PET - 3ª Temporada - Combate nas Sombras

33 Capítulo 33 - Acordando para um pesadelo


Notas iniciais
Esse capítulo é um presente para os leitores que tanto queriam algumas cenas mais... (hehehe) Vamos conferir, né?

Uma batida na porta seguida do barulho dela se abrindo. O ambiente silencioso parecia ter sido interrompido. Olhares desconfiados e uma certeza que a interrupção não era algo bom. O almoço era muito respeitado pela Estilo de Poder ainda mais quando estavam a poucas horas de uma grande Operação.

Os cinco generais e dos três administradores examinaram o agente que entrara no refeitório dos líderes da organização criminosa. O agente não pareceu preocupado de interromper, sabia que sua noticia seria recebida como um banquete.

– Os prisioneiros acordaram. -

O agente apenas informou isso saindo sem esperar nem uma reação ou ordem. Era raro capturarem alguém e levarem-no para ao Quartel General, geralmente ficava em um posto avançado ou em algum lugar a espera de agentes que fossem conversar com ele. Se é que conversar fosse um nome dado para interrogatórios e torturas. Estando na base central o protocolo era muito simples, um dos oito líderes iria lidar com eles.

– Eles tinham que acordar na hora da refeição? — Violeta Flamejante levantava-se sem esconder o sorriso no rosto. Iria se divertir. No entanto, teve seu caminho detido por Pedra Noturna que também se levantou. — Você quer assistir? — O sarcasmo foi claro na fala da mulher. Ela sabia que se Pedra Noturna quisesse interrogar os prisioneiros ele teria a vez e ela não poderia fazer nada, não havia hierarquia entre os generais, todos tinham o mesmo grau de importância e comando, mas todos iriam querer ver Kevin e Marjori nas mãos de Pedra Noturna.

– Todos os Cinco Generais estarão em atividade as quatorze horas. — Disse Pedra Noturna. – Aqueles dois precisaram de métodos nada tradicionais e não os queremos debilitados, ainda. — Ele parou sentando-se. — Você não tem habilidade para fazer o que tem de ser feito. -

Violeta Flamejante encarou Pedra Noturna por alguns instantes. Ele ousava dizer que ela não tinha habilidades. Vivia questionando suas habilidades e de fato aquilo havia começado há muito tempo, desde que se conheceram.

– Violeta! — A voz de Rainner cortou o clima entre os dois rapidamente.

Rainner levantava-se da mesa calmamente, deixando sua refeição de lado e observou rapidamente cada um da mesa, averiguando se alguém tinha algo contra a sua intenção de ser o anfitrião dos recém-capturados. Ninguém parecia esboçar descontentamento com aquilo e de fato eles pareciam conformados de que o jovem era a pessoa ideal para a tarefa. Além dos Generais estarem com pouco tempo para a tarefa os outros Administradores tinham problemas sérios com Marjori e Kevin, as boas vindas teria de ser dele.

Pokemon Estilo de Treinador
3ª Temporada — Combate nas Sombras
Capítulo 33
Acordando para um pesadelo

– Eu odeio você! -

O grito de Marjori era tão alto e intenso que Kevin estava começando a ficar tonto. Abaixado com a mão nos ouvidos, em um canto do estranho quarto, ele observava o ataque histérico que a menina estava tendo.

A última coisa que ela se lembrava era de ter entrado em seu camarim, depois tudo ficou escuro. Não tinha uma única dor ou lembrança de cheiro estranho. Não reconhecia o quarto, apesar de se parecer muito com um dos quartos de seu ônibus de viagem. Só tinha uma certeza, Kevin estar ali significava um grande problema. A histeria era mais da personalidade e não da real vontade de matá-lo.

– Como é que eu vim parar em um quarto com você, de novo? — Gritou a menina. — E de roupas intimas. -

Da vez anterior ela tinha tentado se cobrir nos primeiros momentos, mas desta vez ela não parecia interessada em se proteger. Talvez pelo fato de não ser a primeira vez que os dois estavam juntos em uma situação daquelas, ou talvez porque sentia que entender o que acontecia era mais urgente do que impedir que o jovem a sua frente ficasse a olhá-la seminua. Isso levava-a a percepção que desta vez o rapaz estava muito mais calmo que da vez passada.

– Fala alguma coisa! — Grita Marjori.

– Fomos sequestrados pela Estilo de Poder. — Disse ele suspirando e levantando-se do canto. — A primeira coisa que tentei fazer quando tentou dar o primeiro golpe foi tentar correr. -

Marjori pareceu incrédula. Ela nunca foi capturada, as armadilhas eram identificadas rapidamente e sempre ficou bem claro que ela não seria capturada e sim morta. Não tinha como estar presa, ela deveria estar morta com seu corpo estirado em alguma praça pública. Ela deveria ter sido assassinada no meio do show que acabara de fazer para causar impacto ao mundo.

– Não! — Outro berra da menina que andou pelo quarto procurando a porta, mas não a enctrava. — Eu fiz um Show, entrei no meu camarim e não lembro de nada. Como é que conseguiram? — Ela virou-se para Kevin olhando questionadora e ao mesmo tempo suplicante por respostas.





Ela reparou que os cabelos de Kevin estavam um pouco maiores, já não estava tão careca, mas estava com muitas olheiras. Visivelmente ele não dormia bem a dias e tinha passado por algumas coisas bem difíceis. Se ele sabia que haviam sido sequestrados, deveria ter lutado bastante.





– Eu fui capturado pelo Claudius e um outro cara. Ambos membros da Estilo de poder. — Disse Kevin. — Descobriram meu disfarce e me pegaram quando eu estava concentrado no meu personagem. -





– O que foi incrível. -





Uma voz de surgiu dentro do quarto deixando Marjori ainda mais agitada. Ela caminhava para o centro do quarto e Kevin passou a fazer o mesmo enquanto olhava em volta procurando de onde a voz poderia estar vindo. Não haviam portas e nem sinais de auto falantes embutidos pelas paredes.



A parede da frente da cama se abriu transformando-se em um grande telão onde puderam ver a imagem de Violeta Flamejante com um sorriso sarcástico.





– Quando o Supervisor de Hoeen chegou trazendo-o desacordado, eu jurava que a noite prometia. Afinal, consegui capturar a Estrelinha dos Palcos apenas com telepatia. — A voz era de alguém jovem e parecia estar divertindo-se com a confusão que os dois prisioneiros apresentava. — Resolvi colocar os dois juntos na mesma cama para ver o que iria acontecer. -





– Eu vou te...! — Marjori ia começar a gritar, mas viu tudo escurecer no lugar. Ela deu um passo para mais perto de Kevin, no intuito de ter certeza em quem iria acertar o primeiro golpe que desse assim que tivesse chances.





– Uma ilusão? — Questionou Kevin chamando a atenção de Marjori.





Em meio a penumbra os dois viam duas outras pessoas que apareceram do nada próximo a eles. A primeira claramente um membro da Estilo de Poder, mas que nenhum dos dois conheciam. Baixa estatura, cabelos brancos e olhos orientais. Mas, eles sabiam que a pessoa era importante, as roupas pareciam com as de Davis e Melani e ele não escondia o rosto.



A outra pessoa Kevin duvidou por alguns instantes e Marjori tinha certeza da identidade, ela jamais deixaria de se reconhecer. Ela estava se vendo junto com o jovem e não fosse a fala de Kevin sobre aquilo ser uma ilusão, tinha certeza que teria gritado, berrado, batido e muito mais. Mas, diante dos fatos limitou-se a assistir.



A projeção de Marjori de repente começou a tirar a roupa do show. Uma blusa com bastante brilho e uma saia preta. Ficando apenas com peças intimas ela recebeu algo para tirar a maquiagem. O membro de cabelos brancos olhava calmamente a limpar-se e despir-se. Ao final ele sorriu apontou para cama onde parecia haver alguém deitado. Lá estava a projeção de Kevin, já seminu. Marjori caminhou até Kevin, deitando-se ao lado dele e o abraçando.





– Foi isso que aconteceu a noite passada. — O jovem de cabelos brancos virou-se para eles assustando-os. Ele havia se materializado no quarto e as luzes voltaram ao normal, deixando tudo claro enquanto as projeções desapareciam.





Marjori não perdeu tempo e tentou socar o jovem, mas seu braço parou a alguns centímetros do rosto dele. Um sorrido saiu dos lábios dele de repente a menina levou um pata na face. Talvez ela não ficasse tão abalada pelo tabefe se não tivesse sido dado por Kevin.





– Eu juro que não sei o que me deu. — Diz Kevin andando para trás. — Minha mão se moveu sozinha. -





Marjori tentou saltar sobre o menino,mas novamente seu corpo paralisou. Kevin novamente dera outro tapa na face dela deixando agora a marca de seus dedos. Os dois se encararam por algum tempo, agora com seus corpos paralisados. Estavam tentando entender o que acontecia até que escutaram as risadas do jovem de cabelos brancos.





– Isso é um aperitivo do tipo de coisa que posso fazer vocês fazerem se voltarem a se comportar mal. — Sorrindo o jovem de cabelos brancos falou para a dupla que teve os movimentos dos corpos recuperados. — Serei o anfitrião de vocês nesse dia glorioso. Meu nome é... -





Marjori tentou socá-lo novamente, mas desta vez nem conseguiu sair do lugar. Seus pés pareciam colados no chão. No entanto, Kevin havia avançado e chegou a centímetros do jovem. Kevin claramente estava forçando o golpe, mas não conseguia mover-se. O jovem deixou os dois paralisados e estalou os dedos, fazendo aparece uma cadeira onde sentou-se.



Kevin caminhou até Marjori e deu um novo tapa na face dela.





– Feia. Feia! — Dizia Kevin. — Você é uma humana muito feia! — A cada palavra que ele dizia era um novo tapa.





O jovem gargalhou e via o quanto os dois estavam ficando irritados com aquilo. Sorriu e fez Kevin parar de bater na cara de Marjori que começava a ficar com a face toda vermelha.





– Vou devolver esses tapas. — Diz Marjori.





– Posso atender o seu pedido. — O jovem fez Kevin dar mais alguns passos.





De repente Marjori viu Kevin quase colar em seu corpo. Sentia o calor que o corpo dele emanava e percebia que faltava pouco para que se beijassem. Ela sentia respiração dele e lutava para ir para trás enquanto via que ele tentava o mesmo.





– Beije-a! — Disse o jovem.





Kevin inclinou-se um pouco e os lábios quase tocaram. Marjori deu um tapa na face de Kevin. Fazendo-o ir para trás alguns passos. Kevin sentiu quis passar a mão na face, mas seus movimentos estavam contidos. Olhou para Marjori que com o olhar indicava que não tinha sido ela.





– Vamos. Beije-a! — A voz do jovem foi escutada de novo.





Kevin novamente caminhou para junto de Marjori. O corpo dos dois quase colaram-se. Kevin podia sentir sua pele roçar próximo ao sutiã da menina e viu-se inclinar para beijá-la. Seus lábios ficaram a um centímetro, ou talvez até menos, dos lábios de Marjori. Ele tentava controlar a respiração, mas sentia o hálito da menina vindo até ele.





– Meu nome e Rainner e sou o terceiro Administrador da Estilo de Poder. Serei o anfitrião de vocês. — Ele disse levantando-se animado. — Já estão liberados a pelo menos dois segundos. -





Marjori e Kevin deram passos para trás massageando as faces e sem conseguirem se encarar. Eles tinham certeza que não poderiam resistir aos poderes psíquicos que Rainner apresentava e ele tinha uma forma muito curiosa de demonstrar o poder dele.





– Faremos um tour e ao final teremos uma rápida conversa. Comportem-se e não terão seus movimentos ou falas controlados, sejam mau educados e vocês continuarão do momento do beijo. — Ele viu que os dois haviam entendido o recado e sorriu. — Logo após nossa conversa, pós tour, acredito que irão se ajoelhar e jurar fidelidade ao líder. -





– Ou morreremos? — Questionou Marjori debochada.





– Acho que vocês não entenderam. — Ele sorriu voltando a sentar-se na cadeira.





Marjori caminhou até Kevin e passou a mão pelo peito dele. Viu os pelos dele se ouriçarem. Pegou a mão dele e colocou-a no próprio ombro, enrolando o dedo dele na alça de seu sutiã.





– Querem que eu continue? — Questionou o telepata. — Posso deixá-los sozinhos e voltar mais tarde. — Ele olhou-os de forma safada. — Não se preocupem, tenho certeza que posso comandá-los do lado de fora. Ou na verdade, acho que vocês nem precisariam de mim. Vocês tem tanta química. Tantos pensamentos reprimidos. — Ele riu. — Gostariam de saber quem anda sonhando com quem? Ou que tipo de fantasias o outro possui? -





A vontade era gritar para ele ir para o inferno, mas nenhum dos dois teve coragem de dizer algo. Já sabiam que não conseguiam resistir aos poderes dele e agora estava claro que ele iria brincar com as mentes.





– Fiquem tranquilos, tentei por duas horas, mas Marjori teve a mente treinada pelos militares. — Ele fez um sinal e Kevin desenrolou o dedo e afastou-se. — Preciso de mais tempo para conseguir invadir a mente dela. Ela resiste bem a invasão. Só o leio o que ela pensa. -



Marjori percebeu que podia se mexer e ajustou o sutiã pensando em muitas formas de ver Rainner morrendo, sabendo que aquilo havia sido um jogo mental, para que ela pensasse em algo que não devia e lhe desse alguma informação.





– Já o jovem Maerd é realmente parente de Sabrina. — Ele suspirou. — Essa noite me aventurei a invadir sua mente e não consegui ler nada além da morte de Détrio repetidas vezes.- Ele levantou-se entediado. — Fico me perguntando se foi assim com Price, Eevee, seu pai... -



Kevin gritava por dentro querendo xingá-lo. Sabia que não poderia fazê-lo sem consequências. Além disso, tinha que ter certeza que ele não podia ler seus pensamentos.



– Mas, depois que você acordou sua mente ficou mais acessível. — Ele sorriu. — É uma bagunça, mas mais acessível. Você tem uma mente muito complicada. Mesmo lendo seus pensamentos do momento, eu não consigo entender o que são eles. Claramente, sua mente funciona de forma diferente. Uma frequência diferente da que estou acostumado. Então... vou precisar de mais tempo para conseguir ler sua mente e pensamentos. -





Kevin e Marjori se olharam, ignorando a possibilidade dele ler os pensamentos da menina. Mas, Rainner nem precisaria ler os pensamentos de Marjori para entender que o olhar deles significava renda-se por hora.



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Kevin já sabia onde a base ficava, mas Marjori parecia não estar tão surpresa dela ficar numa ilha próximo a um vulcão. Olhava tudo com desdenho e sua antipatia típica. Realmente as instalações lembravam um castelo antigo e poucos lugares tão modernos.



Rainner passeava com eles por todo o complexo os deixando tensos. Quanto mais viam, mais sabiam suas vidas se aproximavam do fim.





– Só morre usando um macacão cinza de prisioneiro se quiser. — Sorriu Rainner olhando para Marjori.





Marjori ficou ainda mais emburrada. Evitar pensar nas coisas eram complicado. Mas, a sensação de que sua hora aproximava-se levava-a para o fato de que morreria usando um macacão cinza. Definitivamente aquilo estava deixando-a cada vez mais irritada.





– Segura a onda Marjori. — Disse Kevin. — Do jeito que a coisa estava no quarto alguém aqui vai levar um chupão.-





Rainner riu com o comentário. Ele tinha gostado da ideia e iria tentar lembrar para a próxima punição que tivesse que infligir a eles. Parou diante a porta e ficou alguns minutos olhando para ela sem que os dois entenderem. A porta se abriu e eles entraram em uma sala ampla que parecia ser um refeitório.



Mesas e cadeiras enfileiradas por quase todo o local e ao fundo um podiam ver uma espécie de buffet para que pudessem se servir. O local era bem iluminado e haviam cerca de quatro telões onde parecia estar passando um telejornal.





– Peguem o que quiser para comerem. Vamos fazer uma pausa de 10 minutos para se alimentarem e nos atualizarmos. — Ele caminhou para sentar-se perto de um dos telões e ficou ali observando as noticias que eram dadas. Piscou algumas vezes e virou-se vendo que Kevin e Marjori ficaram parados junto a entrada. — Algum problema? -





– Cla... — Marjori teve a boca tampada e foi arrastada por Kevin para servir-se.





Eles não estavam entendendo a hospitalidade, mas conseguiam ler algumas peculiaridades de tudo aquilo. Diziam que a estilo de Poder era comandada por 3 jovens e seus 5 generais, mas todos curvavam-se ao líder. Rainner era o único desconhecido por todos e com isso seria um rosto menos raivoso para os dois. Qualquer um dos outros sete, mesmo o Choque metálico, causaria grande confusão. Além disso os poderes eram inegáveis, eles ficavam submissos sem tivesse que haver contato físico ou grandes ameaças.



A maioria dos locais que iam estavam vazios. Os poucos locais que havia algum movimento os agentes saíram do local ou pouco deram atenção a eles. Todos trabalhando, concentrados e nada interessados em ver os dois aprisionados. Aquilo indicava que algo importante estava acontecendo.



No entanto, sempre havia uma pausa diante as portas, como se desse tempo para quem estivesse lá dentro sair. Algo estava realmente acontecendo e a chegada deles havia atrapalhado, ou talvez acelerado as coisas.



A dupla sentou-se próximo dele enquanto comiam qualquer coisa. Ele estava interessado na noticia que estava passando sobre estar acontecendo, em Sinoh, estranhos fenômenos meteorológicos. Chuvas, terremotos, maremotos, ventanias, tempestades de areia e outros que não se sabia a origem.





– Isso é sério? — Questionou Marjori chamando a atenção de Rainner. — Parece mais obra de um pokemon. -





Rainner concordou achando interessante a teoria. Ficou olhando a televisão até o jornal acabar e virou-se para a dupla, observando-os. Ainda tentava ler a mente deles, mas Kevin ainda tinha uma frequência diferente para ele acompanhar enquanto Marjori resistia perfeitamente a revelar o que havia além de seus pensamentos do momento.





– Vocês parecem uma empresa. — Disse Kevin quebrando os pensamentos de Rainner e a tentativa dele. — No tour está incluso uma explicação do objetivos de vocês, de froma detalhada, ou a missão e visão da Estilo de Poder LTDA se resume a matar e conquistar? — Kevin encarou-o nos olhos.





Rainner fez menção de punir os dois por aquele comentário, mas percebeu que não havia necessidade. Marjori dado um soco no braço de Kevin. Eles não queriam mais nenhuma punição.





– Se estão ansiosos por esse momento, vamos a ele. — Rainner levantou-se animado, mas uma noticia na tele visão chamou sua atenção.





“O resumo de nosso dia então fica assim. Enquanto Kanto é atacada ferozmente por inúmeros agentes da Estilo de Poder. A força policial de Hoeen está mobiliza com o desmantelamento da Liga das Sombras, uma Liga pokemon clandestina que é acusada de não seguir regras. Sinoh sofre com estranhos fenômenos meteorológicos e Jotho está de luto pela morte de Wins.”



A televisão começou a mostrar as cenas finais da vida de Wins que haviam sido transmitida pela internet. O juiz havia encerrado a batalha para a surpresa dos participantes. Um dos participantes gritava comandos de forma descompassada para um seu pokemon que havia saído do controle e não conseguia fazer mais nada a não ser usar a técnica recuperar, inúmeras vezes, enquanto estava enrolado no no adversário. O pokemon de Wins usava bomba de lama, mordida e outros enquanto podia. Seu treinador dizia apenas para que ele continuasse enquanto gemia de dor, caído no chão, sem saber se conseguiria dizer as próximas palavras.



O juiz estendeu a bandeira do lado de Wins. Dizendo que Milotic estava fora de controle. Um pokemon pode lutar sem obedecer seu treinador, mas não se estiver em visível fúria descontrolada, sem intenção de continuar a luta. Milotic visivelmente estava descontrolado e não prosseguia a luta, pois estava preocupado com a sua beleza e aparência que estava imaculada.





– Wins morreu? — Kevin pareceu surpreso. — Mas, ele venceu o Wallace? -





Sem saber das transmissões e tentativa de Wins ser transformado em Mestre Pokemon por aclamação popular, antes de morrer, Kevin não conseguiu compreender a informação. Olhou para os dois afim de que eles pudessem falar algo. Mas desistiu. Ele era prisioneiro da Estilo de Poder em uma ilha afastada, próximo de um vulcão. Nesse mesmo local, bem abaixo deles estava o Ninho dos demônios onde seus amigos da Sociedade Secreta já deviam ter iniciado a missão. Certamente as alterações climáticas tratavam-se de seus amigos lutando.



Ele tinha que manter a mente limpa, não deixar aqueles pensamentos virem a cabeça em nenhum momento. Estava com sorte por Rainner não conseguir ler sua mente. Era claro que ele era muito poderoso e o faria facilmente dentro em breve. Tinha que descobrir como bloquear aquela informação de sua mente antes que ele pudesse saber dos demônios.





– Coisas estranhas acontecem nesse mundo. — Disse rainner suspirando. — Querem uma escova de dentes? — Ele riu. — Vocês conhecerão o líder, é bom ter um hálito legal. -





– Eu vou matá-lo. — Disse Marjori entre os dentes.





Rainner olhou para ela rindo. Ela levou a mão boca preocupada. Jurava que apenas tinha pensado naquilo. Olhou para Kevin para confirmar que Rainner apenas via lido sua mente, mas Kevin não estava no lugar onde o viu da última vez, ao seu lado direito. Ele estava atrás dela, no lado esquerdo, já com cabeça inclinada para o lado encostando a boca em seu pescoço.





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– Fique longe de mim seu tarado! -



Marjori dava passos largos para se afastar de Kevin. Ela não tinha certeza para onde ir, mas o corredor não apresentava bifurcações ou portas. Se fosse passar direto de algum lugar, certamente seria parada, ou mesmo punida. Mas, a última punição havia sido demais. Rainner passará dos limites, ela encontraria uma forma de ao menos bater naquele moleque de cabelos brancos. Um golpe para deixar marca da mesma forma que agora ela estava marcada.





– Sabe que seria a última pessoa em quem eu daria um chupão! — Kevin andava pisando alto atrás dela. Ele estava mais do que irritado. Nunca havia dado um chupão em ninguém e o primeiro tinha que ter sido contra a sua vontade e logo na Marjori. — Se você contar para alguém que eu fiz isso, te mato! — Gritava ele apontando para ela.





A punição de Marjori havia sido levar um chupão d Kevin. Ela não teve nem tempo de entender o que acontecia, quando virou-se para Kevin ele já estava sendo controlado para chupar o seu pescoço. Ela enlouqueceu ao ver a marca deixada. Correu até bandeija de comida que havia deixado na mesa e a jogou contra Kevin, correndo para cima dele com a faca. Foi paralisada por Rainner que morria de rir e ainda judiou dela avaliando a marca dizendo que havia ficado muito feio.



O resultado foi Marjori marchar corredor a fora assim que estivesse liberada. Bufando e tentando evitar olhar para Rainner que era culpado de tudo aquilo, mas que não poderia sofrer danos ainda.





– Desculpe-me bebezinho por tirar sua virgindade de chupão. — A menina virou-se furiosa. — Espero que tenha aproveitado pois nunca vai conseguir outra diva para poder fazer uma coisa dessas. -





– Eu não teria tanta sorte assim em nunca mais ter que agarrar uma diva. — Gritou Kevin indo tirar o calçado, mas o segundo de silêncio permitiu que os dois escutassem as risadas de Rainner.





Marjori e Kevin respiraram fundo. Rainner estava divertindo-se as custas dos e eles não tinham o que fazer. Os dois tinham um temperamento explosivo e por mais treinados que eles fossem para manter a calma, um pelo exercito e outro por um mestre pokemon, Rainner sabia que os dois não tinham um bom relacionamento. Bastava fazer um provocar o outro e estava declarada a guerra.





– O casal vai continuar brigando no corredor ou virá me conhecer? -





A voz era conhecida. Não tinham certeza quando escutaram-na, mas lembravam dela. Marjori com mais exatidão, e sabia, passou muito tempo perto daquela voz, só não tinha certeza quando. Kevin apenas tinha certeza de ter escutado aquela voz uma vez na vida, mas não tinha ideia em que situação, apenas que era alguém realmente importante.



Os dois olharam para o corredor e virão uma porta ao longe. Seus gritos pareciam ecoar pelo corredor até o local onde alguém os esperava. De fato, Rainner informara que eles conheceriam o líder, então não havia dúvidas que este era o líder.





Kevin deu alguns passos até chegar ao lado de Marjori. Os dois se olharam e não houve dúvidas no olhar. Não iriam mais brigar. Se quisessem sair dali vivos sabiam que precisavam trabalhar juntos e de alguma forma o olhar um do outro naquele momento indicava que o outro tinha um plano ainda.





– Tente aproveitar nas próximas situações. — Satirizou Marjori. — Eu sou muito gostosa. Sei que sou mais do que merece, mas posso ser seu último banquete. -



– Farei um esforço para matar sua seca. — Ironizou Kevin. — Tente não se entusiasmar muito. -





Rainner os observou tentando sondar suas mentes. De fato, sentia que eles estavam tentando colaborar um com o outro para que procurassem uma forma de fugir dali. Conseguiu ler que Marjori esperaria o momento certo para agir, quando houvesse mais gente junto. Mas, ela conseguiu voltar a ter pensamentos de raiva dispersaram a leitura do pensamento.



Rainner conhecia aquela forma de bloqueio. Usar da raiva para bloquear outros pensamentos. Além disso a raiva alterava boa parte do conteúdo do cérebro, pois qualquer um que fosse vasculhar a mente de uma pessoa que estivesse furiosa, sempre acabava tendo sua atenção chamada para a raiva que estava presente. Quem treinou a menina para impedir que sua mente fosse lida com facilidade sabia o que estava fazendo.



Já Kevin ele apenas viu que o menino pensou em um demônio. O próprio Rainner parou de ler um tanto perturbado. Ele não tinha certeza do que viu mas tinha tanta dor e medo no pensamento que ele não teve certeza se Kevin tinha um plano ou uma conclusão de que para sair dali só sendo um demônio.





– O que? -





Rainner tentava entender o que foi aquilo que viu na cabeça de Kevin quando escutou o grito de surpresa da dupla. Ele sorriu e correu para dentro da salão principal a tempo ainda de ver a cara de espantados que os prisioneiros estavam fazendo. Ali sim Tainner estava conseguindo ler perfeitamente os pensamentos deles. Tentavam entender o motivo do líder ser quem era. Afinal, Bill era mundialmente conhecido e amante da paz, pelo menos para muitos.





Na sala estava estava Bill, com sua roupa vermelha oriental e os cabelos longos e soltos. A esquerda dele estavam os cinco generais com seus macacões roxos e a direita estava Davis e Melani. Rainner juntou-se a eles completando o grupo.





– Eu sabia que tinha traído meu pai! — Gritou Kevin. — Seu... — Ele parou sentindo a mão de Marjori tocando-lhe a mão. — Ladrão mentiroso! — Gritou Kevin ainda mais alto.





Aquilo não era ofensa. Nem de perto e nem de longe! Pelo menos para nenhum dos novo que comandavam a Estilo de Poder. Mentir, roubar, destruir e até matar era parte do repertório deles. Escutar alguém dizendo aquilo não os abalaria.





– Roubei, não naquela época. — Disse Bill. — Talvez, com mais idade, entenda que naquele dia, no torneio, eu tentei colocar você e sua irmã fora disso tudo pelo respeito que tenho a memória de seu pai. — Ele encarou o menino. — Mas, vocês não sabem escutar um conselho. -





Kevin revirou os olhos para evitar xingá-lo. Isso fez Rainer rir. Marjori percebeu que Pedra Noturna olhou a hora rapidamente, ou ao menos olhou para relógio de pulso de forma discreta. Mas, de alguma forma viu um desencadear de eventos. Na certa Pedra Noturna pensou em algo que Rainner capitou e informou ao Líder pois ele deu alguns passos para frente e logo todos fizeram o mesmo.



O chão de repente tremeu. Kevin e Marjori se precipitaram e Rainner franziu o cenho encarando-os. A dupla do nada se virou e beijaram-se. Rainner dobrou a cabeça confuso enquanto o grupo olhou para o beijo e depois para o telepata.



Se afastaram quase agredindo um ao outro. Enquanto Rainner fazia um sinal de que não tinha nada haver com aquilo. Rainner havia lido algo na mente deles. Algo como já começou. Mas, antes que pudesse ir além eles se beijaram e logo começaram a brigar. O grupo da Estilo de Poder começou a questionar mentalmente porque Rainner fizera aquilo e assim ele não conseguiu administrar a leitura de tantas mentes.



Marjori e Kevin trocavam insultos enfurecidos. Foi uma tática desesperadas de ambas as artes que temeram entregar a pequena chance de salvação que cada um guardava.



Quando tudo tremeu o jovem Maerd imaginou que fosse a luta dos seus contra os demônios, em algum lugar nos subterrâneos da ilha. Viu que Rainner o encarou e não teve dúvidas de que ele estava conseguindo ler sua mente. Fez a única coisa que sabia que iria por fim a leitura de mente, uma fúria em sua mente. Ele havia estudo como barrar a leitura de mente, afinal teve que lutar algumas vezes com Sabrina, e sabia que raiva ajudava. Beijou Marjori e se preparou para o tapa, mas quando e percebeu que ela já vinha para beijá-lo também enfureceu-se de verdade.



Quando tudo tremeu a Estrela dos Palcos pensou em todo o seu plano de como manter-se viva, e a Kevin também. Jogou-se contra Kevin para beijá-lo e criar um atrito que impediria a leitura da mente e concluir mais um ponto de seu plano de fuga. Mas, quando viu que ele veio para beijá se enfureceu.





– Cadela! — Gritava Kevin com a mão na boca sentindo um gosto de sangue. — Quase arrancou minha língua fora. -



– Seu tarado aproveitador. — Dizia Marjori.





Os dois pararam a briga quando perceberam que o lugar estava esquentando. Olharam em volta e foi ai que perceberam que o chão estava se movendo.





O passo dado por todos da Estilo de Poder, anteriormente, fizeram-no entram em uma plataforma circular que estava abaixando-se. O inicio desse movimento tinha provocado o tremor e eles em toda a teatralidade e ferocidade que tiveram, não perceberama té sentirem as coisas esquentarem. Sem entender olhavam em volta e viam o quão tenso os nove em volta estavam. Tinham ficado completamente em modo de defesa, cada qual com uma pokebola na mão como se algo estivesse para acontecer.





Marjori sentiu um medo grande naquele momento. O olhar deles não era de medo, mas de um frio intenso. Olhou para Kevin e viu que ele também estava com aquele olhar frio como o de todos. O jovem Maerd por vezes levava as mãos aos bolsos da roupa, procurando por algo, uma pokebola para defender-se do que estavam se aproximando. Ele tentava não pensar, mas era inevitável. Sentia que estavam aproximando-se dos demônios e isso o fazia ficar daquela forma. Certamente a Estilo de Poder havia escavado muito perto do ninho e por algum milagre ainda não haviam acordado.





– Acho que o nosso amigo Kevin já conhece os legionários. — Disse Rainner sorrindo. — Isso explica muita coisa mesmo. A frquencia diferente no cérebro, a insistencia de mortes na cabeça. -





O comentário pareceu surpreender até mesmo a Kevin que não entendera nada. Não sabia o que era um legionário. Mas, sentiu a plataforma parar de descer. Esteve o tempo todo com o olhar voltado para os nove. Olhava em volta, mas não para trás.





– Eis a origem da Estilo de Poder. — Disse Bill apontando para trás..





Kevin e Marjori viraram-se, sentindo o calor intenso que os castigava. Sabiam que haviam descido até próximo do magma e quando viraram, confirmaram que havia sim muito do liquido vermelho abaixo da plataforma, mas não esperavam ver outro prisioneiro.





– O que é isso? — Perguntou Marjori Aterrorizada.



– Um legionário. — Disse Melani.





Preso a coisas que apreciam correntes, mas de um material tão estranho que duvidava poder ser comparado a metal, havia uma criatura verde escuto, com listras negras de um tamanho gigante. Raízes que quase tocavam o magma e um olhar maligno.





– Legionário? — Marjori não conseguia desviar o olhar daquilo. — Parece um Carnivine, mas mutante. -



– Eu não acredito nisso... — Disse Kevin dando passos para trás. — A Estilo de Poder aprisionou um demônio! -

Notas finais
E ai? o que acharam?