Notas iniciais
O que vamos para mais um??

Corria sentia medo e o medo dominava o meu corpo, meus olhos tinha que dividir sua atenção, eu tinha que confiar nos meus pés. Meu irmão começa a chorar e peço a Deus para que ninguém nos ouça, vejo a fonte e tento correr até ela, só que um passo mal dado e acabo caindo, minha cabeça não bate por muito pouco, algum ri. Medo! Sentia muito medo, meu irmão chora e eu tento acalmar, mas as dores em meu corpo fazem que eu desista de acalmar, a pessoa continua rindo, a péssima iluminação não ajuda. A pessoa se aproxima e estende a mão, tento não precisar o máximo dá mão, não era ninguém de mal, pelo menos eu acho, a pessoa aproximou seu corpo do meu puxando minha cintura. Sua boca cola com a minha, sinto uma euforia boa, gosto daquela boca na minha, não sei bem o que pensar só sei que gostava. Ao se separar ele empurrou minha cabeça em seu peito...

"Estávamos se beijando, ali mesmo na fonte. Ali havia se tornado nosso local de encontro, sorriu e me separo de sua boca. Sua mão vai até o meu cabelo cheira o topo da minha cabeça e empurra para o seu peito. Dou risada, mas me mantenho ali.
– Que foi?
–Oxente homem, é tu ai me empurrando para teu peito... -Ele da risada, já até mesmo sabia o motivo.
– Repete comigo, é porque você está me empurrado para o seu peito!
– Oxente homem não sou burra não! Pare com seu jeito de gente do Rio, tu agora é de Salvador!"

Uma das minhas mãos percorre o seu rosto, era ele! Não havia como negar era como se nunca nos tivéssemos separados, conhecia todo seu rosto, o rosto que tanto amava, era ele, minha mão continua em seu rosto, era o meu amor, ele voltou e com certeza por mim. Caminho colocado meu irmão para dormir, sua mão segura minha cintura, estava muito feliz e todos poderiam ver, mas na verdade faltava as pessoas... aonde estavam todos? A casas estavam abertas e ninguém na janela? Entrei em casa. Minha visão começa ficar embaçada. Tento me mater de pé, porém o máximo que consigo é empurrar meu irmão e acabo vendo tudo ficar preto. Acordo com um balanço estranho, como se eu tivesse em um cavalo, olho para o lado e vejo o João com um tipo de roupa totalmente esquisita, estava usando couro, o menininho do Rio vestido de couro? Minha cabeça está próximo de explodir, apenas lembro de algumas cenas de ontem e só de lembrar disso me dá uma dor no coração.

– Bi? Está bem... ah droga, esquece!
– Hum... Oxente, vamos pra onde?
– Para Fortaleza!

Olhei, seus olhos verdes ainda me encarava, sentia uma felicidade em estar com ele, era a única pessoa que me restou, meus pais haviam morrido, não sabia aonde estava meu irmão, enquanto ia sentada ele ia a pé, podia ver alguns homens indo a pé, mas invés de pessoas no cavalo ia tralhas. O sol bate diretamente em minhas costas e isso me incomodava, é como se houvesse uma queimadura que não curava, sua mão aparece de repente no meu campo de visão segurando um tipo de vaso, coloquei perto do meu nariz para sentir o cheiro, porém não tinha cheiro, premiditei que era água. Coloquei direto a água na minha boca e a sede que eu não sentia parece que estava ali a anos, olhei suas roupas e dei risada parecia que havia sido feito para um homem duas vezes maior que ele, o couro não ficava tão belo em seu corpo, ele trazia armas consigo e eu me assunto. Seu olhar está fixo em uma outra pessoa é uma mulher, ela tem um corpo perfeito, uma boca perfeita, fora que a porcaria do couro deixa o seu corpo muito mais belo. Em um ato de raiva dou uma tapa na cabeça dele, ele me olha e passa a mão na cabeça. Ele se retira e senta perto dá mulher, ela da risada e beija próximo a sua boca. Pulo e caminho até os dois, o João me encara e com as mãos pede para me afastar, corro até o rio que passa e pulo sem pensar duas vezes, que raiva desses dois. Fiquei ali alguns minutos, até o João aparecer e dizer que iríamos acampar, saio da água. Sento ao lado dele e o encaro, novamente olhando a mulher.

– O que você vê nela, em? — Perguntei olhando a garota sentada no colo de outro.
– Nada! Só tenho olhos para ti, meu amor! — Disse ele e meu corpo encheu de raiva, mentiroso!
– Mentiroso! — Pulei em seu colo batendo em seu peito. Em um movimento rápido ele me jogou no chão e ficou em cima de mim.
– Tá doida mulher, tá me batendo por que?
–Nem queria ouvir sua voz estava me dando raiva.
– Pensa que eu sou o que? Burra? Só pode, ne? Me trás pra aqui, pra depois se agarra com uma qualquer!? Não pode esquecer me leva de volta, eu prefiro casar com um idiota feito o filho do coronel, do que ser outra!
– Venha aqui, você nunca será outra sempre e sempre será minha primeira, basta isso entrar nessa cabeça!

E me beijou, nossas bocas coladas e nossas mãos disputava um local para ficar, meu coração varia forte, amava ele fortemente, o único problema era não saber controlar aquele ódio que batia no meu peito ao vê-lo olhar para outra.

Notas finais
E ai??