Página em Branco

1 "Unwritten" - Natasha Bedingfield


Era uma tarde bonita de sábado. Ensolarada, com um céu límpido e muito azul. Tão azul que dava vontade de mergulhar nele.

A grama, por sua vez, era bastante verde. Havia um parque muito bonito que se alongava à frente do prédio em que morava. E, nele, colorações muito vivas passeavam diante de seus olhos.

Seria uma provocação?

Era o que parecia. O céu absurdamente azul, a grama transbordando de um verde exasperante... balões coloridos bailando ao sabor de uma deliciosa brisa vespertina. Cachorros, crianças, casais de namorados. Algodão-doce. Sorrisos, alegria em excesso.

Sim, só poderia ser uma provocação.

Ela queria fechar a janela. Afastar essas imagens tão vívidas de seus olhos. Precisava cerrar sua janela, para que o som de risos animados e gritinhos infantis afobados não chegassem até si.

Aquela vista de um mundo perfeito precisava desaparecer de sua frente.

Olhou para a escrivaninha à sua frente. As folhas brancas que jaziam sobre ela eram ainda mais enervantes que todo aquele verde, que todo aquele azul que pareciam crescer lá fora.

Movia a caneta entre os dedos, impaciente. Os olhos castanhos tentavam enxergar além daquelas páginas em branco.

Levantou-se, por fim. Estava desanimada. Frustrada.

Caminhou a passos lentos até sua cozinha. Desviou das inúmeras caixas dispostas pelo chão, algumas já abertas, outras ainda lacradas. Objetos e móveis esparsos davam ao local a aparência de que uma mudança teria começado ali, mas parara pela metade. Encheu sua caneca de café. Afinal, café havia ali. Antes mesmo de montar a própria cama, já tinha uma garrafa de café pronto. Isso era essencial.

Sentiu o aroma gostoso da bebida revigorante. Abriu um pequeno sorriso, acreditando que agora talvez fosse capaz de seguir com o pretendido.

Regressou à sua cadeira. Uma vez mais, encarou os papéis em branco. Bufou nervosa.

— Droga.

Apoiou o rosto na mão direita, enquanto o cotovelo se apoiava no tampo da mesa. Os olhos tornaram-se pensativos.

Voltavam-se para o ocorrido de algumas horas atrás.

Haviam terminado.

Dessa vez, haviam terminado em definitivo.

Não era a primeira vez que discutiam daquela forma. Mas estava decidida; tinha sido a última vez. Estava já cansada de tudo aquilo. Não valia a pena. Para que esse desgaste? Não; era preciso dar um fim àquilo.

E deram o fim. A palavra definitiva tinha brotado dos lábios de ambos. A ordem não importava. Que interessava saber quem havia decretado e quem havia acatado? O término era um fato.

Qual tinha sido o motivo dessa vez? Afinal, as brigas eram já tão constantes que os motivos pelos quais se desentendiam eram os mais variados e, cada vez mais, aleatórios.

Já não importava. O motivo era agora o menos relevante na história deles dois. Em primeiro lugar, porque havia motivos demais. E, em segundo lugar, porque tudo tinha se tornado motivo de briga entre eles nos últimos tempos.

Tentava se lembrar do que a levara a ficar com ele por tanto tempo. Tinha sido apenas comodismo?

Não; não fora apenas isso. Não poderia ser.

Lembrava-se, mesmo que vagamente, de uma época em que o amara. Bom, ao menos, pensava que o amara. Era bom pensar assim. Do contrário, tudo aquilo significaria uma grande perda de tempo e não podia acreditar que havia perdido tanto tempo em sua vida.

Não se recordava, ao certo, de quando as brigas começaram; tampouco de quando passaram a se tornar constantes. Só tinha, muito bem guardada na lembrança, aquela sensação de angústia. Sensação ruim, de oprimir o coração. De oprimir quem ela era.

Não podia culpá-lo. Seria covardia de sua parte. Nesse caso, era necessário que admitisse sua parcela de culpa. Só tinha chegado a esse ponto porque ela mesma havia permitido. Tinham terminado agora porque finalmente havia ficado insuportável. Insustentável.

E por que permitira que durasse tanto tempo?

Por causa das vozes. Das vozes de todos que a cercavam. Das vozes que vinham de dentro de si mesma.

Ela precisava ter alguém. Ela precisava de um companheiro. De um bom namorado, um noivo promissor, um marido que lhe daria a segurança necessária para passar por essa vida.

Não saberia dizer se tais cobranças começaram vindo de fora ou de dentro dela mesmo. E, sinceramente, não importava. Focar no passado não era o mais importante. Precisava olhar para frente. O que fazer de sua existência a partir de agora?

Ela saberia ser, mesmo sem ele?

Sim, essa era a grande dúvida. Estiveram juntos por muito tempo, tempo demais. E por quê? Talvez agora estivesse descobrindo o motivo. Ela já não sabia ser; não sem ele.

Haviam-se fundido. Tinham-se tornado um só. E isso não era tão bom, quanto alguns fazem parecer.

Onde ela começava? Onde ele terminava? Por que os limites eram turvos?

Quem era ela, afinal...?

Fechou a janela, violentamente. A alegria vinda de fora inundava sua sala. E ela não queria isso, não queria ser recordada com tanta ênfase de que havia um mundo lá fora, quando, dentro de si mesma, não era sequer capaz de se encontrar. Um mundo inteiro lá fora e nada aqui dentro. Era o que passava por sua angustiada mente.

Voltou a encarar os papéis em branco. Ela tinha um prazo. Mas não conseguiria vencê-lo; não desta vez.

Era curioso... Sempre tivera tanta facilidade em escrever histórias. Elas fluíam por seus dedos e ganhavam os papéis com a agilidade e leveza de seus pensamentos. Mal tinha tempo de imaginar um conto, e ele já ganhava forma diante de si. Não foram poucas as vezes em que se dera conta da história que ganhara corpo dentro de si apenas quando a leu, depois de já tê-la escrita no papel.

Processo interessante esse, o da sua criação. E era uma boa forma de ganhar a vida.

Contudo, hoje, o dia não lhe parecia promissor. Não conseguia escrever; as palavras pareciam emperrar na caneta que segurava com alguma força.

“Culpa dele”, pensava. Se não houvessem brigado, se não fosse a maldita discussão...

“Ora, pare com isso”, repreendeu-se. “Você já é bem grandinha para assumir os próprios erros. A vida é sua, ninguém pode vivê-la por você. Então ninguém pode errar ou acertar por você”, disse para si mesma. Tomou mais um gole de seu café e sentiu aquela efêmera sensação de bem-estar. Espreguiçou-se. Tentava usar de todos os métodos que já lhe eram familiares para conseguir se concentrar, para conseguir se inspirar. E nada.

Ficou com os olhos perdidos na janela encoberta de poeira. Havia sido um achado. Esse apartamento era incrível, tinha um grande potencial. Porém, para que esse potencial viesse à tona, teriam de fazer uma bela reforma. E também uma bela limpeza.

Agitou-se sobre a cadeira. Tantos planos que agora se distanciavam. Estaria acabado? Inclusive os planos para o apartamento? Bom, uma coisa era certa: não ficariam mais juntos. E havia dito que queria o apartamento para si, o que, de certo modo, fazia sentido. Tinha pagado pela maior parte dele. E ele cedeu. Ela compraria a parte dele. Sim, era o que aconteceria, o que de algum modo já tinha ficado acordado entre eles.

Não tinha sido uma briga furiosa. Não tinha sido um momento irracional. Muito pelo contrário; foi com muita frieza que chegaram àquela conclusão. Foi com muita sobriedade que tomaram a decisão de não só seguirem caminhos distintos, como também de decidir sobre o que caberia a cada um daquela vida que agora deixava de ser uma, para voltar a ser duas.

Não foi difícil dividir o que era dela, o que era dele. Então como não podia saber quem era?

Resolveu que manteria os planos. Os planos para o apartamento, ao menos. Afinal, em tanto tempo, não se empolgava tanto como ocorrera quando tomara decisões acerca da reforma desse lugar. Queria aquele local da maneira que idealizara. Esse era um plano a ser mantido.

Ergueu-se e, com a manga do confortável blusão que vestia, limpou parte do vidro da janela. Em movimentos circulares, retirou parte da grossa camada de poeira que havia ali. A claridade logo começou a invadir a sala, que tinha ficado bastante escurecida depois de ela ter cerrado a janela.

O facho de luz que cortava as sombras do ambiente recaía exatamente sobre as folhas em branco.

Outra provocação.

Luz sobre o papel. “Grande coisa”, ela pensava. “De que adiante iluminar o papel se minha mente não se ilumina?”

“Minha mente está em branco”.

“Eu estou em branco”.

Súbito, ela se deu conta. Estava em branco.

Onde estavam as folhas de sua vida?

Deixou a escrivaninha e começou a andar pela sala, perdida.

Buscava algo.

Não sabia o quê.

O que ela buscava não poderia ser encontrado ali. Poderia?

Partes de si... Ela poderia encontrar partes de si perdidas por ali, em meio àquelas caixas? Em meio a seus pertences? Ali estava sua história, era claro que ela deveria se encontrar ali.

Abriu desvairadamente a caixa com os dizeres “objetos pessoais”. Tratou de retirar tudo que lá havia. Álbuns de fotos. Fotos de infância, fotos de formatura, fotos com a família, com amigos, com ele...

Lembrancinhas, presentes. Enfeites de quarto. Alguns bichinhos de pelúcia. Muitas recordações eram evocadas a partir de tudo aquilo. Entretanto, o vazio continuava.

E voltava a se sentir em branco.

Mas ela não podia estar em branco. Diante de dela, sem qualquer dificuldade, conseguia enxergar: Havia um passado. Um passado repleto de tudo o que o passado deve ser feito. De alegrias, tristezas, amarguras, conquistas...

Um passado pleno. Então por que o presente era assim? Por que o vazio?

De repente, os olhos castanhos passaram uma vez mais por todos aqueles objetos agora dispersos pelo chão. E deu-se conta de algo com que não tinha atinado ainda.

O seu passado fora seu até certo ponto. Entretanto, depois desse certo ponto, deixara de ser inteiramente seu. Ele estava por todo lugar.

Não, não tinha sido imposição dele. Ele não tivera culpa, ela precisava admitir. Fizera isso por si mesma, sem notar. Tinha se acomodado? As decisões eram tomadas por ele. Ele não fazia qualquer imposição, era ela quem acatava antes mesmo de precisarem discutir.

Não compreendia; por que agira assim? Porque era mais fácil, seria isso?

E as brigas, todas elas aconteceram porque... Sim, porque ela se sentia mal. Sentia-se insatisfeita. Incompleta. Frustrada. E o problema não era exatamente a relação. Como poderia ser a relação, quando esta sequer existia? Para que houvesse relação, deveria haver duas pessoas, pelo menos. E não havia. Ela não havia. Ela não fazia parte.

Verdade: Ela não existia. Ela vivia de acordo com uma vida que não era sua. Havia aberto mão dela, e por livre e espontânea vontade.

Riu um pouco, talvez de nervosismo. Era impressionante como viver é mais difícil do que pode parecer.

Achamos estar vivendo, quando, em muitos casos, podemos estar apenas sobrevivendo e nem sequer nos damos conta disso.

Ser é complicado. Fácil é existir. Estamos aqui todo o tempo. Mas nem sempre vivemos aqui.

Cogitou possibilidades. Tentava pensar em quando isso teria começado, de fato. Era difícil precisar esse momento. E imaginou que não fosse única. Era provável que muitas pessoas sofressem do mesmo mal. Exato, ela não podia ser a única. Quantos também não devem estar, agora mesmo, vivendo a ilusão de acharem que são donos da própria vida quando, na realidade, já se perderam de si mesmos há muito tempo?

O pior é que não se podem apontar vilões nessa história. Tudo é tão mais simples quando podemos culpar alguém de nossas faltas. Entretanto, quando as faltas são cometidas contra nós mesmos, a maior culpa deve cair sobre nós próprios. Tomar as rédeas da própria vida, da própria existência. Não era tão fácil quanto parecia, mas nunca isso lhe pareceu tão essencial. E repetiu-se aquelas palavras que sempre se dizia, mas agora, com mais significado ainda: “A vida é sua, ninguém pode vivê-la por você. Então ninguém pode errar ou acertar por você”.

Tinha, portanto, um bom tempo que não se encontrava consigo mesma. E tinha receios de não se reconhecer mais. Mas isso não poderia ser possível... Aliás, pensando bem, se sentia agora essa incômoda sensação de não se encaixar, de não fazer parte, de não ser aquilo o que queria... Era porque ela gritava, dentro de si mesma, que ainda existia, que estava lá.

Precisava apenas deixar-se vir à tona.

O processo tinha sido iniciado. O apartamento. Mas era claro! O apartamento tinha sido um capricho dela, desde o começo. Ele não fazia questão. Ele tinha um ótimo apartamento, amplo o suficiente, bom para os dois. Poderiam morar juntos lá, não tinha sempre sido esse o plano? Ela tinha aceitado, esse sempre fora o plano, ela mesma acreditava nisso... Todavia, em um dia como outro qualquer, ela foi atrás de um apartamento. Sem pensar demais no porquê, ela procurou, ela encontrou.

Ela se encontrou.

Era o início. O início do reencontro.

Olhou ao redor e notou que a sala estava mais escura. E viu que, sobre a escrivaninha, não havia mais aquele facho de luz iluminando os papéis em branco.

Dirigiu-se até a janela e abriu-a de uma vez. O vento forte que entrou por ela bagunçou-lhe os cabelos. O céu estava cinzento.

As folhas das árvores eram arrancadas pelo vento forte e rodopiavam pelo céu agora mais escuro. O cenário indicava chuva. Lá embaixo, as pessoas iam embora e as ruas estavam se esvaziando. O parque não estava mais colorido.

O contato com aquele vento frio trouxe-lhe um arrepio gostoso. Abraçou-se e ficou observando como aquele cenário mudava radicalmente.

Uma vontade inexplicável começou a crescer em seu peito. Não pensou demais, como aliás nem conseguiria. Embora sentisse uma torrente de pensamentos e sensações, era impressionante como ainda sentia a mente em branco.

Seguiu o desejo incontido. Saiu. Deixou seu apartamento, desceu as escadas com pressa e logo ganhou a rua, agora completamente vazia.

Caminhou sem pressa para o parque, do qual tinha vista privilegiada da janela do seu apartamento. Curioso como esse fora um dos principais motivos que a levara a comprar aquele apartamento e interessante como a vista desse mesmo local, tão alegre e vivo naquele começo de tarde, fizera com que ficasse tão enraivecida, odiando com tantas forças aquela vista.

Não importava mais. Uma nova sensação lhe crescia, fazendo formigarem seus braços.

Abriu-os, não sabia por quê. Ou para quê. E então foi arrebatada com mais força pelo vento, que sentiu agora com mais intensidade.

Sorriu. O vento escorria por todo seu corpo. Parecia carregá-la consigo. E, de fato, carregava.

Não poderia dizer exatamente que parte de si o vento levava. Mas compreendia que ele deixava algo novo.

Ou melhor, algo que sempre esteve ali. E, talvez pela primeira vez, ela estivesse tomando conhecimento dessa parte que lhe cabia tão bem agora.

Os braços abertos sentiam, os olhos fechados aumentavam a sensação. Ergueu o rosto e deixou a face voltada para o céu.

Gotas frias começaram a cair e o arrepio foi mais forte.

A chuva começava finalmente a descer e as pequenas gotas pareciam tocar-lhe a pele, cada uma delas, com uma intensidade diferente.

Quase como se cada uma tivesse algo diferente a dizer.

Porque, sim, a chuva lhe dizia, falava-lhe sobre tanto e sobre nada.

Dizia, acrescia, deixava, lavava.

A chuva parecia encher-lhe a alma.

As gotas engrossaram. A chuva era agora mais pesada. Tornava-se tempestade.

A alma transbordava.

A sensação que ficava era de plenitude. Algo acontecia. Não poderia dizer o quê, não teria palavras para expressar. Mas sentia-se mudar.

Sentia-se reencontrar.

Abriu os olhos. Viu a chuva que caía em sua direção. Viu o céu escuro, viu a tormenta desenhada no céu.

Vi a si mesma, o reflexo ali desenhado.

Reconheceu-se. Descobriu-se e o sorriso tornou-se mais amplo.

Ela começava agora. Ali estavam suas primeiras cores.

É sempre assim que se começa. As primeiras cores vêm para encharcar a alma. Depois da tempestade, quando o sol despontar, as tintas secam e é quando se começam a desenhar as primeiras letras. Haverá letras coloridas, outras nem tanto. Tudo depende de como o sol as secar.

Tudo depende de como se deixar molhar.

******

Unwritten (Natasha Bedingfield)

I am unwritten, can't read my mind, I'm undefined
I'm just beginning, the pen's in my hand
Ending unplanned

Starring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun iluminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else

Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

oh oh

I break tradition, sometimes my tries, are outside the lines
We've been conditioned to not make mistakes
But I can't live that way

Starring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun iluminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else

Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else

Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else

Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is when your book begins
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten

[TRADUÇÃO]:

Em Branco

Eu estou em branco, não posso ler minha mente, eu sou indefinida

Estou apenas começando, a caneta está em minha mão,

terminando o não planejado

Encarando a página em branco a sua frente

Abra a janela suja

Deixe o sol iluminar as palavras que você não pôde achar

Tentando alcançar algo a distância

Tão próximo que você quase pode provar

Liberte suas inibições

Sinta a chuva na sua pele

Ninguém pode senti-la por você

Somente você pode deixá-la entrar

Ninguém mais, ninguém mais

Pode dizer as palavras em seus lábios

Molhe-se em palavras não ditas

Viva sua vida com braços abertos

Hoje é o dia em que seu livro começa

O resto ainda está em branco

oh oh

Eu quebro tradições, algumas vezes minhas tentativas vão além dos limites

Nós fomos condicionados a não cometer erros

Mas eu não posso viver desse jeito

Encarando a página em branco a sua frente

Abra a janela suja

Deixe o sol iluminar as palavras que você não pôde achar

Tentando alcançar algo a distância

Tão próximo que você quase pode provar

Liberte suas inibições

Sinta a chuva na sua pele

Ninguém pode senti-la por você

Somente você pode deixá-la entrar

Ninguém mais, ninguém mais

Pode dizer as palavras em seus lábios

Se molhe em palavras não ditas

Viva sua vida com braços abertos

Hoje é o dia em que seu livro começa

O resto ainda está em branco

Encarando a página em branco a sua frente

Abra a janela suja

Deixe o sol iluminar as palavras que você não pôde achar

Tentando alcançar algo a distância

Tão próximo que você quase pode provar

Liberte suas inibições

Sinta a chuva na sua pele

Ninguém pode senti-la por você

Somente você pode deixá-la entrar

Ninguém mais, ninguém mais

Pode dizer as palavras em seus lábios

Se molhe em palavras não ditas

Viva sua vida com braços abertos

Hoje é o dia em que seu livro começa

Sinta a chuva na sua pele

Ninguém pode senti-la por você

Somente você pode deixá-la entrar

Ninguém mais, ninguém mais

Pode dizer as palavras em seus lábios

Se molhe em palavras não ditas

Viva sua vida com braços abertos

Hoje é o dia em que seu livro começa

O resto ainda está em branco

O resto ainda está em branco

O resto ainda está em branco.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!