Ozando no Chb

32 Reencontros e Partidas


Notas iniciais
Hey peoples ;3 Sei que demorei, sinto muito, não conseguimos postar antes. Aproveitem! *notas finais importantes.

POV Narrador

– Minha santa porra! –berrou Isabela dando um abraço coletivo em seus amigos.

– Tá, já pode me soltar irmãzinha! –reclamou Steve.

– Isabela, você está me sufocando! –disse Leo com a voz abafada pelo abraço de urso que recebera.

Nesse momento, Isabela lembrou-se de Sara associando o grito ouvido a ela e na mesma hora Sara apareceu encharcada, com o rímel borrado e as sapatilhas nas mãos. Todos observavam enquanto ela praguejava.

– Vem cá amiga, foi sem querer. –desculpou-se Laura se aproximando da amiga que de imediato a recusou e fez cara de nojenta.

Steve começou a rir desesperadamente e todos o acompanharam, até mesmo Sara que se esqueceu de sua raiva e deu um abraço em todos.

– Quero todos molhados porque amizade é isso! –disse ela.

Sara e Isabela se entreolharam e deram um pequeno ‘’ataque epilético’’ enquanto se abraçavam direito para matar a saudade. Ataque epilético parte dois, pois Laura e Sara já tinham até chorado quando se viram depois de tanto tempo.

– Vamos ficar aqui esperando um monstro aparecer ou vamos logo para o acampamento? –perguntou Steve com sua doçura de sempre.

– Estou sentindo algo estranho... –comentou Sara com expressão desconfiada e ao mesmo tempo preocupada, mas deu de ombros. –Fiquem aí que eu vou lá no carro trocar de roupa.

– Guria doida. Eu hein. –murmurou Isabela.

– Digo nada que eu também estou sentindo. –informou Laura encarando o chão.

– Novidade... –disse Leo pensativo tamborilando os dedos em um dadinho mecânico.

Todos ficaram estáticos esperando Sara voltar logo para seguirem viagem. Ela não fez questão de descer do carro, apenas gritou do banco do carona:

– Vambora cambada!

– Na hora! –concordou Leo.

Todos entraram no carro em busca de se sentar confortavelmente. Laura sentou-se perto da janela e Connor ao lado, Leo recusou-se a entrar, pois queria ir na frente e Isabela foi por último.

– Pode dar licença que eu que sou o filho de Hefesto, na verdade eu deveria dirigir essa máquina, posso sentir a potência desse motor, oh Zeus se eu pudesse turbiná-lo. –disse Leo encantado abrindo a porta da frente fazendo com que Sara quase caísse.

– Que merda é essa Leo? Querido, saiba que eu não irei sair daqui. –retrucou Sara fazendo uma pose de ‘’daqui eu não saio, daqui ninguém me tira’’, cruzando os braços e arrebitando o nariz.

– Que disputa em? –provocou Steve.

– Claro. Quem não quer estar ao lado de um másculo desses? –brincou Leo.

– Saí ou. Steve é meu macho. –disse Sara fechando a porta decididamente e um pedaço da roupa de Leo ficou preso, ela abriu a porta do carro novamente e a fechou com a mesma brutalidade de antes.

– Avé! Bicha bruta. –resmungou Leo indo para o banco de trás. –Afasta aí Connor. –disse ele sentando-se entre Laura e Connor que por sua fez fechou a porta do carro.

– OU OU QUE PORRA É ESSA AQUI? –berrou Isabela do lado de fora batendo desesperadamente no vidro do carro.

–Tem espaço mais não, sinto muito. –disse Connor que encarava Leo com uma cara de “sério que você vai sentar aqui mesmo?”.

O resto do povo morria de rir do desespero de Isabela. Steve só de maldade acelerou o carro, bem de leve.

– PARA ESSA PORRA AGORA! –berrava Isabela correndo atrás do carro. Steve deu uma freada brusca e todos caíram em uma profunda crise de riso.

– Pá porra todos vocês. Quero ir mais para essa merda de acampamento não. Isabela só se lasca, porque Isabela só se lasca. –reclamou Isa com cara de ofendida.

– Tem certeza? –perguntou Sara abrindo a janela do carro e mostrando um pacote intacto de biscoito, biscoito de porra, vulgo abacaxi.

– Tenho. Mas rapaz! –respondeu. –Não, pera...

– Olha, eu tenho até um presente para você... –argumentou Sara. –É um livro por sinal.

– Mas... Você tem que ir lá atrás. –completou Laura.

– Isso é suborno. –reclamou Isa.

– Hum, tem certeza? –perguntou Laura levantando o livro.

– Minha santa porra! Cinquenta tons de cinza! –berrou Isa e agilmente tomou o livro das mãos de Laura e foi logo para trás, sem reclamar.

– Tá vendo. Sempre adianta. –murmurou Sara.

Isabela voltou para buscar o biscoito, antes de se acomodar.

– Dá o biscoito aí. –disse ela pegando o biscoito de uma vez e sem demora já foi para o seu canto. Colocou seus fones de ouvido, encostou-se nas mochilas e foi ler seu mais novo livro de putaria. O tempo estava bem agradável e ela achou até interessante ir lá atrás, claro que não admitiu.

Após algum tempo de viagem, Sara resolveu ler também e foi bem sucedida até que Steve resolveu colocar um rock bem alto (Hollywood Undead – been to hell). Ela o olhou com a cara de abuso e Steve nem se importou tanto que até aumentou o volume. No refrão da música, que nem Laura e nem Sara conheciam, Leo e Connor se empolgaram e começaram a cantar também no banco de trás e as duas amigas se entreolharam com cumplicidade.

Sara trocou de música, Steve voltou. Sara trocou, Steve voltou. E assim ficaram por pelo menos um minuto.

– Ah Steve, chega. Custava colocar essa música um pouquinho mais baixo? –reclamou Sara.

– Custava. É o refrão. –respondeu ele dando de ombros.

– Desisto de ler também! Mas também temos o direito, certo Laura? –disse Sara encarando a amiga e colocando a música RU mine para tocar.

– Agora aguentem queridos. –disse Laura e a música começou. Isabela brotou lá de trás para cantar também.

– I am pumpuru and streid Tracy ailand time traveling cure she rá réi the come to fait... –cantavam as meninas, ou melhor, tentavam.

Quando a música finalmente acabou, os amigos começaram a conversar e colocar as novidades em dia. Sara contou de sua nova arma e quase provocou um acidente quando a pulseira tornou-se um chicote.

Depois de um tempo, Laura começou a reclamar que estava sentindo uma coisa estranha e Sara também. Steve ficou preocupado. Isabela achou que era frescura e Connor também.

– Já sei o que isso é. Tô sentindo cheiro de monstro, isso sim! –disse Leo olhando para trás.

– Oh my Zeus é hoje que eu morro! –murmurou Laura.

– Já estamos chegando ao acampamento gente, para com isso. Eu não estou sentindo nada. Fica suave aí... –disse Connor, mas foi interrompido por gritos de Isabela.

– MONSTRO! É MONSTRO! CORRE PORRA! –gritava.

Imediatamente Steve acelerou ao ver pelo retrovisor que seis monstros horripilante que nenhum dos semideuses puderam identificar corriam atrás do carro.

– SÃO SEIS! CORRE! –berrava Isabela desesperada.

– Zeus amado! É um pra cada. –exclamou Sara.

Um dos monstros atirou uma pedra de um bom tamanho no carro. Steve desviou a tempo e o carro derrapou na pista girando três vezes. Os monstros aproximavam-se cada vez mais e não seria possível o carro ser mais rápido que seis monstros famintos.

Foi aí que Leo tomou as rédeas da situação. Pulou para o banco do motorista e Steve veio para trás. Isabela atirava flechas nos monstros, pois afinal de contas eles já estavam muito perto do acampamento e Laura e Sara foram para trás ajudar à amiga.

Por volta de um minuto depois, Leo conseguiu fazer com que a velocidade máxima do carro dobrasse e os monstros foram ficando para trás ainda atirando coisas. Depois de muito esforço, conseguiram ver o Velocino de Ouro que reluzia no alto da colina meio-sangue e finalmente conseguiram entrar no acampamento a salvo.

A maioria dos campistas já havia chegado e vendo o alvoroço dos seis semideuses que literalmente chegaram ‘’causando’’ foram saber o que havia acontecido.

Sara quase que se jogou para fora do carro e saiu reclamando com a mão em um pequeno corte no braço:

– Oh my Zeus! Eu estou morrida. Alguém me ajuda.

– Sara, para. É só um arranhão. –disse Steve.

Quíron logo chegou para receber os seis campistas.

– Quíron! Eram seis monstros! SEIS! –disse Laura.

– Seis semideuses atraem muitos monstros. Que ideia foi essa de virem juntos?

– É a saudade. –respondeu Sara que já estava com um curativo no braço.

– Pá porra pocotó. –murmurou Isabela bem baixinho. –Ninguém mandou separar a gente, ninguém mandou.

– O que Isabela? –perguntou Quíron.

– Nada não. –respondeu Isa que estava uma lindeza só. Descabelada e suja.

– Acho que vocês precisam descansar. –disse Quíron e encarou os três meninos com uma expressão estranha. Cara de quem já sabia de algo, mas estava escondendo tudo.

– Eu também acho. –concordou Laura.

Ao longe, Holiday e Karen vieram até as amigas com um sorriso enorme no rosto.

– Meu Zeus! Como vocês estão gatas. –exclamou Karen dando um abraço nas meninas.

– Gatas? Tem certeza? –disse Sara apontando para si. Holiday riu.

– E esses cachos? Estão lindos! –comentou Laura pegando no cabelo de Holiday que agora havia assumido seus cachos.

– Sara sua puta, por que você cortou seu cabelo que estava enorme? –comentou Holiday.

– Cansei. Adorei esse repicado. –respondeu Sara.

– Ah, tá lindo do mesmo jeito! –comentou Holiday. –Vem cá suas lindas, abraço coletivo.

Nesse tempo, algumas mudanças físicas e psicológicas haviam acontecido com as meninas. Todas se sentiam mais maduras. Quando se lembravam do primeiro dia no acampamento e do resgate fajuto de Leo e Connor, de Sara de quatro no parapeito da janela e coisas assim, riam bastante.

Os meninos também mudaram, exceto Leo. Steve estava ainda mais forte, pelo fato dele ter lutado demasiadamente com muitos monstros e Connor estava um pouquinho mais alto. Isabela havia deixado seu cabelo liso de vez e Laura fez uma mecha azul bem delicada.

– Daí as três quase morrem e ficam aí falando de cabelo! Vê se pode. –comentou Steve.

– Pá porra Steve. Pá porra. Ninguém tá falando com tu não ou. –disse Isabela e Steve ficou provocando-a até que ela risse.

–Gente, calma que hoje é dia de paz. –disse Holiday sorridente.
–Paz pra esses dois é impossível. –brincou Sara.
–hehehe engraçadinha... –murmurou Isa com a cara de ofendida.
–Oh meu Zeus gente! Nem acredito que estamos juntas de novo. –disse Laura fazendo todas as amigas se abraçarem e ficarem assim por no mínimo 5 minutos.
–Via: dagem. –brincou Connor.
–É cara... acho que sobramos. –falou Steve pro amigo.
Leo chegou vindo da casa grande e por incrível que pareça ele parecia sério.
–Quíron disse que precisa falar conosco... –ele sussurrou para os meninos que se apressaram em ir à Casa Grande.

As meninas passaram o dia inteiro juntas no chalé de Poseidon conversando, falando as novidades e contando o que aconteceu nesse tempo todo em que ficaram separadas. Foi como "O dia das meninas parte 2". Saíram somente a noite para jantar e sentiam-se revigoradas, felizes e sorriam até para as paredes. Elas não viam os meninos desde a hora em que Quíron os chamou para conversar, todas achavam isso meio estranho, mas estavam tão alegres e distraídas que nem prestaram atenção nesse detalhe. Depois perguntariam para eles.

Alguns minutos depois, enquanto todos ainda estavam na fogueira , eles voltaram com uma cara de enterro que foi desfeita rapidamente e se havia algo errado, souberam disfarçaram muito bem

Isabela lembrou-se de Ben e foi lá brigar com ele pelo abandono e Connor saiu com Laura. Sara ficou alguns minutos sozinha ao redor da fogueira e depois Steve apareceu. Leo estava no bunker 9 desde quando saiu da casa grande e até então não havia voltado.

...

E então quando todos já estavam dormindo, eles se reuniram no pinheiro da Thalia.
–Tudo pronto? –perguntou Connor com uma voz sombria.
–Unhum... –concordou Leo com um murmúrio, estava tão sério que chegava a ser irreconhecível.
–Vamos. Quanto antes isso terminar melhor. –disse Steve que saiu andando na frente.

Connor e Leo se entreolharam e o seguiram.

Notas finais
Esses meninos merecem uma surra... Só acho u.u Comentários...? Porque né, fiquei broxada com a falta de comentários do último cap, poxa caprichamos, o maior cap da fic e tals, mas ok, estão perdoados porque demoramos. O que vou dizer aqui é difícil mais tem que ser dito. Sei que prometemos toda sexta um capítulo novo, mas tá difícil pessoal, de verdade. A escola está nos sufocando tanto que não estamos arrumando tempo nem para ler. E olha que somos leitoras extremamente compulsivas. Vamos tentar postar toda semana como sempre, mas se por acaso alguma semana vier a não ter um capítulo, não nos julgue, tentaremos recompensar depois. Laura.