava a conseguir contra atacar ataque velocidade extrema, o que deveria ser quase impossível. — Agatha abaixou a cabeça. — Reconheço essas habilidades nele, mas o mais importante. Meu Gengar vê as auras das pessoas e não tem dúvidas, Chronos se tornou general da Estilo de Poder assumindo a alcunha de Pedra Noturna. —
Julia de olhos arregalados respirou fundo tentando se refazer. Um rival de sua mãe agora era um assassino que, de certo modo, comandava a Estilo de Poder. Fosse general a maior posição, ou ainda tendo alguns em cima dele, as habilidades eram, realmente, as de um Deus.
Julia se lembrava da transmissão. Soleda era magnifica no confronto, mas Onix era comando com maestria anulando, sempre com a maior eficiência possível, qualquer ataque ou combinação de ataques efetuada. Julia sentiu que uma vez de frente para O Titan Chronos, o mais forte em calculo de tempo, nunca teria chances de vencer.
- Julia? — O professor sentiu a menina tremer em seu lugar. — Querida... — Chamou o professor vendo a menina amedrontada.
- Só agora eu percebi... — Disse Julia respirando pesadamente. — … A Estilo de Poder vai querer, cedo ou tarde, meus pokemons e os de meu irmão. E quando chegar a hora deles enviarem um general... Como será que Pedra Noturna vai encarar o fato de estar de frente para os filhos de sua maior rival e do homem que matou dois de seus pokemons? -
- A morte dos pokemons dele não foi culpa de seu pai. Foi um acidente causado pelo orgulho de Chronos. Se seu pai quisesse matar aqueles pokemons eles não sairiam da batalha gravemente ferido. — Disse Agatha.
Julia ainda estava assustada com aquilo olhou sem entender aquela informação, mas o choque de tudo não deixava que ela absorvesse mais nada.
- Samuel, precisa trazer para si alguém que o proteja. — Agatha ainda falava. — Chronos... Quero dizer, Pedra Noturna sabe que Kevin Maerd só confiaria seus pokemons e os de sua esposa a um único pesquisador após sua morte. -
O professor assentiu com a cabeça. O ataque anterior a seu laboratório havia sido complexo, mas haviam sobrevivido. No entanto, não havia sido atacado por ninguém como Pedra Noturna.
A Estilo de Poder era uma ameaça real a todos. Ninguém sabia quem comandava, mas a dois meses, o mundo sabia como chamar uma de suas cabeças. Mas, para a família Maerd e todos aqueles que ousassem enfrentar novamente a Estilo de Poder, o nome era o de um Titan que ignorava o conceito de tempo. Pedra Noturna era o algoz daqueles que enfrentassem a Estilo de Poder e certamente seria algoz dos Maerds e do Professor Carvalho.
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O professor voltou aos seus afazeres, enquanto a visitante do laboratório sentou-se na grama olhando ao longe. O último ano havia sido terrível para Agatha. A aposentadoria deveria ter sido uma benção, mas todo o mês acontecia algo que fazia-a desejar encontrar o que ela procurava no futuro o quanto antes.
- O que procura no futuro? — Perguntou Julia aproximando-se de Agatha.
A mulher permaneceu sentada olhando a paisagem.
- Fique fora disso. Sua mãe voltaria do mundo dos mortos para me matar se eu te envolvesse nisso. — Disse Agtha sem mover a cabeça para o lado.
- Se minha mãe sairia de seu tumulo, meu pai faria o que? — Riu Julia arrancando um sorriso de Agatha.
Lucia K Maerd era uma pessoa calma. Certamente se ela fosse ficar tão revoltada de Agatha contar o que parecia ser um segredo, seu pai que era teimoso provavelmente teria de fazer algo ainda mais louco e ousado.
Agatha sorrindo fez sinal para que a jovem sentasse junto a ela na grama. Julia o fez e as duas ficaram olhando a extensão do laboratório do professor.
- Visão Futura. É um ataque de pokemons psíquicos e as vezes usado por pokemons fantasmas. Um ataque lançado para ser acertado alguns minutos a frente, ou lhe da a visão ao pokemon de como serão os movimentos do adversário. — Agatha começou a explicar o movimento a Julia. — Existe movimentos semelhantes que causam o mesmo efeito de ver o futuro, estes são muito menos conhecidos. -
Julia havia se lembrado do movimento. Sim ela o havia visto algumas vezes, mas não sabia da extensão dele ou o havia compreendido como Agatha o explicara a segundos. Aquilo era uma técnica que ninguém podia, realmente desviar, se não fosse um treinador de alto nível.
- São técnicas validas nas batalhas oficiais. Mas, pouco usadas já que são difíceis de se dominar e precisam de muita concentração. Ainda mais que seja a visão do futuro ou um ataque para o futuro estende-se ao limite de pouco mais de 10 minutos a frente. — Comentou Agatha.
Julia não precisava perguntar como Agatha, então estava vendo algo tão a frente. Bastava esperar a senhora sentir-se livre para contar.
- Algumas pessoas, dotadas de poderes sobrenaturais, seja mistico ou psíquico, conseguem usar em parceira com seu pokemon essas técnicas levando esse limite para o quanto de energia possuir. — Informou Agatha. — Quem usa arrisca sua vida, pois o consumo de energia é grande, pois doa sua energia ao pokemon para que ele faça a técnica e ainda compartilhe a visão. No entanto, como as visões não são claras, pode causar paranoia e insanidade tanto em no pokemon quanto no treinador. -
- Por isso o professor ficou tão irritado. — Comentou Julia. — Se pude entender acredito que quanto mais avançado o futuro que tenta ver, mais energia e mais nebulosa é a visão. Certo? —
Agatha olhou para Julia com admiração, a garota já havia compreendido a tecnica e visto seus limites sem mesmo que ela conseguisse acabar de explicar. Agatha tinha certeza, Julia se tornaria uma Mestre pokemon até a próxima edição da Quest Liga. Gostaria realmente que aquela fosse sua filha, mas o destino quis que ela não viesse a se casar.
As duas ficaram ali paradas sem falar nada após aquilo. Cabia ainda a resposta que Agatha claramente não queria dar. Mas, Julia, assim como Kevin, eram curiosos.
- Você estava procurando por Chronos? — Perguntou Julia.
Agatha ficou calada por algum tempo.
- Chronos realmente foi uma aposta minha. Eu o observa crescer, assim como observava você, como observo seu irmão, como observei o seu pai e observava sua mãe. — Agatha parecia perdida em suas lembranças. — Confesso queria saber qual fim tomou Chronos, mas não. Não usava a visão futura para achá-lo. Seria melhor usá-la para ver os números da próxima loteria. -
As duas riram. Isso seria uma utilidade útil. Julia ficou olhando a amiga da família com certo apreço.
- Está se sentindo culpada pela morte de Soleda. — Comentou Julia sem duvidar. — E Sente-se culpada pelo que acontece no mundo, pois se não tivesse incentivado Chronos quando criança, ele não estaria a frente da Estilo de Poder. -
Agatha meneou com a cabeça afirmando.
- Eu tenho uma missão Julia. — Respirou a mulher levantando-se. — Existe algo que preciso saber quando vai acontecer... — Disse Agatha claramente escolhendo as palavras. — Não sei quando vai acontecer, apenas que irá. Não sei se estarei viva até lá, mas antes de morrer tenho que descobrir quando será. -
Agatha respirou. Não queria revelar o porque de ver o futuro, mas também pouco queria falar sobre o que vira.
- Eu estava preocupada desde a morte de Soleda. Mas, quando esbarrei em na visão... — Agatha fechou os olhos e depois encarou a menina. — Seu irmão vai enfrentá-lo, e ele vai derrotar seu irmão. Você vai enfrentá-lo e ele vai derrotar você também. Mas, eu problema é que ele vai se lembrar de seu pai quando ver vocês e então será o fim. -
Encarando Julia nos olhos, a velha podia ver a jovem estremecer. Não havia o que fazer agora, ela sabia, a batalha seria inevitável. Só não sabia quando e como. Apenas poderia se preparar ao máximo.
De pé, Agatha deu uma espreguiçada em meio a reclamações da idade.
- Querida, assistirei com apreço suas batalhas na Copa Kanto e torcerei por você e seu irmão. Sei que se sairão bem. — A velha parecia pronta para partir. — Tome muito cuidado com a Estilo de Poder e quando cruzar o caminho de Chron... Digo Pedra Noturna, peço que não o enfrente. Diga isso ao seu irmão também. Sei que uma vez que está na visão, vocês o enfrentarão mais cedo ou mais tarde, mas rezemos para que seja muito mais tarde. -
Julia levantou-se sorrindo e confirmando. Ela não estava pensando em enfrentar Pedra Noturna de forma alguma. E já estava a criar uma forma de fuga, por sinal possuía em sua equipe um pokemon psíquico que certamente seria útil nesse quesito.
- Não preciso nem lhe dar uma dica... Mas, Ensine a Jynx o teleporte e treine teleportar-se por distancias longas com ela. — Agatha sorriu. Tinha certeza que a menina a sua frente já tinha, ao menos a ideia de fazê-lo. Mas, queria ter a certeza de que ela o faria.
- E o que você vai fazer? Está me aparecendo uma despedida. Está querendo ir atrás de Pedra Noturna? — Perguntou Júlia claramente preocupada.
Agatha riu. Ela gargalhava com certa diversão no olhar. Júlia percebia, parecia que aquela não era a preocupação real dela. Pedra Noturna era incomodo e realmente a desapontava, afinal apostou em uma pessoa que resolveu usar suas habilidades para matar as pessoas.
- Para que vou procurar aquele traste que jogou a vida fora e quer brincar com a vida dos outros? Deixe-o vir até mim, que sei que um dia ele virá. Nesse dia a Estilo de Poder conhecerá a derrota. — Sorridente e confiante Agatha parecia ter certeza, venceria Pedra Noturna se ele tentasse a sorte com ela. — Vou fazer uma rápida viagem em busca de um treinador que comanda pokemons fantasmas. Tive noticias de que ele está a superar as habilidades dos líderes de ginásio de pokemon fantasmas de Kanto e Jotho. Me parece uma pessoa que adoraria receber a visita de uma velha como eu. -
Julia a abraçou despedindo-se.
- Tudo bem Agatha, mas prometa que não vai morrer usando a Visão Futura. — Ao dizer aquilo a jovem riu e apesar da gravidade de sua fala, as duas começaram a rir de imediato. — E quando descobrir a data do fim do mundo, por favor me avisa. — Julia continuou a rir, mas Agatha parou séria como se algo que Julia houvesse dito fosse a chave de tudo.
Os olhares das duas encaravam-se com intensidade. Uma tensão se formou.
- Você esta tentando descobrir a data do fim mundo? — Gritou Julia sendo contida por Agatha.
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O sol entrava pela janela com certa timidez naquela manhã. Já passavam das nove horas, mas após o dia movimentado que antecedia a manhã, era normal que as coisas estivessem devagar no Laboratório do Professor Carvalho.
Julia acordava em seu quarto de forma tímida. Passou a mãos por seus longos e lisos cabelos loiros, e esfregou a pele rodosto rosado, junto aos olhos claros como os do irmão. Acordar tarde e sem pressa para seus afazeres, pela primeira vez em um ano. Era um descanso merecido.
Olhou suas três pokebolas ao lado e sorriu. Ela havia no dia anterior enfrentado o líder do ginásio de Veridiana, Giovanni, e saiu-se vitoriosa conquistando sua oitava insignia.
A menina era muito habilidosa. Sabia treinar pokemons para alcançarem autoconfiança e poder em poucos dias. Também era uma estrategista, havia conseguido ocultar-se durante vários meses, tendo sido atacada pela Estilo de Poder, apenas quando foi Disputar a Insignia do ginásio de Fiushia, onde por sorte, o membro da Elite dos Quatro, Koga, era o verdadeiro alvo.
Treinando e aprendendo sobre pokemons com o Professor Carvalho, em seu laboratório ela havia conseguido, em um ano e meio, se classificar para liga sem que chamasse a atenção de ladrões e outros treinadores. Ocultar-se parecia ser a especialidade da jovem naquele momento.
- Acho que você está na profissão errada. Deveria ser psicologa. Você sabe como as pessoas pensam e como vão reagir a seus movimentos. — O professor Carvalho batia a porta trazendo para a jovem um café da manhã em uma bandeija. — Giovanni ficou impressionado com sua habilidade. -
Julia sorriu sentando-se na cama e passando as mãos pelos cabelos loiros e lisos.
- Ele achou que eu estava manipulando-o. Assim como Agatha comentou ontem a tarde. — A menina parou pensando um pouco. — Mas, a verdade é que eu realmente sou boa para perceber como as pessoas são e qual a reação que minhas ações vão gerar. Isso é bom no mundo pokemon, porque se você sabe com qual sentimento o adversário está, sabe qual tipo de coisa ele vai se atentar ou não. — A menina esticou a mão para receber a bandeja. — Assim como no Evento de Bill que ninguém, que realmente importasse, percebeu que Vaporeon e Arcanine estavam limitando movimentos e encenando fraquezas e debilidades inexistentes. Estavam certos de que nenhum pokemon seria muito forte e todos estavam concentrados em ver as habilidades de ladrões e não treinadores comuns. —
- A habilidade que sua mãe tinha. Mexer com as emoções das pessoas como Top coordenadora em suas apresentações. — O professor Carvalho sorriu enquanto Julia sorria também. -
O homem estava velho, os cabelos completamente brancos e a pele um pouco enrrugada lhe davam um ar de cansado. O Professor Carvalho já não era mais jovem, e o último ano, tendo tido muito trabalho para melhorar as defesas contra ataques da Estilo de Poder em seu laboratório o deixaram bem desgastado. O único ataque sofrido o deixou preocupado, principalmente por atender cerca de 100 treinadores como pesquisador inicial. Tendo Julia e sua neta, a irmã de Gary, como assistentes locais e Traice como seu assistente móvel, ele já sentia que logo iria precisar aumentar a equipe.
- Hum... Ele fez de novo? — Comentou o professor.
Julia não havia entendido. Mas, olhou rápido para suas pokebolas. Lá, junto aelas, onde nada havia, agora surgira um envelope de carta direcionado a Julia.
- Finalmente, depois de dois meses! — Julia sorria.
- Parabéns novamente Julia! — O professor começou a sair do quarto. — Boa leitura! -
Aquela era uma carta muito esperada por Julia. Eram noticias de seu irmão, Kevin. O jovem havia desaparecido logo após o Evento de Bill, e após dois meses imaginando que teria de invadir a sede da Estilo de Poder, ficasse onde ficasse, a menina recebeu uma carta informando que Thor havia o ajudado a fugir e estavam escondidos em algum lugar desconhecido por ele tentando ensiná-lo a arte da fulga.
A primeira carta serviu para aliviar. E as que vieram após mantinham a tranquilidade, mas a desconfiança era grande. Afinal, quem seria Thor? Por que um Mestre estaria interessado em Kevin?
“JU!
Essa será a última carta que o Alakazam de Thor teleporta para você. Amanhã termina o treinamento. De acordo com ele ensinou o que poderia ensinar a um jovem de 13 anos, talvez indo um pouco além do que minha capacidade intelectual de hoje permitira.
Me perguntei se ele estava me chamando de burro ou inteligente nessa hora.
O importante é que, de acordo com ele, a medida que eu for amadurecendo para a vida, com a capacidade que tenho de levar aprendizados de uma área para outra, devo evoluir por conta própria o que aprendi até então.
Engraçado, no diário de papai dizia a mesma coisa: Amadurecer é evoluir os conhecimentos existentes. Mais engraçado ainda é que Thor por mais de uma vez comentou que papai evoluiu o que ele aprendeu de uma forma que o próprio jamais imaginaria, e que o teleporte e a visão telepática que ele usa foram ideias de papai.
Sim. Descobri, finalmente, sobre a visão desse cara. Thor ficou cego em um acidente. Se locomover e fazer muitas coisas parecia impossível, do que dirá ser campeão. Mas, papai mostrou a ele que usando um pokemon psíquico ele poderia fazer qualquer coisa, desde que seu elo com esse pokemon fosse forte e confiasse no pokemon plenamente. O pokemon passaria a ser seus olhos, lhe dando as informações do local e por onde poderia ou não se movimentar e como fazê-lo. Fora a possibilidade de teleportar-se por todo o mundo através do pokemon.
Ele disse que demorou dois anos para dominar completamente isso, mas que tem suas limitações. Eu que diga, ele não sabe a diferença de sal e açúcar e de cores. Ri muito nesse ano.
O treinamento, como já havia falado, nada tinha haver com me tornar um treinador. Eu aprendi a fugir de situações perigosas, bem como identificá-las. Também aprendi a identificar o nível de força de um individuo. Sabe como é, saber se é um adversário adequado ou não. Ele disse que só faltou me ensinar a me defender. Mas, o tempo acabou e isso eu teria de aprender sozinho.
Claro! Ensine o garoto a fugir da briga, mas não ensine a ele a descer o sarrafo. As vezes eu acho que esse ano longe de tudo pareceu um pesadelo disfarçado.
Estávamos em uma reserva natural não habitável. Estava proibido capturar qualquer pokemon. No entanto, um ficou me seguindo e acabei tendo de capturá-lo num momento de aflição. O que foi bom, porque fui castigado. O Castigo foi que eu tinha seis batalhas por dia contra Thor. Ele não me ensinava nada, apenas liberava um pokemon e batalhava. Foi legal, só o derrotei duas vezes. Incrível, derrotei um pokemon de um mestre pokemon? Sim! Mas, ele é cego e uma das vezes ele estava dormindo e a outra haviamos acabado de ser atacado.
No final de tudo eu entendi, como disse na terceira carta. Entendi o porque dele me treinar. Não apenas para me dar uma chance. Não apenas por papai. Mas, para ele próprio se provar quanto a capacidade dele de fazer o que ele precisa fazer nesse mundo que está a beira de um Caos. Ensinar, mesmo precisando de ajuda. Ensinar, sem ensinar tudo o que precisa. Ensinar, sem poder explicar o porque de nada.
Thor é um mistério para mim. Não somos amigos, nem mesmo relação mestre e discípulo. E olha que passamos um ano inteiros juntos. Mas, a um respeito mutuo de ambos, mas um desagrado imenso que é mutuo.
Maninha! Eu estou com saudades. Quero um abraço e seu cafuné. Quero te contar tantas coisas, mas não posso. No momento tenho seis meses para me classificar para a Copa Kanto. Tenho uma promessa a ser cumprida com Détrio, com você e com Thor. E cumpro minhas promessas, né?
Ah! Ele me fez prometer participar da Copa Kanto. Na verdade é uma aposta, da qual eu não sei dizer direito porque aceitei. Ah sim, não tive escolha. Basicamente ele quer que eu mostre que mesmo sem orientações como treinador posso pegar o que aprendi e jogar no mundo Pokemon.
Confesso, aceitei porque parece com a ideia de papai de que um iniciante com estilo vence um mestre. Como não fui treinado para batalhas pokemon, ainda sou um iniciante.
Mas, Se eu não me classificar para a Copa Kanto eu terei de entregar Pidgeyotto (causador de todo o tumulto), Slowbro (Pokemon que capturei por acaso) e Mareep (Que capturei conforme suas orientações) São os três pokemons que me colocaram no caminho de Thor. Eu entendi e acho razoável. Mas, confesso que tirando o falo de tentar provar a teoria de papai, eu não tinha motivos e nem porque aceitar tal coisa. Ele deve ter usado algum pokemon psíquico para me influenciar a aceitar. Praticamente chantagem.
Então, assim que eu reaparecer em Kanto, vou seguir pelos 4 ginásios principais que faltam para garantir 7 insignias principais e oito no total. Veridiana será o último ginásio. Se puder me encontrar lá, eu te avisarei quando estiver me aproximando.
Antes que eu esqueça. Diga ao professor Carvalho que não é para ele morrer antes que eu cumpra minhas promessas, se não terei que procurar outro pesquisador. Ele não pode ser simplesmente imprestável.
Te amo maninha!
Nos encontramos em Veridiana!”
Julia dobrou a carta sorrindo. O irmão parecia estar bem e de bom humor. Se perguntou sobre essa aposta do irmão com o Thor, mas se classificar para a Copa Kanto não seria tão complicado. Ele já tinha 4 insignias, sendo 3 das principais. Ele poderia conseguir outras quatro e com sorte conseguir 3 que lhe permitissem participar do desafio, sem ter que passar para a pré-seleção.
- Eu deveria ficar preocupada com isso, mas por algum motivo não sinto que isso realmente é um problema. Acho que seria até bom ele não ter o pidgeotto... Ele capturou um Slowbro? — Julia para percebendo que não havia dado importância sobre a captura.
Notas finais
Cidade Natal: Região de Kanto
Ocupação: Ex-Top Coordenador General da Estilo do Poder
Nível: A/S
Idade: ??
Qtd. Pk: ?? (+1)
Pokemon: Onix - Nível de Raridade 8
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Nome: Soleda
Cidade Natal: Região de Kanto
Ocupação: Top Coordenador
Nível: A/S
Idade: ??
Qtd. Pk: ?? (+1)
Pokemon: Lapras - Nível de Raridade 10
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Analise da Batalha de Soleda Contra pedra Noturna
Lapras tinha a vantagem de possuir dois tipos de movimento efetivos, água e gelo, além de ter todo o campo a seu favor.
Onix começou com o ataque super grito. O ataque Super grito causava, além de dano físico, uma confusão mental que, além de fazê-lo ter dificuldades de raciocinar, impedia o pokemon de ouvir seu treinador por algum tempo.
Lapras, apesar do ataque não ficou confuso ou não escutava sua treinadora. Surgiu em uma tentativa de ataque Surf. Lapras de repente saltou. Para traz, virando cambalhotas e disparando um raio de gelo contra a onda e em seguida despedaçou a onda com uma hidrobomba. A onda congelada for partida e misturou-se ao jato de hidrobomba, indo em direção ao Pokemon serpente de pedra. Eram um ataque duplo de água e gelo.
Onix defendeu-se com um hiper raio que destruiu gelo e a água em seu caminho.
Onix executou uma tempestade de areia que deixava a agua da piscina turva e completamente barrenta. Com isso Lapras perdia a vantagem de campo, não conseguindo mover-se pela piscina e ainda perdia parte da visão por ter seus olhos completamente tomados pela areia.
Soleda tentou mais uma combinação. Lapras atacou com bolhas, mas Onix protegeu-se com o ataque proteção. Lapras em seguida partiu para fazer seu segundo movimento tentando realizar a combinação, era a pulsação de água. Uma esfera de energia azul surgiu diante laparas e toda a agua do lugar começou a se dirigir para o local. As bolhas que havia passado por Onix começavam a voltar para Laparas forçando Onix a proteger-se com a tempestade de areia.
Lapras lançou o ataque na piscina, causando um efeito em toda a água ali presente que se voltou contra Ônix. A tempestade de areia de ônix foi varrida pela água. Mas, Ônix havia desaparecido. Escondeu-se de baixo da terra antes de ser acertado.
Soleda percebe seu erro tarde demais. Sem água na piscina Oniz agora tinha cominho livre para usar seus ataques fisicos contra laparas que já não tinha mais mobilidade. Onix surgiu em um ataque surpresa resultante do cavar, Prendendo lapras em uma forte prensa e causando o final da luta.
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