PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)

10 Capitulo 10 - A TecPokemon e o Estilo de Treinador


Notas iniciais
Conhecer a história do pai, seus amigos, a verdade por traz do diário que lhe guia e ainda presenciar seu pokemon fazendo algo impossível...
Espero que a velocidade de postagem esteja legal. Ainda não consegui identificar o bom ritmo. agradeço a todos que estão lendo e elogiando e postando criticas também.
No próximo episódio teremos a explicação de como é calculado o nível do treinador.

Capitulo 10 — A TecPokemon e o Estilo de Treinador – Parte 1



Da vez que enfrentei Choc, que capturei Pidgey e Nidoran, que vi Melani capturando Gyarados, e até mesmo quando enfrentei AJ. Eu senti algo diferente. Uma sensação plena. Como se tudo aquilo tivesse um motivo e um propósito além de apenas aumentar suas habilidades.


Fico me perguntando o que cada pessoa sente quando captura um novo pokemon ou tem uma nova batalha. Será que eles sentem algo de diferente? Será que eu realmente algum dia vou me empolgar nas batalhas? Ou serão momentos únicos?


Nenhuma das 10 batalhas que tive até chegar a AJ me empolgou. Não que os treinadores fossem fracos, achei-os muito mais habilidosos do que eu. Mas, era difícil abater Nidoran e Pidgey com pokemons como Ratatas, aqueles pequenos roedores roxos, ou Bellsprolts. Esses últimos sim me chamaram a atenção. Tratavam-se de pokemons plantas que lembravam uma flor copo de leite esverdeada. E isso era apenas sua cabeça o restante de seu corpo era como a raiz de uma planta.


Mas, lembro-me perfeitamente como me senti na TecPokemon. Um misto de revolta, conforto, satisfação e hoje sinto desconfiança.


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– Desisto! — Kevin jogava seu corpo para traz deitando-se na grama.


Ele havia caminhado o máximo que pode, mas quando sentiu que suas pernas já não iriam aguentar chegar a um lugar mais calmo e seguro para acampar que aquele, resolveu que ali seria o fim de sua caminhada do dia.


Era algo por volta das quatro da tarde quando resolveu cessar a caminhada. Sentou-se jogando-se de costas e observava a floresta em sua volta. Era tudo igual . Ele não sabia ao certo se estava dando voltas no mesmo lugar.


– Estilo... — Kevin fechava os olhos lembrando-se da batalha que teve com AJ. Era uma palavra que havia aparecido no diário e se repetia com certa persistência.


Durante a batalha com AJ a leitura do diário mostrava-se inútil, pois tudo se resumia a essa palavra.


– O que será que significa a palavra Estilo? — Perguntava-se Kevin em voz alta.


– Por que não olha um dicionário? — Uma voz falava com Kevin assustando-o.


Kevin girou seu corpo rapidamente agarrando sua mochila e sacando uma pokebola. Seu olhar era assustado. Já estava começando a se acostumar coma ideia de que sempre que parasse para descansar teria um pokemon ou ladrão a sua espreita. Encontrava pouquíssimos treinadores no meio do caminho, desta forma tinha a certeza de que a maioria das vezes era problemas que encontrava.


– Desculpe! — A jovem sorriu sem graça. — Não era minha atenção assustá-lo. -


Kevin observava a menina com atenção e olhos desconfiados. Mas, viu que ela tinha sua idade, provavelmente. Cabelos azulados longos. Tinha uma pele clareada e olhos bem expressivos.


A menina levantou as mãos para o ar com calma, na ideia de mostrar que não tinha nada de perigoso com ela.


– Tecpokemon! — Apontou para um distintivo usando o indicador da mão direita.


Kevin desceu os olhos para distintivo e depois relaxou os músculos sorrindo.


– Desculpe! — Kevin sem graça pela situação desculpava-se. — Não estou tendo uma experiência muito boa em fazer uma jornada. — Ele revirou os olhos. — Você me assustou. -


A menina riu. Pegou uma pokebola na cintura.


– Quer batalhar? — A menina fez uma pausa. — Se me vencer, te empresto um dicionário. — Após a fala um sorriso.


– Batalhar? — Kevin franziu a testa, mas viu o dedo indicador da menina apontar para a pokebola em sua mão. — Ah! — Kevin riu e guardou a pokebola. — Eu ganho um empréstimo de dicionário se eu te vencer? Acho que já tive propostas mais empolgantes. — Kevin levantou-se esticando a mão para ela. — Sou Kevin, da cidade de Tin. -


– Lirian. — A menina cumprimentou-o. — Você por acaso, não é treinador? -


– Sou... — Kevin ia respondendo, mas foi interrompido pela menina.


– E porque não quer batalhar? Seus pokemons estão esgotados? — A menina parecia curiosa quanto aquilo. — Nunca vi treinador que se aproximasse da Tecpokemon que recusa-se uma batalha. — Ela ficou pensativa. — Na verdade, desde que o número de pessoas viajando começou a diminuir, pelo que os treinadores que por aqui passam contam, eles tem tido dificuldades em encontrar pessoas para batalharem. -


– Na verdade, só não tenho um motivo para batalhar. — Kevin ficou parado por algum tempo. Seus pokemons não estavam esgotados. A menina ficou olhando-o sem entender.


– Por que não fazemos assim, me mostre a TecPokemon, e ao final eu batalho como você como agradecimento pelo Tour. — Kevin esperava que a menina desistisse de batalhar.


– Agora está falando como um treinador. — Ela fez sinal para que ele o seguisse. — Apesar de que isso de motivo para batalhar ainda me é estranho. Mostrar que é o mais forte, treinar. Testar suas próprias habilidades. Tem tanto motivo para se batalhar. — A menina revirou os olhos. — Vamos lá! -



A tecpokemon era realmente grande. Escondida no meio da floresta havia várias salas de aula, locais para treinar. Havia simuladores de batalhas onde você definia dois pokemons e o computador dizia baseado nos atributos e habilidades especiais do pokemon, qual venceria. Havia boas arenas de batalhas, com campos diversos.


Kevin ficou interessado nas arenas. Ele até então não havia visto arenas oficiais de batalhas. Batalhava ao ar livre. Mas, ali ele descobria que as arenas oficias poderiam ter elementos que permitiriam dar vantagem ao treinador que soubesse explorar. Ele sorriu. Estava fazendo aquilo há algum tempo e não sabia que era algo tão eficiente.


Foi a primeira vez que teve certeza de que o diário realmente continha informações preciosas. Ele via um campo com chão rochoso rodeado de pedras. Aquele campo lembrava, com muita nitidez, o local onde batalhou contra a Rocket Solitária no Monte Lua.


– E aqui é a biblioteca! — Lirian sorriu. — Sendo este um dicionário. — A menina abriu o rápidamente. — Estilo: Maneira de realizar alguma ação, ativa ou passiva. Natureza, modo. Espécie. Ex.: O estilo de conversa é prazerosa. Significa que a maneira, o formato, o modo, da conversa é prazerosa. — A menina estendeu o dicionário para Kevin. — Logo, algo peculiar na conversa faz ela se diferenciar das outras tornando-a prazerosa. -


Kevin ficou parado com o dicionário nas mãos. Logo balançou a cabeça negativamente. Abaixou-se retirando das costas, sua mochila.


– Aqui! — Kevin estendia o diário escrito em códigos para Lirian. Indicou para ler o trecho que ele havia traduzido.


A menina fez que não entendera muito bem. Percebeu que era algum código maluco. Para ela a palavra estilo não fazia nenhum sentido. Ou Kevin havia traduzido algo errado, ou aquilo era o maior absurdo que ela já havia lido.


– Bem... Onde você achou isso? — Perguntou a menina. — Acho que isso é algum... Equívoco. Ou traduziu errado. — A menina deu uma pequena risada. — Um treinador iniciante que possuir estilo pode derrotar um mestre. — A menina começou a gargalhar. — É impossível! -


Kevin concordava. Era algo que ele não poderia negar realmente. E ele já havia sentido o poder de um Mestre Pokemon. Mas, ele nem tinha estilo.


– Olhe! — Lirian pegou uma apostila da tecpokemon nas prateleiras. — Iniciantes não possuem estilo de batalhas, apenas baseiam-se em vantagens de tipos e buscam conseguir vantagens durante a batalha. Treinadores experientes adotam estilos básicos, amplamente conhecidos e testados. Grandes treinadores e Mestres utilizam de estilos próprios, difíceis de ser imitados, mesmo que entenda-se suas estratégia. Normalmente são baseadas em alguma habilidade que o treinador em questão possua. — Ela esticou a apostila. — Minha apostila não mente. Para um treinador ter algum estilo, algum diferencial, precisa de anos de treinamento. Um iniciante, jamais poderia ter um estilo que pudesse fazê-lo superar um mestre. -


– Até porque os pokemons teriam uma diferença de poder significativa. — Brinca Kevin.


– Sim! — A menina riu. — Convenhamos, isso aí é lorota! A pessoa que escreveu isso devia ser algum retardado. — Ela ria, mas percebeu que Kevin parou de rir. — O que foi? -


– Retire o que disse! — Kevin parecia irritado. Tinha um olhar sério e de poucos amigos.


– Ahn? — Lirian ficou surpresa, e nem sabia o que deveria retirar.


– Retire o que disse sobre o diário e quem o escreveu! — Kevin estava firme. — Não vou admitir que fale mal de meu pai ou de suas pesquisas! — Kevin esticou o dedo para ela. — Retire o que disse! -


– Ah! — Lirian entendia a situação. — Desculpe, mas não retiro não! Isso aí é tudo mentira! — Ela cruzou os braços. — Prove o contrário. — Desafiando Kevin ela viu ele ficar ainda mais irritado com seu deboche.


Kevin agarrou o braço da menina e levou-a até o Videphone que havia visto no corredor. Discou alguns números e continuaram discutindo. Alguns alunos viam a situação e pareciam interessados em ver uma briga entre os dois.


– O que está acontecendo? — A voz do VideoPhone gritava tentando entender o que aquela confusão de vozes significava.


– O que está acontecendo? — Novamente a pergunta se repetia, mas vinha de uma das pessoas próximos a Kevin e Lirian.


– Di-Diretor? — Lirian afastou-se um pouco de Kevin e calou-se.


Kevin olhou para ele ainda um pouco irritado. E escutou mais uma vez a voz no Videophone gritar.


– Desculpe, professor. — Kevin finalmente dava-lhe atenção.


– Estava tentando me passar um trote? — Questionou o professor Carvalho.


– SAM! — O diretor foi até o Videophone.


– Tecka! — O professor parecia tão surpreso quanto o diretor.


O diretor se virou e dispensou os demais alunos, mantendo apenas Lirian e Kevin ali perto.


– Quanto tempo não o vejo Sam! — O diretor parou um pouco. — Acho que desde o enterro de Maerd. -


Nesse momento Kevin o olhou mais de perto tentando se lembrar daquele senhor no enterro. Cabelos grisalhos, um pouco rechonchudo. Uma pele rosada e um terno marrom. Definitivamente Kevin não lembrava-se dele.


– Realmente! — O professor pareceu concordar com a data! — Bom, pelo que vejo conheceu o filho de Maerd. -


O diretor Tecka olhou para o rapazinho loiro, Kevin.


– Meu jovem como você cresceu. — Tecka abriu um sorriso. — Lirian, este jovem é filho de um renomado pesquisador. — O diretor virou-se empolgado para Lirian que fez cara de quem não estava entendo muita coisa.


– Renomado? — Lirian ficou incrédula. — O pai dele escreveu que um treinador iniciante pode derrotar um mestre. — Lirian balançava a cabeça. — Isso é impossível. -


Tecka começou a rir e foi seguido por Sam. Agora Tecka entendia o motivo da discussão entre os dois.


– Escute, estava no meio de umas anotações. Então preciso voltar a ela. — O professor Carvalho despedia-se. — Conte sobre os 5 lunáticos para Kevin. Ele vai gostar de saber um pouco da juventude de seu pai. — O Professor Carvalho desligava o Videophone.


– O que será que é tão engraçado? -Questionava Kevin.


– Eu é que sei? — Lirian também ainda não conseguia acompanhar as coisas.


Kevin foi convidado para passar a noite na tecpokemon em um dos quartos do alojamento. Durante o jantar, Tecka explicou a Lirian a Kevin que quando mais jovens, Yve, Professor Carvalho, ele próprio, o pai de Kevin e Bill eram amigos e viajavam fazendo explorações e pesquisas.


– Acho que Bill era só um garotinho na época. Se tinha 10 anos era muito. — Tecka ria bastante. — Nos intitulávamos os 5 lunáticos. Isso porque nossas pesquisas eram muito questionadas na época. Claro que provamos a maioria. Mas, cada qual possuía um sonho. Uma pesquisa um tanto quanto estranha, que gostaria de concluir, desta forma cada um de nós acabou seguindo um caminho diferente. — Tecka explicava a relação deles.


– Bill?? — Lirian parava por alguns instantes. — Aquele pesquisador famoso? -


– Sim! — Tecka parecia animado em relembrar os velhos tempos. — Bill queria estudar o que tornava um pokemon raro. O Professor Carvalho queria estudar o quanto o elo dos pokemons que possuíam parceiro beneficiava-os. Yve queria estudar Lugia e as três aves lendários que habitam a região de Kanto e as ilhas laranjas. -


– Esses sendo Moltrez do fogo, Articuno do gelo e Zapdos do trovão. — Lirian interrompia o professor, animada em conhecer o nome dos pokemons.


– Isso mesmo! — O diretor se mostrava animado.


Kevin escutava com calma o que era dito. Ele parecia bem interessado, mas não tinha nenhuma observação a fazer. Por outro lado parecia que Lirian queria mostrar o quanto conhecia. Possivelmente ela não possuía muita oportunidade de estar junto ao diretor.


– Eu era pesquisador. Mas, não tinha lá aquele grande sonho de pesquisas. Comecei sem saber o que queria fazer. Fui de treinador a pesquisador e explorador após disputar a captura um poliwag, um pokemon de água lembrando um girino. Nunca vou me esquecer. Maerd surgiu atacando o pokemon que eu estava perseguindo a mais de uma hora. Ele com um movimento rápido de seu Nidorino, derrubou o Poliwag. A pokebola se fechou tão rápido. Fiquei irritado na época, mas após isso, acabou que viramos amigos e o grupo foi se formando. -


Kevin sorriu lembrando-se de seu encontro de Choc. Foi quase a mesma situação. Com a diferença que Kevin usou dois pokemons para capturar o pidgey e seu pai aparentava ter usado apenas um.


Mas, acima disso. Tecka estava revelando que era igual a Kevin. Não sabia o que queria ser quando começou e foi migrando de atividade até chegar ao que era hoje.


– No final, eu viajava para descobrir algo no mundo pokemon que fosse divertido e me interessasse. — O diretor estendeu a mão mostrando a escola. — Eu descobri um enorme prazer em ensinar. Descobri que muitas pessoas tinham dificuldades em aprender as coisas do mundo pokemon. Eu tinha viajado por muitos lugares e aqueles que eu não viajei, conhecia gente que era perito naqueles locais. A tecpokemon foi meu sonho, não sonhado, que surgiu e virou realidade. -


Kevin assentia com a cabeça. Era o que ele esperava. Encontrar algo no mundo pokemon, ou mesmo criar, que lhe agradasse.


– E meu pai? Qual era o sonho dele? — Perguntou Kevin.


– Não era bem um sonho. — Disse Tecka. — Seu pai queria provar a teoria da qual vocês discutiam. Que o que fazia diferença não era exatamente o pokemon, mas sim o estilo do treinador. — Tecka parou alguns momentos. — É verdade que um iniciante desafiar e derrotar um mestre é muito improvável que aconteça. — Tecka suspirou. — Haverá uma diferença enorme de força e nível dos pokemons. O conhecimento e experiência muito superiores. Sem contar a confiança. -


– Então, não tem como fazer. — Diz Lirian.


– Na verdade... Tem! — Sorriu Tecka. — Se eles tivessem pokemons do mesmo nível. Suponhamos que o mestre não use seus pokemons mais fortes. Então há principal vantagem cairia. — Tecka sorriu.


– Por que alguém não usaria seu pokemon mais forte? — Perguntou Kevin. — Quero dizer... — Ele parou analisando a própria pergunta. — Imagino que um mestre pode usar um pequeno pidgey, um pássaro pequeno e tranquilo, contra um Gyarados, um forte pokemon dragão do mar, e vencer usando do seu conhecimento. — Kevin escolhia os pokemons que conhecia para seu exemplo. — Mas, porque ele faria tal coisa? -


– Só em sonho! — Lirian riu.


– Na verdade, o menino está certo Lirian. — O diretor chamava a atenção dela. — Um mestre é um mestre não por pokemons fortes, mas pelo conhecimento e habilidade. Poderia acontecer de um Pidgey derrotar um gyarados. — Tecka ponderou. — Claro, estamos falando de um mestre colocando na batalha todos os seus conhecimentos. E não de nosso simulador que não leva em conta o treinador que usa o pokemon, e nem um outro fator a não ser o pokemon. -


Lirian ficou calada escutando aquilo. Parecia surreal, mas ela lembrou-se da luta de Ash e Gary. Um pickachu derrotando um Charizard. Logicamente um charizard deveria vencer, assim dizia o simulador. Mas, o treino de pickachu fez ele superar Charizard. Ainda não era o mesmo exemplo, mas resolveu aceitar por hora que aquilo era possível.


– Continuando. Pokemons de mesmo nível ou com pouca diferença de poder. — Tecka ria. — Daí restaria a experiência, conhecimento e confiança. — Tecka mostrou a mão utilizando os dedos para fazer a contagem. — Imagina que um treinador para desafiar um mestre, está no mínimo empolgado com a oportunidade de ter alguns minutos da atenção dele. Sua confiança é grande. — Tecka baixou um dedo. — Ficou conhecimento e experiência. — Tecka olhou para Lirian. — Você está no nível 2, não é? — O diretor viu ela confirmar com a cabeça. — Então me diga. Experiência e conhecimento geram habilidade. Habilidade é classificada como? -


– Estilo. — Disse Lirian chocada.


– Então um iniciante com o estilo certo pode derrotar um mestre que tenha um estilo determinado? — Questionou Kevin.


– Essa era a ideia de seu pai. Poderia haver um jovem, em alguma parte que desde pequeno gostasse de pokemon. Ele seria um iniciante brilhante! Mas, ainda um iniciante. — Tecka procurou um exemplo. — Suponhamos que o jovem tenha crescido em uma fazenda. Ou sendo filho de um criador, pesquisador, líder de ginásio, de um mestre pokemon, ou o que for. Que a criança de alguma forma tenha tido um contato grande com pokemons e uma habilidade distinta. — Tecka relaxou em seu lugar. — Ele teria um estilo, mesmo que não fosse para ter. Seria uma exceção a regra. Imagine alguém que cresceu no mar, enfrentando um mestre de água. Saberia explorar seus pokemons para atacarem as fraquezas dos pokemons marinhos, e não seriam as comuns de usar planta ou eletricidade. -


Lirian e Kevin ficaram pensando naquilo. O pai de Kevin tinha uma visão bem interessante. Mas, ambos sabiam que aquilo nunca havia sido provado ser possível.


– Tecka, porque o pai de Kevin, nunca chegou a provar? Tecnicamente parece ser possível, se olharmos desse lado. — Liriam parou analisando. — É uma série de acontecimentos que precisam acontecer, mas é possível. -


Lirian não gostava de dar o braço a torcer. Mas, olhando sobre a ótica que Tecka apresentava, era difícil não ver uma possibilidade. Pelo menos uma pequena possibilidade existia.


– Bem... — Tecka olhou para Kevin. — Eu não queria dizer isso... Para não deixar uma impressão errada para Kevin. — Tecka viu os olhos do rapaz se interessarem um pouco mais, mas também ficarem assustados. — Nós não nos separamos por livre e espontânea vontade. — Tecka pareceu ficar retraído e triste. — Todos estavam a trabalhar em seus projetos pessoais. Havia muita anotação, pretendíamos nos ajudar a fazer cada sonho. — Tecka parou. — Houve um roubo. Todo o material de todos, desapareceu. Inclusive alguns pokemons. -


– Nossa! — Lirian.


– Ao final... Todos trocavam acusações. — Tecka fechou os olhos parecendo relembrar. — Não havia maneiras de terem entrado onde estávamos e levado as anotações e nossos pokemons. -


– Desculpe... Mas, um pokemon psíquico usando o teletransporte entraria em qualquer lugar. — Diz Kevin.


– Sim. Por isso seu pai nunca voltou a falar com Bill. — Tecka parou por alguns segundos. — Bill possuía um pokemon psíquico que nos guardava durante a noite. O pokemon não identificou nada durante a noite que as coisas desapareceram. — Tecka sorriu. — Lógico que se o pokemon psíquico de um de nós não havia dito nada, ele estava a proteger alguém. — Tecka levantou-se se espreguiçando. — Felizmente, todas as nossas anotações estavam guardadas na cabeça. Então recomeçamos e tudo acabou como vocês vêem hoje. -


– Que coisa chata. — Lirian ficou pensando por algum tempo.


– Por isso seu pai passou a usar um diário, para inibir as suspeitas. E passou a escrever em código, para não ter utilidade. — Tecka estava pronto para se despedir de Kevin e deixá-lo na companhia de Lirian.


– Kevin eu retirarei o que eu disse sobre o diário e seu pai, mas só se me vencer em uma batalha pokemon. — Lirian sorriu levantando-se. — Sou nível dois na tecpokemon, isso leva um ano para conseguir-se. Sou H e não tem como me vencer. -


Tecka franziu a testa com aquela menção de H, mas viu Kevin bocejar e achou aquilo engraçado.


– Lirian, acabei jantar! — Ele abaixou a cabeça. — Você realmente gosta desse negócio de batalhas. — Ele levantou-se desmotivado. — Como seja! Faremos a batalha sendo um contra um. -


A palavra batalha e duas pessoas de pé chamaram a atenção de vários alunos. Uma batalha pokemon após o jantar. Aquilo era algo interessante.


A arena era normal. Demarcações brancas e uma pokebola desenhada no centro. Era uma arena oficial.


– Essa será uma batalha um contra um. Entre Lirian da Tecpokemon e o visitante Kevin da cidade de Tin. — Um rapaz parecia apresentar a batalha, como se fosse um juiz. — Começar. -


Kevin escolheu seu pidgey. Já tinha tido uma experiência noturna com Eevee e Nidoran femea. Eles não havia tido uma boa atuação. Além disso, durante a demonstração de simulação Lirian havia usado um pokemon planta e ela falava, pokemons aves são mais fortes contra pokemons do tipo planta. E o simulador provou. Desconfiava que ela iria usar tal pokemon.


Lirian havia libertado o gloom. Era um pokemon planta. Corpo roxo, de estatura baixa. Havia uma espécie de cogumelos e folhas no topo da cabeça do pokemon. Porém, era nítido que os cogumelos não estavam completamente desenvolvidos.


Kevin havia consultado as informações na pokeagenda. Parecia que poderia vencê-lo.


– Pidgey use o ataque rápido! — Kevin comandava o primeiro movimento. Viu o sorriso de Lirian. Havia algo errado, mas não identificou o que poderia ser, até que viu Pidgey errar o alvo e parecer desnorteado.


– Utilize o ataque de petalas dançantes. — Liriam comandou um movimento. Folhas e pétalas saiam dos cogumelas. Pareciam dançar no ar, mas iam com velocidade contra Pidgey.


– Tornado! — Kevin reagiu rápido. Seu comando havia sido eficiente. Pidgey mesmo estranho efetivou o ataque tornado. Conseguiu desvencilhar-se do ataque de gloom e logo estava refugiado aos céus.


– O que foi que aconteceu? — Kevin estava tentando entender. — O pidgey ficou estranho próximo de gloom. — Kevin estendeu novamente a pokeagenda.


A informação não agradou a Kevin. Gloom emanava um cheiro forte que poderia ser tão agradável e sedutor, quanto fedorento e destrutivo. Ao contato com o cheiro pokemon e humanos possuem dificuldade de resistir a essência.


– E essa agora. — Kevin ficou assustado.


– Bom, acho que isso é o fim certo? — Lirian ria. — Seu pokemon não tem como atacar a Gloom lá de cima. Sendo que posso aumentar o odor o suficiente para ele ir até seu pokemon. — Sorrindo a menina fez sinal a gloom. Todos começavam a reclamar do cheiro e até mesmo iam saindo de perto da arena.


Kevin pos a mão no nariz. Correu para uma posição e comandou uma cortina de vento. O odor ficou afastado, mas a cortina não era forte o suficiente para causar dano em gloom.


– Pidgey logo estará sem forças e terei minha vitória. — Diz Lirian sorridente. — Não preciso fazer muitos movimentos para isso. -


– Tornado! — Grita Kevin.


Era a segunda vez que ataque acontecia. Desta vez todo o odor que Gloom exalava foi sugado pelo tornado. Gloom, todavia, estava preso ao chão. A força do tornado ainda não era grande para tirá-lo do chão.


Lirian ria. Pidgey logo iria cansar.


– Você não vai vencer. O pidgey teria de ser mais forte para conseguir rancar gloom do chão. — Lirian sorriu. — Mais? Melhor! Seu tornado deveria ter mais pressão. Se a pressão fosse maior... Acho que não é hoje que vai provar os estudos de seu pai. -


Estudos. Kevin teve seus olhos brilhando. Havia estudado sobre pressão. O centro de pressão não tinha que ser maior, apenas estar mais perto de gloom. O tornado rodava o vento em volta do pokemon pelos lados. Era necessário focar gloom no meio do tornado fazendo o pegar ainda mais vento. Mas, Kevin percebia, Pidgey já tinha colocado gloom no meio.


– O vento circula ao redor de gloom. — Kevin parava analisando. — E se ao invés de rodar pelos lados, ele rodasse de cima para baixo? — Kevin olhou para cima. — Pidgey. Comece a a fazer seus circulos de criação de tornado agora mergulhando. Vá ao chão e volte da mesma forma que fica dando voltas. Faça isso com velocidade. -


Lirian estranhou aquilo, mas viu que fazia efeito. Pidgey descia velozmente e dava um rasante no solo subindo ao céus. Fazia um vácuo e assim o odor era sugado da mesma maneira.


– Droga, ele vai acertar o gloom com um desses mergulhos! — Lirian preparava-se para comandar um movimento, mas ficou estática.


– Caramaba! — Kevin parecia tão surpreso quanto Lirian. Um pequeno olho de furacão começava a ser formado, mas ao invés de formar-se no chão, estava se formando no ar, na horizontal. Tratava-se de um túnel de vento, pequeno, mas que havia retirado gloom do chão.


Gloom girava pelo túnel de vento indo e voltando até que de repente o túnel desaparecia. Estirado no chão estava Pidgey enquanto Gloom também estava imóvel, após sua queda.


– Empate! -


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Continua no próximo episódio!


Notas finais
Avisos:
Explicação de como se calcula o Nivel do Treinador no episódio 11.
Explicação de como se calcula o nível de Raridade no episódio 30.
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Nome: Kevin Maerd Junior
Cidade Natal: Tin na região de Kanto
Ocupação: Treinador
Nível: J
Idade: 12
Qtd. Pk: 2
Pokemon: Eevee - Nível de Raridade 7
Pokemon: Nidoran Femea - Nível de Raridade 6
Pokemon: Pidgey - Nível de Raridade 6
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Nome: Lirian
Cidade Natal: ??
Ocupação: Aluna da Tecpokemon / Treinadora
Nível: I
Idade: 12
Qtd. Pk: ??
Pokemon: Gloom Nível de Raridade 7
Analise da batalha Kevin Versus Lirian:
Lirian leva vantagem quanto a experiência e conhecimento, enquanto Kevin leva vantagem apenas quanto ao tipo de pokemon utilizado. No entato, As habilidades Naturais do pokemon de Lirian anulavam a vantagem de tipo, uma vez que o poder de Pidgey ainda era pequeno.
A Reviravolta acontece num movimento ousado e inesperado, onde Kevin tem a idéia de aumentar a pressão dos ventos que utiliza.