Ozando no Chb
5 O chalé 69
Notas iniciais
–O que estamos fazendo aqui? Que lugar longe, cansei já, tinha que ser bem no meio do mato? –reclamou Laura com os pés latejando.
–Você que disse que queria vir ajudar... Toma grampeia isso aqui na parede vermelha. –Falou Connor entregando um bando de corações de papel para ela.
–Ok -diz ela e vai em direção a uma parede púrpura.
Do outro lado do chalé Steve e Leo conversavam:
–Ainda bem que aquela coisinha branquela dormiu, na boa, não consigo suportar aquela garota. –disse Steve.
–Tá, tá Steve todos já entenderam que você não gosta dela, mas agora dá pra ajudar em alguma coisa? –reclamou Leo, quase mandando que ele se calasse.
–Oshe moleque tá achando o que? Você não manda em mim não viu, vou arrumar as coisas porque QUERO ouviu bem? –berrou Steve.
–Desculpa Senhor ‘’só faço as coisas porque quero’’.
–Olha, acho bom você se calar.
– Hmm, ta nervosinho é?
– Estou você me deixa estressado – Fala Steve fazendo um bico ridículo, contendo o riso.
– Cara, que gay!
– Realmente... É que ficamos muito gays juntos, meu amor.
– Osh cara tá me estranhando é? Sai sou do Connor – diz Leo com voz de gay.
–Eu sei que você me quer, admita. Ele não te merece!
Connor chega e com uma voz dramática digna de Oscar diz:
–O que tá acontecendo aqui? Como pode me trair Leo? Sabia que eu tenho sentimentos? E você acabou de feri-lôs.
– Não meu amor, eu só tenho olhos para você. Agora outras partes do meu corpo eu não posso garantir. –defendeu-se Leo.
– Já que assim, não te dou as minhas. –retruca Connor quase caindo na gargalhada.
– Isso! Dá pra ele não, dá pra mim! –disse Steve fingindo um sorrido safado.
– Hmm, você quer meu corpo nu... –deduziu Connor.
– Só se for agora, aproveite que já estamos no chalé 69. –ofereceu Steve.
Os meninos caíram em uma profunda crise de risos histérica. Laura que do outro lado da sala ouvia a conversa, olhou pros meninos com um sorriso sem graça e um olhar de extrema desconfiança.
– Onn gente ela acreditou. Relaxa Laura é só uma brincadeira nossa, somos machos. E tô livre na pista, tá? Só pra você ficar sabendo. — diz Connor com a maior cara de pau do mundo ainda se recuperando da crise de risos.
–Unhum – diz Laura com o olha e um tom ainda de desconfiança.
–Você quer uma prova?- Diz Connor que chega abraçando-a por trás e beijando-a o pescoço.
–ò as ozadia Connor sai. — diz Laura se soltando- Gente eu acho que o Homem Cavalo lá, percebeu nossa falta.
Leo pega um papel no bolso, uma lista e fala:
–Tá, mas não vamos agora. Ainda falta pegar Vodka, Jhonny Walker, energéticos, ice... E as FDL!
–Realmente precisa disso tudo?- pergunta Laura.
–Claro, senão não rola as potaria.- diz Steve.
Leo confere novamente a lista.
–Será que falta mais alguma coisa?-pergunta ele.
–Refri? –diz Laura.
Os meninos começam a rir como se a Laura tivesse contado uma piada.
– Ok gente – respira- Voltamos ao assunto da festa, e as camisinhas?Já resolveram? Pra mim uma sabor morango, por favor- diz Steve.
–Pode deixar. Eu já quero de todos os sabores... Se é que me entende. — diz Connor com um sorriso malicioso e olhar distante, como se estivesse imaginando algo.
–Mas olha é sério, preciso de uma tamanho GG porque as outras me apertam bem na altura do ovo.- comenta Steve.
Connor pega nas calças.
–Eu entendo... me aperta aqui também, bem em baixo do ovo esquerdo. — diz ele.
–Hmm... Gente eu vou, eu vou ali.- murmura Laura meio desconcertada.
–Ser superdotado dá nisso. Só quero ver a menina que eu pegar aguentar toda essa pressão- gaba-se Steve.
–Ui Ui pica das galáxias- comenta Leo.
–Bem que essa festa podia chegar logo, né? Não vejo a hora de inaugurar aquelas camisinhas. Viram que a embalagem mudou? –Pergunta Connor como se a mudança das camisinhas fossem algo mega importante.
POV Laura
Ai meu qualquer deus que está ai em cima ou ai em baixo, não sei, esses deuses confundem minha cabeça. Só sei que estou perdida e não tô a fim de ficar aqui nesse meio do mato, bem, isso é melhor que ficar naquela “casa” com aqueles meninos pervertidos falando das suas desagradáveis experiências com camisinhas tamanho P.
Vou pela direita e se não for o caminho, pelo menos lá tem morangos e assim não morro de fome. Mas seria ótimo sair daqui, não curti esse lugar.
Depois de quase meia hora cheguei ao campo de morangos e lá encontrei a Karen, oh graças a Zeus! Nunca fiquei tão feliz em ver uma pessoa, tá eu já fiquei mas isso não vem ao caso.
–Kareeeeen- gritei e a abracei- onde eu tô pelo amor de Zeus?
– Ei menina calma- ela diz com uma calma enorme- Você tá nos campos de morangos, se perdeu foi?
–Foi- digo com voz manhosa.
–Vem- diz Karen me puxando e rindo- vou te levar de volta...
–Ai já disse que te amo?- digo feliz da vida.
POV Narrador
Karen seguiu para o chalé de Deméter enquanto Laura foi para o de Hermes. Quando chegou encontrou Sara e Isa ainda dormindo e como o de costume acidentalmente tropeçou no rodapé acordando as meninas que falaram, ou melhor, berraram em uníssono:
– Vai pra porra! Merda! Me acordou!
– Ai gente, foi sem querer suas rudes. – explicou-se Laura.
– Nam que merda pode nem mais dormir nesse carai! – reclamou Isa.
– Tinha que ser você né Laura, tinha que ser! – reclamou Sara.
– Olha queridas, parem de reclamar because tá na hora do almoço e eu vim chamar vocês pois sou uma ótima friend.
Na hora que Laura falou de comida, as meninas levantaram-se prontíssimas para ir comer e a deixaram para trás.
– nem agradece nam! – murmura Laura indo atrás das meninas.
O almoço ocorreu normalmente. Isabela fazendo seus barracos, Laura observando sem entender e Sara avaliando as bundas dos meninos do chalé de Apolo. Ao final da refeição as meninas foram chamadas
à casa grande. Uhhhh lá vem treta.
Chegaram até a casa grande, todas com a mesma expressão corporal: dois beijos sou santa e não apronto, porém a voz interior dizia: Tó ferrada, to ferrada, to ferrada.
– Pois não Quíron? –disse Sara com um sorriso mais meigo e a voz mais simpática possível.
Quíron retribuindo o sorriso simpático com o mesmo cinismo que Sara disse:
– Boa tarde moças, soube do não comparecimento de vocês na aula de grego e da falta de disposição para as outras atividades. Sei que ainda estão se adaptando, mas aqui no acampamento não toleramos esse tipo de falta, pois são atividades importantes que valem para a nova vida de vocês e o nosso trabalho é preparar vocês contra os monstros e outros perigos. Ali na parede esta uma copia da grade horária que foi entregue a vocês. Já podem ir meninas, o recado já foi dado, ou melhor, a ordem. Agora vocês vão para algumas atividades: Isabela para a aula de arco e flecha, Laura esgrima e Sara siga para a canoagem.
–Tudo bem Quíron, desculpa pela irresponsabilidade, faremos o possível para cumprir com as nossas obrigações. Com licença. –disse Laura.
Saíram da casa grande e Isabela finalmente se pronunciou (já que parecia com medo do ‘’pocotó”):
– Ui falou bonito Laura. –elogiou Isabela.
–Brigada friend. –agradeceu Laura.
– Isabela, te perguntar, tu ainda tem medo do Quíron? É que parece que senti medo no ar... –disse Sara.
– Euuu? Claro que nãooo – disse Isa desviando o olhar.
– Vou nem comentar... –disse Sara.
– Tá, gente agora vamos que ainda tenho que descobrir onde fica a arena. –disse Laura que realmente parecia querer cumprir as ordens de Quíron (veremos até quando).
– Vamos. –concordaram elas.
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