P-16
1 Uma carta para Lucy...
Notas iniciais
Boa leitura minna ;D
Como foi que eu parei nesta situação?!
O desespero dominou ela. Seu coração batia a mil. O cabelo loiro impedia de ver seus olhos e as lágrimas caindo pelo seu rosto sujo e machucado. Encostou-se na parede segurando em uma mão uma bandana preta e no outro um chapéu de palha.
-P.. que?- Era impossível ouvi-la, os soluços eram fortes demais –PORQUEEEEE?!
Não aguentava mais e caiu de joelhos. Todos. Um por um. E era tudo culpa dela.
-Eu disse, não disse?- aquela maldita sorriu para Lucy –separados, são todos um bando de perdedores. P-E-R-D-E-D-O-R-E-S!
-O que fez com eles?! Para onde mandou eles?!- Lucy encarou a jovem Noah e antes que pudesse ouvir a resposta, tudo em sua volta ficou preto.
9 MESES ANTES...
-Tem certeza, querida?- Uma mulher arrumou algumas blusas em uma mala grande.
-Pode ir sem problemas, mãe. Não é que eu vou morrer enquanto você estiver em viagem de negócios, né?- Lucy sorriu dando uma mordida numa barra de cereal.
-Olha, vou voltar daqui a três semanas. Arrume seu quarto, lave a louça que sujar e divirta-se com seus amigos, Lucy- A Mulher fechou a mala com esforços e olhou para sua filha.
-Mãe, olha só, a maioria dos meus amigos estão viajando e provavelmente vou ficar mais tempo no FaceBook do que lá fora no “mundo cruel”, tá? Além do mais, Mirajane vai vir e você sabe que pode confiar nela, certo?
A mãe sorriu. Pela janela se via um táxi amarelo parado e o motorista buzinou.
-Filha, tem certeza absoluta?- A mãe tirou a mala da cama de casal e pegou sua bolsa.
-Mãe, nós moramos no subúrbio de New York. SUBÚRBIO. Sabe o que isso significa?!- Lucy deu a última mordida e jogou o papel no lixo, limpou as mãos na saia azul e (bastante) irritada puxou a mala da mãe para fora.
Na porta da casa, a mãe lhe deu um beijo na testa e disse “cuide-se” umas mil vezes e Lucy observou o táxi indo embora, sorrindo por finalmente merecer as suas verdadeiras férias de verão.
Fechou a porta e subiu correndo as escadas e se jogou na sua cama.
-QUE COMEÇEM AS FÉRIAS!- Ela gritou e ligou a TV pequena que ficava no seu quarto.
Toc.
-Oi?- Lucy disse, sorrindo.
De repente, a ficha caiu. Ela estava no segundo andar.
Toc Toc.
-Mas hein?!- Lucy abriu a porta numa velocidade incrível.
Toc toc toc toc toc toc.
-Heeeeeeeeeeeeeeeeein?!- Lucy se virou assustada, mas nada. Apenas, na janela, estava um corvo. Do lado de fora, ele parecia não combinar com a realidade.
As penas eram negras e perfeitas. Os olhos castanhos fixaram-se na Lucy. No bico perfeitamente limpo estava uma carta. Nela, estava escrita “P-16”.
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