PET - 3ª Temporada - Combate nas Sombras

48 Capítulo 48 - A Teoria dos Estilos por Kevin Maerd falecido


Notas iniciais
Com vocês, a tão esperada hora...

– Está sem fome? -

A voz de Elisa ressoava por uma varanda onde uma refeição era feita. Lucas estava sentado olhando para a televisão e parecia tão perdido em pensamentos que a mulher não teve outra solução a não ser tocá-lo para chama-lo de volta a realidade.

Lucas olhou-a e pareceu aliviado. Ela sabia que o rapaz deveria ter ficado preso em mais alguma de suas alucinações, mas ela admitia que ele estava evoluindo muito. Já controlava bem o corpo indicando que sabia que tudo que estava vendo não passava de uma fantasia.

– Desculpe... — Lucas hesitou por um momento. — Eu não esperava que meus amigos fossem conseguir uma vaga e perderem em algo tão bobo quanto atravessar um trecho de mar. -

Elisa sabia que na verdade havia uma sensação de perda por parte de Lucas Turtle, que havia conseguido não uma, mas duas vagas para participar. Se ele soubesse que isso iria acontecer ele jamais teria se envolvido com a Liga das Sombras, pelo menos assim Elisa pensava. Mas, Lucas sabia que teria se envolvido sim, pois não teria conseguido evitar ir atrás de Cinthia a menina por quem havia tido uma paixão avassaladora e o traiu.

– Um deles foi em frente. — Disse a mulher observando na tela do computador a chave 2 onde o amigo de Lucas estava inserido.

Estavam em uma casa de campo, bem afastada nas montanhas. Elisa ganhou a casa em uma edição da Liga das Sombras e a vendeu para Claudius para poder fazer dinheiro. Foi a melhor aposta que ela tinha feito na vida. Mas, Claudius acabou dando a casa para ela no dia que ela foi embora como pedido de desculpas por nada poder ter feito por ela.

Claro que ela não foi boba e nunca utilizou da casa, até o dia em que a Liga foi desmantelada e o pior deles estava morto. A casa pareceu um ótimo refúgio para os próximos meses, já que o único que sabia da casa seria Claudius e duvidava que ele viesse perturbá-la, fosse qual fosse o motivo. Além disso, o visual dos dois já estava completamente mudado.

Ela havia abandonado os vestidos aderindo a macacões e tranças no cabelo, dando uma ideia de uma pessoa da fazenda. Enquanto Lucas aderiu a um cabelo rastafári que acabou de vez com qualquer ideia de que ele poderia ser Lucas.

– A chave dois é muito forte para ele. — Comentou Lucas. — Seis mestres e um líder militar, que praticamente equivale a um mestre, e que também é líder de ginásio. Ele só teria chances contra Barreira e Lirian, se ele tiver sorte. — Lucas suspirou. — Quando um Mestre vai perder para um treinador com menos da metade de sua experiência? -

A chave dois era dita a chave da morte, por ser a chave com mais mestres. Tendo apenas Bruno Ortega como um competidor sem renome, os outros eram todos aclamados no meio pokémon e possuíam grandes habilidades. Realmente diziam que Bruno não havia dado sorte, mas o mesmo dizia-se de Barreira e Lirian.

A batalha mais espera da chave seria Ana Norte de Jotho e Bertha de Jotho. Eram duas Mestras do mesmo elemento e com estilos semelhantes, apesar de Ana ser muito mais defensiva que Bertha.

Acredita-se que os Mestres Bruno de Kanto, Agatha de Jotho e Bertha de Sinoh venham a ser os três classificados. Mas, Ana pode tomar o lugar de Bertha se a derrotar.

Chave 2:

Mestre de Kanto Bruno

Mestre das Ilhas Laranjas Drake

Mestre de Jotho Agatha

Mestre de Jotho Ana Pendraco

Barreira

Mestre de Hoenn Sidney

Mestre de Sinoh Bertha

Lirian

Líder de Ginásio Vurge

Bruno Ortega

– Eu queria ter estado lá com meu Blastoise. — Suspirou Lucas. — Teríamos ido todos em suas costas e todos passariam. -

– E nós não estaríamos juntos. — Comentou Elisa sorrindo arrancando um sorriso do rapaz.

Pokemon Estilo de Treinador
3ª Temporada — Combate nas Sombras
Capítulo 48

A Teoria dos Estilos por Kevin Maerd (falecido)

– Por favor... Eu não falei nada daquilo. -

Kevin começava a ficar impaciente no telefone. Marjori havia ligado para ele e estava gritando a um bom tempo. Ele havia desligado, mas ela continuou ligando e não adiantava deixar fora do gancho, o telefone depois de um tempo desligava-se e liberava para receber ligações.

“Kevin Maerd Júnior não tem nenhum lance com Marjori e não vai mais voltar para a cantora!” Era a frase que agora circulava pela mídia, após Kevin ter sido abordado pela Upi para falar sobre o namoro com Marjori. “Existe gente mais interessante!” Era a frase que ele não havia dito que mais irritava a Marjori.

– Se essa menina não parar, eu juro que vou fazer uma sessão com ela. — Dex já estava enlouquecendo. — Deixa eu fazer uma sessão com ela! -

Julia via toda aquela situação sem nada comentar. Ela ria de tudo, não havia o que fazer. Assim era o mundo das celebridades e por mais que seu irmão não fosse ele era imã de confusões.

– Eu falei que não está acontecendo nenhum lance entre a gente. — Kevin berrou no telefone. –Eu disse para não voltarem a falar sobre a cantora! Pois havia gente mais interessante! — Ele bufou. — Distorceram minhas falas e se você não entender isso e parar de me aborrecer eu vou ao programa da UPI e vou rasgar o verbo. Conto tudo o que eles querem ouvir, sobre tudo o que eles querem que tenham acontecido. -

De repente o quarto ficou em silencio. Do outro lado da linha Marjori havia ficado muda. Ela queria que aquela história acabasse. Ficou revoltada por parecer que Kevin havia a dispensado, mas parecia pior se um pseudo ex fosse falar sobre intimidas na mídia.

– Tchau Marjori! – Kevin finalmente conseguia desligar o telefone.

– Vocês se amam. — Disse Dream.

– Vai voltar para o túmulo se tentar essa piada de novo. — Disse Kevin olhando para Dream.

– Deixemos a Estrela dos Palcos de lado, já que ela não está em nossa chave. — Julia exibia como estava a chave 5, onde eles estavam inseridos. — Temos que nos acostumar com a ideia de que ela não é a chave mais forte, mas mesmo assim as chances são poucas. -

Chave 5:

Mestre de Kanto Gary

Julia Maerd

Kevin Maerd

Mestre de Jotho Dario Marion

Mestre de Hoenn Drake

Mestre de Hoenn Glacia

Mestre de Sinoh Cinthia

Líder de ginásio de Sinoh Gardenia

Rogério

Líder de ginásio de Jotho Glaucius Krun

Acreditava-se que Mestre Cinthia e Mestre Drake seriam os finalistas, ocorrendo uma disputa intensa entre Gary, Marion e Glacia. Glacia era a favorita entre os três, mas tudo dependeria de como seria a luta entre os três o quanto Dario Marion treinou enquanto esteve afastado.

Além dos cinco mestres, que pareciam ter uma chave a parte, havia dois líderes de ginásio, dois treinadores de elite e Rogério que em uma situação normal não poderia vencer nenhum dos outros. Mas, Rogério tinha a oportunidade de vencer uma batalha que nivelaria a todos, a batalha do pokémon obrigatório.

– A melhor chance que possuem é na primeira batalha. Será um pokémon, aquele que capturaram na ilha. As chances de todos se igualam e os de maiores conhecimentos e habilidades, vencem. — Comentou Dream. — Se quiserem ter uma chance é torcendo para caírem com um mestre nessa rodada e vencendo-o. -

Julia observou Dream por alguns instantes. Ali estava algo que faria Dream enlouquecer e correr o risco de revelar seu disfarce. Todas as atenções se voltariam para ele, certamente, quando começassem o falatório sobre a Teoria dos Estilo do não tão finado Maerd. Onde com o Estilo Certo um iniciante poderia vencer um Mestre.

– Eu não conseguirei me classificar. Rogério e Glaucius eu tenho chances de vencer, Gardenia desde que eu possa usar mais de dois pokémon talvez eu tenha chances, mas os outros... — Kevin parou por alguns instantes. — Minha quarta chace de vitória seria nessa primeira rodada com o pokémon obrigatório. -

– Minha situação não é diferente da sua. — Julia iria ficar na mesma situação que o irmão quanto a possibilidade de avançar. — A quinta chance está em nossa batalha. Você pode conseguir me vencer. — Julia sorriu para o irmão. — Nossos estilos são diferentes, apesar da minha experiência ser maior o estilo melhor usado dará a vitória. -

Kevin não deu muita bola para o que a irmã falou. Nunca pensou em enfrentá-la e aquilo não era uma preocupação dele.

– Esse é o meu estudo. Um estilo certo bem aplicado pode superar qualquer experiência. — Comentou Dream fazendo Julia sorrir.

Ela lembrava-se bem e toda a sua carreira pokémon estava baseada naquilo. Tinha três estilos de batalhar além de suas estratégias. No entanto o sorriso desapareceu rapidamente.

– Desculpe... Acho que está pensando como alguém que não é, Dream. — Julia o encarou irritada.

Era verdade. Dream era Maerd eram a mesma pessoa e sua teoria sobre o estilo certo que pode derrotar um Mestre seria posta a prova naquela rodada na melhor posição possível, diante do mundo.

– Esquecendo todo esse ódio familiar, uma boa estratégia pode fazer irem além. — Comentou Dexter. — Eu vi Kevin lutando, eu lutei contra ele e posso dizer que ele poderia abater um dos mestres se lutasse com aquela ferocidade ou mesmo se usar uma estratégia. — Dexter parou. — Bem como Julia é muito mais forte que o irmão e pode fazer frente a um mestre. -

– Não nego, mas isso aconteceria apenas uma vez. Depois que derrotasse o primeiro mestre osoutros iam ficar muito mais precavidos. Seria apenas uma vitória a mais. — Comentou Kevin. — Além disso minha irmã, não tem apenas mais experiência, ela é muito mais forte do que eu. — Ele riu. — Eu não duvidaria que ela derrotasse dois mestres. -

Julia sacudiu o cabelo do irmão. Realmente ela tinha essa expectativa, mas era muito calma e tranquila para demonstrar afobação. Não queria cruzar pokebolas com Cinthia ou mesmo Drake. Mas, Marion, Gary e Glaucia ela nutria uma ideia de poder vencer.

Glaucia era especialista em gelo e a temporada em Mahogany a deu muitas ideias sobre como vencer um especialista de gelo. Gary tinha uma especialidade em Pokémons inteligentes e isso ela não tinha ideia de como enfrentar e isso a fazia querer a luta, mas Marion e suas tempestades seriam algo que ela certamente gostaria de se arriscar.

– E por acaso você não deseja vencer nenhum dos mestres? — Questionou Dream.

– Eu desejo matar um deles! — Disse Kevin. — GARY! -

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– Como está sentindo-se na mesma chave de Kevin, Mestre Gary? — Questionou Lubia pelo monitor da televisão.

– Eu odeio aquele garoto. — Grunhiu Gary.

Eles haviam acabado de analisar a chave 5 onde Mestre Gary estava e tinham certeza, ele precisava vencer dois mestres para ser um finalista, mas estava tranquilo quanto aquilo, só odiava ter que realizar uma luta contra Kevin. Parecia até que aquilo era um tipo de encerramento para uma jornada maluca pela qual passaram. Esperava que ao menos depois dessa batalha Kevin desaparecesse de sua vida.

– Concordo! — Marjori cruzou os braços emburrada. — Como ele ousa me dispensar daquela forma? — Marjori ainda estava perto do telefone depois de acabar a conversa com Kevin. — E ainda me ameaça! -

Gary gargalhou. Enquanto Lubia olhava pelo monitor entediada, ela ajudava-os com todo o prazer, era única forma de estar fazendo parte da QUEST LIGA, mas sentia-se mais deprimida por não poder participar.

– Você teve sorte com a chave, Marjori! — Comentou Lubia. — Que tal fazer sua analise? -

– Não foi sorte, foi destino! -

Marjori estava satisfeita com a chave que havia caído. A chave um possuía apenas três mestres e três líderes de ginásio, sendo que uma das líderes de ginásio era Fantina a mulher que ela tinha como alvo pessoal.

– Mesmo que eu não avance eu mostrarei de uma vez por todas que sou a grande estrela. E a velha já perdeu a muito tempo o seu brilho. -

Marjori nutria a vontade de lutar contra Fantina e ensiná-la algumas lições sobre humildade e outros mais. Mesmo que ela mesma precisa-se.

Lubia e Gary reviravam os olhos esperando que a menina parasse com seus devaneios. Fantina já fora uma Top Coordenadora e como tal tinha um nível de Mestre Pokémon. Seria complicado para ela vencer Fantina, mas não queriam tirar a animação dela naquele momento. Realmente a Chave um fora feita para Marjori se dar bem.

Chave 1:

Mestre de Kanto Koga

Líder de Ginásio de Kanto Sabrina

Marjori Star

Líder de ginásio das Ilhas Laranjas Ruddy

Cowboy

Mestre de Hoenn Phoebe

Mestre de Sinoh Lucian

Lider de Ginásio de Sinoh Fantina

Choc

Music

Ela tinha totais condições de vencer, Choc, Music e Cowboy. Desde que lutasse a sério. Mas, o que importava para ela enfrentar Fantina e mostrar que era maior que Music e Ruddy na questão do estilo musical.

Certamente batalhas esperadas seriam de Lucian e Sabrina, um embate psíquico formidável. Marjori e Music era outra batalha que ficou aclamada e esperavam muito do embate. Mas, disputas pessoas prometiam esquentar a chave como a de Cowboy e Choc, dois fazendeiros de Sinoh.

Acreditava-se na classificação tranquila de Mestre Koga de Kanto, Phoebe de Hoenn e Lucian de Sinoh. Mas, Fantina prometia roubar o lugar do psíquico Lucian dentro em breve na Elite dos Quatro.

– Fique calma e concentrada que você certamente vencerá até os líderes de ginásio. — Comentou Lubia. — Com uma boa combinação de resultados você pode ir a fase final. Ficando em quarta nessa chave talvez você possa ser a décima sexta. -

Marjori assentiu com a cabeça. Ela não iria fazer nada precipitado desta vez. Estava entusiasmada com a possibilidade de enfrentar Fantina na frente de todos, bem como Ruddy o líder do ginásio dançante das Ilhas Laranjas e o campeão da Poke Music, Music.

– Guarde seu estilo musical aperfeiçoado para Fantina e os Mestres. — Comentou Gary. — A ordem das batalhas te ajudará a decidir isso. -

– Quanto a isso estou bem tranquila. — Comentou Marjori. — Cowboy é um adversário do tipo de Doko gostaria. Choc é o tipo de adversário do Détrio, por ser amigo de Kevin, e Sabrina será o tipo de adversário de Lubia, -

Gary sorriu. Ele estava preocupado que a menina estivesse sonhando alto ou mesmo muito pressionada com tudo, mas ela estava pensando bem. Até Lubia estava impressionada com a analise. Sabrina era uma adversária dura e com certeza poderia ser a quarta colocada facilmente, ou mesmo ameaçar a vaga dos três mestres.

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– Não sei por que estão preocupados. -

Juliana via os pais nervosos com o aproximar das 14:00 horas. Horário que seria divulgado a tabela de batalhas da segunda fase. Para ela, os pais estavam garantidos nas próximas fases. A Mãe na Chave dois com certeza superaria sua rival direta e o pai estava na chave quatro.

Chave 4:

Mestre de Kanto Ash

Mestre de Jotho Lance

Mestre de Jotho Julio Pendraco

Líder de Ginásio Morty

Meilin

Comandante das Forças Armadas e Líder de Ginásio Murge

Mestre de HoennWallace

Líder de Ginásio Juan

Mestre de Sinoh Flint

Ex-líder de Ginásio Misty

– São cinco adversários que possuem habilidades natas contra minha especialidade. Lance com os dragões e os outros 4 com especialidade em água que certamente são habilidosos em Gelo. — Júlio olhou para a filha. — Minhas chances irão por água abaixo se eu vacilar mesmo que eu vença três mestres. -

Realmente Julio não era o favorito para avançar. Mestre Lance, Wallace e Flint despontavam na preferencia técnica. Mas, na preferencia popular, Ash tomava o lugar de Flint e Lance perdia seu lugar para Murge. Apenas Wallace era uma unanimidade

Julio não era visto como um favorito e muitos acreditavam que ele cairia frente a um dos líderes de ginásio. A revolta de Julio aumentava apenas quando lembrava-se que Meilin era a única de potencial baixo e que dependendo como a luta andasse a plateia vaiaria o adversário dela.

– É uma chave de popularidade. O único que não é popular é Flint e o senhor. — Juliana comentou. – Mas, popularidade não diz nada nas batalhas pokémon. — A filha tentava animar o pai.

O que Juliana dizia não estava longe da verdade. Wallace e Juan eram artistas da água e Misty a muito fazia apresentações com seus pokémon em Cerulean. Lance era considerado um heróis, assim como Murge que além de tudo tinha um carisma próprio. Ash era um dos mais renomados mestres e sua disposição de entrar em batalhas contra qualquer um que o desafiasse até mesmo um iniciante que acabara de pegar seu pokemon inicial fazia-o ser muito popular. Meilin havia se tornado a sensação da Quest liga como musicista surda muda que desbancou a maioria dos Mestres na Jaula dos Deuses.

Morty, Flint e o Julio eram os menos populares, mas o jeitão descolado de Flint e o despreocupado de Morty os faziam ser admirados. Mas, Julio era velho, severo e fazia piadas que pouca gente entendia.

A chave parecia muito mais difícil que a chave dois quando pensado que apenas Meilin não possuía um título no mundo pokémon. Mas o fato de vários de alto nível estarem ali, sem que houvessem treinadores de elite para que os mestres ou líderes os enfrentassem com receio, a chave não ficou considerada como a mais forte.

– Seu pai teme que a teoria do Maerd se aplique nele. — Ana riu. — Não que eu também não tema isso. -

Juliana olhou sem entender. Ela não conhecia a teoria, mas entendia que se tratava de algo relacionado ao pai de Kevin. Mas, ainda assim não entendia o motivo da preocupação dos pais. Eles eram um dos mais fortes e poderosos mestres da história. Dos vários Mestres da chave não imaginava ninguém lutando contra a Estilo de Poder como seus pais lutaram.

– Vai começara a transmissão do final da fase. — Comentou Ana. — Ligue a televisão querida. -

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– Competidores e pessoas de todo o mundo, boa tarde! -

Brandom realmente era um anfitrião que impunha respeito seu ar sério e seu padrão de falas eram tão impressionantes quanto a de um Mestre.

– Essa fase termina com 50 competidores ainda na Quest Liga. — Ele parou por alguns instantes. — Não significa que estejam aptos a continuar ou que aqueles que ficaram para trás são piores. Uma série de fatores, muitos externos, mas de total responsabilidade dos competidores, culminou nesse quadro. -

Era realmente duro imaginar que a fase que era para ser meramente classificatória tornou-se eliminatória por culpa dos próprios competidores. Não fosse a forma estabanada e imprudente de alguns, ou mesma falta de preparado de outros, todos os 90 teriam se classificado.

– Para aqueles que continuam na competição o meu reconhecimento. — Brandom encarou a câmera com um olhar intenso. — Mas, o que direi agora vale para todos, até os que estão em casa. Continuem suas jornadas, o mundo é grande e os sonhos não têm limites. Você vai descobrir o seu caminho pelas estradas que trilhar e não pela cama confortável em que dormir. -

A imagem de Brandom começou a desaparecer dando lugar à imagem de Dawn. Ela sorria e todos podiam notar atrás dela as chaves de batalha, que muitos já conheciam.

– Bem vindos a Segunda fase da Quest Liga. A fase das Chaves. — Dawn parou por alguns instantes. — Algumas regiões chamam de fase de grupo. Então fique a vontade para entender como chave de grupo, não tem problema. -

A Jovem Ex-TopCoordenadora era muito carismática. Parecia ter uma desenvoltura muito maior diante as câmeras que Brandom.

– Como sabem agora começaram as batalhas entre os competidores e é obrigatório a presença de seu pokémon obrigatório em cada uma das batalhas. Então, se você capturou um simpático Beedril e a batalha terá 3 pokemon, você levará Beedril e mais dois. Claro, não é obrigado a coloca-lo em campo, mas ele é obrigado a estar em condições de realizar uma batalha. -

Era a dúvida que a maioria tinha. Se o pokémon obrigatório sempre teria de entrar na arena, ou poderiam forçar uma vitória usando os demais. A resposta estava ali.

– Com 10 competidores em cada chave ocorreram 9 batalhas para o competidor antes que se defina os 16 finalistas que irão para a fase 3, as finais. — Dawn fez uma pausa. — É importante atentarem-se aos horários e locais de batalha. Lembre-se que os atrasos podem gerar uma grande desvantagem podendo chegar a desclassificação da batalha. -

– Sem mais dou como aberta a segunda fase e já podem acessar o portal do competidor para ver a tabela de batalha de vocês. BOA SORTE! –

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– Chave estranha. -

Aline era uma jovem de cabelos curtos e olhos violetas. A feição era séria, mas notava-se de longe, que era uma pose que ela adotava a muito custo e não algo que era dela. Talvez fosse o preço para virar discípula de Sabrina, mas o prêmio poderia ser grandioso.

A menina era uma psíquica talentosa e se sua Mestra, a Líder de Ginásio de Saffron fosse sagrada Mestra Pokémon, como a própria desejava que acontecesse na edição da Quest Liga que participavam, ela herdaria o ginásio.

– Se quiser, pode ficar com a minha e enfrentar os quatro dançarinos de cabaré. -

Sabrina não estava nada feliz em estar na chave de vários cantores e dançarinos. Aline estava na chave três onde o pior adversário era o Mestre da Quest liga seguido de Aaron de Sinoh. Sabrina acreditava que sua pupila até poderia ser uma das 16 finalistas em uma chave como aquela, apesar da maioria da maioria achar que os favoritos eram Mestre Lorelei, Mestre Aeron e Mestre Thor.

Não se negava que os Três Mestres eram os favoritos e a chave três era até bem simples, mas de longe a mais fácil. Surge tinha um nível de Mestre e Takamura Kombat era um campeão que nunca havia perdido, mesmo para adversários muito mais poderosos. Ainda contavam com Barry um campeão de Sinoh que só não havia alcançado o título devido a seu temperamento impulsivo, mas que já vinha sendo polido.

Chave 3:

Mestre de Kanto Lorelei

General das Forças armadas e Líder de Ginásio General Surge

Trevor Gutmor

Líder de Ginásio Dante Kombat

Dance

Mestre de Sinoh Aaron

Barry

Aline

Mestre da Quest Liga Thor

Takamura Kombat

Nesta chave não havia gente fraca ou pontos fáceis. Aline era a mais desconhecida e muitos diziam que ela era a mais fraca, mas quem era de Kanto já sabia que a menina era quase uma versão mais nova de Sabrina e que não seria a última da lista de sua chave.

– Sei que tenho chances por causa da chave. Tenho dois lutadores para usar de saco de pancadas, além de Barry, Dance e Trevor serem adversários normais. Fortes e muito habilidosos, mas não perigosos como os três mestres e o general. — Aline passou a mão pelos curtos cabelos. — Mas confesso que a chave é estranha. É a única chave que eu não vejo um competidor de baixo nível. -

Sabrina sabia do que ela falava. Apesar de Aline ser a considerada a mais fraca da chave, ela de longe era presa fácil. Mas, nas outras chaves existia um competidor de potencial muito abaixo dos outros.

Na chave 1 Choc era considerado o mais fraco, sendo que a diferença dele para os outros competidores era muito grande. Ele tinha sim sua rivalidade com Cowboy, mas as habilidades de ambos estavam longe de poder ser comparadas. Mesmo tendo sido campeão em uma região apadrinhada, acreditava-se que ele poderia vencer apenas uma batalha, mas teria de usar os seus melhores e escolher bem seu adversário.

Na Chave 2 Bruno Ortega era o mais fraco com folga. Mesmo Lirian e Barreira não eram adversários reais para o jovem. As chaves de vencer uma batalha era quase zero.

Na chave 4 Meilin foi a competidora mais infeliz. Ela não tinha um adversário do mesmo nível, ou mesmo próximo. Todos eram líderes de ginásio, ou no caso de Misty ex-líder. Ou estavam como Mestres. Além disso achavam difícil que ela conseguisse fazer seu pokémon obrigatório a entender com tão pouco tempo.

Na chave 5 Rogério era inegavelmente o mais fraco, talvez até o mais fraco de todas as chaves. Não tendo nem seis meses como treinador as estatísticas diziam que ele iria fazer duas lutas, ou três no máximo e depois não teria mais condições de comparecer as batalhas. Talvez conseguisse com sacrifício estar apto a batalhar novamente na última rodada, caso seus adversários fossem bondosos com ele. Mas, Kevin já havia declarado que ia mata-lo, era provável que a batalha seria muito sofrida para ele.

Com isso a chave 3 era a única que não tinha alguém que as estatísticas diziam que a chance de vencer mais de uma batalha era irrisória.

– Gostaria de enfrentar seu primo. — Comentou Aline. — Ele é alguém com quem gostaria de testar meus poderes. Mas, infelizmente não caímos na mesma chave e duvido que ele avance. -

– Pode desafiá-lo após a Quest Liga. — Sabrina comentou. — Inclusive ele poderia ser seu desafio final para poder assumir o ginásio. – Sabrina esboçou um sorriso sádico enquanto Aline começou a parecer preocupada. — Mas, talvez se enfrentem antes disso. -

– O que quer dizer? — Aline olhou para mestra sem entender.

– Ele realmente não tem nível para avançar para a próxima fase. Mas, muitos o consideram treinador de alto nível com estilos próprios. Um dos estilos dele é alterar e usar o ambiente na batalha. No entanto, existe um outro que é ensinar o pokémon a fazer algo no meio da batalha e esse pode fazê-lo surpreender até mesmo um mestre. -

– Ninguém pode ensinar um golpe no meio da batalha. — Alien parou confiante do que dizia. — Na certa o pokémon até já sabe fazer o ataque e não tem confiança para o mesmo. Mas, quando Kevin o orienta e ele adquire a confiança necessária para fazê-lo. -

Sabrina levou a cabeça de lado mostrando que compreendia, mas que não estava certa daquilo.

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Teoria do Estilo. Foi por causa dessa teoria que Lirian conheceu Kevin e tornaram-se amigos. Ela lembrava como não acreditava naquilo e o conflito que gerou entre eles. Naquele dia a conversa toda a explicação de Tecka dono e presidente da Tecpokémon a convenceu de que a teoria era possível. Mas tudo ficou na teoria.

A Teoria dos Estilo é muito simples. Um Mestre Pokémon perderia para um iniciante se possui-se estilo.

Um Mestre Pokémon é considerado experiente, cheio de conhecimento, possui motivação e pokémon fortes. Um iniciante é considerado inexperiente, com baixo conhecimento e possui pokémons com pouco poder, mas possui grande motivação. Logo ele não teria chances, mas se o iniciante possuísse o estilo certo, poderia ter uma chance.

Era difícil para quem escutasse sobre isso entender o que era o tal estilo. Estilo nada mais era do que a combinação de experiência e conhecimento. Nunca um iniciante poderia ser considerado mais experiente ou com mais conhecimento que um mestre na arte da batalha pokémon. Mas, poderia sim possuir experiência e conhecimento suficiente sobre algo do mundo pokémon que fosse o suficiente para explorar as fraquezas que um mestre possuísse.

Um Mestre de pokémon de água, forçado a usar um pokémon inseto que pouco conhecia, certamente estaria pronto para defende-lo de fogo e voadores, que também são fraquezas dos pokémon água, sua especialidade. Mas, dificilmente estaria pronto para encarar a fraqueza pedra. E se por ventura o treinador que enfrentar esse Mestre das águas usando um inseto for um pedreiro?

Lirian estava empolgada por poder presenciar aquela possibilidade se replicando em várias e várias vezes. A maioria dos Mestres lutariam na primeira batalha contra treinadores promissores. Alguns com situações de desvantagem clara devido a seus pokémon, outros nem tanto.

Mstre Koga, de Kanto, iria enfrentar Choc. Ambos iriam com um pokémon venenoso e isso infelizmente era a especialidade de Koga.

Mestre Agatha estaria enfrentado Lirian, a própria. Enquanto Agatha usaria uma Beedril a jovem usaria um Pelipper.

Mestre Aaron pegou um inseto e enfrentaria Dance com um Pelliper. Mas, não havia nada de surpreendente nesta batalha.

Mestre Flint, com um pokémon do tipo grama, um estranho seedot, enfrentaria Meilin e um Surskit.

Mas, a chave cinco apresentou 3 lutas importantes.

Mestre Gary x Kevin Maerd

Mestre Cinthia x Julia Maerd

Mestre Glacia x Rogério

Mais iniciante que Rogério não existia, mas Julia e Kevin também entrariam nas estatísticas se viessem a vencer. Poderia ser considerados de Elite, mas seus adversários tinham anos de experiência e um deles o status de campeão de elite.

– É uma pena que todas essas batalhas ocorram ao mesmo tempo. — Lirian respirou fundo e focou a arena a sua frente. – Eu adoraria ver todas elas em primeira mão. Mas... — Ela sacou sua pokebola. — Agora eu tenho que pensar na minha. Vou fazer parte dessa estatística.

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Muito tempo atrás, quando eu decidi que seria treinador pokémon, não por mim, mas por minha irmã e melhor amigo, eu recebi um não que ninguém merecia receber. Se você diz a uma criança que ela pode fazer algo se esforçando, ela tem que poder, ou você pode causar uma grande confusão.

Gary Carvalho fez uma seleção com vários jovens. Dizia que seis poderiam ser seus discípulos e no final ficou apenas com cinco, descartando o sexto. Eu era aquele sexto e na época tentei acertar o sapato na cara dele por mentir para mim. Eu tentei acertar o sapato na cara dele quando ele jogou os cinco discípulos contra mim. Tentei acertar o sapato na cara dele quando descobri que ele era líder de ginásio, me viu desesperado por um ginásio e nada disse. E, tentei tantas outras vezes que eu teria que comprar uma sapataria inteira e ainda assim não haveria sapatos o suficiente.

Mas, hoje a sorte sorriu para Kevin Maerd Júnior. Posso fazer aquele Gary Carvalho comer meu sapato na frente de milhões de pessoas. Meu primeiro adversário na Quest Liga será ele. A sorte finalmente está do meu lado. A batalha será um contra um usando o pokémon obrigatório. Que ele seja mestre, o pokémon dele terá pouca diferença de nível para o meu e talvez o meu venha a ser até mais forte.

Tenho uma chance agora de me vingar desse palhaço e vou fazê-lo. Porque eu posso fazer algo que ele não pode! Sintonizar-me com o pokémon apenas com um olhar.

Kevin estava parado no corredor que dava acesso à arena onde ele enfrentaria Gary na primeira rodada da segunda fase da Quest Liga. Ele já havia conversado e treinado com seu pokémon o máximo que seu bom senso permitira. Era um fato que os cinquenta competidores tinham o problema de tempo para preparar seu pokémon recém capturado para a batalha, mas a batalha certamente dependeria do nível de afinidade, ou obediência, que cada m conseguiu empregar naquele curto espaço de tempo. Alguns tiveram mais de um dia para isso, outros tiveram doze horas.

Para Kevin aquilo não fazia muita diferença. Ele tinha adquirido uma habilidade que poucos talvez soubessem que existia. Ele conseguia fazer o pokémon enxergar suas intenções para com ele e com o tempo ele também conseguia entender o que o pokémon queria dele.

Era a habilidade que os Pokémon Ranger tinham, mas era muito pouco explorada e precisava de um aparelho para o mesmo. No entanto, Kevin descobriu, com ajuda de muitas anotações de antigos Caçadores das Sombras, que os pokémon possuem uma sensibilidade muito grande e podem sentir o que os demais sentem em sua volta, até mesmo os humanos.

Foi assim que conseguiu se entender com seu Raticate, quando ele era apenas um ratata em um orfanato pokémon e entender que ele queria reconhecimento pelos seus feitos. Foi assim que conseguiu fazer Monstro do Pantano acalmar-se e parar seus assassinatos desfreados em busca de justiça, dando-lhe a oportunidade de enfrentar pessoas, como a Estilo de Poder, que realmente faziam mal aos pokémon e poderiam virar alvo de sua fúria. Foi Desta forma que parou um Fúria do Deserto que estava enlouquecido por vingança contra a Estilo de Poder e da mesma forma conseguiu conectar-se a um pokémon repleto de ódio por seu antigo treinador ter tentado mata-lo, como Demônio das Chamas.

A sensibilidade aflorada que algumas poucas pessoas tinham ele desenvolveu. Agora, não usando mais para lutar contra demônios e criminosos, parecia muito mais a vontade com seus pokémon. Era muito mais fácil entender os sentimentos de Camerupunt e sua vontade de estar com ele e encontrar o seu lugar no mundo sem ter que batalhar ou mesmo apresentar-se.

Enquanto na ilha, Julia concordou em gastar algum tempo deixando-o procurar um pokémon que quisesse uma aventura com batalhas, mesmo que por poucos momentos, ao invés de escolher o mais forte ou o que melhor pudesse encaixar-se na equipe. Julia não tinha aquela habilidade, mas lia bem as pessoas e os pokémon.

– Estamos prontos. -

Kevin não escondia de ninguém que estava nervoso com aquele embate. Diziam que ele tinha o nível de um treinador de alto nível, mas sua irmã e Trevor eram treinadores de elite, algo que ele julgava ser acima dele. Naquele momento ia enfrentar um Membro da Elite dos Quatro e por mais que soubesse ter chances, não conseguia deixar de pensar que iria enfrentar um mestre.

A cada passo que dava para alcançar a arena, a plateia vibrava com a batalha. Eram 25 batalhas na primeira rodada, sendo que 10 delas estavam para começar naquele momento. Antes da sua batalha sua irmã já havia entrado Cinthia naquele mesmo estádio.

Em uma arena do tipo praia água com ilhotas de areia, Julia surpreendeu a Mestra Campeã de Sinoh com seu Krabby e um Hiper Raio. Cinthia dominava bem a batalha usando seu Aipom que era muito ágil e usava de golpes corporais para ir minando as forças de Krabby, ao menos era o que parecia. O crustáceo era mais lento e quando escondia-se na água literalmente deixava a batalha parada, fazendo Julia ser obrigada a voltar para a faixa de areia já que seus jatos de água e bolhas não alcançavam seu adversário.

Endurecendo a armadura de seu companheiro e usado suas pinças Kraby foi tentando realizar uma defesa que aos poucos foi parecendo ser inútil. Cinthia viu uma abertura quando Krabby foi virado de costas e ficou sem muito movimento. Aipom animado saltou para tentar finalizar e Julia esboçou um sorriso comandando o Hiper Raio.

O Pokemon virou-se rapidamente e atingiu o macaco em pleno ar com uma forte rajada de energia que saia de sua pinça direita. Julia via como Cinthia era cuidadosa, mas que estava tendo dificuldades com a agitação de seu pokémon que parecia animado em estar batendo sem grandes problemas em seu adversário. A arma secreta de Julia era o Hiper Raio ensinado e aprendido duramente. Havia sacrificado uma parte da noite para prepara-lo para aquilo, o elemento surpresa havia funcionado bem.

– Sua irmã é muito boa. — A Voz de Gary irritava Kevin que recordava da batalha de sua irmã. — Mas, você não terá a mesma chance. — Gary Sacudiu a pokebola na direção dele. — Sei que está animado com essa batalha e está querendo fazer dela sua vingança pessoal. Mas, espero que mantenha a compostura como um treinador de nível avançado que és. -

Gary estava com uma calça marrom e uma camisa larga roxa e estava cobrindo-se com seu jaleco. A marca que ele adotara desde que se tornara pesquisador. Mesmo como mestre não havia abandonado a vestimenta. Enquanto Kevin estava trajando calça preta jeans com camisa verde com detalhes escuros.

Kevin deu uma gargalhada preparando-se para o embate. Cada qual ergueu sua mão direita segurando a pokebola. A Arena era a mesma que sua irmã tinha usado. O juiz autorizou e As pokebolas ganharam o céu.

Pelo lado de Kevin surgiu Krabby. Um pokémon muito parecido com o da irmã. Corpo alaranjado protegido por carapaças medindo cerca de 70 centímetros, poderosas pinças que pareciam afiadas. Andava de lado e diferenciava-se do da irmã apenas pelas patas um pouco mais escuradas. Pelo lado de Gary surgiu Pelliper deixando Kevin surpreso.

Tratava-se de um pokemon ave aquática já no segundo estágio de evolução. Com um bico e grande papada ave chegava a ser maior que Krabby. Era dividil acreditar que aquela ave havia sido capturada na ilha onde a maioria eram pokemons de primeiro nível.

– Começo com a vantagem meu caro. — Gary sorriu. — Primeira lição dessa batalha, quem estudou a ilha do circuito sabia que a maioria sairia de lá com pokémon aquático ou insetos, desta forma atentar-se aos voadores que usam a ilha como ponto de parada para a migração conseguiria a vantagem para a segunda chave. -

Kevin pareceu escutar Lubia falando e não Gary. A menina teria o potencial para identificar aquele tipo de coisa facilmente, mas sabia que Gary não precisaria da discípula para identificar algo como aquilo ele era um Pesquisador tão bom quanto o avô.

– Então quando perder será ainda mais vergonhoso para você. — Kevin sorriu. — Bolhas! -

A ave levantou voo da ilhota, levantando grande quantidade de areia. Kevin observou a areia que ficou apenas na metade do caminho de acertar seu pokemon que disparava bolhas pelas piças com bastante vontade. O crustáceo girou tentando seguir seu adversário e ambos os treinadores puderam perceber que a ave era mais veloz.

A ave circulou, pelo ar, seu adversário, duas vezes, até começar a fazer um tornado. A areia subiu e as bolhas lançadas pelo adversário eram estouradas de instantâneo pelo contato com a areia. O pokémon de Kevin foi erguido. E quando já estava a 5 metros do chão o tornado foi interrompido e a ave passou velozmente usando asas de aço.

– Droga! — Kevin resmungou. — Esses movimentos são bons para terem sido treinados. Ele deve fazer isso para pegar alimentos. -

– Estou impressionado com seu poder de observação. — Gary não escondeu seu espanto. — Mas, sua segunda lição é essa. Não tem como por um pokémon em condições de batalha de liga com tão pouco tempo. Deixe os instintos falarem mais alto e faça apenas as observações importantes. -

– Vou te mostrar instinto. — Gritou Kevin. — Fique na água e use endurecer. -

Gary viu o pokémon de Kevin começar a mover-se rápido. A combinação de golpes não havia sido o suficiente. Mas, Kevin comandou o pior movimento possível.

– Nevasca! — Comandou Gary.

A ave de Gary o olhou e compreendeu. Um vento frio começou a soprar no local e logo flocos de neve caiam pela arena fazendo a água começar a congelar. Krabby pareceu um pouco desesperado, nunca havia visto gelo antes e começou a se sacudir, mas ficou agarrado no gelo com parte do corpo agarrado no gelo.

Tenho uma chance! Kevin não escondeu o sorriso que foi interpretado por Gary como desespero.

Krabby nunca havia visto gelo e por isso estava um visivelmente desesperado tentando soltar-se. No entanto, a ave que havia congelado uma parte da arena era muito inexperiente com gelo. Havia usado o golpe, tinha o potencial e o necessário e Kevin admitia que fora bem executado, mas começou a usar a pouco tempo. Era uma ave tropical sem necessidade daquele ataque e visivelmente pensou antes de atender ao pedido de seu treinador.

Kevin agora tinha água, areia e gelo no campo. Ele tinha um plano. Gary havia usado a especialidade dele e isso custaria caro.

A ave partiu para agarrar o crustáceo que se debatia. Estava voando dando um rasante no gelo e certo de que seu adversário não poderia pará-lo.

– Pince-o! — Gritou Kevin.

A ave se aproximou para atingido seu alvo e o crustáceo fez um movimento improvável, abriu e fechou a pinça em uma das asas enquanto era acertado. A ave levantou voo afastando-se e batendo a asa de forma desordenada, agarrado na asa direita estava Krabby. O pokémon prendeu sua pinça na asa e quando a ave tentou se afastar foi puxado para fora do gelo deixando um buraco e dando a Kevin a certeza, o gelo era firme, mas fino.

Gary deu alguns comandos. Girar no ar, esticar as asas para frente para que o adversário agarrado ficasse ao alcance do seu bico ou o ataque como asas de aço. A ave havia ignorado Gary que não parecia tão desesperado.

– Isso foi esperto, mas a queda vai fazer seu pokémon ficar inconsciente. — Diz Gary. — Ele foi acertado algumas vezes. -

– Você deveria aprender com as batalhas anteriores. — Sorriu Kevin.

Gary franziu e olhou e foi visualizando uma situação parecida a muito tempo. O pokemon de Kevin agarrado a um voador que estava levando-o para todos os lados na tentativa de se libertar. Naquela luta a situação era bem diferente, mas Kevin estava esperando algo.

– Pretende esperar que meu pokémon posicione-se... — Gary parou ao ver que seu pokemon já havia chegado à posição que ele queria. — Saia dessa área! -

Não havia comando que acalmasse a ave marinha. Gary confiou nos instintos da ave e seus instintos eram de sacudir-se para livrar-se algo que estava preso ao seu corpo. Kevin não sabia daquilo, mas esperava que ave fosse voar pela arena tentando livrar-se de seu passageiro indesejado.

– Concentre seu poder na pinça esquerda. Erga-a com vontade e a abaixe com todo o peso de seu corpo. — Kevin gritou e esticou a pokeagenda.

Krabby estava apavorado, mas escutou as instruções. Levou algum tempo para ele fazê-lo, mas o fez. Concentrou-se eguendo a piça que começoua brilhar e a abaixou colocando todo o corpo em cima da pinça, acertando a asa em que segurava.

“Movimento identificado: Martelo Caranguejo.”

– O que? — Gary incrédulo.

Sua ave havia levado um golpe direto na asa e agora caia indo direto para a camada de gelo que criara anteriormente. Mas, mais do que a surpresa de sua forte ave estar indo para o chão de gelo que ele mesma criara, o pokémon de Kevin havia feito um golpe ensinado por ele na hora da luta.

Martelo Caranguejo era um golpe razoavelmente simples, mas geralmente aprendia-se ele após evoluir para Kingler. Saber usar antes teria de ter sido treinado e não tinham tido tempo para tanto, ou teria usado no momento em que ficara preso no gelo.

Pelliper caiu no gelo quebrando e indo para dentro d’água. Krabby caiu um pouco mais para o lado criando rachaduras no gelo. Estava consciente e não parecia ter sofrido grandes danos com a queda.

O público olhava a ave debatendo-se no fundo e tentando subir, mas, com a asa machucada ela ganhou pouco movimento. Quando finalmente parecia estar controlando o seu forçado mergulho tentou subir, mas encontrou uma camada de gelo impedindo fazendo o desespero ressurgir.

– Muito obrigado pelo chão de gelo. — Sorriu Kevin. — Nossos pokémon tropicais não possuem a experiência com esse elemento para manterem-se calmos. Sabia que se eu fizesse o seu cair na água e ele encontrasse um teto de gelo no caminho iria se desesperar. Você não consegue comandá-lo enquanto ele está desesperado e isso encerra essa luta. -

Gary cerrou os punhos preparou-se para mais dois comandos, mas viu que seu pokémon já não movia-se como antes. Estava começando a se afogar. Ergueu a pokebola e mergulho na piscina arena para poder realizar o retorno de seu pokémon para a pokebola. O gelo iria impedir que isso fosse possível, mesmo que o gelo fosse tão fino.

Gary sabia que com um golpe seu pokémon acabaria com o gelo, mas desesperado pela surpresa do gelo e pela dor da asa machucada, jamais efetuaria um ataque.

– A vitória é de Kevin e seu Krabby. — Anunciou o Juiz.

– Eu venci um Mestre! — Kevin caiu sentado para trás. — Não dá para acreditar. — Esticou a pokebola recolhendo seu pokémon. — Eu realmente ganhei de um mestre... -

Uma luta simples com poucos movimentos, mas de grande pressão. A confiança e a ligação com o pokémon para que ele o escutasse em qualquer situação. A habilidade de aproveitar-se do campo. A habilidade de ensinar um pokémon durante a luta. A habilidade de avaliar áreas de risco. A conhecimento sobre o gelo.

– Foi uma boa vitória. — Gary foi até Kevin. O Mestre estava encharcado e segurava na mão esquerda a pokebola de seu ferido pokémon. — Batalha de um pokémon e sem treino, mas ainda assim uma boa vitória. -

– Lição número 1, quem estudou a ilha do circuito sabia que a maioria sairia de lá com pokémon aquático ou insetos, desta forma atentar-se aos voadores que usam a ilha como ponto de parada para a migração. Ou seja, sua ave tem um pequeno medo de áreas geladas. — Sorriu Kevin levantando-se e estendendo a mão para Gary. — Lição número 2, não tem como por um pokémon em condições de batalha de liga com tão pouco tempo. Deixe os instintos falarem mais alto e faça apenas as observações importantes. Ou seja, observações importantes do seu adversário. -

Os dois apertaram a mão enquanto a plateia aplaudia e Kevin começava a gritar e a rir da cara de Gary.

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Dream estava no ponto mais alto daquele estádio, sozinho, observando a luta de Kevin. Ele vibrava com a vitória e por mais que não acreditasse que o filho que não gostava de pokémon acabara de vencer um mestre, ele agradecia pelo filho trazer aquela confirmação de que seus estudos estavam certos. Na verdade, não só Kevin Júnior, mas Julia também havia vencido. Mestra Cinthia havia caído com seu Lumise diante do Krabby da menina Maerd.

– Incrível, não é? -

Dream olhou para o lado e viu Erika, a líder de ginásio de Celadon, em Kanto, ao seu lado. Nem havia percebido a mulher chegar. Sorriu e ainda via o filo saltando e rindo na arena.

– Sempre soube que Kevin Júnior e Julia seriam grandes, independesse do que fizessem. — Erika sorria. — Mas, você imagina que eles algum dia iriam validar seus estudos, Kevin Maerd? –

Dream gelou. Fingiu inicialmente que não era com ele e logo olhou em volta, incialmente para ver se mais alguém estava perto, confirmando que estava seguro, olhou para ela fingindo não entender.

– Está falando comigo? — Ele piscou algumas vezes.

– Me perguntei por que você usaria outra identidade e se esconderia. Caçador das Sombras é a melhor hipótese, ou prisioneiro da Estilo de Poder. — Erika sorriu encarando-o. — Não é da sua índole ser membro da Estilo de Poder. -

– Acho que está me confundindo. Kevin e Julia também me confundiram com o pai por algum tempo. — Dream dizia tentando parecer natural.

– Tudo bem! — Erika sorriu virando-se para arena. — Sei que existe um segredo por trás de sua falsa morte. Sei que tem haver ou com o Caçador da Sombras que não aparece há meses ou com o desmantelamento da Estilo de Poder. — Ela colocou o braço em volta do Ombro de Dream. — Saber que está vivo e inteiro me basta. -

– Isso podia ser o suficiente para aqueles dois. — Comentou Dream vendo Julia entrar na arena onde o irmão festejava. — Quero dizer... -

Erika riu ficando em silêncio. Não ria todo dia que tinha o prazer de estar com uma das pessoas que ela admirava. Ela podia ter sido desclassificada na fase do circuito. Ela bem que tentou voar com seu tropius, mas não conseguiram guiar-se durante a noite e com isso acabaram chegando só após o nascimento do sol. 10 minutos atrasados.

– Não contarei para ninguém. — Comentou Erika. — Mas, vai ter que manter contato. -

<><><><><> Quadro de Chaves <><><><><>

Chave 1:

Mestre de Kanto Koga

Líder de Ginásio de Kanto Sabrina

Marjori Star

Líder de ginásio das Ilhas Laranjas Ruddy

Cowboy

Mestre de Hoenn Phoebe

Mestre de Sinoh Lucian

Lider de Ginásio de Sinoh Fantina

Choc

Music

Chave 2:

Mestre de Kanto Bruno

Mestre das Ilhas Laranjas Drake

Mestre de Jotho Agatha

Mestre de Jotho Ana Pendraco

Barreira

Mestre de Hoenn Sidney

Mestre de Sinoh Bertha

Lirian

Líder de Ginásio Vurge

Bruno Ortega

Chave 3:

Mestre Lorelei

General Surge

Trevor Gutmor

Dante Kombat

Dance

Mestre Aaron

Barry

Aline

Mestre Thor

Takamura Kombat

Chave 4:

Mestre Ash

Mestre Lance

Mestre Julio Pendraco

Morty

Meilin

Murge

Mestre Wallace

Juan

Mestre Flint

Misty

Chave 5:

Mestre Gary

Julia Maerd

Kevin Maerd

Mestre Dario Marion

Mestre Drake

Mestre Glacia

Mestre Cinthia

Gardenia

Rogério

Glaucius Krun