Pântano De Sangue

18 Capítulo 18 Simom sabe de tudo


Notas iniciais
Hey peoples!sei que vcs devem estar querendo me matar pela demora, mas é que eu estava lendo uns livros mto perfects esses dias, nem no pc eu estava entrando tava mais ou menos assim: "leitura:On, vida social e internet:Off". Perdi 2 leitores acho que por causa da demora para postar os caps :'( então eu resolvi que eu vou postar um cap toda semana, resumindo até domingo que vem vcs ja terão o cap 19 prontinho!! mas eu qro um favor em troca, peçam pra amigos de vcs, parentes, pra quem vcs quiserem, ler e comentar a fic, pois quanto mais coments tiver, mais rápido os caps sairão!! agradeço já á todo mundo que já lê e comenta, amo vcs seus lindos ♥
Espero que vcs gostem desse cap, não é um dos melhores, mas se eu fosse fazer ainda mais detalhado, ia demorar mais pra postar...

Capítulo narrado por Mike

Depois de tomar o café, dou o remédio a Cami, seu mau humor é evidente em sua expressão, mas não posso culpá-la por estar assim, pois como Simom disse, ela vai ter uma ressaca bem pior que uma normal. Mas mesmo com toda a dor que deve sentir, ela continua tentando ser gentil, o que só me faz amá-la mais ainda. Por mais que consiga me controlar, não consigo parar de pensar naquele beijo, agora que sei a sensação dos seus lábios nos meus, aquilo não sai da minha mente. Para me ocupar e tirar isso da cabeça para não acabar dando com a língua nos dentes, vou aplicar a pomada novamente.

Cami está no banho, e Lotte ainda dorme um sono pesado e profundo, deve ter chegado aqui de madrugada, e acho que ela não foi só “caminhar” para estar tão cansada deve ter feito algo mais.

Simom contrabandeou roupas para mim, camisetas de mangas curtas e compridas, calças jeans, e uma blusa de frio. Achei tudo em cima do sofá com um bilhete.

Para meu querido amigo Mike,

Para você não acabar sem camisa no meio da noite, com uma garota drogada maluca deitada no sofá. Trouxe até calças reservas, porque se não quero ver você sem camisa, imagina sem calças.

PS: só estou te enchendo, tanquinho maneiro, Cami pirou com certeza. Nem tente me enganar, pois eu sei o que ela beijou, e não foi a mão...

Simom

Que legal, e agora como farei para ele calar a boca? Ele é uma pessoa legal, acho que conseguirá fazer isso por mim, mas mesmo assim ainda estou preocupado.

Ouço o barulho de água parar, Cami acabou o banho. Espero que ela se vista e saia do banheiro.

- Então, onde acha que vamos hoje? – pergunto

- Não faço ideia... Mas tomara que seja o campo de treinamento, queria muito aprender a manusear uma espada... decapitar alguém deve ser legal...

- Claro! Deve ser ótimo – podem até achar isso estranho, mas entre eu Cami e Lotte essas conversas são comuns, decapitação, desmembramento, técnicas de tortura medievais, são assuntos fortes, horrendos, mas mesmo assim ainda fascinantes – Mas acho melhor decapitarmos só bonecos muito realistas, porque assassinar inocentes não está na minha lista de afazeres.

- Combinado então – ela força um sorriso – você sabe se há algum secador por aqui? Odeio ficar com o cabelo molhado...

- Não sei, vamos esperar a Ravenna...

- Cheguei! – Ravenna exclama e escancara a porta.

- Chegar – termino – bom, acho que nem precisamos mais esperar. Tem secador de cabelo aqui Ravie?

- Porta esquerda do armário do banheiro – ela faz um gesto indicando o banheiro – antes que perguntem, não, não é de Simom, é meu, eu costumo dormir muito aqui.

Cami dá de ombros e se dirige ao banheiro, em poucos segundos já ouço o “zzzzzzzzzz” do secador ligado. Ravenna olha para mim e me lança um sorriso.

- Como eu estou tendo problemas para apresentar o pântano a vocês, decidi apresentar uma parte por dia apenas, o que vocês vão querer ver hoje?

- Cami quer ver o campo de treinamento, eu também estou curioso para ir lá. A gente vai poder treinar?

- Vocês devem treinar! Um sombra da vingança obrigou vocês a virem, vai ter guerra, isso é inegável, não sei quando vai ser, mas vocês precisam estar preparados! Vão treinar três horas por dia, todos os dias ás 13:00.

- Por que não fomos com Simom hoje mesmo? Ele está lá agora não é?

- Sim está – ela desvia o olhar – Vocês não podem treinar juntos, porque ele é do submundo.

- E o que tem a ver?

- Anjos sempre foram muito... metidos, vamos dizer assim. Tudo que está a baixo do “nível” deles, ganham seu desprezo. Antes este era um vale somente para anjos, sem mais ninguém que não fosse anjo, mas há alguns séculos, seres do submundo estavam lotando a terra, sem serem exterminados, então nós precisamos abrir espaço para eles em nossos vales, alguns ainda preferiram habitar a terra claro, outros resolveram nem sair do submundo, mas uma grande parte esta aqui. Mas o que acontece é que, se os anjos já desprezavam os humanos, com os seres do submundo então a situação é bem pior, eles deixaram eles habitarem aqui, mas os mais antigos ainda tem certo preconceito, por isso os horários deles para treinar e para outras coisas também, é logo ao amanhecer, porque ninguém mais vai treinar esse horário. Sei que vocês não são anjos, mas mesmo assim não podia deixá-los no mesmo horário, são muitos do submundo para treinar, vocês não iriam conseguir treinar! Reservei um horário só para vocês três.

- Ah, entendi! Que horas são?

- 12:30

- Precisamos acordar Lotte então – Me viro para a beliche, mas Ravenna me para.

- Acho que ela não precisa treinar agora, essa aula é só uma iniciação, para quem não tem experiência com as armas, e pelo que vi ontem, sua amiga precisa de aula avançada, ela é muito boa!

- Charlotte? Boa com armas? Aula avançada? Mas como se nas férias passadas ela nem conseguia segurar um arco e flecha direito quando fomos ao acampamento!

- Não sei, mas ela ontem foi realmente impressionante!

- O que ela fez ontem? – indaga Cami saindo do banheiro, fiquei tão concentrado na conversa que nem percebi o barulho do secador parar.

- Bom, ela foi “passear” como ela mesma disse – Ela faz aspas com os dedos – e por um acaso, acabou indo para o campo de treinamento. Ela se desentendeu com um lobisomem, e quando ele foi pular para cima dela, ela começou uma luta braçal com ele, mas como ele era bem mais forte, ela percebeu que não ia ganhar e resolveu se armar. Pegou duas espadas e brigou com o lobisomem, a sorte dele, é que ela pegou espadas para iniciantes, as que são feitas de cobre, pintadas da cor prata, por que se ela tivesse pegado as verdadeiras, as de prata mesmo, ele agora estaria morto. Ela quase o fatiou! Foi incrível, errado, mas incrível, lá pelas duas da manhã fui avisada do incidente, fui buscá-la, levei-a ao médico, para ele examinar a mordida que ela levou, ela não foi contaminada com a licantropia, o que é ótimo, mas ela quase matou um homem. Anggie disse para perdoá-la, então está tudo bem. Mas é melhor sua amiga aprender a se controlar, pois se isso se repetir, acho que vão bani-la daqui.

- Você não pode estar falando sério – diz Cami, com um olhar incrédulo – ela é um poço de calma, sempre foi, nunca tocou em uma espada, como saberia como usar? Abomina brigas, nunca ia lutar contra alguém... isso não faz sentido!

- Olhe, eu não sei quanto ao que ela era, mas foi isso que eu soube, e é isso que aconteceu, vocês devem pedir explicações á ela, não a mim. Tenho certeza de que ela terá alguma explicação muito boa, mas agora se preparem, porque está na hora de treinar!

***

Foi mais rápido do que eu pensei, alguns míseros minutos e já estamos lá. O campo de treinamento é gigante, não faço ideia da área que ele tem. Aqui não há tantas flores quanto no resto do vale, apenas a grama e algumas árvores, e em um pouco distante há duas casas bem grandes, em um delas existe uma placa onde se lê: “Casa das armas” e na outra que é bem maior que a primeira, não há placas. As duas são arejadas, e pretas, a que não tem placa, parece ter o teto removível.

Por todo o terreno vejo crianças de uns seis, sete ou oito anos bradando espadas, lanças, adagas ou arcos, e acertando seus alvos com perfeição, os instrutores ao lado, sempre ajeitando a posição dos braços e pernas das crianças. Pequenos, mas precisos.

Vejo uma menina e um garoto se aproximarem de nós, não parecem ter mais de 17 anos. Ravenna diz que eles serão nossos instrutores e depois se despede. A menina é média, não chega a ser alta, mas também não é baixa, magra, Cabelos castanhos e lisos, em alguns locais parecem haver mexas vermelhas bem escuras, quase imperceptíveis, tem o corpo praticamente perfeito, definido e cheio de curvas, o que alguns garotos chamam de “gostosa”, o único problema é uma cicatriz enorme no antebraço esquerdo, tem o rosto oval, traços rígidos e um pequeno queixo duplo, mas que fica bem em nela, o garoto é mais alto que ela, musculoso e esguio, cabeça raspada, e uma cicatriz no pescoço, rosto arredondado e traços curvelíneos.

- Olá, — cumprimenta a menina – Sou Holly, Holly Williams! – ela nos estende a mão e um de cada vez, nós a cumprimentamos.

- Sou Alexandre Pavington – diz o garoto, e nos estende a mão – Vocês são Camille, Mike e Charlotte, certo?

- Sim – dizemos em coro.

- Nós seremos seus treinadores – diz Holly – tem alguma pergunta?

- Vocês tem quantos anos? – diz Cami.

- Eu 16 e Alex 17, porquê?

- Curiosidade apenas.

- Ah, claro! – ela sorri – Bom, vamos começar a treinar! Sigam-me. – ela anda até as duas casas gigantes que há do outro lado, e entra na que não tem identificação.

É um tipo de ginásio, e está vazio, há tatames pelo chão, aparelhos de musculação, cordas penduradas no teto, alvos, etc.

- Ravenna nos disse que vocês não tem experiência com armas, então nós vamos testar vocês por enquanto, ver a força, a resistência, essas coisas – diz Holly, aparentemente Alexander não gosta muito de falar – e amanhã, começaremos com condicionamento, e uso de adagas. Então se alonguem agora para podermos começar.

Depois de alongados, Holly vem me instruir e Alex a Cami. Primeiro nos mandam subir as cordas e cronometram o tempo, depois nos mandam fazer o máximo de flexões que aguentamos, nos mandam pular corda e marcam a quantidade de pulos e o tempo que usamos para pular essa quantia, e nos mandam carregar sacos de farinha de um lado para o outro. Quando acabamos Holly sorri, e bate palmas.

- Ótimo, ótimo! Vocês estão em um bom estado físico! Nós ainda temos 15 minutos aqui, mas hoje vou deixar vocês saírem mais cedo. Descansem bastante, pois amanhã nó iremos realmente treinar.

Deixamos o ginásio, e Alexandre nos acompanha até o bar.

Ao chegarmos lá, Lotte está sentada numa mesa no bar flertando com um feiticeiro, só sei que ele é um, pelos chifres finos saindo de sua testa. Ravenna atende os clientes, e Simom fica no balcão. Assim que ele me vê, puxa minha manga e me leva ao seu quarto com ele, e pede a Cami que fique no balcão no lugar dele.

- O que foi? – pergunto.

- Vai falar para ela?

- Não – fecho meu rosto, ele não é burro, sabe que não vou falar nada.

- Mas você devia! Ela gostou do beijo!

- Como você sabe? – ela falou isso hoje de manhã, mas ele nem estava aqui.

- Do mesmo jeito que sei que ela beijou você e não a mão – ele da um sorriso com malícia e cruza os braços – super audição de vampiro.

- Mas você estava no treinamento como ouviu de lá?

- Não, eu estava prestes a sair, mas ainda aqui... sem contar que pelo “Eu te amo” já era óbvio que ela gostou, humpf! – ele bufa – o meu “quem gritou?” foi mais uma pergunta retórica, pois eu ouvi tudo!

- Simom por favor, não conte a ela, ela gosta de um outro garoto, não de mim! Vai achar estranho falar comigo depois que descobrir que me beijou, e que eu gosto dela! Não diga nada!

- Claro cara, estou com você nessa – ele sorri – mas tem uma condição para minha boca ficar fechada...

- E qual é? – indago com um pouco de medo da resposta.

- Quero que você descubra algo para mim...

Notas finais
espero que tenham gostado! e lembrem-se peçam pra amigos parentes ou sei lá mais quem para lerem minha fic e comentarem, pois quanto mais coments mais rapidos saem caps fresquinhos u.u

até domingo terá o cap 19!!

Bjs, Biah!!