PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)

18 Capitulo 18 - Declaração de Rivalidade


Notas iniciais
Sabe quando vc descobre que alguém te odeia?
Sabe quando vc descobre que odeia alguém?
Sabe quando vc descobre que isso até te faz bem? é não cheguei nessa parte ainda de fazer bem... kkkk!
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Obs.: Desculpem a demora para apostagem. Problemas tecnicas estavam me impedindo de postar (computador com documento passeando.. kkk) Mas.. ja resolvido esses por menores... vamos a programação Normal!

Capitulo 18 — Declaração de Rivalidade

Fiquei muito pensativo com toda aquela situação com Brock. Tinha acabado de sentir uma ligação muito forte com a recém evoluída Nidorina, mas ainda não tinha certeza do que isso significava. Apenas tinha certeza de que eu não podia falhar com ela novamente.

Apesar de ter tido um pai pesquisador e dizerem que minha mãe era coordenadora, para mim o mundo pokemon sempre se resumiu a treinar um pokemon para que ele vencesse a batalha seguinte. É uma visão simplista quando olho a dedicação de minha irmã para com sua jornada, mas ao mesmo tempo era bem a definição que muitas pessoas tinham, ou melhor, ainda tem.

Tudo é muito novo para mim. Fico me perguntado se sou o único treinador a iniciar sua viagem, estando cheio de dúvidas e sem realmente estar empolgado com algo. A verdade é que poucas coisas realmente me empolgam, me desafiam, me fazem sentir calor ao fazer algo.

Admito que não me empolgo tão facilmente com as coisas. Mas, normalmente me irrito muito fácil. Uma coisa que sei que nunca mudará é irritar-me contra as pessoas sendo prepotentes e me menosprezando.

Com três insignias ninguém poderia me menosprezar, mas me sinto menosprezado por conquistar uma insignia daquela forma. Será que algum dia realmente poderei derrotá-lo em uma batalha? Eu fico com essa sensação de que poderia ter feito muito mais naquela batalha, se estivesse menos irritado. Acho que na verdade, o fato de todos esperarem que as conquistas das insignias sejam por meio de abater o pokemon do líder é que me gera essa pressão.

Eu gostaria de não viver sobre essa pressão toda. As pessoas esperando algo de mim, colocando expectativa em meu futuro. O mais engraçado é que se as pessoas gostam de você, a expectativa é boa, e na verdade tornasse uma torcida, quase obstinada, mas uma torcida. Agora, se a pessoa não gosta de você, é uma inveja e deseja que você suba bastante para que a queda seja maior.

Pelo menos eles ainda desejam que eu suba, né?

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Estava entardecendo em Pewter. O sol, já se pondo, batendo nas rochas dava um colorido todo especial a cidade. O movimento da cidade começava a diminuir, não era uma cidade marcada pela agitação noturna e aquela noite não parecia que seria diferente.

Enquanto atrás do ginásio Brock e Ash relembravam os velhos tempos, Kevin em uma outra parte da cidade ficava observando o por do sol, enquanto olhava as suas três insignias. Ele havia as colocado em um pequeno saquinho que costumava deixar dentro da mochila. Era bem seguro na opinião dele.

Cada uma dessas insignias representava, para o mundo, seu potencial como treinador. Eram 3 insignias dos 8 melhores líderes de ginásio de Kanto. Era um grande feito. Apesar de ter contato com a estranha visão de Brock, uma sorte sem tamanho para com Misty, ele sabia ter vencido o Tenente Surge usando tudo o que possuía.

Realmente a profissão de Líder de ginásio parecia extremamente complexa. Conceder insignia aos treinadores que se mostrassem merecedores parecia ser algo fácil, mas e se durante toda a luta o treinador provasse não ser merecedor da insignia, e ainda assim ganhasse a disputa? Ou se o contrário acontecesse? Qual deveria ser a ação mais correta a ser tomada?

- Acho que eu devo esquecer isso por hora! Está muito cedo para eu entender o que é ser um líder de ginásio. — Kevin sorriu decidindo não entender a atitude de Brock.

Brock já estava com seus 24 para 25 anos. Havia feito uma grande jornada. Era um Criador Pokemon renomado bem com um excelente médico. Possuía uma grande estima pelos dois mestres pokemons de Kanto, sem contar os demais que Kevin não conhecia. Ele deveria ser realmente uma pessoa madura e inteligente para saber se Kevin realmente merecia a insignia ou não.

- O que é aquilo? — Kevin percebeu que algo vinha em sura direção.

Kevin tentava identificar, mas só teve certeza de que era um digimon ave, bem estranho, quando o mesmo já havia chegado próximo dele. Penas marrons com branca, com aparência bípede, Carregando um grande saco branco em suas costas.

- O que será você? — Kevin ia pegar a pokeagenda para tentar identificar aquele estranho pokemon que havia parado em sua frente.

O pokemon de repente olhou uma folha de papel. O pokemon se aproximou de Kevin, o que fez ele assustar-se e interromper a procura pela agenda. Logo Kevin percebeu que era uma foto que o pokemon segurava. Uma foto dele.

O pokemon olhou para a foto e olhou para Kevin, repetiu isso umas três vezes até que sorriu confirmando que era a pessoa que procurava. Guardando a foto pegou dentro do saco 4 cartas.

- São para mim? — Kevin não entendendo bem o que o pokemon queria, pegou as cartas. Realmente estavam endereçadas a ele. Quando percebeu o pokemon já voava pelos céus novamente. — Ei... O que é... Ah. Deixa para lá... —

Kevin sentou-se para abrir a primeira carta. A primeira era de um tal Davis Motto. Ele achava o nome familiar, mas não tinha certeza se realmente o conhecia.

“Terei um grande prazer em derrotá-lo no seu jogo, sexto colocado!”

Kevin levantou a sobrancelha, ele não havia entendido. Mas, a menção dele ser o sexto colocado ativou-lhe a mente.

- Davis Motto, o primeiro colocado da seleção! — Kevin gritou enfurecido. — Como aquele idiota ousa me mandar uma mensagem como essa? -

Kevin colocou a carta de lado. A segunda vinha de alguém de alcunha DOKO. Aquele ele lembrava, o rapaz havia feito uma pequena balburdia inicial para que ele fosse chamado de Doko. Se Kevin naquele dia não estivesse tão irritado com a situação, certamente a tal Marjori e Doko teriam roubado a cena.

“Sou muito grato por ter me feito passar tamanha humilhação. Cada calo que ganhei é um presente que aceito de bom grado, mas que será usado para te esmagar seu bebe chorão!”

- Que palhaçada é essa? — Kevin jogou a carta para o lado junto da de Davis. Haviam ainda duas cartas, evidente que seriam da tal Marjori Star destilando mais veneno e da moreninha de cabelos cacheados que ele lembrava se chamar Lubia, mas não tinha ideia do sobrenome.

“Sexto colado!

Espero que realmente esteja trilhando o caminho das estrelas como o tagarela diz. Pois terei o prazer de matá-lo socialmente em todos os meios possíveis, como sabe eu tenho contatos em todos os meios possíveis, e finalmente fazê-lo rastejar aos pés de Marjori Star, essa grande estrela que sou eu, da mesma forma que eu tive que rastejar nos últimos dias.

Juro que vai passar muita humilhação na próxima vez que eu me encontrar com você! Sofrerá a irá da vingança de uma estrela, quase diva!

Beijos da sua linda algoz, discípula do Mestre Gary, Marjori Star!”

- Hein? — Kevin coçou a cabeça sem saber se era para estar preocupado com a ameaça ou entender que Marjori Star era famosa. — Ela realmente fala dela mesma na terceira pessoa? —

- Quase sempre... Quando não fala dela mesma na terceira pessoa é quando fica irritada demais, acho que nesse caso ela não consegue acompanhar o que ela está falando. — A voz surgiu do nada fazendo Kevin saltar em um grito desesperado.

- Ah!!!!!! — Kevin afastando-se como podia deixou tudo cair em meio aos tropeços.

Ao levantar a vista pode ver, olhos castanhos, cabelos encaracolados, pele moreninha, chegando a altura dos ombros de Kevin. Havia apenas uma pequena bolsa colocada de lado, que por sinal não caberia mais que algumas pokebolas e a pokeagenda.

- Lubia! — Gritou Kevin irritado. Braço direito erguido segurando uma pokebola o rapaz a encarou destilando ódio de seus olhos.

- Olha... Você lembra de mim! — A menina sorriu. — Não achei que tivesse me notado em meio a sua guerra contra os Carvalhos... — A menina parou colocando o dedo indicador, da mão direita, na bochecha direita parecendo pensar. — Então... Acho que devo ficar feliz com isso. — A menina abriu ainda mais o sorriso.

Kevin continuou a encará-la com intensidade. A menina o encarou. A pose irritada e confiante com a pokebola erguida em sua direção. Kevin realmente parecia pouco feliz em ver a menina. Ela sentiu a tensão e o nervosismo que o jovem estava apresentando.

Lubia tentou desviar o olhar, imaginava que isso faria Kevin amolecer, mas qual não foi a surpresa por ver as coisas dele espalhadas, tanto as cartas quando as ingrisias.

- Não acredito! Détrio estava certo.. — A menina ficou muda por alguns instantes... — Você já tem três insignias... Da Rocha, Cascata e Trovão... — Lubia atônita olhava as insignias de Kevin.

Kevin olhou suas coisas espalhadas e olhou a menina novamente. Abaixou o braço com a pokebola, saltando o ar em sinal insatisfação e se pôs a recolher suas coisas.

- Afinal... o que está fazendo aqui? Que palhaçada são essas cartas? — Questiona Kevin sem olhá-la.

- Então as cartas que o grupo enviou eram endereçadas a você. — A menina deu uma risada surpresa. — Por essa eu jamais esperava. Ao invés de mandar noticias para família, eles mandaram cartas declarando rivalidade a você. — A menina respirou fundo inconformada. — Só prova que aqueles quatro são muito estranhos. -

Kevin com suas coisas organizadas e mochila nas costas levantou-se e encarou Lubia mais uma vez observando-a. Ela era uma garotinha naquele momento. Certamente possuía 10 anos. Por sinal, ela realmente passava um ar inocente, bem como sua voz.

:: “Ela me parece ser uma pessoa agradável e inocente. Principalmente pela voz. Mas, essas coisas que ela fala, parece que está analisando a situação...”:: Kevin não sabia ao certo como tratar Lubia naquele momento.

- Então você admite que mandou essa carta cheia de ofensas para me avisar que irá me derrotar, não é? — Kevin sacudiu a última carta que faltava. — Leia Détrio... Ué... Détrio? — De repente Kevin ficou meio perdido, não tinha certeza do que estava acontecendo.

- Desculpe desapontá-lo. Mas, não perco meu tempo escrevendo ofensas para as pessoas a muito tempo. Se eu tenho um problema com alguém eu pego e resolvo. — A menina deu uma pequena risada. — Ainda mais para declarar rivalidade... Então deixe que eu faça as devidas formalidades. —

Kevin franziu a testa sem entender e logo viu a menina com uma pokebola na mão direita erguendo na direção dele.

- Sou Lubia Mar da Região de Arton e desafio você, Kevin Maerd Junior, a superar minhas habilidades. — A menina parou séria. — Um dia nos enfrentaremos e sairei vitoriosa. — A menina parou olhando Kevin. — Não será uma vitória parcial como a que tive sendo uma selecionada para discípula, será uma vitória total, sem brechas para alguém dizer que você me superou em algo. — Ela o olhava intensamente.

Kevin bufou sentando e parecia distraído e enfadonhado.

- Como ousa esnobar a clássica forma de desafio? — Lubia olhou fuzilante para ele. — Se bem que eu fiz a de desafio para um duelo agora, e não de um desafio futuro. Na verdade eu é que errei. — Lubia parava colocando o dedo indicador direito na bochecha direita.

- Escuta... Gary falou que todo mundo tinha que me derrotar, ou será que vocês passaram tempo demais com Détrio? — Kevin perguntou meio distraído. — Não, Détrio não me ofenderia assim... Então, porque todos os discípulos de Gary desejam ser meu rival? — Kevin parou. — Você disse Região de Arton? —

Lubia piscou os olhos algumas vezes.

- Ainda bem que decidi que você será meu rival por causa do seu conhecimento em tradição no mundo pokemon, e não pelo seu poder de raciocínio ou delicadeza. — Comentou Lubia.

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“Grande Junior,

Aposto que não esperava receber uma carta minha, não é? Pelo menos não em tão pouco tempo sendo levado por esse pokemon mensageiro. Próximo de onde iniciamos nosso treinamento existe uma empresa de entrega de mensagens, se mostrarmos uma foto e a região provável onde a pessoa deveria estar, eles conseguem levar a encomenda até ele. Muito Legal, não é?

O treinamento do Mestre Gary é pesado e bem estranho. Pessoalmente ainda não entendi muito do que fazemos, acho que das três tarefas que desempenhamos até agora, apenas uma posso dizer que entendo o que ele queria com aquilo. Mas, não se engane... Estou em êxtase assim como todos os outros quatro companheiros de treinamento que possuo.

Eu disse a todos que você vai nos alcançar rapidinho, isso se já não estiver acima de nós. Amigo, você faz falta. As pessoas aqui não gostam muito de conversar, na verdade acho que é por causa do treinamento, estamos sendo massacrados.

Vou contar o treinamento.

Começamos recebendo os pokemons que pedimos e sendo colocados para lutar, todos juntos, contra Gary e seu Umbreon. Queria poder dizer que me saí bem, todos nós queríamos poder dizer que um de nós conseguiu sobressair aos demais, ele queria poder dizer que nos saímos bem, mas a verdade é que o termo SURRA INDESCRITÍVEL ganhou um novo significado. Essa primeira tarefa foi vergonhosa e humilhante.

Lubia, uma das aprovadas, comentou que ele estava querendo nos mostrar um pouco de humildade, por estarmos nos achando por termos sido selecionados, além de mostrar que a jornada é muito longa e que passar não foi nem metade de um passo.

Davis achou tudo muito divertido. O comentário era que ele havia apanhado no lugar de seu pokemon. E eu até cheguei a acreditar. AHUAHAU!

As piadas em cima de Davis até nos distraíram, pois, tirando os dois que citei, Lubia e Davis, os demais estavam tão desanimados e irritados com a situação. A depressão foi forte.

A segunda atividade foi a que entendi. O Mestre quer-nos perfeitos no que aprendermos. Primeiro revisamos a prova de seleção que fizemos e os assuntos abordados, entendendo quais são nossos erros e o que precisávamos estudar. Então começou o martírio.

Para cada questão errada nós corremos cerca de 200 metros. Para cada questão que todos os cinco erraram, mas alguém não selecionado havia acertado, corríamos mais 200 metros. Para cada grupo de assunto que alguém na seleção havia acertado todas as questões, e nós não, corríamos mais 200 metros.

Devo fazer uma pausa e dizer, você está sendo muito xingado aqui dentro. Você acertou todas as questões sobre tradição no mundo pokemon. Então todos corremos um pouco por sua causa, e Gary ficou repetindo isso diversas vezes. “O sexto colocado acertou todas de tradições!”. “O sexto colocado fez menos pontos que vocês, mas não zerou nenhum assunto!” “O sexto colocado errou algumas contas, mas não como vocês que não estão conseguindo nem calcular o quanto devem correr.” “Acho que vou trocar um de vocês pelo sexto colocado...”

Imagina escutar isso o tempo todo por cerca de 1 semana inteira? Sim porque, a segunda tarefa do treinamento consistia em correr o percurso de seus erros e falhas. Mas, refizemos a prova 3 vezes ao dia, até que todos, não errassem mais nada sobre aquele tipo de assunto tratado na prova de seleção.

Meu melhor amigo e rival, eu não vou dizer o quanto eu corri, mas tem gente que rastejou pela pista de corrida escutando seu nome. Acho que antes de me enfrentar na Quest Liga, você vai ter que derrotar os outros quatro. Hehehe! Eu até tentei defendê-lo, mas quando falei que você a essa altura já deveria ter umas três insignias a coisa ficou feia.

As coisas parece que pioraram quando surgiu um rumor que um iniciante, loiro e estressado, desafiou a Mestra Agatha e conseguiu golpear seu pokemon. Ninguém quis saber quem era o treinador que fez essa façanha, simplesmente associaram a você e pronto. Gente engraçada, né? Tentei falar que não deveria ser você, mas enfim, agora você deve ter mais quatro rivais.

A terceira tarefa está prestes a começar. Será outra corrida, mas parece que será em uma floresta, ele pediu material de jornada. Estranho, né?

Fique firme e continue avançando, pois todos os caminhos levaram a liga pokemon.

Abraços,

Détrio!

”

Kevin parou de ler a carta respirando fundo. Realmente não esperava receber a carta do amigo. Tão pouco saber aquelas coisas. Em meio as provocações dos outros três, aquela carta até o fez esquecer completamente o caso da insignia.

- Isso explica quase tudo. — Riu Kevin. — Eu me odiaria também. — Ele olhou para Lubia que havia rido da situação. — Gary Carvalho idiota! Ficou jogando vocês contra mim... Não que eu não tenha uma certa inveja de vocês pelo acontecido, mas.. Eu juro que vou esmagar aqueles Carvalhos! -

Lubia ria das reclamações de Kevin. Não parecia ser algo comum dela encontrar, um reclamão como ele.

- Seu sorriso é bonito. — Diz Kevin. — Está anoitecendo, porque não vamos para o centro pokemon e você me conta o que quer de mim. — Kevin levantou-se e preparou-se para ir rumo ao centro pokemon.

A menina olhou-o. Apontou a direção do centro pokemon. Depois ela tomou direção contrária.

- Vai a algum lugar antes? — Perguntou Kevin sem entender porque a menina estava tomando uma direção diferente. — Na verdade... O que está fazendo aqui? —

- Nesse momento estou realizando uma tarefa. Desculpe Kevin, talvez você tenha entendido que eu vim até aqui para falar, mas na verdade apenas esbarrei em você no caminho. —

Kevin olhou-a indo em outra direção. Kevin olhou para os lados e coçou a cabeça.

- Posso saber qual é a tarefa? Se não quiser contar eu vou te seguir até entender. — Diz Kevin indo atrás da menina.

A menina olhou meio de lado, parecia estar ignorando Kevin naquele momento.

- De qualquer forma só existem dois caminhos para sair de Pewter, Floresta de Veridiana, ou Monte Lua. Seja qual for a sua opção, eu a acompanho, não fará muita diferença. — Comentou Kevin.

Lubia começou a rir.

- Foi algo que eu disse? — Questionou Kevin.

- Tudo bem.. Se quiser me acompanhar, acho que não tem problema. — Ela riu mais um pouco. — Você parece ser uma pessoa legal. Acho que por isso o Détrio fala tanto de você. —

- Ele fala muito, não é? — Riu Kevin vendo a menina concordar.

- Mas... Eu não usarei nenhuma das duas rotas que citou. Vou pelo Túnel dos Diglets. Por lá se sai em Vermilion facilmente. — De forma debochosa a menina informava a Kevin de que ela conhecia uma outra rota.

- Túnel? — Kevin ficou perplexo naquele momento.

Não houve quem na cidade que não escutou, posteriormente o grito de raiva de Kevin ao saber que existia uma rota alternativa ao Monte Lua.

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- Eu me matei atravessando aquela montanha por nada! — Kevin gritava a porta de um grande Túnel. — Eu quase fui roubado. Rolei montanha abaixo e porque? Porque ninguém me informou que havia uma passagem alternativa! — Kevin começou a gritar resmungando enquanto entrava no túnel.

Lubia ia rindo pelo caminho quando o garoto reclamava.

::”Ele é do jeitinho que eu imaginava...!”:: A menina parava na entrada da caverna fazendo Kevin parar.

- Antes de seguirmos, quero te ensinar a passar por ela. Se nos perdermos, eu não poderei esperá-lo, ou procurá-lo. — Disse Lubia sentando-se e pedindo o mapa de Kevin. — Apesar de sermos rivais, não quero seu mal. -

- Bem... Eu te procuraria... — Diz Kevin. — Mas, tudo bem rival. Pelo menos dois de vocês me dão o prazer da amizade também. —

A menina fez que não escutou o comentário dele e mostrou alguns pontos para Kevin no Mapa, em questão de cinco minutos Kevin dominava todas as passagens e saídas, sem ao menos ter que voltar a olhar o mapa.

- Isso é ... — Kevin estava sem palavras, ele não conseguia ler mapa algum, e no entanto, naquele momento havia aprendido a passar pelo túnel dos Diglets com extrema facilidade. — Você é muito boa nisso! -

- Isso é o básico para sair em jornada... Saber ler mapas e encontrar saídas de labirintos como esses túneis, ou florestas. — A menina levantou-se.

Kevin coçou a cabeça sem graça. Até então ele não conseguia se guiar por mapas com facilidade. Certamente quando se separasse de Lubia, estaria perdido novamente. Kevin estranhou o fato dela saber tanto de mapas, mas o fato dela mencionar jornada ativou-lhe a mente.

- Você ainda não me disse o que está fazendo aqui... — Kevin parou. — Por sinal, Détrio mencionou uma nova corrida, mas dizia que teriam de estar com material de jornada, e você não está carregando nada, nem mesmo uma pequena mochila. -

- Achei que não iria esquecer isso. — Lubia olhou para Kevin e logo começou a andar. — Gary passou uma nova tarefa. Fomos espalhados por Kanto, em volta de uma pequena cidade, da qual não sabemos o nome. Todos estão a mesma distancia dela. A única informação que temos é que dentro de um mês acontecerá um torneio nela. Aquele que primeiro chegar a cidade do torneio poderá lutar nele. O segundo a chegar no local do torneio ganhará um Larvitar. —

- Larvitar? — Kevin parou pegar a pokeagenda, mas Lubia continuou a falar fazendo ele desistir.

- As regras feitas é que são o problema. A primeira vai até o local a pé. Segunda sem nenhum material além das pokebolas e da pokeagenda. Terceira, não se hospedará ou entrará em centro pokemon ou qualquer outra morada que lhe servir de abrigo. Quarta regra, não vai aceitar comida de graça de ninguém, pagará por tudo que receber pelo caminho, sendo que não pode entrar em nenhum estabelecimento comercial. Quinta e última, chegará ao destino de posse de cinco pokemons. Qualquer regra quebrada o discípulo é automaticamente eliminado da tarefa e será punido posteriormente. — Lúbia parou sendo interrompida por Kevin.

- Eu acho que vocês vão morrer antes de chegar lá... — Diz Kevin. — Mas, ter companhia no caminho é permitido, né? — Perguntou Kevin apontando para si próprio preocupado em estar prejudicando-a.

-Não se preocupe. Como não pedi para que me acompanhasse não há problema. — Sorriu Lubia. — Além disso, ele está nos vigiando com pokemons psíquicos. Se burlarmos qualquer regra, automaticamente seremos teletransportados por eles. -

Kevin parou ficando arrepiado. Pokemons psíquicos. Ele já havia tido experiencia com um. Ele havia visto o teletransporte ao vivo. Ele não queria ter visto o Caçador das Sombras em ação, ele parecia estar anos luz a frente de qualquer treinador.

- Ele nos fez enchermos uma mochila de jornada para tomá-la de nós. Criou o desespero para que nós não prestássemos atenção nas regras. E assim começássemos a cometer erros bobos. — A menina voltou a falar tirando Kevin de sua onda de medo. — Está forçando o aprendizado de nos virarmos para sobrevivermos no mundo sem ter nenhuma regalia. Vamos aprender sobre o terreno, habitats, costume das pessoas, sobre as necessidades dos pokemons e a tomar decisões sobre pressão. — Lubia parou. — Também sobre acompanhar as noticias do mundo pokemon e saber recolher informações. -

Kevin olhou-a incrédulo. Duvidava que a menina realmente tivesse 10 anos. Kevin jamais conseguiria ver a tarefa daquela forma. Ele apenas se concentraria em correr. Por sinal, ela realmente tinha um ar de inteligente. Certamente iria se tornar uma adversária dura de se enfrentar em uma batalha se ela realmente analisasse as coisas daquela forma.

- Bom... Estou com fome... Que tal pararmos por ali e comermos um pouco? — Sugeriu Kevin.

- Eu disse que eu não posso ganhar comida? — Debochou Lubia.

Kevin coçou a cabeça. Aquilo realmente não parecia ser nada fácil.

- Ei pokemon psíquico... Pergunta para o Gary se vale como pagamento pela comida ela estar sendo minha guia pelo Tunel dos Diglets e ter me ensinado a passar por aqui... Porque eu acho um ótimo pagamento, pois vai me economizar curativos, tempo, sola de sapato, água, comida... e Tudo isso custa dinheiro. — Kevin olhou para cima e começou a falar em disparada.

Lubia caiu sentada rindo.

- Eu não acho que ele possa escutar ou responder desta forma. — Diz Lubia rindo. — Mas, se você considera isso pagamento... — A menina sorriu.

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Foram coisas de segundos, a menina devorava tudo o que Kevin lhe oferecia. Tão rápido que Kevin teve vontade de perguntar a quanto tempo havia começado a tarefa, mas sentiu que poderia causar algum tipo de transtorno ou constrangimento perguntando isso.

- Mas, então não tem ideia de para onde está indo? — Perguntou Kevin.

- Vermilion. — Disse Lubia parando de comer. — Eu não escutei falar de nenhum evento antes de sair, sendo que tento realmente acompanhar os eventos. Por isso acredito que ou o torneio não tem outras edições. Ou é pequeno, ou é de alguém muito poderoso que pretende organizá-lo em pouquíssimo tempo. — Lubia parecia concentrada em suas hipóteses. — Se é próximo de Vermilion as pessoas da cidade deverão saber de algo, já que a cidade possui um porto bem movimentado. Essa questão do Porto também da abertura a ser um evento de milionário, pois por ali poderiam chegar muitos convidados. -

- Ou você poderia ver os cartazes de avisos do centro pokemon... — Kevin parou recebendo aquele olhar de deboche. — Eu sei que não pode entrar, mas acho que da janela você poderia ver. -

- É... talvez... — Lubia não havia aprovado a ideia. — É dificil tentar descobrir um evento que nem se sabe o nome. —

- Torneio de Bill. — Disse Kevin.

Lubia ficou olhando-o por algum tempo.

- Quando estive no ginásio de Vermillion a Policial Jane estava tomando conta do Centro Pokemon de lá. De acordo com ela a enfermeira Joy estava auxiliando Bill a organizar esse evento. —

- Hum... Bill é um grande pesquisador que reside na região de Kanto, ao norte de Vermilion. Excêntrico quase nunca se mostra em público, mas fez grande fortuna com suas pesquisas. Tem boa relação com a Associação de Batalhas a ponto de conseguir aval para um evento e organizá-lo com ajuda da entidade com pouquíssimo tempo. O torneio é fechado e só competirão convidados. — Lubia parou. — Eu admito que você é um gênio. Um rival de valor! — A menina parecia radiante, estava realmente convencida de que deveria ser esse o torneio, principalmente por saber que Gary, como pesquisador que também era, não deixaria de prestigiar o evento de Bill.

- Foi um... Ahh... — Kevin se assusta ao ver um zubat caindo, inconsciente, sobre ele.

Lubia levantou-se pegando a pokebola em sua cintura. Kevin jogou o pokemon para o lado e se levantou.

O túnel era iluminado, e possuía placas de que eram proibidos determinados movimentos dos pokemons, além fogueiras. Eles simplesmente haviam sentado em um canto que parecia mais plano para descansar.

- Chicooo! — O grunhido chamou a atenção de Kevin e Lubia.

Havia um pokemon desconhecido que estava a abater alguns zubats. Os pokemons morcegos pareciam não ter chance contra aquela pokemon que derrubava o último zubat com grande furia.

- Nem precisa da pokeagenda. Chicorita um pokemon planta. São comuns na região de Jotho por ser um dos pokemons iniciais. — Diz Lubia. — Mas, não são nada comuns na região de Kanto, ainda mais em cavernas. — Enquanto falava aquilo Lubia olhava em volta, procurava o possível treinador de Chicorita.

Kevin olhou Lubia com todas aquelas informações. A garota possuía muito conhecimento. Certamente ela sabia o que estava fazendo.

- Cuidado! — Lubia saltou para o lado levando Kevin.

Chicorita passou por onde eles estavam usando o ataque investida. Encarou-os por alguns segundos.

- Obrigado... — Kevin tentava recuperar-se do susto de quase ser acertado pelo pokemon.

Não deveria possuir mais do que cinquenta centímetros de altura por menos de 1 metro de comprimento. Possuía uma folha verde na cabeça e pequenas sementes verdes em torno do pescoço, que davam um ar de colar.

- Chico! — A pokemon gritou e logo puderam ver duas das sementes se alongarem, transformando-se em chicotes verdes que estalaram próximo a eles.

Kevin e Lubia se afastaram mais. Era nítido que teriam de lutar contra ela.

- Chicote de cipó. — Disse Lubia. — Um movimento básico para os pokemons do tipo planta. Tem que tomar cuidado, pois dependendo do nível de força dela o chicote pode partir um rocha. — Lubia colocou a mão esquerda dentro de sua pequena bolsa.

Um rosnado e Kevin parou olhando para o lado. Havia um gigantesco pokemon de pedra olhando para eles. Era redondo, mas com o corpo bem irregular e muito grande. Parecia que seu rosto ficava no meio daquilo tudo.

- Que monstro... — Kevin moveu-se depressa pegando a pokeagenda e a primeira pokebola que encontrou. — Andar com você é terrível! -

Pokeagenda: Graveler. Pokemon rocha com grande resistencia. Sem muita mobilidade, muitos treinadores ensinam o rolar e o cavar para que essa deficiência seja minimizada.

Lubia puxou Kevin mais para o canto. Chicortia e Graveler se encararam trocando olhares. Haveria um duelo entre eles. O clima parecia tão pesado e os dois tão concentrados que Lubia e Kevin pareciam não estar mais naquele local.

- Graveler! Preparar ataque rolo! — A voz fez chicorita tremer e de repente ela estava correndo pelas passagens do túnel.

Kevin e Lubia olharam para o lado e viram um homem se aproximar.

- Não precisam ter medo. Este é meu graveler. — O homem estava com roupas de escavação, já um pouco sujas, e um capacete.

- Ainda bem que era de um treinador. Não achei realmente que pudesse abater esse pokemon. -Kevin deu uma risada apontando para a grande montanha de pedras que era graveler.

- Desculpe... Me chamo Lubia e ele é Kevin. Somos treinadores. — Lubia tentou corrigir os modos de Kevin.

- John! Sou geólogo. Estou pesquisando uma formação de rochas de um ponto desta caverna, mas tem ficado difícil com a chicorita atacando todo o tempo. Como só trouxe pokemons de pedra e terra, ela tem levado uma vantagem grande contra mim. — John riu por alguns instantes. — Mas, por algum motivo estranho ela tem medo do Graveler. -

- Podem haver várias explicações. — Diz Lubia calmamente. — É provável que ela esteja apenas perdida, desta forma assustada com tudo. -

- Vamos até aonde estou acampado aqui na caverna que lhes conto no caminho, fica na direção da saída que dá acesso a cidade de Vermillion. — Convidou John fazendo sinal para que graveler fosse na frente.

Kevin e Lubia consultaram-se com os olhos. Parecia seguro acompanhar aquele estranho chamado de John.

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- Uma Chicorita selvagem perdida nessa caverna, que ninguém consegue capturar, ou mesmo derrubar? — Kevin tentava resumir o que havia escutado de John.

Havia um pokemon perdido naquela caverna. Um pokemon durão e teimoso que não parecia saber o que era cansaço. Mesmo contra ataques de pokemons de fogo, permanecia de pé, lutando contra quem ou o que aparecia. Alguns treinadores nos últimos dias, já haviam tentado a sorte na tentativa de capturá-la. Mas, a verdade era que ninguém era forte o suficiente para vencê-la.

- Exato! O grande problema é o equilíbrio da caverna. Ela ataca a todos que aparecem, seja humano ou pokemon. Receio que se as coisas continuarem assim, os habitantes naturais dessa caverna podem começar a migrar daqui. — John suspirou. — Tentei capturá-la no inicio, mas ela abateu meus seis pokemons no dia. -

- Jura? — Kevin olhou assustado. Ele não conseguiria derrotar seis pokemons apenas usando um. — Mas, graveler parece tão forte. -

- Kevin... — Lubia sacudiu a cabeça não acreditando naquilo. — Não repare. Ele é iniciante. — Disse Lubia a John.

- Hum... — John sorriu entendendo a situação. — Pokemons como Graveler, de terra e pedra, são fracos contra pokemons de água, mas também contra os tipo planta, que é o caso de Chicorita. — Explicava John. — Mas, independente do pokemon usado, é um desafio enfrentar chicorita. -

- Eu não sabia disso. — Comentou Kevin pensativo. — Não tenho nenhum pokemon para enfrentar os de pedra ou terra. —

::“Como assim? Ele tem a insignia da Rocha. Brock usa pokemons de pedra e terra. Como ele venceu?”:: Lubia distraiu-se com aquela situação.

- Nesse caso... — Kevin sorriu. — Vou agarrar o desafio de capturar Chicorita. — Kevin estava de pé com um ar confiante. — Só saio daqui com essa pokemon. Vou entender o que se passa com essa pokemon e trazer para fora o melhor que ela tem a dar. —

- Nesse caso, vou ficar de olho em você para quando for derrotado não venha a se machucar. — Riu John.

- Tenho bastante tempo para tentar. — Disse Kevin confiante.

- Mas eu não. — Disse Lubia se levantando. — Tenho uma corrida para ganhar. — Lubia despedia-se do grupo.

- Foi um prazer conhecê-la! — Dizia John.

- Kevin vá ao Torneio de Bill. Será divertido e você pode aprender muito lá. — Disse Lubia já caminhando ao longe.

- Estarei lá... Com a chicorita. — Gritou Kevin vendo ela ao longe.

- Duvido que chegue lá com ela. — Riu Lubia de forma debochosa. — Mas, então está apostado! -

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Naquele dia eu realmente abracei a causa de derrotar os escolhidos de Gary Carvalho. Eu tinha uma certa raiva e rivalidade com eles, mais por ter sido excluído do grupo. Mas, todos queriam me enfrentar e estavam me menosprezando novamente. E eu já não podia decepcionar Brock depois dele me conceder a insignia.

Daqueles cinco selecionados, eu tenho um grande problema com Doko e Marjori. Détrio é meu amigo de infância, e apesar do ar de superioridade que Lubia as vezes quer empregar por causa do nível de conhecimento que ela possui, ainda nos damos bem. O único que eu não consigo dizer algo sobre ele é Davis. Me trata como inimigo, mas é bem cordial e simpático pelo que escutei. As pessoas já até começaram a torcer por ele.

O que me preocupa neles não é o fato deles serem insuperáveis. Mas, se tornaram muito confiantes e arrogantes em tão pouco tempo e não foram atacados pela Estilo do Poder, mesmo já tendo mostrado ao mundo o quão poderosos são seus pokemons.

Notas finais
Capitulo 18: Declaração de Rivalidade
Nome: Kevin Maerd Junior
Cidade Natal: Tin na região de Kanto
Ocupação: Treinador
Nível: J
Idade: 12
Qtd. Pk: 4
Pokemon: Eevee - Nível de Raridade 7
Pokemon: Nidorina Nível de Raridade 8
Pokemon: Pidgeyotto Nível de Raridade 12 (Raro)
Pokemon: Marrep - Nível de Raridade 7
Nome: John
Cidade Natal: Tin na região de Kanto
Ocupação: Geologo
Nível: H
Idade: 36
Qtd. Pk: 6
Pokemon: Graveler - Nível de Raridade 9