PET - 3ª Temporada - Combate nas Sombras

30 Capítulo 30 - Retidão de Caráter


– Quero todos vocês suando sangue, ou não sairão daqui antes do jantar. -

Um senhor gritava para que todos os cem homens enfileirados, fazendo flexões, escutassem.

– Vou avisando que ainda são três da tarde e não tenho pressa nenhuma. -

Poderiam dizer o que quiser, mas o treinamento da policia era quase como o do exercito. Muitas vezes as coisas aconteciam sem parecer ter um motivo. Mas, só mais tarde os novatos entendiam que força física, resistência, paciência, calma, disciplina e respeito só eram conquistados a partir de muitos exercício.

Sentado em um banco, esperando um momento oportuno, o chefe de policia assistia o treinamento dos novatos, que já não eram tão novatos. Dentro de uma semana aquelas cem pessoas estariam se formando na academia da policia e seriam policiais pokemons. Todos a serviço da justiça, ordem, proteção e paz. Todos a serviço daquele chede de policia.

– Sou eu ou vocês estão começando a aparentar cansaço? -

Aquele que conduzia o exercício provocava os alunos, mas apresentava um sorriso satisfeito. Já teria liberado-os não fosse a presença do Chefe de Policia. Normalmente ele não aparecia e certamente estava interessado em falar com um dos alunos, ou já teria feito um sinal para o instrutor. Infelizmente já havia judiado demais daqueles cem. Aquele que fosse alvo do Chefe de Policia teria de encará-lo.

– No três quero todos de pé, gritando “formandos da academia de policia pokemon”. Então vocês poderão ir almoçar. -

O brado solicitado foi escutado e logo muitos caíram por ali mesmo, tentando se recuperar. Mesmo para quem estava para se formar, as coisas não eram fáceis. O instrutor viu o Chefe de Policia passar enquanto alguns tentavam bater sua continência, outros limitavam a saudá-lo cordialmente porque não estavam em condições para reconhecer seu superior hierárquico.

O Chefe de Policia era um senhor alto e de porte truculento. No entanto, estava sempre a aparentar ser um empresário, devido a seu terno de grife, que normalmente substituía seu uniforme policial com várias medalhas.

– Você deve ser Sucat Raps. — O Chefe de Policia parou por alguns instantes esperando a confirmação do jovem que havia abordado. Suando tanto quanto qualquer outro ali o jovem não aparentava a exaustão dos demais. — Nome peculiar. -

– Sim. — O jovem bateu continência e logo depois deu uma risada. — Jonas Sucat Raps. -

O Chefe de Policia abriu um sorriso balançado a cabeça. Aquele nome era bem melhor, já se perguntava que tipo de pai dava o nome de Sucat para o filho. Mas, sendo sobrenome parecia mais plausível.

– O melhor no físico. As melhores notas. O melhor com os pokemons. Com a retidão de caráter incontestável. Popular e provavelmente o próximo Chefe de Policia. — Ele deu uma risada. — Espero que espere eu me aposentar. -

– Espero estar a altura e fazer metade do que faz hoje, senhor! — Jonas segurou para não rir daquela insinuação. Já escutou vários comentários sobre aquele futuro, mas não negava que ele era o melhor da turma e o melhor que passou por ali fazia muito tempo. — Mas, acredito que não veio apenas certificar-se de que serei um bom sucessor daqui a 10 anos. -

– Dez anos? — O Chefe de policia tossiu. — Vou me aposentar em 15, leve 15. — Tentando conter a vontade de colocá-lo para pagar 10 flexões, ele suspirou. — Gostaria de conversar a respeito de seu discurso durante a formatura. Serei direto, pois está cansado e respeitarei sua inteligência. -

Jonas olhou atentamente seu superior. Ele já havia preparado seu discurso a dias e estava ansioso para fazê-lo. Havia tomado o cuidado com os as palavras e já esperava que alguém viesse conferir o seu discurso antes que ele fosse feito.

– Ele já está pronto. — Disse Jonas. — Se me der 5 minutos, pego pego uma copia. -

– Esqueça o que escreveu. — Disse o Chefe de policia. — Já enviei para o seu e-mail o discurso que fará. — Ele encarou o jovem. — Estamos em ano de eleição e qualquer coisa dita de errado pode custar seu futuro. — colando a mão no ombro do jovem ele sorriu. — Sei que falaria algo bonito e inspirador, mas são apenas 3 minutos contra a sua vontade. Melhor do que arriscar fazer flexões por toda a sua vida e levar um monte com você. -

Jonas entendia perfeitamente a informação que estava recebendo. Fazia o discurso do chefe de policia e garantia a posição de todos ou fazia a seu discurso e torcia para que ninguém se ofendesse ou se prejudicasse. O jogo era quem falasse o que queria viveria o que não queria. A Ameaça estava feita e Jonas era bom de mais para prejudicar alguém.

Pokemon Estilo de Treinador
3ª Temporada — Combate nas Sombras
Capítulo 30

Retidão de Caráter

– … E esse é o trabalho de um Policial Pokemon. -

Jonas fazia uma palestra na escola da cidade onde estava alocado. Depois de 4 meses de formado sua nova cidade era até bem calma. Estranhava o fato do Chefe de Policia de uma região ficar alocado em uma cidade tão pitoresca quanto aquela, mas para começar estava ótimo. Muitos eram jogados no fogo logo em seus primeiros meses, não rendendo e evoluindo o que poderiam.

Já estava anoitecendo quando aula acabou junto a apresentação do policial. Viu alguns rostos irem embora desapontados o que o deixou curioso, afinal ele fez tudo o que poderia na apresentação, em especial por não ser ele que iria se apresentar naquele dia e sim um menino da cidade que acabará de se tornar treinador e que estava para partir em jornada. Atendeu apenas um pedido desesperado do diretor da escola ao perceber que o antigo aluno não apareceria, visto que estava atrasado mais de uma hora.

Ele ainda não havia feito nenhuma dessas palestras depois de formado. Apesar de ser seu dia de folga, não viu problema em fazer aquilo. Certamente receberia um puxão de orelha de seu supervisor, mas por algum motivo estranho o diretor dizia que já havia ligado diversas vezes para a delegacia. Não fosse o diretor ser o dono da casa que Jonas alugou para morar, talvez Jonas jamais tivesse recebido o pedido de ajuda.

Curioso sobre o sumiço do novo treinador Jonas resolveu passar no especialista local, para sua surpresa encontrou o local completamente revirado e com alguns colegas de trabalho fazendo no local. Ao que parecia alguém havia invadido o laboratório durante a entrega dos pokemons aos jovens treinadores. As três crianças haviam ficado hospitalizadas assim como o especialista. Por isso a demonstração que era esperada na escola não aconteceu.

O responsável por aquilo tudo estava sendo perseguido, ao que parecia era alguém que costumava roubar laboratório de especialistas e pesquisadores no dia das entregas de iniciais. Todo o efetivo do dia estava atuando naquele caso, quem não estava na caça, analisava o laboratório que virou cena de crime e quem não estava em nenhuma das ações estava no hospital.

Jonas foi até o hospital ver como as vitimas estavam. Inicialmente apenas por solidariedade imaginando o quão ferido estavam. Viu apenas um policial no local e percebeu que talvez a pessoa fosse mais difícil de pegar do que imaginava.

– Sucat? — O policial que estava no hospital estranhou a presença do colega. — Foi acionado para buscar o maniaco? -

– Não a principio. — Disse aproximando-se. — Mas, se está aqui sozinho... — Jonas já estava perguntando-se se não era melhor ir apoiar seus colegas na busca. O chefe não gostava de hora extra, dava problema com o sindicato, em especial em casos perigosos, mas qualquer ajuda parecia bem vinda.

– Recebi um rádio que o cara é osso duro. Derrubou alguns dos nossos no braço, e conseguiu cansar alguns pokemons sem sequer sacar um outro pokemon. — O policial relatava o que escutou no rádio. — Ele parece ter se desfeito das pokebolas que roubou próximo ao antigo zoológico, mas o chefe deu prioridade a captura do maniaco. Mandou esquecer as pokebolas. -

– Maniaco? — Jonas ficou parado observando o colega de profissão.

– O chefe está usando esse termo. Não tenho certeza, mas parece que ele faz esse tipo de crime faz tempo. Há pelo menos uns 20 anos. Rouba, sequestra, tortura e estupra. — O policial parou de falar por alguns instantes. — O modo operante é o mesmo, então o chefe não irá descansar antes de ter a cabeça dele. -

Jonas saiu do hospital pensando no que havia escutado, esquecendo-se até de visitar os feridos. Havia algo além de visitar os feridos que precisava ser feito, recuperar o que foi roubado. De inicio não parecia importante, mas quem sabe quanto tempo levaria para que o especialista pudesse dar novos pokemons aos treinadores daquele dia.

Seguiu em direção ao antigo zoológico. Estava fardado e armado, munido de seus dois pokemons, o que um Ariados e um Arcanine de patas escuras. Estava bem protegido e poderia apoiar os colegas, caso o ladrão conseguisse voltar ao local onde ele iria procurar as pokebolas.

Não muito difícil, não muito fácil. Rastrear as pegadas apressadas do bandido em meio as pegadas dos policiais era fácil, os calçados padrões da policia eram bem diferentes do calçado do bandido, que parecia não se preocupar no quesito rastros. Mas, a noite, em meio a um local que parecia ter sido palco de uma luta, era mais difícil dizer o que aconteceu, com exatidão e assim poder seguir a pista do que foi roubado.

Liberou seu Arcanine para auxilá-lo. Arcanine foi farejar em outros cantos, enquanto ele analisava mais minuciosamente a área. Era uma mata fechada onde havia uma grande cratera. As pegadas mostravam que o grupo havia passado próximo, mas não por dentro. Certamente, se estivesse ali o chefe de policia não iria entrar, iria mandar alguém, mais tarde, se aventurar naquela cratera de vegetação fechada.

Demorou mais entrar naquele local do que encontrar as pokebolas. Já estava saindo quando escutou algumas vozes. Parou para identificar quem era. O local estava abandonado, mas a meses os mendigos foram removidos. Ninguém deveria entrar.

– Parece que o seu dia chegou seu maniaco. — A voz era o do Chefe de Policia. — Mostrem para ele o que acontece com maniacos. -

Foram apenas alguns instantes até Jonas começar a escutar latidos, gritos e urros. As gargalhas estavam abafadas pela maioria dos sons. Ao chegar na campina onde a confusão acontecia, 10 Arcanines atacavam um rapaz cheio de hematomas e cabelos loiros compridos. O chefe da policia e outros dois comparsas estavam parados, rindo do rapaz lutando contra os dez pokemons.

– Arcanines, parar! — Jonas gritou alto fazendo os pokemons pararem.

O chefe de policia arregalou os olhos enquanto Jonas caminhava em direção ao criminoso já com as algemas prontas para capturá-lo.

– O que acha que está fazendo? — Um dos policiais que acompanhavam o chefe gritou para Jonas.

Jonas não disse nada. Já sabia o que estava acontecendo no momento em que viu os Arcanines atacando. Ele pessoalmente havia treinado aqueles 10 nos últimos dois meses, mas eles tinham uma atitude peculiar de atacar em bando que ele não conseguia corrigir. Os policiais comandavam e eles insistiam em atacar os criminosos em bando, recomendou deixá-los fora de ação por algum tempo, mas o chefe ria da situação. Felizmente os dez pareciam ter começado a respeitar os comandos de Jonas. Infelizmente Jonas não tinha ideia do que realmente estava acontecendo.

– Você vai acabar morrendo aqui. — Diz o bandido.

Jonas deu uma risada desafiadora, mas percebeu que havia uma movimentação atrás de si. Virou-se e viu os Arcanines começando a correr em sua direção.

– Arcanines, parar! — Disse ele novamente. Eles interromperam o ataque, mas não voltaram a uma posição de guarda, continuaram em posição de ataque. Cercando ele e o bandido.

– Meu caro Sucat, porque não conseguiu ficar em casa na sua folga? — Questionou o Chefe de Policia. — Enfim, como pode ver você agora está na linha de ataque dos Arcanines e eles não estão obedecendo muito bem. Iam destroçar esse maniaco, mas acho que agora vão destroçar você também. -

Jonas franziu o cenho e olhou para os dois policiais que acompanhavam o chefe, rindo como se esperassem por aquilo por algum tempo.

– Acho que vou explicar. Eles iam me matar porque acham que sou o maniaco. Bom, sou sucessor deles, mas acho que isso não importa agora. — O bandido deu uma risada. — Sou Ganicus e agora, você é meu parceiro de luta. Porque aqueles três não estão com cara de que querem mudar os planos de me matar e claramente você os atrapalhou. -

Jonas encarou o Chefe de Policia que deu um sorriso satisfeito.

– Pelo que posso ver resolveu o problema do seu sucessor. — Comentou Jonas.

– Você é bom demais. Em menos de dez anos seria uma ameaça. Por isso trouxe-o para trabalhar comigo. Ou eu o corrompia ou esperava a oportunidade de te passar. — O chefe apontou para os Arcanines. — Esses cães foram seu teste. Ao invés de sacrificá-los, tentou purificá-los. Ao invés de aceitar minhas risadas e simplesmente continuar treinando, começou a fazer relatórios e enviá-los para um monte de gente. -

Os Arcanines atacaram novamente. Ganicus girou saltando por cima de um e batendo com o pé em outro. Jonas agarrou um pelas presas e o girou jogando, batendo em dois que iam contra ele. Esquivou-se de um quarto dando um chute no quinto. Os pokemons reagruparam enquanto Ganicus e Jonas se reposicionavam-se.

– Tem certeza que você não é o policial corrupto ao invés deles. — Ganicus ficou surpreso. — Não conheço muitos que batem um pokemon como Arcanine, ainda mais em cinco. -

Ganicus olhava as mãos do policial que estava ao seu lado. Ele havia usado as mãos para agarrar as presas do pokemon, mas não havia vestígio de sangue. Ele era bom.

– Chefe de Policia. — Disse Jonas. — Entregue-se agora ou... -

– Ou o que? — Gritou o chefe. — Vocês morrer. Mesmo que não morram, você será acusado de ajudar um criminoso e minhas garantias estão aqui. — Ele apontou para os dois policiais. — E que ainda gere duvidas, você morre. — Ele sorriu levando a mão ao rádio. — Atenção todos os policiais! Jonas Sucat está ajudando o criminoso e atacou o Chefe de Policia. -

Jonas suspirou.

– Entregue-se ou morra. — Disse Jonas suspirando. — Aposto que gostaria de ter escutado esse meu conselho. Patas Negras use explosão de fogo. -

Por trás do Chefe de Policia uma estrela de fogo surgiu acertando-o e o incinerando-o no mesmo instante.

– Rapaz... — Ganicus de um passo para o lado. — Esse ai era seu chefe? -

Não havia volta. Mais tarde, Jonas seria conhecido como Spartacus. Mas, poucos saberiam daquilo.

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Spartacus olhava Ganicus lutando na jaula naquele momento. Era estranho recordar do seu passado, parecia que nunca havia acontecido de tanto tempo. Mas, sempre que recordava ele interpretava como um preságio de momentos difíceis. Se tivesse lembrado-se antes de Gaulês ser decapitado estaria tudo bem. Mas, sabia que algo problemático ainda iria acontecer. Saiu de onde estava, perdendo-se na multidão que assistia uma luta, talvez épica.

Dex contra Ganicus. Existia um elemento a mais que fazia a luta ser menos interessante, Ronald. Ele até tentava igualar-se aos dois, mas eles travavam um duelo parte, onde Ronald não conseguia simplesmente ficar de fora e esperar o vencedor o encarar, ele sabia que o melhor era pegá-los desprevenidos, mas nenhum dos dois parecia baixar a guarda.

Dex calculava a quantidade de golpes que faltava para vencer, enquanto Ganicus mandava seu pokemon para cima superando a expectativa de que ele iria dar alguns golpes pessoalmente. Certamente a decapitação da luta anterior havia deixado-o um pouco mais cauteloso, em especial porque sabia que morto jamais iria dar o troco em Nivek, como tanto desejava.

No entanto, a agressividade de Ganicus e a furtividade que Ronald tentava apresentar não eram páreo para as habilidades de Dex que analisava a situação desde o começo. Dizer o numero de ataques que eram necessários para alguém cair não era sua única habilidade, ilusões eram seu maior carro chefe. Foram questão de segundos do momento em que ele começou a usar e o momento em que Ronald perdeu a partida, ficando ele e seu pokemon estendidos no chão.

Ganicus conhecia e tentou livrar-se das ilusões, antes de cair em sono profundo e deixar que o golpe Comedor de Sonhos fosse usado contra ele, mas a verdade era que seu pokemon não conseguia distinguir a realidade da ilusão, dificultando a luta.

Se ele não fosse tão sociopata ele seria um treinador incrível. Esse jogo de ilusões é algo formidável, mesmo sem usar o poder do Comedor de Sonhos não tem como vencê-lo de forma fácil. É difícil você saber o que é ou não ilusão. Nivek observava a luta que estava no fim, o pokemon de Ganicus havia caído no sono e já era acertado pelo comedor de sonhos.

Seria melhor não ter que lutar contra aqueles dois. Não conhecia nada de Peter e Claudius já havia se apresentado um oponente formidável desde a época da Copa equipe. Mas, não sabia a que momento a policia iria entrar e acabar com tudo aquilo, talvez fosse melhor realmente ele estar lutando na hora que chegassem, assim poderia fingir não notar e sua expressão de surpresa e medo não ser contestada.

O grupo começou a gritar quando Ganicus e seu pokemon tombaram. Agora a situação de Nivek era ainda mais difícil. Se Claudius não vencesse só restaria um organizador, então Claudius viria com tudo. Nivek não estava com intenção de vencer, mas sabia que a derrota custaria muitos ferimentos.

Nivek ignorou a baderna e encaminhou-se a jaula, tentando decidir que pokemon usaria. Imaginava que as coisas iriam acabar antes dele ter que lutar e agora começava a ficar preocupado. Mas, parecia lógico que deixariam as lutas começarem para que os mais fortes, ou mais espertos, se cansassem.

Encarou Peter por alguns instantes e depois Claudius. Os dois estavam dando um sorriso estranho, quase como se Nivek fosse o único a não saber de algo. Era engraçado já que ele era o único competidor que sabia da policia. O sinal de começar foi dado.

– Todos parados. -

inúmeros policiais apareciam no local, alguns já rendendo os membros da liga, outros comando diversos pokemons.

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A noite sem estrelas ou lua presenciava o que pareia ser o fim da Liga das Sombras. A policia já conseguia conter a tentativa de fuga de muitos e com Ganicus sobre controle não parecia que os poucos que tentavam resistir não fariam frente a força policial que estava atuando naquele momento.

– Boa noite para todos as ilustres presenças e aos meus caros companheiros de caminha. — Uma voz chamou a atenção de todos. Ela vinha de cima da gaiola, uma voz que a maioria conhecia e respeitavam. A voz e Spartacus montado em Arcanine de patas negros. — Muitas vezes em nossas vidas somos forçados a tomar decisões das quais ainda não estamos preparados para tomar. Sem ferramentas ou qualquer tipo de suporte somos lançados em um mundo que pede uma única coisa de nós, perfeição. — Ele parou encarando a multidão. — O mundo hoje precisa de inúmeras coisas, mas pede a nós, o futuro, perfeição. Então meus caros companheiros de caminhada, peço que vocês sejam perfeitos. Não no que o mundo pede ou precisa, mas perfeitos para o que gostam e fazem de melhor. Perfeitos para seus objetivos e sonhos. Tudo o que quiser está ao seu alcance. Ergam seus punhos perfeitos, inflamem suas almas com perfeição e transbordem seus olhos com ira e derrubem aqueles que querem nos oprimir. -

Um urro foi escutado por todo o lugar em meio aos membros da Liga das Sombras que começavam a resistir a policia. A oficial Jane que liderava ficou olhando para Spartacus durante algum tempo, havia cursado a academia com ele e tinha certeza, era o tipo de discurso que ele teria feito na formatura e não aquela coisa engessada que ele falou.

As lutas de pokemon ocorriam tanto quanto as lutas humanas, alguns tentavam criar caminhos de fuga, mas percebiam que só existia uma saída, vitória. Aqueles que eram inimigos estavam unidos num único propósito, sobreviver. Se o discurso de Spartacus inspirava ou era apenas um desabafo, a prova da vontade de viver de forma livre estava ali.

Nivek ainda olhava a situação de dentro da jaula identificando o que deveria fazer. Peter e Claudius o dominaram naquele momento de desatenção. Ele tentou se soltar, mas os dois pareciam tê-lo pego desatento. Cada Qual segurava um braço o virando para trás fazendo-o ajoelhar.

– Estão loucos? — E sentiu a dor do braço sendo virado. — Precisamos sair da jaula e lutar para não sermos presos. — Gritou Nivek perguntando-se se eles haviam descoberto sua armadilha. Mas, nada o entregou até aquele momento.

– Poupe o fôlego Kevin. — Disse Peter retirando o gorro e revelando que apenas as pontas do cabelo eram pretas, a maior parte, já crescida, era loira. — Agradeça pelo chefe querer você inteiro, ou eu quebraria esse seu braço. -

– Chefe? Kevin? — Ele tentava se libertar, mas sentia que estava realmente dominado. — Os policiais vão nos pegar seus idiotas. -

– A policia não é problema para a Estilo de Poder. — Disse Claudius sorrindo fazendo Kevin arregalar os olhos. — Teleporte agora. -

Ninguém percebeu que o trio dentro da jaula, desapareceu no ar. Quando fossem sentir falta deles, já estariam muito distante dali A policia não iria atrás de Nivek, pois sabia que ele era Kevin e que ele não devia nada. Iriam procurar por Claudius, que apresentaria um álibi tão forte e incontestável, estar em uma festa junto com o Chefe de Policia, bem corrupto, que talvez fosse melhor evitar os problemas com uma família. Peter eles buscariam, mas não sabia a identidade real dele, desde o incio das investigações, aquela era a primeira vez que viam Peter em um evento e assim não teriam dado nenhum para seguir.