Púrpura
1 Capítulo 1
“Senhorita Higgins... Espero que esteja confortável.”
Um homem de cabelos negros, com traje de gala e segurando um relógio de bolso dizia. Sorria de modo cínico, que faria qualquer pessoa se encolher, ou atacá-lo sem remorsos.
“Não entendo...”
“Shh”, ele a calava, colocando um dedo em frente a sua boca. Depois de voltar à posição inicial, disse num sussurro. “Quando chegarmos em casa, explicarei tudo.”
Ela ficara calada. Não por medo dele, ou porque ele havia a feito se calar, mas porque estava tão atordoada, sua cabeça doía em demasia e estava com sono.
Depois de mais alguns minutos de viagem, a carruagem parou na frente de uma aparentemente bela mansão. Sir Colin Grantley deu a volta e abriu a porta para Destiny Higgins sair.
Ele estendeu a mão a ela, porém ela se recusou a aceita-la, o que fez o sangue de Grantley ferver. “Lady Higgins, se não colaborar, serei forçado a usar de violência.” Sussurrou ele, com uma voz perigosamente calma; ela temeu estar ao lado de um psicopata, sem pensar muito, deu sua mão ao homem. Não cometeria o erro de desobedecê-lo outra vez.
Entrando na enorme mansão, Destiny arfou ao ver a beleza do lugar, beleza um pouco sombria, mas era de tirar o fôlego. Colin percebeu a reação da moça e virou-se para ela, lançando-lhe o mais belo sorriso que ela já vira.
“Não sabe como estou feliz que tenha gostado, minha querida.” Envolvendo-a num abraço apertado, ele a guia até seu novo quarto; um ambiente em tons de roxo, preto e dourado. Uma cama com dossel em um roxo intenso, tapetes em roxo e dourado, mobília dourada, paredes em lilás e dourado e cortinas pretas. Ela arregalara os olhos ao ver apenas cores tristes e sem vida... Como conseguiria viver ali?
Grantley, observando a inquietude de sua hóspede, franziu o cenho e colocou os braços para trás, como quem espera uma resposta muito boa para a pergunta que fará.
“Algo não lhe agrada, meu doce?” Ele passou a língua pelos lábios, e a olhou de forma tão invasiva e penetrante que a jovem não suportou e caiu desmaiada.
Com um suspiro e um meio sorriso que nunca deixava seus lábios – a menos que estivesse muito concentrado ou com uma raiva ardente – ele a segurou nos braços, a despiu e colocou sua forma branca e curvilínea na cama, depois, é claro, de vesti-la numa camisola de algodão.
Durante alguns minutos, ela ficou inconsciente na grande cama, até que abriu lentamente os olhos, se esforçando para se ajustar ao ambiente. Assustou-se ao reparar que estava deitada na mesma cama que causou-lhe uma reviravolta no estômago momentos atrás, não se lembrava do que acontecera.
Nesse mesmo momento, eis que adentra o aposento, o misterioso Lord Grantley. Ele já havia retirado seu sobretudo, estava somente com um colete e camisa cor de carvão. Parecia que ele estava vigiando-a, para saber o momento certo de entrar. Será que esses episódios eram constantes em sua vida? Quantas jovens ele já não levou para a Mansão Grantley? E, o mais assustador de imaginar: O que aconteceu a elas?
Bem, são perguntas que não poderão jamais ser vocalizadas.
“Por favor, tenha senso de decência! Primeiro despe-me, depois vem invadir assim minha privacidade... Eu nem queria estar aqui, eu tenho uma vida!” A voz da jovem dama transbordava desespero, aflição, ódio, exaustão. Chorava feito uma criança, e tudo o que Grantley fez, foi cruzar os braços, e esboçar um pequeno sorriso, que ela tomou como deboche.
“Queria apenas... ver como estava minha hóspede...” Ele passa a língua pelos lábios, seu sorriso alargando-se. “Que espécie de anfitrião eu seria se deixasse minha companheira congelar numa noite dessas?”
“Que espécie de anfitrião, senhor?” Invadida por uma repentina e violenta coragem, senhorita Higgins levantou-se da cama num salto, tomou a adaga que sempre trazia consigo e ameaçou o homem à sua frente, cujos olhos refletiam a fúria um tanto quanto atraente de sua hóspede. “Da pior.”
Tentado a ver como isto prosseguiria, Sir Colin Grantley, um dos mais respeitados aristocratas de Londres, fez um gesto com uma mão, e conjurou uma espada dourada cravejada de rubis; Os olhos cor de esmeralda de Destiny fitavam o objeto e, Grantley, notando isto, comentou “Herança de família-“ Em seguida, curvou-se “Vamos começar?”
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