Ozando no Chb
42 Bônus Launico- O Dia do Aniversário
Notas iniciais

ESSE É UM CAPÍTULO BÔNUS, NÃO TEM NADA A VER COM A HISTÓRIA OZANDO NO CHB
POV Nico
Estirado na cama do chalé 13 eu encarava o teto escuro, sacudindo meu pé em ansiedade. Olhei para o relógio ao meu lado e vi que já marcavam 4:30 da madrugada de um domingo, me virei de lado, pensativo. Podia ouvir e imaginar o vento gelado soprando lá fora e as Harpias ansiando para que um semideus resolvesse dar as caras fora de seu chalé.
Talvez a insônia fosse uma característica dos filhos de Hades, com exceção de Karly que dormia feito pedra, mas hoje a minha falta de sono tinha outro motivo. Como eu tinha esquecido do aniversário dela? Era quase impossível, já que ela tagarelava sobre isso há vários meses. Deuses! Eu sou o pior namorado do mundo. Espero que ela não tenha desconfiado que eu esqueci. Santa Sara que me lembrou! Pena que ela fez isso lá pela meia-noite e até então, eu não tinha nada preparado. Claro que a Laura estava esperando alguma coisa, mas não vou decepcioná-la. Estava decidido a dar o melhor presente para compensar, no entanto eu não fazia ideia do que seria.
Sentei-me na cama e passei as mãos pelos cabelos para afastá-los de meus olhos que olhavam fixamente para algum ponto qualquer. Eu não iria conseguir dormir mesmo e não me importava passar o dia como um zumbi. Levantei-me e fui acordar Karly, talvez ela tivesse alguma ideia para presente. Aproximei-me de sua cama e a sacudi, ela murmurou algo que não entendi em resposta e virou-se para o outro lado.
– Acorda logo necromante. -chamei a sacudindo novamente.
– Fala desgraça... — murmurou ela irritadiça.
– Preciso de uma ajuda com o presente da Laura.
Karly se virou para me encarar com cara de poucos amigos, pegou seu Hephonestos de baixo do travesseiro e checou a hora, franziu as sobrancelhas irritada ao ver que ainda eram 4:35 da madrugada e voltou a me encarar.
– Você quer dicas de presentes em plena madrugada Nico? Mas que porra! Vai dormir garoto. Por que não pensou nisso antes?
– Porque eu só lembrei agora! E você é amiga dela, deve ter uma boa ideia do que dar.
– Eu posso ser a amiga, mas você é o namorado. -rebateu ela.
– Eu sou o namorado, mas sou homem também. Não sei o que dar de presente para mulheres.
Karly me encarou com ódio.
– Nem eu sei em uma hora dessas. Apolo nem nasceu ainda Nico!
– Tá eu sei Karly, mas não consigo dormir. O aniversário dela é hoje e ainda não comprei nada.
– Vai pergunta pra Bianca vai! Invoca ela com suas mandingas ou seja lá o que e me deixa dormir. Mais tarde, daqui a quatro horas você fala comigo que eu vou pensar se penso em alguma coisa pra te ajudar. Nunca vi! Esquecer o aniversário da namorada e ainda nem saber o que vai dar... -disse ela puxando o lençol e cobrindo-se completamente.
– Olha aqui, eu não te dei meu Mc Lanche pra você me abandonar em uma hora dessas. Larga de ser fresca e levanta dessa cama logo!
– Mas é folgado mesmo! Me obrigue. -respondeu com uma voz abafada.
Revirei os olhos e a puxei pelo pé a arrastando para fora da cama. Ela se debateu xingando e me deu um chute na cara, imediatamente a soltei e ela caiu no chão, bufando de raiva.
–Tá de madrugada seu viado! Posso nem mais dormir! E não quero acabar que nem você! Branquelo sem sal, que a única cor da cara são as olheiras.
– Cala a boca que você também é branca!
– Eu acabei de ir dormir e você já vem me acordar... -choramingou.
– Isso que dá! Fica dando escapada com o Leo! Pensa que eu não vi? -falei cruzando os braços. — Tá usando preservativo?
– NICO! -gritou Karly com cara de quem foi ofendida ao extremo. -Pensa que eu não sei que você e a Lau...
–Tá bom Karly! Esse assunto já deu. -falei sentindo minhas bochechas corarem levemente.
– Aff! Vamos logo comprar esse presente que eu perdi o sono. -disse Karly se levantando. -Aproveito e dou uma passada lá no chalé do Leo pra...
– Não vai coisa nenhuma! -interrompi Karly. — Controle esse fogo menina! Vocês estão pior do que a Sara e o Steve.
Peguei-a pelo braço e sai marchando do chalé arrastando-a atrás de mim.
– Vamos pra onde? -ela perguntou.
– Vamos procurar uma loja.
–Ah tá! E você vai muito achar loja aberta uma hora dessas...
– Cala a boca.
POV Laura
É hoje! Finalmente! Não consegui conter minha ansiedade e acabei acordando cedo demais. Percy ainda estava dormindo e babando no beliche ao lado. Levantei e tentei não fazer nenhum barulho para não acordá-lo. Talvez eu estivesse exagerando, mas era meu primeiro aniversário no acampamento, e eu não podia estar mais feliz. Vou comemorar com minhas antigas e novas amigas, e agora eu tenho um pai e um irmão pra comemorar comigo também. Ah! E um namorado! O que será que ele fez? Estou tão curiosa... Vai ser o aniversário mais especial que já tive.
Corri para o banheiro e fui me arrumar. A imperatividade me atacou e eu não conseguiria ficar nem mais um minuto naquele chalé. Então saí para caminhar na floresta. Vi Nico ao longe saindo de seu chalé seguido de Karly. Ele estava muito sério e com uma cara péssima cheia de olheiras e Karly estava... De pijamas? Pensei em ir falar com eles, já que estava muito cedo e filhos de Hades não costumam madrugar assim. Porém eles sumiram nas sombras no mesmo instante e não me viram. Continuei com a minha caminhada. O quer que tenha acontecido para tal estranheza, eu perguntaria depois.
O dia amanheceu e fui para o refeitório. Era um domingo preguiçoso e o acampamento acordava devagar. O lugar ainda estava vazio, mas alguns campistas foram aparecendo aos poucos. Eu aproveitava o silêncio para ler meu livro visto que a caminhada havia gasto minha energia acumulada e a imperatividade tinha finalmente me abandonado.
Eu estava esperando Sara e Isabela, mas pelo visto ambas não chegariam tão cedo. Pela farra da véspera, achei que dormiriam até meio dia. Poxa que tédio!
Estava ficando cada vez mais inquieta quando avistei Sara passando ao longe rapidamente.
Decidi dar uma corridinha ridícula até ela.
– Amiga pelos deuses! Por que vocês sumiram? Já era pra estarem aqui. -falei já esperando receber um feliz aniversário.
– Sumimos? Tá muito cedo menina! -respondeu Sara apressando o passo.
– E você já tá acordada por quê? -respondi.
– Mudar de chalé... Steve tá me esperando lá e já tô meio atrasada. -concluiu Sara saindo apressadamente em direção ao chalé de Ares.
Só então percebi que Sara ainda estava de pijamas e com uma cara de sono. Mas isso não significa que eu não fiquei sentida por ela não ter se lembrado do meu aniversário. Que tipo de amiga é essa? Eu sempre me lembro do dela... Sempre! E o que ela faz? Vai pro macho dela! Já conheço ela há muito mais tempo do que o Steve... E Isabela também não havia dado as caras. Resolvi voltar para onde eu estava e me sentei extremamente frustrada.
POV Narrador
Sara entrou de repente no chalé de Ares, extremamente aflita.
– Quase que a Laura desconfia de alguma coisa! –disse ela batendo a porta.
– E o que você disse? -perguntou Isabela sentada em seu beliche.
– "Vou mudar de chalé... Steve tá me esperando". -explicou Sara.
Steve deu uma risada.
– É... Relaxa que isso não é dá pra desconfiar. -disse ele.
– Também, só sabem se pegar o tempo todo. Nunca vi tanto fogo! -disse Isabela com voz de barraqueira.
– Mas enfim... Já terminaram os doces? E os enfeites que pedi? -questionou Sara.
– O brigadeiro está feito. Mas olha pra minha cara e vê se eu tenho jeito pra arrumar fru fru de aniversário. -respondeu Steve.
Sara revirou os olhos. Na verdade ela já esperava que eles não fizessem tudo o que ela havia pedido.
– E você Isabela? Tentou algo? -questionou Sara.
Em resposta, a garota tirou uns papéis debaixo de seu travesseiro, completamente amassados e tortos.
– Eu fiz e você não acha ruim e nem vem reclamar! -avisou Isabela.
Steve riu dos papéis de Isabela. Estavam com cortes irregulares e linhas extremamente tortas.
– Pelos deuses! Melhor nem ter feito nada Isabela. -provocou Steve debochando.
– Vai se foder! Pelo menos eu fiz. -resmungou Isabela com cara de ofendida.
– Isabela... Amiga, era pra fazer uns peixinhos e não um... Pássaro deficiente? -indagou Sara olhando para os papéis nas mãos de Isabela.
– Vai se foder você também Sara. Sempre é assim comigo, desde os trabalhos da escola. Vocês nunca acham bom o que eu faço. -reclamou Isabela ficando com raiva. Ela deitou-se na cama e puxou suas cobertas.
Steve provocou-a e a mesma cobriu a cabeça infantilmente.
– Steve, cala a boca! -pediu Sara. — Não provoca!
Como era de costume quando Isabela ficava com raiva, Sara tentou fazer as pazes fazendo cócegas na amiga.
– Ô bicha linda! Olha esses cabelos! Meu Zeus... Que pitelzinho hein, eu comia com farofa. -brincou Sara enquanto Steve ria da situação.
Aos poucos Isabela foi ficando amigável novamente.
– Olha Isabela, se a gente for fazer a decoração de uma selva um pássaro sem asas igual a esse, tá ótimo. -disse Steve.
– Dá pra arrumar. -disse Sara.
– Mas se vocês reclamarem eu não faço mais nada. -decretou Isa e jogou o restante dos papéis no chão.
– Temos que terminar de arrumar tudo isso. O restante das decorações está pronto no meu chalé. Karen e Holiday estão cuidando de algumas comidas e já tem muita coisa arrumada. Mas mesmo assim temos que agilizar o processo! -informou Sara.
– Ótimo! -disse Isabela empolgada. -Laura vai amar minha gente!
– Vai mesmo. Ô se vai! -disse Sara como soubesse de algo a mais.
Os três continuaram a resolver os últimos preparativos para a festa surpresa enquanto Laura se desesperava, morrendo de ansiedade.
POV Narrador
Nico e Karly finalmente chegaram a um shopping e rodaram durante horas. Karly ainda reclamava de não ter tido tempo de nem ao menos ter trocando de roupa, tendo que andar de pijama no meio da cidade. Não aguentando mais as constantes olhadas que recebia, forçou Nico a passar em uma loja e comprar roupas decentes. Aproveitaram para procurar alguma blusa ou vestido legal para Laura, porém Karen concluiu que Nico tinha um péssimo gosto para roupas, tendo exemplo as suas próprias, que eram sempre pretas e básicas. Reviram a loja e só então resolveram procurar algo melhor.
Os dois pareciam dois góticos chupadores de sangue from hell, nada longe da realidade. No entanto, tiveram que voltar mais uma vez a loja para Karly comprar uma peça de roupa mais "alegre", tão alegre quanto pode ser a escolha de uma filha de Hades.
Depois de Karly finalmente achar uma coisa que a agradasse e não parecesse tão dark (uma eternidade segundo Nico), eles foram comer alguma coisa. Era quase hora do almoço e eles nem tiveram oportunidade de tomar café da manha. Karly decretou que não comeria um Mc Lanche Feliz, Nico fez uma careta, mas aceitou a objeção. Fizeram o pedido e sentaram em frente a uma lanchonete qualquer.
– O que faremos agora? -perguntou Nico.
– Eu não sei você, mas pretendo voltar pro CHB, tirar uma soneca e me arrumar pro festão que estão organizando a noite. -disse Karly com a boca cheia de batata frita.
– Você nem gosta de festa sua antissocial.
–É, mas nessa eu quero ir. Vai ser legal!
–Não se eu não encontrar um presente. -murmurou Nico que não havia tocado em sua comida.
Um casal de velhinhos passou pelos jovens. Eles andavam bem devagar e com bengalas. Se os irmãos não estivessem tão distraídos discutindo sobre os gostos de Laura teriam percebido quando os olhos dos idosos soltaram um brilho vermelho e começaram a mudar de forma. Uma das pernas criaram pêlos e presas apareceram em suas bocas.
Nico levantou a cabeça para encarar Karly e prendeu a respiração quando viu os monstros atrás de sua irmã. Sem entender a apreensão do irmão, a garota virou-se e arregalou os olhos de susto.
– CRENZEUSPAI! –gritou ela.
Os monstros se aproximaram rapidamente. Karly escorregou para debaixo da mesa desviando-se de um ataque. Nico desembainhou sua espada e com um golpe rápido matou os dois monstros. A filha de Hades saiu de baixo da mesa boquiaberta.
– C-como você...?
– Não temos tempo pra monstros, ainda temos um presente pra encontrar.
– VÃO PRO INFERNO! — gritou uma das empousas enquanto desfazia-se em pó dourado.
– Nojenta! -disse Karly voltando a comer sua batata frita enquanto ignorava comentários do tipo:
– Meu Deus! Alguém chame a polícia.
– Aquele garoto de preto matou os velhinhos. Socorro!
Nico sentou-se ao lado de Karly indiferente a tudo aquilo. Ela, por sua vez, apenas calculou quanto tempo teria até a polícia chegar e pediu mais refrigerante.
–Por Hades! É isso! -exclamou Nico.
– O quê? -perguntou Karly sem entender.
– Temos que ir ao inferno.
– Hein? Olha Nico não acho que a empousa esteja falando sério e...
Nico puxou Karly. Quando a polícia chegou eles não se encontravam mais no local.
POV Laura
É... Meu aniversário não está tão legal como eu previ. Acho que tenho mais companhia nos dias normais do que hoje. Sinto saudades da minha mãe... Nem mesmo ela me ligou pra desejar um feliz aniversário. Acho que aniversário não é uma data tão importante como eu imaginava.
Voltei para o meu chalé quando percebi que nenhum dos meus amigos iriam mesmo aparecer. Estavam todos ocupados com suas devidas atividades. O Leo provavelmente estava com algum projeto, o Connor aprontando com o seu irmão, a Sara dando pro Steve e a Isa implicando com a Clarisse. O Nico ainda não tinha voltado do tal passeio misterioso com a Karly.
Então eu dei de ombros, iria comemorar o meu aniversário assim mesmo. Era uma data especial e pronto. Coloquei meu biquíni e peguei muitos doces. Arctic Monkeys de trilha sonora e pronto! Dia perfeito. Corri para a praia.
POV Nico
Sei que é uma loucura, mas eu estava desesperado. E... Eu não conseguia pensar em outra coisa. Seria o presente perfeito. Nem acredito que consegui me lembrar disso, fazia tanto tempo que ela mencionara essa pedra... Talvez isso torne o presente mais especial ainda e crie um clima a mais.
Não sei se foi o desespero ou o pensamento em como ela se sentiria feliz se eu conseguisse a tal pedra, mas eu arrastei Karly comigo para o mundo inferior. Ela, que ainda bebia seu refrigerante reclamava e perguntava o porquê de estar no fim do mundo.
Sem explicar praticamente nada continuei a arrastando rumo ao jardim de Perséfone. Finalmente ela parou de reclamar parecendo entender o que eu queria.
– Bom, qual é o plano? -ela perguntou com um olhar determinado enquanto tomava um gole de seu refrigerante.
Parei de andar e me virei para ela, confuso.
– Plano pra que menina?
– Pra pegar as jóias. Acha mesmo que Perséfone vai deixar você pegar suas preciosas gemas, assim, do nada? -perguntou Karly arqueando as sobrancelhas. Sem ter uma resposta ela suspirou. — Tá o plano é: Pegar a jóia e sair correndo.
– Direto pelas sombras. -declarei.
E assim prosseguimos... Passamos pelos guardas com facilidade e finalmente chegamos ao jardim. Eu já tinha passado muitas vezes por ali, mas não tinha prestado muita atenção e meu Hades! Era o jardim mais esquisito que eu já vira. Cogumelos multicoloridos, arbustos venenosos e plantas luminosas fantasmagóricas cresciam sem a luz do sol. Gemas preciosas supriam a falta de flores, pilhas de rubis grandes como meu punho, aglomerados de diamantes brutos. Aqui e ali, como convidados de uma festa que foram congelados, havia estátuas de jardim da Medusa — crianças, sátiros e centauros petrificados -, todos sorrindo grotescamente. No centro do jardim estava um pomar de romãzeiras, suas flores alaranjadas brilhavam como neon no escuro. Então lá no canto, brilhando timidamente estava a safira que eu fui buscar. Olhei para Karly e ela retribuiu o olhar como se dissesse "vá em frente". Bem... Cheguei até aqui... Não dava pra ficar com medo da minha querida madrasta agora.
Entrei no jardim e aquelas pedras ofuscavam a minha visão. Resistir ao desejo de comer a romã e passei tão longe quanto podia de seus galhos. Cheguei perto da linda safira e a peguei. Quanto mais rápido saíssemos dali melhor.
– Mas o que é que vocês acham que estão fazendo?
A voz encheu o lugar antes silencioso, e a reconheci imediatamente. Dei um salto com o susto e me virei para Perséfone. Ela estava parada com os braços cruzados na entrada do jardim. A deusa batia o pé freneticamente exigindo explicações. Engoli em seco e olhei para Karly que estava tão assustada quanto eu, seu rosto era uma mistura de ''agora fodeu'' com uma cara chorosa de ''não quero ser transformada em palmito, de novo. '' Enfiei a gema azul brilhante no bolso do meu casaco e inspirei fundo.
– Bom dia Perséfone. -falei ríspido. -Eu e Karly estávamos a procura de algum presente pra Laura... Você sabe, minha namorada. E ai eu lembrei que ela iria adorar uma dessas safiras.
– E o senhor achava que ia pegar minhas preciosas safiras sem ao menos me consultar primeiro? -disse Perséfone raivosa. — Quanta ousadia!
Olhei para Karly exigindo ajuda. Ela revirou os olhos mas aceitou.
–Olha Perséfone, se eu fosse você ficaria extremamente honrada pela preferência do Nico. -começou Karly. -Sinceramente, você andou vendo as jóias que esses mortais ousam em vender a um preço absurdamente caro? Deuses! Todas uma porcaria, não se fazem joias como anti-... Como as suas.
Perséfone olhou para ela, seu rosto exibiu um ar de orgulho enquanto acreditava na encenação de Karly.
–E então nos lembramos das suas belas e lustrosas jóias! Sabe hoje é o aniversario da Laura e Nico quer impressioná-la. Poderia, por favor, nos ceder uma gema. -pediu Karly com uma perfeita imitação do olhar do gato de botas em Shrek.
Graças aos deuses Perséfone abriu um sorriso largo com seus elogios forçados.
–Realmente necromante mirim, esses mortais não sabe confeccionar gemas como as minhas. Podem levar essa gema se esse for o caso.
–É esse é totalmente o caso. -eu disse louco para ir embora antes que Perséfone mudasse de ideia.
–Opa não tão rápido rapazinho. -disse Perséfone entrando em minha frente bloqueando a passagem. Estava bom demais pra ser verdade -O que pretende fazer com minha gema?
– É — eu ainda não se- comecei mais Karly me olhou com um olhar reprovador.
– Vamos fazer um lindo... Um lindo... -começou Karly, mas ela hesitou por um instante como se estivesse pensando e Perséfone semicerrou os olhos desconfiada.
– Um lindo? -perguntou ela como se estivesse reconsiderando sua decisão de nos deixar levar a gema.
– Um lindo colar. -disse Karen tocando seu próprio pescoço lembrando que tinha uma jóia lá. -O Leo é um ótimo lapidador.
Perséfone ainda não convencida me encarou.
–Por que um colar? -quis saber ela.
–P-porque fica perto do coração. -eu disse e Karly bateu a mão na testa. -E eu a amo. -completei.
Perséfone desfez a carranca e começou a chorar. Karly olhou-me com uma interrogação e eu a correspondi da mesma forma.
– Awn que fofo, se Hades fosse assim, a única coisa que esse canalha me deu foi um romã.
E Perséfone começou a reclamar de como meu pai era um marido insensível. Como eu não tinha tempo para ouvir as reclamações de Perséfone agarrei a mão da Karen e voltamos para o CHB. Meio pálidos, com olheiras, fome e prestes a desmaiar. Mas tínhamos a obra — prima do presente. Era o que importava.
POV Narrador
– Bom gente, está tudo prontíssimo! -declarou Sara para os convidados.
– Só falta a aniversariante. -comentou Steve.
– Isso mesmo. Estou indo chamá-la ok? Conhecendo bem a minha amiga, ela deve estar dormindo. -respondeu Sara e saiu em direção ao chalé de Poseidon.
Dito e feito, ou melhor, dito e visto. Sara abriu a porta do chalé bruscamente, afinal se ela queria acordar a amiga, barulhos seriam úteis para acelerar o processo. Andou até a cama e Laura estava coberta da cabeça aos pés. Sara agachou-se e balançou a dorminhoca.
– Laura! Acorda pelo amor de Zeus. -exclamou Sara em tom de falso desespero.
A menina não fez questão de tirar o cobertor da cabeça ou sequer mexer-se para murmurar uma resposta.
– O que foi Sara? -disse ela com a voz abafada pelo travesseiro.
– Preciso te contar algo muito, mas muito, muito sério. Muito mesmo!
Laura levantou-se bruscamente da cama com ar aborrecido, pois estava chateada com a amiga por achar que a mesma havia esquecido o seu aniversário.
– Fala Sara.
– Não pode ser aqui. O Percy pode chegar... É muito sério Laura. -disse Sara fingindo estar preocupada.
– O que é? Está grávida Sara? -arriscou Laura em tom ressentido.
Sara fez uma expressão tensa. Pensou que essa era uma boa desculpa para enrolar a amiga até a festa e resolveu não dizer sim, nem não.
– Laura, não pode ser aqui. Vamos pra algum lugar vazio. -convidou Sara virando-se em direção a porta e chamou Laura.
– Eu não vou sair daqui Sara. Que saco! Deve estar grávida mesmo, afinal, esquece que hoje é o meu aniversário pra ficar o tempo todo com o Steve. E não foi só você que esqueceu, pois nem minha mãe me ligou! -brigou Laura com olhinhos lagrimantes.
– Ai Laura, tenho muita coisa pra fazer e muita preocupação. Desculpa... -disse Sara
As lágrimas correram no rosto de Laura. Tanto descaso e indiferença!
– Tá! Se você quer falar alguma coisa, vamos pra Arena e diga logo, tenho compromisso marcado com minha cama. -respondeu Laura tentando ser ríspida, mas estava com a voz embargada.
– Na Arena? -questionou Sara dando um sorriso de lado. Ah se a amiga soubesse a festa que estava aguardando-a.
– Vamos logo. Tô com muita pressa. Anda logo, antes que eu desista! -decretou Laura e as duas saíram do chalé.
Sara conseguiu enrolar a amiga com a história da "gravidez" até chegar na Arena. Laura chorou, brigou e até xingou, coisa que era rara. Ela mal podia acreditar que fizeram uma festa surpresa!
A arena estava toda enfeitada de azul de forma caprichosa e sistemática. Sara. Laura correu e abraçou a amiga. Elas choraram agarradas por vários minutos. Sara jurando que mesmo se estivesse grávida de trigêmeos não esqueceria o aniversário da amiga e Laura desculpando-se por pensar isso dela. Os outros amigos aguardavam com cara de paisagem para darem os parabéns.
A aniversariante cumprimentou todos os convidados. Os comes e bebes da festa foram servidos e a música tocava bem alto. Todos os campistas do CHB estavam presentes, era uma festona.
Laura aproximou-se da mesa de sobremesas para servir-se. Perto de um enfeite de flores estava o colar mais lindo que ela já havia visto na vida. Ele tinha a correntinha delicada e brilhava com a cor dourada. O pingente era feito de uma pedra azul, safira ela reconheceria de longe. Era tão fofa que Laura não conseguia parar de olhar. Por que alguém deixaria um colar tão bonito assim no meio de uma mesa? Ela concluiu que alguém o perdera. Ela levou a joia mais perto para observar melhor. O azul da pedra brilhava tanto que Laura lembrou-se do jardim de Perséfone. O coração do pingente fora esculpido com tanto cuidado que ela não conseguiu achar nenhum defeito. Laura fazia questão de achar a dona do colar e perguntar em qual loja ele foi comprado.
–Parabéns! -Nico sussurrou atrás dela.
Laura sentiu um estranho arrepio e se virou.
– Nico! Pelos deuses! Achei que você não viria. -disse Laura e lhe puxou para um forte abraço.
Ela não havia se dado conta que ainda estava com o colar nas mãos e meio sem jeito perguntou:
– Hum... Sabe de quem é?
– Claro que sei! -exclamou Nico e Laura se assustou com a resposta positiva.
– Eu tô simplesmente apaixonada por esse colar! Fala logo quem é a dona porque preciso saber onde essa obra de arte foi comprada. -disse Laura bastante empolgada.
Nico deu um sorriso de lado e ajeitou os cabelos. Ficou por volta de trinta segundos sem dizer nada, o que era tempo suficiente para que Laura ficar corada e achar que havia animado demais ao falar do colar.
– Desculpa... É que gostei muito! -disse ela olhando para as unhas pintadas de um azul brilhante.
– Sobre a dona do colar... Acho que a única aniversariante que temos por aqui hoje é você! -falou Nico.
– Mas o que isso tem a ver Nico? Eu hein.
– Por Zeus Laura! Como eu ainda não aprendi que com você tem que ir direto ao ponto? -murmurou Nico e aproximou-se da namorada.
– Oshe... Não me ofende que hoje é meu aniversário. Dá um desconto.
Quase num movimento ninja Nico tomou o colar das mãos de Laura e foi para trás dela. Levantou os cabelos longos da garota e colocou o lindo presente no pescoço dela, abrindo o feiche delicado do colar com todo o cuidado.
– O colar é seu, peixinha... -sussurrou Nico.
Laura não pôde conter a emoção e deu um forte abraço seguido de um beijo no namorado.
–Meu Zeus Nico você é incrível! Obrigada, eu... Eu amei. -disse ela ainda abraçando Nico sem parar.
Isabela, Karen, Sara e Holiday chegaram interrompendo o casal.
–Licença Nico. -pediu Holiday puxando Laura. -Agora ela é nossa.
As amigas levaram Laura até o centro da arena onde se encontrava um telão. Um vídeo com fotos das amigas desde pequenas passou e mais uma sessão de abraços e choro aconteceu. Foi anoitecendo, os convidados foram dispersando-se e Laura sentia-se realizada.
Os que restaram na Arena, se entreolharam como se comunicassem com o olhar. Laura olhou sem entender até que Sara aproximou-se dela.
– Aniversariante! A festa ainda não acabou. Chalé 69 já tá preparado nos aguardando querida! -disse Sara feliz da vida. — Tá achando que a organizadora aqui brinca em serviço?
– Como serão os esquemas? -perguntou Laura dando uma risada. — Você não presta amiga!
– Seguinte: Quando o sinal de recolher tocar todos os campistas vão agir normalmente e voltar pras suas camas. No horário que já marcamos, aos poucos iremos para lá, no tempo exato para que as Harpias não estejam completamente liberadas. E a festa lá espera por nós gata! -sussurrou Sara, pois Quíron ainda participava da festa feliz da vida com um Kit pôneis de festas. Laura acenou com a cabeça positivamente.
Exatamente dessa forma tudo foi feito. Os campistas que foram convidados chegaram até o chalé 69 e, diga-se de passagem, que a verdadeira festa começou. Uma digna festa do clássico chalé 69, cenário da vida de várias gerações de semideuses.
POV Laura
Eu sei que reclamei sobre ninguém se lembrar do meu aniversário. Mas agora está demais, tanta gente vem falar comigo que não tenho nem tempo de respirar.E nem de procurar o Nico. Amei o presente e o jeito que foi entregue. Ele foi tão romântico. Nem tive oportunidade de agradecer direito. E logo depois ele sumiu. Sei que filhos de Hades gostam de descrição, mas ninguém viu ele em lugar nenhum. Nem a Karly. Bem... A Karly está na sua trigésima garrafa de saquê e eu nem sabia que tinha saquê nessa festa. Faz quase uma hora que ela sumiu com o Leo. Então creio que ela não seja a melhor pessoa para se perguntar do Nico agora.
Senti alguém agarrando meu braço esquerdo, com um puxão forte me vi em um canto escuro, provavelmente o único lugar que não estava sendo iluminado pelas luzes brilhantes que rodeavam a pista de dança. A outra mão da pessoa tampava minha boca me impossibilitando de gritar. Aflita tentei me soltar de quem quer que estivesse me segurando, isso só fez a pressão em meu braço aumentar, devido a escuridão do tal canto não pude nem sequer distinguir quem estava comigo. Finalmente o aperto em meu braço suavizou, percebi que agora eu estava presa.
Meu ''sequestrador'' se pôs em minha frente me pressionando contra parede. A mão em meu braço se fora, porém a que tampava minha boca continuava fazendo meu gritos de protesto transformarem-se em meros grunhidos abafados. Deuses, vou ser abusada bem no dia do meu aniversario?!
– Se acalme, Laura. -sussurrou uma voz bem familiar para mim em meu ouvido.
No mesmo instante me calei. Vendo que agora eu estava mais calma, se é que poderia ficar calma em uma situação dessas, Nico voltou a sussurrar em meu ouvido.
– Vamos compensar o tempo que eu estava sumido. Nós dois. A sós. -ele disse calmamente. Seu hálito quente me provocou arrepios por todo o corpo, engoli em seco. Meu coração estava em disparada.
Lentamente ele tirou a mão de minha boca. Quando eu estava prestes a reclamar sobre a maneira como ele me abordou sua mão voltou a tampa-la.
– Shiu! Só vamos aproveitar o resto dessa noite. -ele disse. -Seu colar não foi o único presente que eu planejei.
Concordei levemente com a cabeça vendo que ele não estava brincando. Novamente, ele afastou sua mão que foi de encontro a minha cintura, puxando-me para ele. Podíamos sentir a respiração quente um do outro, nossas bocas separadas por meros centímetros. Nico tomou iniciativa e rompeu esta distância, me beijando com desejo. Suas mãos antes rígidas agora passeavam por minhas coxas lentamente, seu toque me fez sentir um frio subindo a espinha. Envolvi meus braços envolta de seu pescoço e afundei minhas mãos em seu cabelo escuro desarrumado, aprofundando o beijo. Nico deslizou as mãos por minhas coxas mais uma vez as apertando fortemente levantando-me. Coloquei meus pés em volta de sua cintura enquanto suas mãos me apoiava segurando meus quadris com força.
Aos beijos, Nico seguiu para um dos vários quartos daquele chalé, graças aos deuses não era possível escutar os gemidos dos, pelo o que eu apostava, vários casais que ocupavam os demais cômodos. Fomos para o último quarto daquele corredor, Nico se escorou na porta, lutando contra a maçaneta. Sem sucesso, ele se distanciou de meus lábios impaciente e checou a plaquinha que ficara pendurada nas maçanetas das portas daqueles quartos. O lado vermelho do folheto sinalizava claramente e com letras grandes: OCUPADO.
–Puta que pariu. -Nico xingou baixo. -Quem foi o viado que-
Mordi os lábios e cochichei em seu ouvido.
–O quarto da frente esta disponível, Nico.
Sem poder esperar mais voltei a beijá-lo, segurando seu rosto com minhas duas mãos. Nico caminhou até a porta da frente com a placa verde, a chutando para abri-la. Sem o mínimo de delicadeza, fechou a porta também aos chutes, me fazendo rir de sua pressa.
–Isso, fica rindo. Olha eu fiz um esforço do caralho pra não te pegar de jeito naquele canto. -resmungou ele ofegante.
–Só acho que não precisa dessa pressa toda, estou bem aqui na sua frente e disposta. -falo ainda rindo. Nico fez uma cara de ofendido, e me jogou na cama.
–Que bom que você está disposta, Laura. Hoje a noite promete... -respondeu Nico com um olhar malicioso.
Engoli em seco e sorri, em um raro momento Nico sorriu o que para mim só deu mais emoção para o momento. Ele se pôs por cima de mim, e começou uma serie de beijos. Lábios, bochecha, pescoço, clavícula, a cada beijo e a cada mordida uma onda de calor percorria meu corpo trêmulo. Ele deslizou suas mãos para de baixo de minha blusa a levantando devagar. Suspirei fechando os olhos. Senti seus lábios roçarem a pele de minha barriga, delicadamente. Suas mãos subiram para meu sutiã, com uma destreza surpreendente ele o soltou. Mordi os lábios e apertei os olhos esperando a sensação prazerosa. Nada veio. O quarto ficou silencioso. Abri os olhos relutante e me deparei com dois pares de olhos negros vidrados em mim, acompanhados de um sorriso malandro. Fios de cabelos desgrenhados estavam em seus olhos.
–Mas que merda é essa Nico? -questionei.
– Nada, eu só estava vendo a sua cara esperando que eu te chupasse. -disse ele rindo.
Revirei os olhos e cruzei os braços sobre meu peito nú, olhando para o lado. Que idiota!
– Ei, não fica assim. -disse Nico me fazendo olhar para ele. -Vamos levar isso a sério agora, ok?.
Mal tive tempo de responder, Nico puxou meus braços e os prenderam acima de minha cabeça com as duas mãos. Ele mordeu meu pescoço e foi descendo até chegar em meus seios. Arfando voltei a fechar os olhos, desta vez a sensação veio a tona enquanto Nico pôs meu mamilo em sua boca, o sugando e o mordendo levemente, ainda segurando minhas mãos. Eu virei uma bagunça, me contorcia debaixo dele e gemia arqueando as costas a cada movimento. Agradeci ao fato daquelas paredes abafarem os sons.
–Que isso meu amor, eu mal comecei. -debochou Nico.
Ainda sem liberar meus braços, os segurando com uma só de suas mãos, sua língua quente esqueceu meus seios. Nico se concentrou em desabotoar meu short. Eu não conseguia pensar em nada, tremia extremamente excitada, ansiando por cada toque seu.
–M-mais... -murmurei.
–Estamos quase lá.
Senti meu short arrastando por minhas pernas e Nico voltava a mordiscar minha barriga. Meus braços estavam fracos e eu só conseguia gemer baixinho a cada toque. Algo roçou minhas pernas, dirigi meu olhar para as calças de Nico que tinham um volume alto, levantei meu joelho levemente o arrastando delicadamente em seu volume. Nico soltou um suspiro. Repeti a ação, e ganhei um gemido. Estava prestes a repetir isso quando Nico empurrou meu joelho para baixo.
–Já chega. -ele disse respirando pesadamente. -Vamos ao que interessa.
Nico saiu de cima de mim e começou a retirar seu cinto. Meus olhos fixados no volume em sua calça. Ele se livrou do cinto e o atirou longe, desabotoou as calças e as deslizou para baixo expondo sua box preta e seu membro ereto. Mordi os lábios me sentindo tremendamente escorregadia.
–Olha só, o que temos aqui. -disse Nico roçando seu membro em minha intimidade.
Ele me encarou cheio de malicia e me encolhi. Confesso que por mais que nós sejamos namorados, ainda me sentia envergonhada de estar seminua a sua frente, seu olhar faminto também não ajudava muito.
– Olha só, o que temos aqui. -disse Nico roçando seu membro em minha intimidade. . — Você está toda molhada...
– Anda logo Nico. -pedi me contorcendo nos lençóis. Ele estava brincando comigo. Com certeza.
Nico sorriu e puxou-me para mais perto pelas coxas que já estavam marcadas com suas mãos. Retirou minha calcinha úmida e posicionou minhas pernas em sua cintura em seguida abaixou sua cueca. Arfei vendo seu membro completamente ereto e latejante. Antes de me penetrar, Nico xingou baixo algo que não consegui entender, abaixou-se e pegou uma camisinha do bolso de seu jeans. Suspirei aliviada em eliminar a possibilidade de Afrodite atrapalhar nosso sexo para pedir que Nico colocasse a camisinha. Com seu membro ''vestido'' Nico se posicionou e sem mais delongas, e nenhum aviso aparente, me penetrou. Gritei e agarrei com força os lençóis brancos.
–Deuses Laura, você ta tão apertada. -murmurou Nico. -Relaxa...
Me desmanchei na cama respirando rapidamente. Logo, Nico começou a se movimentar devagar, gemi quase implorando para que ele acelerasse. Ele pairou em cima de mim gemendo, enterrou sua cabeça na curva de meu pescoço e acelerou a penetração. Minhas mãos agarraram suas costas as arranhando com força, eu respirava pesadamente, suava e gemia. Quando eu estava prestes a atingir meu ápice Nico parou de repente, sorrindo.
– Que porra é essa Nico? Por que parou? -questionei com uma mistura de irritação com confusão. — Não vem me dizer que você broxou! Ah não Nico, isso não!
Nico riu contra a pele de meu pescoço, e olhou nos meus olhos.
– Na verdade eu só quis te negar o orgasmo mesmo. -declarou simplesmente.
– AH VAI SE F...
Antes que eu terminasse, Nico me puxou se sentando na cama e me fazendo me sentar em seu colo. Gemi alto quando senti sua genital escorregar mais profundamente em mim, minha cabeça caiu em seu ombro enquanto ele bombeava com mais força. Nico criava chupões em meu pescoço e mordia o lóbulo de minha orelha a cada penetração. O quarto era uma mistura de gemidos e suspiros de prazer e luxúria. Eu estava uma bagunça.
Senti meu ventre contrair com a sensação do breve orgasmo, gemi e pendi a cabeça para trás enquanto sentia uma onda de prazer gélido percorrer meu corpo trêmulo. Nico aproveitou e chupou meu mamilo me arrancando mais um gemido. Caí arfando na cama e sem forças pra praticamente nada, Nico se deitou ao meu lado e me puxou para seu peito nú. Ele beijou o topo da minha cabeça e eu levei minhas mãos ao colar de safira dando um sorriso fraco.
– Feliz aniversário... -murmurou antes de eu cair em um sono profundo.
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