PET - 3ª Temporada - Combate nas Sombras

10 Capítulo 10 - Monstro do Pântano


Notas iniciais
Capitulo de Carnaval!!

Não sei quanto tempo tenho de vida. Realmente é só depois de cometermos alguns erros é que percebemos o quão inconsequente nós somos. Mas, eu não faria nada diferente. Continuarei fazendo o que sempre fiz e se a Estilo de Poder vier com retaliação, eles vão sentir o poder das Estrelas dos Palcos.



Marjori estava sentada vistoriando o carregar das últimas caixas para sua pequena turnê por Hoeen. Seria apenas 5 shows, e logo depois ela faria um show em Arton. Desde a Liga de Prata, em Jotho, já havia sido atacada três vezes e em todas desconfiou que eles apenas estavam a estudando. Tinha certeza que em todos os momentos haviam agentes observando-a e já desconfiava que alguns dos funcionários de sua equipe eram agentes disfarçados. Mas, seguia corajosa e com uma postura confiante gritando aos sete ventos que poderiam vir se quisessem que o resultado seria sempre o mesmo.



Com uma calça jeans e uma blusa de mangas ela aprendeu rápido que no papel de guerreira ela tinha que estar vestida um pouco mais simples, para que seus movimentos estivessem sempre soltos. Era uma roupa simples, mas de uma grife cara que qualquer um identificava de longe que apenas uma celebridade poderia estar usando.



Uma caixa caiu causando grande barulho. Marjori se levantou irritada. Ela olhou para o carregador que ofegava diante a pesada caixa. Ela se lembrava dele, estava em sua equipe desde o primeiro show. Piscou algumas vezes respirando fundo e observando a pesada caixa que deveria ter sido levada primeiro e não no final, enquanto ele esperava receber os gritos da garota.



A menina correu saltando sobre homem, rolando com ele para o lado, e gritando.



– Destrua eles Borrão Vermelho! -







Pokemon Estilo de Treinador
3ª Temporada — Combate nas Sombras
Capítulo 10
Monstro do Pântano

O que faz um pokemon evoluir? Força? Nível? Maturidade? Experiencia? Felicidade? Beleza? Satisfação? Vingança? As pedras evolutivas? Eu já vi diversos tipos de evolução e em muitas o pokemon parava de responder ao seu treinador. As vezes devido a personalidade ter mudado tanto que ele não achava que seu treinador fosse digno. Em outros casos o pokemon simplesmente não entendia o que havia acontecido com ele, simplesmente deixava a confusão tomar conta de sua mente e corpo, não entendendo sua evolução.

Seedot evoluiu devido a um desejo de vingança. Diante do terror e da dor ele viu seu inimigo a sua frente a atacar mais um e ele ali, sem poder fazer nada. Desejou fazer algo e arriscou o pouco de vida que ainda tinha para dar fim a tudo aquilo. Evoluiu pela sua força de vontade. Ele faz os pokemons terem medo como ele tinha medo e estarem confusos com o ataque inesperado, assim como ele ficou confuso. Ele acha que os humanos causaram isso. Mas, o que realmente será que o fez ficar tão violento? Aquela selvageria durante sua fúria.

Se pelo menos eu tivesse certeza do que aconteceu naquele incêndio. Lucas e Nivek disseram que me contaram tudo, mas eu acho que eles podem ter visto algo a mais que não me contaram. Qualquer coisa que justificasse a violência. Mesmo que Houndour tivesse se enfurecido.

May estava em um quarto de hospital da cidade mais próxima do pântano. Havia sido removida junto com outros feridos na batalha contra Nuzleaf. Ela não queria, mas estava sem condições reais de ajudar a caçar o pokemon descontrolado que já havia feito cinco vítimas pelo que eles sabiam.

– May. Não encontrei nenhum dos dois jovens. — Disse um Ranger entrando no quarto.

Nivek e Lucas assim que viram a aproximação de tantos Rangers saíram correndo. A desculpa de May foi que eles ficaram assustados com a morte do Ranger e parecia ter convencido ao grupo. Ela não os culpava por ter fugido, eles tentaram manter a palavra, ao final de tudo. O problema é que ela duvida que eles conseguissem achar a saída do pântano sozinhos.

– Estou voltando para o pântano. Tenho que trazer os treinadores capturados no incêndio. — Disse O ranger.

– O que? — May assustou-se. — Eles ainda estão lá? -

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Muitos atributos podem fazer a diferença em uma luta. Quem não quer ter uma forte defesa, um forte ataque físico ou energético, uma precisão invejável, mas certamente velocidade será sempre um dos mais invejados para que o pokemon possua.

Scizor, pokemon inseto metálico vermelho, um dos pokemons mais famosos de Marjori, estava em um combate intenso contra um Raichu e um Monferno, mas os pokemons se quer conseguiam ver o pokemon desviando e os atacando, viam apenas o que rendia seu apelido, seu título em combate, que sempre era gritado pela plateia, Borrão Vermelho.

Sua velocidade era grande, deixando apenas um pequeno rastro vermelho por onde passava. As vezes, nem isso sobrava para que seu adversário podemon pudesse acompanhar. E se pokemons não podiam acompanhar apenas com os olhos, os humanos se quer os viam.

– Protejam-se dentro do prédio. — Gritava Marjori tentando fazer com que seus assistentes e os carregadores entrassem. Em especial o que ela havia salvo que não parava de agradecer. — Pare com isso homem, estamos no meio do fogo cruzado. -

O material pesado primeiro, depois o mais leve. Essa era a regra do transporte do material de Marjori. Se uma caixa pesada estava sendo carregada quase que por ultimo, ou a pessoa que carregava era novata e poderia ser encrenca, ou a caixa foi implantada posteriormente. Marjori conhecia o carregador, estava com ela desde o primeiro Show. Ela não sabia dizer muito sobre ele, mas não acreditava que ele fosse da Estilo de Poder, as habilidades com os pokemons era zero.

– Acho que o duelo pode começar. -

A voz chamou a atenção de Marjori. Ela observou um dos membros da Estilo de Poder surgir, apesar da roupa bem normal, ele era bem pequeno e sua voz era ligeiramente familiar e irritante.

– Duelo? — Marjori riu. — Quem é você para duelar com a Estrela dos Palcos? — A menina esticou o dedo debochosa. — A Estrela dos Palcos te oferta duas opções, depois disso sua segurança não poderá ser garantida. -

– A estrela dos palcos... — Com uma voz ainda fina o membro da Estilo de Poder remendava Marjori. — Me poupe criatura retardada que fala sobre si mesma na terceira pessoa. Você... -

O agente da Estilo de Poder apenas saltou para o lado, evitando que o Raichu que comandava colidisse contra ele. Ele havia sido lançado em sua direção com extrema força. Observando seu pokemon caído o rapaz não escondeu a surpresa. Sacou uma pokebola rapidamente, sabendo que seu outro pokemon seria nocauteado em instantes.

Ela é um monstro. Será que no tudo ou nada essa menina vence algum dos generais? Ela já se mostrou muito mais forte que nós, os supervisores, e ainda assim preferem usar essa estratégia de medo, deixá-la temer todos os dias.

– Seus dois pokemons estão caídos. — Marjori sorriu sarcasticamente. — Cade o duelo? -

O Supervisor de Kanto, DJ, apenas usou o dedo indicador e apontou para o alto. Marjroi fechou os olhos e com um movimento desinteressado os abriu, olhando para cima. Ela engoliu um seco. Montada em um gigantesco Charizard estaca Violeta Flamejante que ordenava um lança chamas, que mais parecia uma Maremoto de Fogo.

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– Me diga o que aconteceu naquele pântano. -

May gritava com um rapaz que estava sentado a sua frente.

Tratava-se de um dos treinadores que perseguiam Lucas e Nivek, um dos culpados pelo incêndio. Mas, a mentira deles foi tão convincente que acabaram escapando de uma acusação. O inicio da fúria de Nuzleaf contribuiu para que a atenção que estava recaindo neles fosse movida.

Ele fazia cara de deboche enquanto escutava a mulher a sua frente. Ele não estava preso, apenas havia ido ao hospital, contra a sua vontade, para tratar de um ferimento que obteve no incêndio. May o viu e esperou que ele ficasse sozinho e trancou-se com ele na sala de espera, não sem antes liberar um pokemon para sua segurança e começou a questioná-lo firmemente.

– Já disse o que aconteceu minha querida. — Comentou o treinador. — Mas, suponhamos que outra coisa tivesse ocorrido. Acha que uma mulher na cadeira de rodas e um pokemon iriam me intimidar a ponto de falar o que não havia dito a rangers saudáveis? -

May estreitou os olhos. De fato ela estava na cadeira de rodas. Teve que usar desse equipamento para se locomover pelo hospital devido aos ossos trincados de sua perna. O gesso pesava demais para que ela fizesse algo.

– Monstro do Pantano. — Diz May. — Assim chamam o pokemon furioso. Ele certamente continuará sua furia, derrotando os rangers que estão a sua caça e virá para o local mais próximo... Esta cidade. — A mulher percebeu que o homem ainda fazia pouco caso. — Imagino que tenha ficado na sede dos Rangers todo esse tempo. Então deve ter reparado que Nuzleaf estava seguindo exatamente naquela direção. Agora, como você bem escutou no noticiário, antes de eu fechar a porta, ele começou a seguir na direção da cidade. -

May parou de falar e ficou encarando o treinador que não desviava o olhar ou desfazia o ar debochoso. Para ele era claro que a mulher estava tentando levá-lo na conversa. Realmente escutara que o pokemon seguia para a cidade, mas por isso mesmo ele sabia que o pokemon iria ser derrubado. As autoridades não permitiriam que algo acontecesse a população.

– Por isso você ainda não ganhou uma liga. É lento demais para raciocinar. — Comentou May balançando a cabeça. — Ele está caçando os culpados pelo incêndio. Estava rastreando alguém que estava na sede dos Rangers e agora está rastreando alguém que veio para a cidade. -

O ar debochoso se manteve. May deu um sorriso e mexeu na cadeira, fazendo-a virar em direção a porta. Ela iria encerrar aquele pseudo enterrogatório.

– Espere. — A voz debochosa mudou para algo vacilante. — Ele... Conseguiria rastrear uma pessoa a essa distancia toda? -

– Os pokemons são melhores que nós nessa coisa de sentidos. — Diz May, de costas, escondendo o sorriso. Ela sabia que havia conseguido.

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Uma vez Davis desafiou a toda a equipe para lutar contra ele. Naquela época achavamos que ele era apenas um exibido. Um exibido maior do que eu mesma. Na verdade ele estava nos analisando e comprando nossas forças. Toda vez que enfrentamos a Estilo de Poder, eles conseguem antecipar muitos de nossos movimentos, o que só nos faz crer que Davis continua um passo ou dois a nossa frente.

Aquela era a terceira vez que Marjori enfrentava Violeta Flamejante desde a Liga Prateada e tinha certeza, sua vontade de matar a ruiva continuava a crescer assustadoramente. No entanto, tinha que se manter firme porque o contrario poderia acontecer me questão de segundos.

Era visível que todas as batalhas eram apenas para assustá-la. Sempre morria alguém, sempre saiam pessoas feridas. Mas, a Estrela dos Palcos sentia que estava estrelando o filme intitulado Amedronte a Estrela. Onde a coadjuvante, Violeta Flamejante, parecia roubar, diante as câmeras, com sua performance de supervilã em busca de vingança contra a heroína.

Os jornais já começavam a questionar quanto tempo a cantora possuía de vida e se ela iria continuar em sua postura orgulhosa ou iria tentar juntar-se a Estilo do Poder em busca de salvar sua vida.

– Deveria seguir a sugestão dos jornais. — Dizia Violeta Flamejante. — Começam a falar que você morrerá em pleno palco. -

Marjori olhou ao redor. O lança chamas do Charizard de Violeta Flamejante era monstruoso. Queimou o que estava do lado de fora dos caminhões, explodiu os veículos e fez Borrão Vermelho precisar evadir do local com sua treinadora. Os carregadores ficaram em segurança no prédio, mas não demoraram em evadir deixando Marjori sozinha contra uma das generais da Estilo de Poder e contra o Supervisor de Kanto.

– Tabloides sempre falam muito. — Comentou Marjori. — Mas, prometo cantar e dançar em seu túmulo Raíssa Pendraco. -

Apesar de a vantagem de tipo estar toda com a adversária, Marjori não abria mão de Borrão Vermelho e sua velocidade. De fato, parecia que a velocidade era algo com que Charizard não podia combater. Tendo acertado poucos golpes no seu adversário, sendo que nenhum com o atributo de fogo, levava golpes a todo momento.

Violeta Flamejante não gostava que sua identidade fosse dita daquela forma. Não havia nada a esconder, ela era a filha mais velha do casal de Mestres Pokemons, Pendraco, mas aquilo havia ficado para trás há muito tempo. Ela não reconhecia os pais e seu nome era Violeta Flamejante, General da maior organização terrorista que o mundo tinha noticias, Estilo de Poder.

– Chuva de Estrelas! -

O movimento patenteado de Marjori era realmente complicado para ser defendido, não importa o quanto as pessoas tentassem.

Refugiando-se no alto o pokemon ativou sua tecnica de aliado ao time duplo. O que era apenas um pokemon inseto se transformou em um verdadeiro enxame. A primeira vez que aquele movimento foi presenciado, na Copa Kanto, pareciam haver trinta pokemons, desta vez a contagem se perdia após o centésimo.

Violeta Flamejante e Dj, que após o inicio da batalha entre as duas apenas assistia, preocuparam-se. Viam as garras de todos os pokemons se abrirem concentrando energia. Todos iniciaram o disparar dos Hiper Raios. A chuva de Estrelas era realmente preocupante. Charizard era grande e lento demais para desviar, e começou a receber todos os ataques de imediato, enquanto os dois membros da estilo de Poder, também acabaram sendo acertados.

O ataque era como uma dizia o nome, uma chuva de estrelas que desciam do céu, com uma velocidade, força e quantidade o suficiente para não se poder ver nada. Na visão de Marjori, ninguém poderia sair daquele ataque sem ter se estrepado todo. A realidade era próximo daquilo. Charizard estava caído, bem como Violeta Flamejante e Dj.

– Bem... ainda não foi dessa vez. — Comentou ela sorrindo. — Borrão elimi... -

A menina parou incrédula. Borrão Vermelho estava em queda livre e em chamas. Nos céus, estava um Blaziken, que caia pronto para dar fim a Scizor. Ela apenas teve tempo de virar para escutar as risadas de Violeta Flamejante, que mostrava estar bem e de pé, ao lado de DJ e de um pokemon pequeno pokemon lutador, que certamente possuía o proteger, dando certeza a menina que tudo não passou de encenação.

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A noite havia caído no pântano de Hoeen. Cerca de 50 pessoas, entre Rangers, caçadores e policiais, vasculhavam o pântano atrás de Nuzleaf. Ele seguia com afinco na direção da cidade e parecia não pretender deixar que ninguém o parasse.

O motivo para tanta fúria ninguém sabia, mas não importava já que após vitimar 5 humanos e vários pokemons o seu destino era apenas um. Principalmente quando começou a marchar na direção da cidade. Alguns pesquisadores pediam para que sua captura fosse realizada para que pudessem entender como o pokemon podia resistir daquela forma, no entanto, o prefeito não estava disposto a deixar que sua cidade fosse aterrorizada pelo Monstro do Pantano.

O pokemon sua corrida e olhou em volta. Estava tudo escuro e poucos eram os pokemons que poderiam se gabar de orientar-se naquele local. Nuzleaf tinha um senso de direção surpreendente e sentia que algo estava errado naquele espaço. Deu um paço e tudo se iluminou.

A área incendiou-se em questão de segundos surpreendendo a Nuzleaf. Não foi apenas um circulo, as árvores em torno incendiaram-se de uma forma que assustou o pokemon planta que chegou a cair.

Ele levantou-se irritado, olhando em volta. Iria fugir daquilo, mas percebeu que o topo de sua cabeça havia incendiado-se e aos poucos o seu corpo ia sendo tomado pelas chamas. Tomado pelo desespero de seu corpo em chamas ele virava e pudia apenas ver o vermelho das chamas tremulando por metros a seu redor.

Não havia nem sombra de quem havia feito aquilo, mas o pokemon tinha certeza de que não iria cair perante as chamas. Havia vencido-as uma vez e as venceria novamente. Saltou tentando passar pelas chamas e deu-se conta de que o tamanho do incêndio era muito maior do que ele imaginava.

Os joelhos fraquejaram.

O pokemon planta era forte, sem dúvida alguma, mas toda a resistência que ele apresentava tinha seus segredos. Ele não caía pois estava sempre se regenerando, ou pela fotossíntese ou pelo soco drenagem, tendo sempre nova vida, nova força. Sua força se baseia no movimento Bide que ataca com duas vezes a força dos danos levados. Ele já nasceu concentrando o Bide, ativando-o em meio aos seus urros, e devido a estar sempre em perigo está sempre concentrando o ataque. Dois movimentos que lhe garantem tanta resistência e força, somado a fúria, o transformaram no Monstro do Pantano.

Fechou os punhos tentando resistir enquanto se arrastava, havia tanta água no caminho e agora ela não aparecia em parte alguma. Ele precisava apenas de um pouco de água para apagar aquelas chamas, não precisava aliviar a dor, apenas impedir que o corpo sofresse mais danos.

De repente água começava a cair sobre seu corpo. Ele olhou para o lado e viu uma cena que demorou para acreditar ser real. Parecia estar delirando, relembrando a noite anterior onde ainda como Seedot tinha seu corpo queimando, mas fora salvo por um humano vestido de negro com uma garrafa d'água. Naquele momento havia um garoto vestido de negro com uma garrafa d'água.

– Esta é minha última garrafa de água. — Comentou nivek com uma voz fria, enquanto apagava o fogo do corpo do pokemon planta. — Espero que faça bom proveito dela. -

As chamas se apagaram e o pokemon debilitado urrou, ainda deitado no chão, começando a tentar se erguer. Mas, ele não tinha como se recuperar já que a Fotossíntese não ocorreria a noite e não tinha em quem acertar seu Soco drenagem. Seu corpo tremia enquanto ele urrava.

Nivek sabia que o pokemon não teria como atacá-lo depois das chamas que começavam a ser apagadas. O jovem tinha que admitir que ele era bom em criar campos, mas estava assustado com a habilidade que Lucas apresentava para o mesmo. Enquanto o treinador o fazia para obter a vantagem de campo, o coordenador fazia para mostrar as habilidades de força e controle de seus pokemons. Após um bom repouso Torkoal e Blastoise eram capazes de incendiar a floresta e acabar com as chamas tão rápido quanto elas surgiam.

Uma teatralidade para enfraquecer e pressionar Nuzleaf. May estava certa quanto a Nivek e Nuzleaf terem sentimentos bem próximos, mas não era raiva ou fúria. Demorou para que o jovem percebesse que na verdade o pokemon estava tendo um sentimento que ele tentava ignorar dentro dele.

– Não adianta ficar urrando que eu não tenho medo de você. -

As palavras de Nivek fizeram o pokemon se esforçar ainda mais para se levantar. Já de joelhos tentou socar ao jovem que nem ao menos moveu-se, ficou apenas a olhar o esforço do pokemon de tentar socá-lo e voltar a cair.

O pokemon virou-se para encarar Nivek. Eram olhos tristes, amargurados e frios. Ele conseguia entender que o jovem estava sofrendo. Mas, não admitia que ele não tivesse medo dele.

– Eu tenho medo de ver meus amigos morrendo novamente. — Comentou Nivek. — Tenho medo de morrer. -

O pokemon urrou novamente e desta vez conseguiu se levantar encarando Nivek. Nuzleaf tinha medo. Estava apavorado e por isso atacava a todos. Acreditava que se eles sentissem medo dele, mais do que ele sentia, talvez ele tivesse uma chance de sobreviver.

– Você tem medo da morte? — Nivek jpa estava com um pokebola em mãos olhando para o pokemon.

O pokemon planta tentou dar um passo para trás, mas seu corpo fraco não permitiu e o fez voltar a cair no chão. Ele via a aura sombria em volta do copo de Nivek. Um ar ameaçador havia tomado conta dele. Ele tinha intenções assassinas, talvez tão assassinas quanto as que Nuzleaf vinha carregando.

Nivek esticou o braço liberando a pokebola de sua mão. Nuzleaf viu a luz e fechou os olhos, sabendo que sua fúria pelo pântano havia chegado.

Oculto, Lucas assistia ao fim de toda aquela loucura. Não acreditava que o jovem com quem estava viajando fosse realmente Kevin Maerd Junior. Nivek era totalmente diferente e não parecia se importar realmente com a vida. Vê-lo decifrar o enigma da evolução de Nuzleaf e ir atrás dele para por fim ao pokemon era algo que ele não podia esperar.

Nenhum dos dois sabiam, mas eles eram observados por Claudius Maux que estava a poucos instantes de ficar frente a frente com Nuzleaf e capturá-lo para a Estilo de Poder. Mas, as chamas o detiveram e a cena que seguiu-se era dificil de não querer acompanhar.

Ele já havia escutado sobre o ar perigoso que o jovem Nivek emanava, mas jamais imaginou que era algo tão forte.

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Os administradores da Estilo de Poder estavam reunidos em sua sala de conferência. Os três discutiam sobre os resultados das últimas atividades e decidiam o que fazer. Desde a aquisição de Celebi eles haviam diminuído as interferências nos eventos pokemons pelo mundo e agora focavam-se em usar os raros e lendários que estavam sob o seu poder.

Dois celulares tocavam, ou ao menos, emitiam um sinal estranho. Os três se olharam rapidamente até que Rainer revirou os olhos. O psíquico normalmente não usava Celulares, e de certo sua vida do lado de fora da organização não existia. Na verdade, a de nenhum deles existia, por isso ele não entendia porque o grupo mantinha a ideia de usarem celulares.

– Violeta Flamejante informa que Borrão Vermelho foi capturado com sucesso e Marjori está seguindo para Hoeen conforme o previsto. — Comentou Melani. — Ela matou três dos assistentes dela, como foi instruída. -

Não importava o quão interessante fosse receber aquele tipo de informação de forma tão rápida. Um dia aqueles celulares poderiam ser rastreados e revelar a localização deles. Não que a base pudesse realmente ser ameaçada, mas enquanto em missão teriam sempre esse tipo de risco.

– Recebi uma mensagem do Ceifador. — Disse David. — O Monstro do Pantano estará em nossas mãos dentro de um Mês. -