PET - 3ª Temporada - Combate nas Sombras

8 Capítulo 08 - Pântano das Tormentas


Notas iniciais
Salve Salve amantes da PET! Esse capitulo será um pouco mais sinistro e bem diferente do que fiz até agora em termos de ação. Espero que gostem e esteja altura de vocês, que fazem a fic ser a fic! heheh

– Lucas ganhou o evento? -

A sala possuía uma mobília antiga e tradicional. Quem olhava acreditaria estar em um castelo ou museu que retratava algum ambiente nobre de épocas antigas. Dificilmente acreditariam estar na casa de campo de Claudius Maux.

Sentados levando uma conversa amistosa e descompromissada estavam os quatro membros da equipe Gladiadores, os organizadores da Liga das Sombras. Mas, o papo descompromissado começou a deixar de existir quando Spartacus começou a narrar ao grupo o que havia acontecido em seu evento, em especial o fato de Lucas ter saído vitorioso. Aquilo havia deixado o Gaulês, perplexo.

– O garoto tem habilidade, e já havia vencido um evento. Por sinal, o seu evento. -

Claudius parecia bem sereno ao dizer aquilo para Gaulês que parecia ter ficado ainda mais irritado com a fala do amigo.

– Haviam poucos competidores, ninguém realmente de nível dessa vez. Ele era o favorito, junto com Muller. — Spartacus comentou. — Mas, confesso que quando vi aquele tal de Nivek em ação, achaba que ele iria mais longe. Mas, o jovem estava apenas com um Ratata que evoluiu. -

– Acho que Lucas foi favorecido pelos estranhos eventos de Spartacus. — Ganicus olhou para Spartacus que apenas deu uma risada. — Mas, já que citou esse garoto novo, diga-me o que acha dele. -

Claudius e o Gaulês voltaram a atenção para Spartacus. Sem dúvida ele era o melhor para julgar as pessoas. Cada um ali tinha suas habilidades e méritos, dificilmente respeitavam a opinião um dos outros, mas a avaliação de Spartacus quando as pessoas não costumava falhar.

– Toda vez que ele vai para uma luta, eu posso sentir como se ele estivesse pronto para matar um. — Disse Spartacus. — O ambiente em si já é perigoso, mas quando ele se levanta, aquele olhar amargurado começa a se transformar em algo frio, mas é como se o corpo anunciasse que ele está se preparando para matar. É estranho que todos no ambiente sentem algo ruim vindo dele. -

– Aconteceu a mesma coisa no meu evento. — Comentou Ganicus. — Cheguei a achar, ao final do evento, que ele estava com algum pokemon psíquico ou fantasma fazendo aquele tipo de efeito. Apenas uma teatralidade. Mas, conforme Dex me falou após espioná-los, é emanado do corpo dele mesmo. -

Cada um parou refletindo sobre aquilo. Eles já viram gente emanar perigo do corpo. Eles mesmos em certas ocasiões emanavam algo parecido. Mas, eles tinham um caminho de sangue e morte bem forte em suas vidas. Aquele Nivek deveria ter um passado bem difícil para que algo como aquilo acontecesse.

– Espioná-los? — Os companheiros pareceram compreender. Mas, Gaulês pareceu um pouco confuso. — Nivek é uma pessoa ou mais de uma? -

– Uma pessoa. — Disse Ganicus. — Como eu disse ele surgiu do nada, em meio as ruínas dizendo que havia nos rastreado. Não era impossível, mas também achei que ele sabia um pouco demais. Pensei em um policial disfarçado ou alguma outra organização. Então quando aquele ar de perigo emanou-se, em especial quando Dex compareceu ao evento, pedi para nosso campeão dar uma olhada no rapaz. Ele viajou junto a Lucas até o evento de Spartacus. -

– Então... — Claudius parou pensando. — Será que Lucas pediu ajuda? Não seria difícil aquele idiota tentar trazer alguém para dentro. Alguém que o ajude. Ele anda bem desesperado. -

– Pouco provável. — Comentou Spartacus. — Eu pude observá-los e eles não parecem ser amigos. Ao que parece existe algum acordo entre eles. — Spartacus parou. — Mas, também podem estar fingindo. -

– Foi o que Dex falou. Parece que durante meu evento Nivek conversou com algumas pessoas em busca de alguém que ele pudesse contratar para apoiá-lo em alguns eventos. Informações sobre participantes, estilos, o que era proibido. Parece que descobriu Lucas, um rapaz esperto, com uma carreira em jogo no mundo real e com muitas dividas. -

– Cara perfeito para ser explorado e sem riscos de ser trapaceado. — Comentou Claudius. — Afinal, se Lucas passar a perna nele basta ele pegá-lo sozinho. -

Os quatro se olharam concordando que não havia armação entre Lucas e Nivek. Pelo menos, não que fosse prejudicial a Liga. Mas, ainda existia a curiosidade de onde havia saído aquele rapaz. Suas habilidades não podiam ser negadas e a forma como ele fez Ratata evoluir em plena batalha não deixavam dúvidas.

– Vamos falar da Taça. — Disse Claudius. — Peter tem perguntado por ela e não gosto daquele cara me fazendo perguntas. -

– E onde tem encontrado-o? — Questionou o Gaulês. — Achei até que precisaríamos caçá-lo. -

Claudius viu os amigos olharem-no. Eles não sabiam que ele era o Ceifador, um assassino de aluguel, e supervisor de Hoeen para a Estilo de Poder. Para o grupo ele era a penas o rapaz rico que mantinha as aparências e enganado a sociedade.

– Encontrei-o três vezes em algumas viagens. — Comentou Claudius querendo evitar maiores detalhes. — Mas, ele até que está certo em nos procurar. Esse foi o evento de número 19, mais cinco e teremos a taça. -

– As regras da Taça não mudaram e o local também já escolhemos. — Spartacus parou pensando. — Ainda é cedo para arrumarmos a estrutura, em especial porque ainda há indefinição dos competidores. -

– Os quatro organizadores, o campeão Dex e o segundo colocado do ano passado sendo o próprio Petter Smith. São seis competidores já confirmados. — Comentou Ganicus. — Até agora apenas 1 competidor se classificou, e esse fez o favor de desaparecer desde o último evento do Claudius. -

– Ronald? — Questionou Gaulês recebendo uma confirmação com a cabeça. — No meu evento ele e Lucas se desentenderam e saíram um perseguindo o outro após o evento. -

– Claudius pode o achar para nós? — Questionou Ganicus que recebeu um aceno com a cabeça. — Ronald venceu quatro eventos então é importante saber porque ele desapareceu. — Fora ele, temos dois competidores confirmados por derrotarem Claudius ou Gaulês. O que nos deixa até agora com 9. -

– Aquele Murilo Moonglade tem três eventos conquistados, sendo o que tem mais conquistas no momento. — Comentou Spartacus. — E temos Lucas e Muller com duas vitórias cada. O restante apenas uma vitória. — Spartacus ponderou. — Acho que apenas com 5 eventos faltando, teremos apenas 10 competidores esse ano. -

Pokemon Estilo de Treinador
3ª Temporada — Combate nas Sombras
Capítulo 08
Pântano das Tormentas

O cheiro de podridão impregnava as narinas e faziam os olhos arderem. Mas, sair dali significava ter que correr e não aguentavam mais fazer isso. Era muito melhor ficar naquele local lamacento, com matos que pinicavam, e torcer para que aqueles que andavam com água até os joelhos continuassem a procurar longe do arbusto onde estavam.

Tinham que respirar devagar e com calma. Primeiro porque precisavam se recuperar da correria, segundo porque respirar de forma diferente poderia causar algum barulho. Qualquer barulho poderia ser identificado como a posição em que eles poderiam estar escondidos. Não era fácil manter-se oculto. Em especial se os corpos precisavam se manter imóveis e bem escondidos.

– Só tenho Blastoise... — Lucas foi falar, mas teve sua boca tampada pela mão, suja, de Nivek.

O olhar do rapaz estava tão frio e intenso naquele momento que Lucas podia sentir o que ele falaria naquele momento. “Se tem folego para falar, vamos continuar a correr!” . Lucas não tinha folego para correr, era melhor mesmo manter-se de boca calada.

Chegaram naquele pântano a mais de quatro horas e conseguiram, com um pouco de sorte, esconder-se a pouco mais de trinta minutos. Mas, seus perseguidores pareciam saber que eles estavam escondidos e continuavam a procurá-los. A única vantagem que eles tinham era a escuridão que a noite havia provocado. Podiam identificar a posição dos seus algozes pelas lanternas e tochas que usavam, mas tinham que se manter sem aqueles instrumentos de iluminação para ficarem ocultos.

Lucas lamentava a situação e culpava-se por não ter suspeitado que aquilo viesse a acontecer. Sempre ao final de um evento rolava alguma situação perigosa, apenas no anterior ele e Nivek não tiveram problemas devido a estarem com Ganicus. Mas, no Evento de Spartacus, estavam sozinhos.

Ao final de cada evento alguns treinadores juntam-se para roubar o que puderem dos competidores. Nunca possuem um alvo tão fixo, é apenas um arrastão onde qualquer um que apareça pela frente é o alvo. Mas, Muller, irritado com a derrota, resolveu gritar que Nivek e Lucas possuíam um equipamento no valor de 5 mil pratas com eles.

Aquela informação era falsa, ele havia escutado apenas parte da conversa sobre o Tablet de ensinamento médicos, mas ninguém queria saber sobre aquilo. O ataque a eles foi feito e mesmo depois de uma corrida de de horas e a noite já tendo caído, um pequeno grupo de seis pessoas permanecia na busca pela dupla.

Nivek e Lucas nunca haviam estado em um pântano antes e percebiam que aquilo era uma desvantagem grande, pois o grupo que os procurava pareciam experientes. Usavam pokemons que não pareciam ter dificuldade para se locomoverem por ali. Eram aves noturnas e enguias. Certamente haviam outros pokemons, mas eles não conseguiam identificá-los.

Lodo e raízes no fundo dessa água turva. Arvores retorcidas com alturas médias. Lama onde deveria ser terra firme. Cipós espalhados entre as árvores. Pouca visibilidade. Raticate não tem como lutar num terreno desses. Mesmo tentando criar armadilhas e pegá-los de surpresa, são muitos e estão constantemente se comunicando. Se usarmos Blastoise é bem provável que ele abata alguns também, mas não o suficiente para nos livrar deles. Nivek preocupava-se com a situação de estarem sem defesa. Mesmo em uma luta de exploração de campo, nenhum dos pokemons poderia usar nada do campo naquelas condições. Além disso ele sabia que a luta dos pokemons poderia se tornar secundária, já que os treinadores tinham como alvo o material que Nivek e Lucas carregavam.

– Ni... Ni... — Lucas começou a gaguejar.

Nivek olhou e engoliu um seco. Havia algo movendo-se por cima deles. Uma espécie de de serpente. Não parecia ter percebido-os, ou se percebeu não parecia muito interessada em fazer algo com eles. Mas, seus olhos brilhavam rubro na noite, assim como a ponta de sua cauda brilhava um violeta intenso. Devido a escuridão não dava para identificar bem qual era o pokemon, mas aquilo não importava. O brilho na cauda significava que algum ataque venenoso estava para ser lançado. Se eles fossem envenenados ele estariam mortos até o amanhecer, me especial porque a região não tinha nenhum tipo de socorro. Não era uma rota que as pessoas usavam, ainda mais a noite.

A serpente jogou-se para frente com sua cauda acertando algo que estava na água. Grunhidos e uma briga começava a poucos metros deles. Sentiram uma pequena corrente elétrica passar perto deles. O pokemon serpente que passou por cima deles, ignorando-os estava atacando algum pokemon elétrico na água, muito provavelmente um pokemon dos perseguidores.

– Vamos. -

Lucas murmurou começando a rastejar para trás, afastando-se da batalha que se iniciava. Aquilo estava chamando muita atenção e assim eles seriam descobertos. O problema era que a atenção que estava sendo chamada, não eram apenas das seis pessoas e seus pokemons, mas de todos os pokemons selvagens que estavam ali, aqueles que tinham hábitos noturnos, e estavam acordados e aqueles que tinham hábitos diurnos e haviam sido acordados.

Não conseguiram rastejar mais do que quarenta metros até que foram obrigados a rolarem para o lado para não serem pisoteados por um Venossaur que tentava acelerar sua chegada ao confronto. Zubats e Golbats voavam gritando, de um lado para o outro, enquanto alguns Ariados iam de um lado para o outro no topo das árvores.

– É um selvagem? — Parecia que um dos treinadores questionava.

– Não sei! Estão debaixo da água. Não consigo identificar o pokemon. — Gritou outro.

– Deixem comigo. — Gritou um. — Houndour, Lança Chamas. -

Lucas e Nivek arregalaram os olhos. Não haviam percebido a presença do cão de fogo noturno. Certamente, se não fosse o cheiro de podridão eles já teriam sido achados. Virão que de repente duas arvores foram incendiadas e um grande clarão se fez no local.

– São idiotas? — Lucas questionou assustado a ideia de por fogo nas arvores, mas levou um cascudo. — O que? Acha que com essa bagunça toda vão nos escutar? -

Eles haviam escondido-se atrás de uma árvore maior, pretendiam subir nela, mas os Ariados pareceram perigosos para serem perturbados em seus ninhos. De repente uma outra arvore, próximo a eles foi incendiada, aumentado a claridade e deixando eles expostos.

– Pare seu idiota! — Gritou um dos treinadores. — Está colocando luz, mas atiçando os selvagens da área. -

– Estou aumentando nosso campo de visão. — Resmungou ele. — Agora, eles não saem daqui. — O cara deu uma gargalhada. — Eles não teriam conseguido sair do pântano sem passar pelos outros que foram para os limites. -

Nivek e Lucas se olharam ao escutar aquilo. Poderia ser um blefe, mas parecia ser bem sério. Eles estranharam que quando entraram no pântano o grupo de procura diminuiu, então ali estava a resposta. Estavam esperando-os na saída daquele local.

Mas, o outro treinador que chamou a atenção do treinador do cão de fogo estava certo. Um enxame de Beedrils pareceu rapidamente. O zunido era inconfundível e não tinha quem não se apavorasse com Beedrils se aproximando furiosas. Era certo de que uma daquelas arvores enxamas era um ninho.

Os pokemons do local estavam alvoroçados, uns corriam e outros atacavam os pokemons dos treinadores, mas a maioria dos selvagens não era páreo para os pokemons treinados da Liga das Sombras. Poucos eram os que faziam frente real, Venossaur e um Fearow eram os únicos, na verdade, os demais acabavam apanhando e caindo desacordados depois de um tempo.

Era como uma guerra na penumbra, em um local de difícil locomoção e sem muitos locais para se esconderem. Enquanto seus pokemons abatiam os selvagens os treinadores continuavam a circundar o local, agora com muito mais visibilidade. Aos poucos outras arvores iam pegando fogo, apesar da umidade do local.

Em uma das arvores, gritos começaram a acontecer. Um parecia que um ninho de pokemons havia pegado fogo e eles não conseguiam escapar. Lucas arriscou uma inclinada de cabeça e pode ver vários pokemons plantas, em chamas, sem conseguir sair de cima das arvores onde dormiam anteriormente.

– Malditos! — Lucas estava irritado coma quilo. — Temos que fazer algo. -

Nivek olhou para ele sem dizer nada. O ar frio e presença perigosa já começavam a se fazer presente. Mas, era evidente que a resposta do jovem era não fazer nada. Eles não tinham como se defender, não poderiam defender aos pokemons.

– Vou libertar Blastoise e apagar o fogo. — Disse Lucas, indo se levantar.

– Faça isso e seu Blastoise será abatido pelos pokemons elétricos. — Disse Nivek. — Não sei o nome deles, mas estão por ai. Estão submersas indo e vindo pela água, além de um que fica saltando pelas arvores de maneira rápida. Seu Blastoise não terá a menor chance. -

– Temos que fazer algo! — Insistiu Lucas. — Vamos morrer se ficarmos parados. — Lucas agarrou Nivek pelos braços. — Aqueles pokemons vão morrer. — Lucas o saltou. — Você me disse que ninguém morria enquanto você estivesse em ação. -

Nivek encarou ao amigo por alguns instantes. Aquilo era verdade. Ele se recusava a deixar alguém morrer por causa dele novamente. Mas, aquela situação estava bem longe de suas condições.

– Se conseguirmos uma brecha para fugirmos, eles virão atrás de nós e essa guerra vai parar. Fearow e Venossaur salvarão quem tiver que salvar aqui. — Disse Nivek sério. — Então se acalme e encontre uma forma de nós sairmos daqui, assim eles serão salvar. -

– Podemos correr naquela direção. — Diz Lucas.

– Prefiro naquela. — Apontou Nivek.

Lucas apontava pelo caminho que os pokemons estavam seguindo, parecia que ali era seguro, já que nenhum pokemon voltava e não parecia estar sendo muito vigiado, apenas um pokemon dos treinadores observava. Nivel queria correr na direção de dois treinadores, eles estavam em um trecho de terra que poderiam usar para batalhar, já que não haveria forma de sair sem batalhar.

– Você quer enfrentá-los? — Lucas piscou incrédulo.

– Sim! Mas, só eu. Você foge. — Diz Nivek. — Leve nossas coisas com você que eu o encontro mais para frente. -

– Até parece que vou deixá-lo sozinho. — Lucas zombou da proposta. — Esses caras são barra pesada, não vão apenas te roubar depois de tudo isso, vão te espancar ou coisa pior. -

Os dois se encararam e virão mais duas arvores começarem a pegar fogo. Desta vez eram todos o mesmo tipo de pokemon que estava ali, sem conseguiu fugir. Eram vários Seedots. Pequenos pokemons redondos, com grandes olhos e pés pequenos. Eles lembravam muito uma pinha.

– Não vou dar uma de herói. Apenas distração. — Nivek comentou. — Enquanto eu vou naquela direção e chamo a atenção de todos, você vai na outra e apaga o fogo. Temos que abater os mais fortes e perigosos primeiro. Com sorte isso os assusta. -

– Eu contei três pokemons cada até agora. — Disse Lucas preocupado.

– Se abatermos metade será muita sorte. — Nivek levantou-se sendo seguido do amigo. — Siga o plano e se mantenha sem ser visto. Você além de apagar o fogo cobrirá minha retaguarda. -

Os dois acenaram com a cabeça e começaram a ir cada qual em uma direção.

Nivek caminhava no escuro, não se importando com o oque estava acontecendo em sua volta. A maioria dos pokemons que estavam naquele combate para defender seu habitat não parecia percebê-lo, ou conseguia livrar-se de seu adversário para combater. Libertou Raticate no meio dos dois treinadores e o pokemon rapidamente os derrubou com o rabo de ferro. O grito de dor e susto de ambos chamou a atenção dos demais treinadores e de alguns pokemons selvagens.

Todos viam Nivek parado perto dos dois treinadores que se levantavam aos trancos e barrancos, tentando se afastar do menino que naquele momento parecia um monstro daquele lugar. Seus olhos frios e sem vida reluziam o fogo e o ambientava tomado pela presença perigosa dele. Parecia estar camuflado de tão sujo de lama e folhagem que cobria o seu corpo.

Houndour foi o primeiro a saltar contra ele e Raticate. Raticate saltou usando o mesmo golpe que o adversário queria usar contra ele, Super Mordida. Os pokemons se chocaram e nenhum dos dois levou a melhor. O cão tentou avançar de forma rápida novamente, mas Raticate rugiu virando-se no Rabo de Ferro acertando o adversário e o jogando na água. O pokemon rato então se viu cercado por Noctowns que começaram a atacá-lo de cima, mas ele defendia-se com o rabo e corria de um lado para o outro.

Os treinadores seguiram em direção a Nivek que apenas se abaixou segurando uma raiz que estava próxima, presa ao chão. Os treinadores riram, mas escutaram um estranho barulho.

– Cave Presas Selvagem! — Berrou Nivek.

Lucas usava o Maremoto de Blastoise no lugar e uma gigantesca onde se formou encobrindo-os e os arrastando com violência. Três arvores que estavam em chamas foram apagadas, mas duas ainda estavam queimando. A maioria dos pokemons dos treinadores e os selvagens foram arrastados.

Raticate surgiu junto a Nivek, que estava ensopado. Ele olhava ao redor, um pouco surpreso com os inimigos estarem distantes devido ao ataque. Sacudiu os pelos e rugiu furioso indo saltar em cima de Houndour, mas foi segurado pelo seu treinador.

– Fique fora da água ou vai ser eletrocutado. — Disse Nivek.

Um rosnado como resposta. Presa Selvagem olhou para a água e viu um brilho ocorrer nela, bem distante do Houndour, mas perto o suficiente para acertá-lo se realmente fosse eletricidade.

– Use Bola das Sombras. — Disse Nivek

Raticate abriu a boca e pequenas bolas de energia escura começaram a se juntar na sua frente reunindo-se em uma maior, que foi disparada com extrema força, após uma girada de corpo mirando um inimigo que se aproximava. Mas, a ave parecia estar atenta e desviou facilmente. Raticate diante do fracasso em usar a técnica avançou com o ataque rápido, saltando e tentando interceptar ave.

O local ainda era um palco para o combate, mas a maioria dos pokemons selvagens já não tinham mais forças para lutar. Quem podia fugir fugiu. Quem quis ficar para lutar já estava caído, apenas Venassaur e Fearow continuavam a atacar aos pokemons dos treinadores, cientes de que não deveriam atacar o Blastoise que tentava apagar as chamas e ao Raticate que tentava combater algumas aves que não eram interceptadas pelo Fearow.

Como os dois pokemons selvagens sabiam que Blastoise e Raticate estavam do lado deles, nenhum humano iria conseguir explicar. Ainda mais que a nenhum momento troaram olhares os rosnados uns para os outros. Apenas sabiam, que aqueles pokemons não tinham a mesma intenção que os demais.

– Droga. — Lucas tentava conter as lagrimas diante ao estrago que via.

Blastoise conseguia apagar mais uma das arvores em chamas e via diversos pokemons queimados e sem se mexer. Se estavam vivos não iriam resistir muito, ainda mais sem os devidos cuidados médicos.

Falta uma árvore apenas, mas ela estava do outro lado da batalha. O ninho dos Seedots. Lucas olhou em volta e viu o caminho livre. Os treinadores estavam divididos em combater Fearow, Raticate e Venassaur. Um deles parecia ter quebrado o braço e o número de pokemons adversários havia sido reduzido para oito. Blastoise foi na frente, correndo, enquanto Lucas ia atrás, tentando se manter nas partes com penumbra.

Houndour ainda estava de pé e voltava alutar contra Raticate, apoiando um dos Noctowns. Dois dos pokemons enguias atacava Blastoise e duas aves enfrentavam Fearow, Eram seis pokemons em combate e essa era a conta que Lucas não havia feito. Blastoise foi surpreendido por uma pancada lateral dos dois pokemons que completavam os oito.

Lucas arregalou os olhos ao ver um Raichu saltar usando o soco do trovão em Blastoise. O Rato elétrico laranja e de longa cauda parecia ter ficado saltando de árvore em arvore anulando os pequenos adversários selvagens e agora estava em campo. Ao lado dele apareceu ainda um Persian que encarou Lucas.

O que faço? Só tenho o Turtuig comigo e ele não está totalmente recuperado ainda. Esse Persian parece muito forte e aquela coleira metálica dele deve ser alguma espécie de arma. Dando um passo para trás Lucas percebeu que ainda estava dentro da água e que se não saísse logo iria ser eletrocutado pela eletricidade de Raichu, que ainda não havia soltado-a porque via o seu treinador dentro da água, também.

Lucas tremendo levou a mão a pokebola de seu pokemon planta e o libertou. Turtuig saiu da pokebola ficando em cima de algumas raízes e colocou-se em modo de ataque. Era bem visível que ele ainda precisava de mais uma semana de descanso. Apesar de claramente os ferimentos estarem curados, sua vitalidade ainda não estava de volta.

– Desculpe-me meu amigo. É caso de vida ou morte. — Disse Lucas que viu Persian já avançar contra Turtuig. — Mergulhe para desviar. -

Escutando seu treinador o pokemon planta saltou para dentro da água, fazendo uma evasiva do ataque de Persian. Foi algo inesperado, mas o apático Turtuig sorriu no mesmo instante que caiu dentro da água.

Lucas não entendeu o que havia acontecido, mas viu que no segundo avançar de Persian seu pokemon apenas virou o casco de terra para ele e deixando o pokemon acertá-lo. Persian gemeu, ao acertar sua garra contra o casco.

– Como eu pude me esquecer disso? -

Lucas batia com a mão na cabeça surpreso com o esquecimento. Turtuig era um pokemon tartaruga com casco de terra. Aquele casco ficava cada vez mais resistente ao absorver água. De fato, quando caiu na água a habilidade natural de fortalecer o casco foi ativada dando uma energia nova a Turtig.

– Use Nó de Grama! — Comandou Lucas.

Persian estava dentro da água e sentiu que lago começou a enrolar-se em suas patas. Ele não podia ver mas o lodo e algas começavam a prendê-lo e a puxá-lo para baixo.

Mas, enquanto Lucas combatia a arvore foi completamente tomada pelas chamas, começando a espalhar para as demais novamente. O grupo de Seedot não conseguiu fugir, começando a cair da árvore, completamente em chamas. A Maioria já caia morto, apenas um caiu e corria em chamas tentando se salvar, mas sem conseguir alcançar a água, já que havia mais fogo entre ele o líquido.

Ele caiu e viu o corpo de seus amigos já sem vida. Ele seria o próximo. Algo caiu sobre ele fazendo seus olhos se fecharem. Seu corpo refrescou, ardia, mas não sentia tanto o calor. Abriu os olhos e viu um rapaz vestido de preto, próximo a ele com uma garrava de água vazia apontada para ele.

O pequeno Seedot olhava aquele estranho humano e percebia que entorno dele existia algo ruim. Não era apenas porque delíriva devido aos ferimentos, o pokemon sentia que havia algo de perigoso naquele rapaz.

O jovem de repente foi atingido por uma ave. Ele caiu um pouco tonto enquanto a ave fazia uma pirueta no ar indo atacá-lo novamente.

– Presas Selvagem! — Berrou o jovem Nivek,caído.

Raticate apareceu saltando sobre a ave. A primeira mordida agarrou o pescoço, como se tentando sufocar. As demais vieram com a mesma força, várias vezes, fazendo penas e sangue espirrarem para todos os lados. Seedot podia ver a fúria daquele pokemon rato. Nunca havia visto aquele tipo de violência na sua frente. Não acreditava que alguém pudesse estar tão furioso.

Chamas foram contra o rato, mas ele começou a se debater. Um novo lança chamas surgiu agora cercando as poucas opções de fuga que Nivek possuía. O cão de fogo saltou para dentro da barreira de fogo e agora encarava o jovem de forma desafiadora. Raticate estava em chamas e havia ido até a água deixando seu treinador desprotegido. Mas, nem por isso parecia que o humano estava disposto a se render. Ele parecia também desafiar o cão das sombras a fazer algo, mesmo ele não tendo nada para usar como arma para atacar ou defender-se.

O cão deu um passo para trás ele sentia a pressão diante aqueles olhos frios e perigosos. Mas, escutou seu treinador mandá-lo atacar. Poderia até ter receio do humano que estava a sua frente naquele momento, mas tinha muito mais medo de seu treinador. Um passo a frente e abaixou sua cabeça para reunir o poder das chamas em suas bocas. Mas, sentiu faltar o ar. Seu pescoço começou a ser apertado por algo.

Houndour sacudia-se e percebia apenas que seu pescoço era agarrado por dois braços luminosos. O cão assustado gemeu e via os braços luminosos ainda ganhando forma. Via chamas dispersarem-se da silhueta luminosa e logo ele podia ver, era um pokemon planta humanoide com bastante músculos e uma estatura mediana.

Nivek observava o pokemon planta que surgiu. Seedot havia saltado em meio a barreira de chamas, chorando e atacando o cão de fogo. De repente, seu corpo brilhou e ele evoluiu para aquele pokemon bípede com braços fortes. O novo pokemon, que parecia ter sido curado de todas as queimaduras ao evoluir, estava agarrado ao pescoço do pokemon e forçava para enforcá-lo. Seu rosto transmitia uma raiva e ódio que assustavam. Ele parecia ignorar a Kevin focava apenas em apertar o pescoço do pokemon.

Kevin sentiu uma gota de água no seu rosto. Resmungou algo e olhou em volta já sabendo que outra onda estava vindo, mas não havia onde ele se segurar, de repente, sentiu seu pé ser segurado. Olhou para baixo e viu Raticate no buraco. Ele abaixou-se agarrando no rabo do pokemon e a onda caiu sobre eles.

Quando sentiu que poderia se levantar, tendo também seu ar acabado, ergueu-se olhando em volta. O local estava ainda mais iluminado. Olhou para trás e percebeu que as chamas haviam sido apagadas e muita fumaça estava no local. Raticate rugiu saindo do buraco e ele olhou para cima. O céu estava claro também, significava que estava amanhecendo.

– Fugimos a noite toda? — Nivek estava surpreso percebendo que todos os treinadores estavam caídos pelo local, se não estavam presos nas arvores, estavam presos pelos pokemons, Venossaur ou Fearow. — Onde está aquele Nuzleaf? — Nivek procurava ele em volta, mas não conseguia vê-lo, nem mesmo a Houndor. — Ótimo Trabalho Presas Selvagem. -

O pokemon rugiu em resposta. Nivek recolhia o pokemon vendo Lucas se aproximar correndo trazendo as mochilas que eles deixaram presas em uma árvore. Ele respirou aliviado agradecendo por elas serem impermeáveis, ao menos a sua era.

– Corre! — Gritou Lucas jogando a mochila para ele. — Pokemon Ranger! -

Nivek inclinou um pouco o corpo e viu, ao longe, três pessoas correndo, vestidas com coletes laranjas que pareciam ter brasões da policia.

Notas finais
E ai? O que acharam desse Pântano? Avisando que os personagens da promoção acabaram de ser citados. Murilo Moonglade é criação de Murilo Lima. Peter Smith é de ???? (estou com um problema para identificar... pois a msg já foi apagada do Nyah... Se a pessoa tiver e puder me mandar de novo agradeceria muito.)