Notas iniciais
Acharam que eu ia falhar, né? Negativo! Aqui o capitulo que faltava! hehehe

A noite parecia aumentar o som do solado das botas colidindo contra o chão. Uma perseguição como aquelas não deveria durar muito, mas ambos pareciam decididos em fazer daquela noite memorável para ambos.

Havia sido um roubo mais do que simples, uma troféu antigo em exposição em um Hall da Fama que pode ser visitado dia e noite. Local com pouca segurança porque o valor do material exposto não era de grande valia e estava em local respeitável, um estádio da Liga Pokemon, palco de batalhas e apresentações.

Esperou o momento certo, abriu o vidro de proteção, sem grandes problemas. Sem alarmes, com câmeras já desativadas, o objeto foi colocado cuidadosamente na mochila, como se estivesse pegando algo em seu guarda roupas. Ajeitou tudo o vidro e sabia, passaria dias até que alguém realmente entendesse que o objeto que estava faltando fora surrupiado e não apenas sido retirado por qualquer outro motivo.

O que veio desfazer a simplicidade foi ter sido observada durante toda a ação. Talvez se fosse um segurança, um policial, ou qualquer outro, a perseguição nem tivesse começado, afinal a voadora dada pela ladra de cabelos vermelhos fora perfeita e surpreendera o observador. Ninguém normalmente se levantaria depois daquilo. No entanto, o observador levantou-se tão rápido quanto caiu.

O troféu era dele. Seu primeiro troféu que deveria estar com a pessoa responsável por permitir que ele pudesse vencer, mas sua benfeitora achou interessante deixá-lo a mostra para todos. Ele tinha que admitir, adorava voltar e ver seu primeiro troféu. Não ia admitir que alguém levasse sua primeira conquista. Mesmo que tivesse que fazer a corrida de uma hora alongar-se por mais três. Para ele o tempo era seu brinquedo e mais cedo ou mais tarde a ladra iria descobrir isso.

O terreno um pouco irregular da floresta por onde corriam deveria dificultar as coisas para ambos, mas pareciam estar em pé de igualdade. A ladra sabia que deveria fazer algo a respeito de seu perseguidor. Aquilo estava indo longe demais e já havia saído de sua rota original. Tentou saltar para a direita, pegar impulso e esconder-se em uma árvore, aproveitando a escuridão do local.

O movimento foi executado com perfeição, apesar dos olhos do homem terem acompanhado todo o movimento. O grande problema era a árvore em que fora esconder-se. O galho não aguentou o impacto e a fez cair de frente para o homem que conteve uma pequena risada.

– Não é segurança ou policial. – Disse a mulher levantando-se e colocando uma distancia segura de 10 passos entre eles. – Isso eu sei, pois não me deu ordens de parar ou qualquer coisa desse gênero até agora. Isso também descarta o heroísmo. – Ela tentou dar mais alguns passos, mas viu que ele os deu quase que instantaneamente. Ela agora não mais conseguiria ganhar distancia dele. – Então a minha pergunta poderia até ser quem é você, mas duvido que isso venha a ser relevante. – Ela balançou o dedo indicador para ele em sinal negativo. – A pergunta certa é: o que quer? -

– Meu troféu. -

A mulher piscou algumas vezes aturdida. Olhou bem para o homem, na penumbra em que se encontravam. Era negro de cabelos raspados, alto e musculoso. Usava um colete de cor escura para cobrir o perito e uma calça e botas que ela não podia identificar muito bem. Praguejou mentalmente enquanto lembrava-se do dia em que recebera a tarefa de roubar um antigo troféu de um Grande Festival.

Sem grande valor material, tinha grande valor no mercado negro para os colecionadores, uma vez que esteve por anos guardado com o Mestra Pokemon Agatha, além de ter sido a primeira conquista de um Top Coordenador desaparecido, Chronos. Ela nunca o vira pessoalmente, ou sequer viu uma foto do coordenador, mas as descrições físicas não negavam que aquele realmente poderia ser o homem que em suas apresentações fazia o público delirar com seu controle de tempo.

Pensou em fazer uma zombaria, mas os olhos adversários pareciam brilhar na noite e deu a entender que não havia senso de humor ou paciência por parte do perseguidor.

– Quem me contratou parece estimar muito sua conquista. – Ela disse. – Aposto que adoraria conhecê-lo pessoalmente. Posso negociar esse encontro e fazer algum dinheiro. – Ela sorriu maliciosamente. – O que acha? -

– Espero que lute tão bem quanto fala e corre, Ladra. – Chronos comentou cerrando os punhos. – Não me entenda mal, mas aquela história de bater em mulheres pouco faz sentido durante um roub... -

As palavras não puderam ser completadas diante a cena que presenciou. Uma pokebola havia sido sacada. De todas as coisas que as pessoas faziam, batalhar contra ele era a última coisa. Nas apresentações ele era considerado um Deus, mas na batalha era um demônio.

– Como é seu nome? – Questionou Chronos pegando uma pokebola. – Tenho certeza que não sabe o que está fazendo. –

– Se me derrotar talvez eu diga, talvez não. – Ela sorriu. — Mas, acho que seu controle de tempo não vai adiantar em uma batalha contra mim. -

As pokebolas ganharam o frio ar daquela noite. Pelo lado da ladra ruiva surgiu um Blaziken enquanto pelo lado de Chronos surgiu Tyranitar. Os dois humanos analisaram o adversário com interesse sabendo que aquela não seria uma luta fácil já que não haviam vantagens reais.

O Pokemon de fogo correu disparando diversos lança chamas e saltava velozmente a se aproximar. No entanto a habilidade de Tempestade de areia surgiu rapidamente e acabou com o pouco de visibilidade que se tinha, graças as chamas do corpo do pokemon lutador de fogo. A falta de visibilidade fez os ataques errarem o alvo acertando ar e desaparecendo rapidamente.

– Hiper Raio no chão. — Comandou Chronos.

A ladra respirou frio. Aquela velocidade de comando e reação do pokemon a impressionaria, fazia tempo que não via alguém com uma sincronia alta com o pokemon, mas ficou completamente assustada ao ver o efeito. Foi como uma explosão no solo jogando terra, pedras, raízes e pedaços de árvores para todos os lados. Ela própria foi impulsionada para para trás.

Ela demorou para conseguir erguer-se e a primeira coisa que fez foi conferir a mercadoria em sua mochila. Estava intacta e ela pretendia que continuasse daquela forma. Olhou para aluta e viu que estava completamente dominada pelo adversário. O pokemon de rocha socava o pokemon de fogo que estava caído e possuía muitas árvores em cima dele, o prendendo.

– Hiper raio tem tempo de recuperação. — Abismada com a falta de fadiga do pokemon adversário pensou em afastar-se, retornar o pokemon de longe, mas quando deu um passo para trás percebeu que havia algo atrás de si. Estava encurralada e sentia que algo ia lhe acontecer. — Você realmente é o Titã do tempo. -

Ouviu dizer que Chronos era alguém de personalidade e caráter duvidosos, mas não esperava sentir maldade no ar que o rodeava. O que irritava-a naquele momento era o fato dele estar calado.

– Abaixe-se Ladra! — Foi uma voz falha e quase murmurante. Ela não compreendeu parecia vir de alguns metros atrás dela. — Tyranitar Hyper Raio. — chronos gritou e ela percebeu que estavam bem distantes um do outro e não era ele quem estava à suas costas.

A ladra jogou-se para frante, abaixando-se enquanto o raio passava por cima dela e colidia contra algo que apenas grunhiu alto, mas não pareceu ser dor e sim raiva.

Ela virou-se observando uma espécie de pokemon gigante escuro, ao qual ela não conseguiu reconhecer. Correu, tropeçando e indo para o lado de Chronos. Ele estava encarando a criatura que rugiu para eles e avançou. Tyranitar jogou-se contra ao mesmo tempo que o fraco Blaziken era recolhido por sua treinadora.

– Obrigada.... — Ela parou por alguns instantes. — … Raissa Pendraco. -

Chronos olhou por cerca de alguns segundos. Ele já havia percebido que o quer fosse aquela criatura era mais forte do que seu pokemon e não iria deixar nenhum deles saírem vivo.

– Se sobrivermos a isso, terminaremos nossa luta. — disse a mulher sacando uma nova pokebola.

– Até parece. — Chronos deu uma risada retornando Tyranitar e preprando-se para lançar um novo pokemon.

Pokemon Estilo de Treinador
3ª Temporada — Combate nas Sombras
Capítulo 35
Invasões

A Estilo de Poder era a organização criminosa perfeita. A mais poderosa e a mais letal. Nunca ameaçada até aquela tarde quando sofreram duas invasões simultâneas. A primeira seria contornada por um administrador e dois generais, mas a outra pegou-os tão de surpresa que já tinham tido uma baixa.

– Rainner. — Bill Segurava-o apoiado no ombro.

O rapaz havia desmaiado segundos antes da entrada da Equipe Rocket no salão onde eles se encontravam. Tentava reanimá-lo, mas parecia inútil.

– Ele não vai acordar. — Disse Jessie. — Ele foi acertado por uma onda sonora que chacoalhou a cabeça. Ele vai acordar com tanta dor de cabeça que se não terá condições de fazer nada por pelo menos uma semana. -

A Equipe Rocket invadiu o local de forma planejada. Um plano traçado por Giovanni, antes para acabar com os adversários do mundo do crime, agora para vingar sua própria morte. Sabia que para ter sucesso tinha que eliminar os psíquicos que estavam com eles e para isso colocaram ondas sonoras transmitidas por satélites. Todos da base, que tinham poderes psíquicos, já haviam sido atingidos. Rainner não sentira tanto por ter ficado debaixo da terra e com isso não sendo atingido. Mas, quando voltaram para a sala, foram poucos minutos até ser afetado totalmente.

Sem poderem ser detectados, os milhares de Rockets estavam em confronto com os milhares da Estilo de Poder. Mas, para os agentes atrás de vingança, tudo seria completo apenas se pegassem Steven.

– Draco, leve os prisioneiros. — Disse Steven indo para o centro da sala enquanto os Rockets preparavam-se para atacar. — Melanni e Bill, peço que cuidem de Rainner. Está claro que temos duas invasões acontecendo, por que esse lixo da Equipe rocket não sabe nada do nosso outro assunto. — ele deu uma risada e olhou para Violeta Flamejante. — Traga os agentes externos de volta e comande a chacina! -

Steven percebeu rapidamente que eles não sabiam sobre os legendários e se quer haviam escutado a história que fora contada a Kevin e Marjori. Os agentes pareceram abrir caminho para que os demais saíssem, deixando na sala apenas Steven.

Eles sabiam que o corredor estava tomado e teriam grandes dificuldades lá, mas uma vez estando no corredor, as coisas estariam mais fáceis para lidar com Rainner desacordado. O espaço era menor e assim não precisavam se preocupar com as costas, apenas com o caminho a frente.

– Acha mesmo que pode dar conta de todos nós sozinho? — Questionou Jéssie.

– Giovanni deu conta de muitos e eu o detonei. — Ele sorriu. — Então acho que dou conta de vocês. Mas, vou avisando... Como ele disse mesmo... Ah sim... Eu Gosto é de Bagunça! — O homem liberou seis pokemons de uma única vez esmagando alguns inimigos com o peso dos pokemons metálicos que se materializavam.

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O corredor estava com muitas lutas acontecendo. Draco e vileta estavam quebrando alguns pescoços para abrir caminho quando escutaram uma risada. Olharam para trás e viram Rainner de pé e rindo.

– Que palhaçada é essa? — Questionou Kevin. — Isso até explica eu não conseguir correr ou falar nada no meio da bagunça.

– Enquanto estávamos na lava eles fizeram tudo o que falaram. Infelizmente lá de baixo não consigo sentir as cosias aqui em cima. Quando chegamos aqui em cima eles ficaram esperando eu cair e as ondas não deixavam usar bem meu poder. — Rainner levou a mão no bolso sacando uma pokebola. — O pior é que não são duas invasões, são três. -

– Virou a casa da mãe Joana. — Disse Marjori.

– Como assim? — Questionou Bill. — Quem mais nos invadiu além de um grupo secreto que caça os Legendários e a Equipe Rocket. -

– Nós! — Na ponta do corredor apareceu o General Surge com alguns militares, armas e pokemons prontos para atirar.

No entanto, Rainner já havia liberado um pokemon psíquico e todos foram teleportados, deixando o general sorrindo e sabendo que a Estilo de Poder estava com grandes problemas.

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– Precisamos de um plano! — Gritava Violeta flamejante. — Precisamos saber como essa cambada entrou aqui. -

Eles haviam sido teleportados para um dos laboratórios de pesquisa. Marjori e Kevin foram acorrentados e Melanni e Bill estava trabalhando nos computadores, aparentemente fazendo troca de pokemons e chamando o máximo de agentes, que estavam ausentes.

– Precisarei de 15 minutos, enquanto isso... vão precisar confiar em mim e fazer o que eu disser. -

Draco e Violeta se olharam e concordaram.

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As lembranças da noite que conheceu os legendários viviam na mente de Chronos, que agora atendia por Pedra Noturna. Lutaram por três horas, até não terem mais nenhum pokemon, sendo que dos doze, cinco deles não eram totalmente evoluídos e por isso foram destruídos.

Caminhar próximo aos rios de lava sempre faziam as lembranças voltarem a mente de Pedra Noturna. Naquele dia eles foram salvos por Steven e Melani. A dupla estava acompanhando de longe aquela criatura, uma das poucas que fugira da ilha. Tentavam estudar e descobrir uma forma de impedi-la. Presenciaram toda a luta, mas ficaram impressionados com a habilidade de Chronos na batalha, além das habilidades furtivas de Raissa de fugir a todo momento do que era a morte certa.

– Esperem! — Disse Venon que caminhava a frente do trio.

Eles desconheciam a invasão Rocket que acontecia ao complexo. Nas profundezas da ilha caminhavam rumo ao local onde alguns loucos lutavam contra os demônios. Já estavam em posição de visualizar a situação, sem grande perigo para eles, mas não adiantou muito.

– Caçador das Sombras! — Davis gritou descontrolado chamando a atenção para si.

O Caçador das Sombras e os outros Mestres Pokemon da Sociedade estavam a seguir com o plano de confinamento. Eles desviaram os olhares, assim como os pokemons e os demônios. Davis sentiu o erro cometido, mas não era hora de lamentações.

– Chronos, cuide dos mestres. Eu pego o desgraçado do Caçador das Sombras. Venon cuide dos Legendários. — Gritou Davis partindo para cima.

Venon e Pedra Noturna se olharam. Aquele plano era de longe algo sensato, ainda mais que existia um Mewtwo naquela confusão. Mas, seguiram as instruções, afinal não havia muito o que fazer a não ser aceitar o comando já que o ataque a eles já havia iniciado.

Venon no entanto parou antes de liberar seus pokemons, sentiu seu corpo formigar e viu-se teleportado deixando a dupla de companheiros sozinha. Chronos percebeu virou-se para os lados e viu-se frente a frente com o casal Pendraco. Ele sorriu enquanto os dois o encaravam, mas perdeu o sorriso quando Agatha aproximou-se.

– Olha no que você se tornou. — Disse Agatha.

Estava tudo um caos. O calor era insuportável e havia combates titânicos acontecendo por todos os lados. Não havia como conversar com ninguém. Não havia vontade de conversas.

– Cuidado! — Foi apenas um grito rápido e alto vindo de Thor.

Outra figura da Estilo de Poder surgia, correndo a beira do rio de lava. Violeta Flamejante aparecia com os olhos determinados e mostrando uma vontade assassina.

O casal Pendraco deram um passo em direção a filha. Eles iriam enfrentá-la. Queriam por um fim aquilo, mas viram um leve negar de cabeça da mulher em direção aos pais.

– Chronos, você é meu! — Gritou a mulher para espanto do grupo.

Notas finais
O que será que ta acontecendo?