Ozando no Chb

34 Maus Presságios


Notas iniciais
Desculpa. Bem sei que demoramos e que vocês nos odeiam agora, mas o que posso fazer é me desculpar e desejar uma boa leitura do capítulo (fizemos com amor) ... Laura

Sara acordou desesperada devido aos sonhos que havia tido. Eram basicamente como os outros com sua mãe, todavia tornavam-se cada vez mais nítidos e reais. Afrodite informando algo incompreensível sobre um futuro mais do que próximo, mortes e tragédias.

Quando se certificou que era apenas um sonho, Sara ficou sentada na cama pensando na carga de sentimentos confusos que sentia e de como aquele fato poderia relacionar-se com o sumiço misterioso dos meninos.

Só depois de alguns minutos, Sara olhou para a janela e percebeu que já deveriam ser no mínimo umas onze horas da manhã, visto que a claridade do Sol já invadia o chalé. Levantou tropeçando, apoiando-se nas paredes, olhou pela janela e teve certeza de que estava muito atrasada. Todos os seus irmãos e o acampamento inteiro já estava de pé realizando suas obrigações, enquanto ela estava ali com os cabelos desgrenhados, vestida em uma blusa velha e grande que havia pegado de Steve e uma cara demasiadamente péssima.
– Tá na hora de se arrumar um pouquinho, não? –disse ela encarando seu reflexo em um dos inúmeros espelhos existente na dependência dos filhos da deusa da beleza.
– Tá mesmo! Se sair assim é possível que assuste os campistas. –provocou Drew surgindo de súbito no chalé carregando um par de sapatos horrendos nas mãos.
Sara apenas encarou-a com a sua melhor cara de desprezo infinito e fingiu que Drew nem existia.
– Tá na hora de você experimentar os famosos sapatos da vergonha! -cantarolou Drew. – Já fez coisa errada demais para o meu gosto. Ou você pensou que aqui no nosso chalé as coisas são assim bagunçadas, tipo sua cama? Você simplesmente não arrumou nada. Tem que honrar a nossa mãe queridinha.
– Tá bom. Deixe os sapatinhos lindos bem aí! A propósito, adorei o modelo. -ironizou Sara enquanto organizava sua cama. –Vai querer me calçar querida? Ou melhor... Vai me obrigar? – Vai ser necessário? –desafiou ela arqueando as sobrancelhas.
– Creio que não, flor. –respondeu Sara que ignorou os desaforos e entrou no banheiro, batendo a porta na cara da irmã.
Drew praguejou em grego antigo, já fazendo planos para se vingar até quando cansou de perturbar e finalmente deixou o chalé.

Devidamente arrumada, Sara pegou um pacote de torrada integral na qual era viciada, pois o café da manhã já tinha sido encerrado há muito tempo e seguiu para a Arena na esperança de encontrar pelo menos uma das amigas.
Após uns cinco minutos de caminhada, Sara reconheceu a amiga de longe. Laura estava na Arena conversando com uma menina de cabelos ruivos de um chalé qualquer. Ao ver que Sara se aproximava, Laura despediu-se da menina e foi falar com a amiga.
– Pelos deuses Sara! Onde você estava?
– Dormindo. Perdi a hora.
Laura deu uma risada e continuou:
– É, bem que eu suspeitava. Menina, te procurei em todo canto! Sabe... Eu tive um sonho.
As duas encararam-se, pois a última parte elas haviam falado juntas. Mau presságio.
– Conta você primeiro. –falou Sara séria.
– Bem... –Laura respirou fundo e estreitou os olhos com se tentasse lembrar de algo. –Não acho que eu consiga lembrar de muita coisa. Estávamos lutando, todos nós. Tinha muitos monstros e muitas luzes. Senti uma pancada muito forte na cabeça e minha visão ficou desfocada. Uma explosão fez todo o lugar tremer e quando a fumaça abaixou eu vi... –Laura hesitou e olhou para baixo.
– Você viu? –disse Sara incentivando a amiga a prosseguir.
– Vi o Leo. Morto.
As duas ficaram em silêncio por um tempo, absorvendo tudo aquilo e temendo que o sonho tivesse alguma ligação com a realidade, como a maioria tinha.
– Agora vou contar o meu. –disse Sara com uma voz embargada, como se houvesse um nó em sua garganta. –Sabe os sonhos com minha mãe relacionados ao Steve? De que eu deveria me afastar dele e que mais tarde eu saberia o motivo? Pois é. Só que dessa vez, ela deu a entender que o sumiço dele pode ser um dos motivos e também disse algo sobre mortes. O foco não era apenas o Steve, mas todos nós. É como se um destino para os meninos, nos envolvesse por apenas sermos amigos. Eu sinceramente não tô entendendo mais nada.
– Você sonha com sua mãe falando sobre mortes e eu sonho com o Valdez morto. Não. Não pode ser. –questionou Laura com os olhos marejados.
– Não pode ser mesmo. –concordou Sara. –Temos que tomar alguma atitude.
– Reunião no meu chalé. –sugeriu Laura.
– E o Percy?
– Percy já tem muito com o que se preocupar, portanto, se ele estiver lá o expulso do chalé e pronto.
– Ótimo. Agora tenho aula de grego antigo, nos encontramos no almoço.
– Beleza. –concordou Laura e foi treinar um pouco.

***

– Vamos Isa. Meu chalé está vazio. –disse Ben com um sorriso malicioso estampado no rosto.
– Hoje é o nosso aniversário de namoro. –respondeu ela.
– Ah é mesmo. Vamos comemorar lá na minha cama.
– Mas... Você tinha prometido que hoje faríamos um piquenique para comemorar. –questionou Isabela relutante.
– Depois a gente faz isso. Vem minha bebê! –chamou ele puxando Isabela em direção ao chalé de Apolo.
Isabela foi resmungando até lá arrumando o decote da blusa. Logo depois se conformou e nem lembrou que algo chamado almoço existia.

***
– Cadê a quenga? –perguntou Holiday aproximando-se da mesa de Poseidon.
– Deve estar dando. –brincou Sara e Karen a olhou constrangida chegando bem na hora em que a frase foi pronunciada.
– Ela tá brincando Karen. –acalmou Laura enquanto comia uma fatia de pizza.
– Mas acho que já tá na hora de você se acostumar com o nosso modo de falar, Karen. –disse Sara dando uma risada.
– Gente, sério mesmo. Cadê a Isabela? –quis saber Holiday olhando em volta.
– Ela tá sumindo muito. Parece que esqueceu que tem amigas. –disse Karen sentida.
Um silêncio pairou no ar e Sara encarou a mesa de Apolo estreitando os olhos.
– É. Eu acho que eu não estava brincando quando falei que a Isabela estava dando. –constatou Sara.
As outras amigas olharam para a mesa de Apolo. Nada de Ben, logo Isabela realmente estava dando.
– Não acredito. –disse Laura revoltada.
– Eu não falo é mais nada. –comentou Holiday.
– Ela tá muito estranha. Quero minha Miss pra Porra de volta. –choramingou Laura.
– Tô preocupada gente. Os meninos meu Zeus! Onde eles estão? –perguntou Sara abalada.
– Todas estamos. –concordou Holiday.
– Acho digno fazermos uma reunião lá no meu chalé. –sugeriu Laura.
– Que horas? –perguntou Sara.
– Antes do toque de recolher, logo após a fogueira. –informou Laura.
– Tudo bem. Até mais tarde então. -concordou Karen e saiu.
Holiday e Sara também saíram em seguida para realizar suas atividades.

***

A noite estava tranquila e agradável. Uma típica noite comum e aconchegante do acampamento meio-sangue, porém as meninas estavam preocupadas e eufóricas demais para aproveitar. Permaneceram em torno da fogueira apenas por alguns minutos para marcar presença e seguiram para o chalé de Poseidon uma por uma para não chamar atenção. Laura acabou chegando por último e como apenas ela tinha a chave do chalé, as amigas ficaram do lado de fora esperando-a.
– Ô bicha burra! Tu tinha que ser a primeira pra abrir o chalé, sua gênia. –reclamou Sara.
– Ai amiga... Foi mau, vocês saíram tão rápido que eu nem vi. –desculpou-se Laura.
– Gente... –murmurou Holiday. –Estão ouvindo isso?

–O que? –perguntaram as amigas juntas fazendo silêncio e apurando os ouvidos.

–Opa que esse som ai eu conheço, parecem gemidos. –disse Sara.

–Gemidos? No meio do acampamento, tem certeza? –duvidou Laura também procurando de onde vinha o som.

–Você não tem noção do tanto que o povo daqui pode ser cara de pau Laura. –respondeu Holiday com sorrisinhos maliciosos.

–Achei gente vem daqui. –cochichou Sara chamando as amigas para perto da parede do chalé ao lado.

–Meu Santo Poseidon! Que desnecessário, da até pra ouvir o barulho do fogo interno desses dois. –comentou Laura.

Sara sorriu maliciosamente.

–Quem topa ir lá e descobrir quem é? –perguntou Sara.

–Nem pensar. –respondeu Karen.

–Vamos tirar na sorte. –disse Holiday com o sorriso malicioso igual o de Sara.

–Às vezes o fogo dessas duas me assusta. –murmurou Laura para Karen sem se preocupar se as duas iriam escutar ou não.

–Me assusta também. –murmurou Karen em resposta.

–Não tô nem ai pra vocês suas nojentas. –disse Sara com um falso bico de raiva.

–Hm... a caneta parou... em você Sara. Vai lá e nos conte tudo, confiamos em você mulher! –disse Holiday soando confiante.

Laura estava morrendo de rir.

–Tá vendo quem manda ter fogo demais.

–Tá eu vou, mas também não narro detalhes. –disse Sara e saiu rebolando.

Sara andou devagar, quase sem ruídos. Ao se aproximar do fim da parede ela, torcendo para não tropeçar, inclinou sua cabeça um pouco a frente e ficou em estado de choque. Voltou para perto das amigas mais branca que o normal.

–Conta friend quem era? –quis saber Holiday.

–É amiga desembucha. –incentivou Laura.

–Acho melhor vocês irem lá ver... –murmurou Sara séria.

As meninas achando a reação de Sara muito estranha, seguiram o mesmo curso que a amiga fizera a poucos segundos atrás. Ficaram chocadas ao descobrir que o casal tarado na verdade tratava-se de Melany, a filha de Hécate, e Ben o namorado de Isabela.

Notas finais
Ainda posso pedir que comentem? Não? Okay ;/ Beijos eu ainda amo vocês. Laura