Notas iniciais
Bem, resolvi postar logo pois minha aula começa hoje mais cedo e durante a semana já não posso mais postar para vocês.

Broncas e Perdão.

Narração: Renesmee.

O celular foi tirado de minhas mãos e tudo começou a ficar fora de foco, turvo.

Primeira vez que tomava H... bem devia ser o efeito dela, apesar que diziam que era parecida com um orgasmo. E aquilo não parecia um. Tentei focar meu olhar em algo mas tudo rodava. Tudo muito... confuso. Senti algo tremer abaixou de mim, logo entendi que era meu corpo repelindo algo.

Eu estaria morrendo?

Senti uma dor aguda, um solavanco e meu corpo tremer mais, eu podia ouvir meus grunhidos que tentava abafar em vão, meus olhos eu não os sentiam, só rodava, rodava...

“Renesmee, meu amor, por favor, fica comigo. Eu prometo que se for para te fazer feliz, eu te deixarei em paz. Lute meu amor, lute! Eu prometo. Amor da minha vida não me deixe.! “

Forcei minha mente a reconhecer a voz e eu poderia estar morrendo mas a reconheceria, aquele som rouco era reconhecido por mim em todos lugares, em todos os tempos. Jacob.

Uma dor mais aguda me atingiu.

Os meus pensamentos passaram como um filme... Eu e Jake na praia quando nós conhecemos. O parquinho. Meus pais me beijando e dizendo em uníssono Feliz aniversário... quando conheci Alice.

Eu estaria morrendo? Eu não queria, não agora.

Senti um choque em meu peito. Meu coração bateu fraquinho e a escuridão da morte foi me tragando. Era o fim. Até que senti outro choque.

(...)

O quarto era branco, o bipe irritante que fazia minha cabeça doer indicava que eu estava viva, vivíssima. Minha segunda quase morte e eu ainda me lembrava o suficiente da dor e uma parte dela mesmo que ainda pequena se apresentava em meu corpo dolorido.

Pisquei tentando focalizar o que havia ao meu redor. A primeira pessoa que localizei foi uma garota que eu conhecia bem, seus cabelos espetados e a aparência de uma fadinha, não tinha como negar. Alice. Ela piscou atônita para mim, suas mãos cruzadas, enlaçadas uma na outra, parecendo que estava rezando, seus olhos ocos, e olheiras pretas davam contraste à sua pele branca.

- Renesmee Carlie Swan Cullen, não vá pensando que é porque está em recuperação que não vou pedir explicações e levará broncas. A quanto tempo usa essas idiotices? Você sabe o quão mal faz essas coisas... você mesma fez um trabalho sobre isso. Você acha que ninguém iria ficar sabendo disso? E se você tivesse morrido? – ela começou a tagarelar e a chorar mas continuava– E eu como ia ficar em meio a tudo isso? Porque você não me contou?... – sua voz foi sumindo enquanto veio um choro mais alto.

- Me desculpe. Minha amiga, minha irmã. – comecei a chorar – Me perdoe...

Alice e eu ficamos chorando abraçadas, ela tremia enquanto chorava em meus braços, fiquei infeliz pois tinha ofuscado sua felicidade, que é marca registrada de Alice. Os nossos choros foi cessando mas continuamos abraçadas.

Ouve um toque na porta e logo uma enfermeira entrou.

- Senhora Black quer falar com a senhorita. – ela disse.

- Eu vou indo. Mas voltarei, ficarei esta noite com você. – Alice disse e sorriu, um sorriso não completo.

- Você precisa dormir. Você está horrível.

- O farei, mas a noite estarei aqui como seu anjo de guarda. – piscou para mim e saiu.

E sabia que nenhum argumento faria com que ela mudasse de ideia.

Sarah entrou deu-me um beijo.

- Não sabe o alívio de vê-la viva. Você é como uma filha para mim e bem eu nunca me perdoaria. Estou sendo uma tutora horrível. – lamentou Sarah.

- Claro que não, eu consegui enganar muita gente que convivia comigo e você tem seus compromissos.

- Mesmo assim. Quando eu peguei você era para eu ser responsável. Eu nem ao menos soube educar Jacob e nem quis ouvir os comentários que faziam de Jacob na época. Mas tirei umas férias... – ela penteou meus cabelos embaraçados com os dedos.

- Você não fez isso com Billy... e porque a mim eu fui errada. Esse tempo você teria ter dedicado à ele e não à uma drogada.

- Ele está sendo muito bem cuidado. Sei que você foi errada, você sabia muito bem o que estava fazendo mas você precisa de alguém que seja maduro, para cuidar de tudo. – ela fez uma pausa – E no caso, sou eu. Sou sua responsável. Sua psicóloga veio uns dias atrás e me dera uma bronca. E enxerguei o qual distraída e desleixada fui.

- Você não tem culpa, foi Jake que fez você quase me carregar nas costas. E eu agradeço por tudo que a senhora me fez.

Ela olhou para o relógio na parede.

- Tem mais alguém? – perguntei quando a mesma me fitou.

- Sim. Será que você aceitaria que ele entre?

- Sim – meu coração acelerou e o aparelho me denunciou me entregando, suspirei e corei.

Sarah sorriu, me deu um beijo e se foi porta a fora.

- Cullen... – disse ainda da porta.

- Jake, – sorri – entre.

Ele abriu um sorriso que logo desmoronou, ele voou ajoelhando-se ao lado da cama.

- Me desculpe Ness. – Jake começou a chorar – Por ter sido tão moleque, ter feito você sofrer...

- Xiiiu – pedi silêncio – Quem tem culpa aqui sou eu. Fui eu que decidi me drogar, beber e fumar. Fui eu que fui tão orgulhosa e não te perdoei quando você praticamente e implorou. Fui eu quem te droguei na festa. Fui eu. Não você.

- Mas se eu não tivesse feito aquela...

- Pare! Você não entende? Não foi você que decidiu que eu entraria nas drogas. Fui fraca e idiota. – balbuciei enquanto procurava outro assunto e veio duas tacadas em uma só eu queria me livrar dessa conversa e queria saber de outra – Jake você disse algo sobre... sobre – procurei a palavra correta – m-me deixar?

Seus olhos se arregalaram e fez-se uma longa pausa. Eu já sabia a resposta.

- Sim e é o que farei se quiser.

- Não! – gritei – Eu gostei da parte em que você se declarou – corei – mas não quero que me deixe.

Jake abriu um sorriso cansado, agora percebi que seu estado era ainda pior que o de Alice.

- Que ótimo que saiba que eu a amo de verdade.

Sorri.

- Me perdoa? – perguntou.

- Só se me perdoar. – falei.

Rimos e nós abraçamos

- Será que agora dará certo? – perguntou.

- Não sei mas quero mesmo que dê certo.

- Você é mais que bipolar. Quer me afastar e só porque fiz menos que minha obrigação você me perdoa.

- Menos que sua obrigação? Como assim?

- Você sabe eu destruí sua vida. Se você voltar a usar essas coisas – ele disse com nojo – será minha culpa. Se você não conseguir sair dessa merda? Será culpa minha. Será culpa minha. E se você tivesse engravidado ou coisa pior... ter adquirido alguma doença,... ou até, até... – ele não conseguiu terminar. Sou tão estúpido, egoísta, idiota... deveria ter me afastado de você. Talvez até não ter me aproximado desde o inicio. – Jake disse e andava de um lado para o outro parou então e me olhou com seus olhos marejados. – Você era meiga, inocente, tímida e quase não vejo mais a antiga Nessie. Me culpo de ter destruído você.

Fique paralisada diante de suas palavras durante alguns minutos.

- Não Jake. Eu fiz minhas escolhas. – suspirei sabendo que não adiantaria dizer à ele que ele não tinha culpa pois de certa forma eu fiz tudo com ódio dele – Mas confie em mim, eu sairei dessa sei que será difícil mas nada nessa vida é fácil.

- Você é boa demais para mim. – disse Jake beijando minha mão – O filho é meu, sou pai.

- Como?

- O exame de DNA que fiz para saber se era realmente meu filhou, saiu e é realmente meu filho. O bebê que Léah espera é meu filho, tem meu sangue.

Arfei.

- Queria voltar ao tempo se fosse possível. – ele balançou a cabeça – mas não dá. E eu já o amo.

- Parabéns paizão – eu disse com algo em minha garganta — E Léah deve estar radiante por ter lhe provado, né?

- é, mas a gravidez é de alto risco, talvez um dos dois não sobreviva.

Me senti comovida pois queria que aquele filho fosse meu com ele e não dela. Saber que mesmo que Léah tenha sido ruim para mim em todo colegial eu não desejaria nunca que uma mãe perdesse o filho e muito menos que um filho nascesse sem uma mãe. Fico imaginando como não poder entregar um presente nos dias das mães, aqueles rabiscos infantis que as crianças chamam de desenho, aquele beijo de “Bom dia” que só dá em uma mãe. De uma forma senti dor talvez dó pela criança e pela Léah também que se morresse ela ou o filho dela morresse, ela não desfrutaria das brincadeiras e de uma pequena pessoa a chamando de “Mamãe”. A palavra certa era compaixão.

Narração Jacob.

Nessie estava pensativa, passei a mão em seu rosto em um ato de carinho, acariciando-a. Sei que não merecia esse ato mas era minha chance. Ela aceitou o afeto fechando os olhos, levou sua mão até a minha e acariciou as costas de minha mão, abriu seus lindos olhos chocolates e abriu um sorriso meigo.

“Eu a amo tanto” – queria dizer-lhe mas para mim está já de bom agrado tê-la por perto sem brigas.

- Sinto muito se algum dos dois morrerem. Mesmo que Léah tenha sido má comigo não desejaria a morte de ninguém.

- Desculpe. – uma voz baixa disse – Jake estava demorando a sair e tive de vê-la... – Seth disse sorrindo.

- Bem, vou deixá-los. Amanhã voltarei – disse incomodado – Mas amanhã serei seu acompanhante. Alice não me deixou ficar de companhia mas a fiz concordar de ser amanhã – Nessie riu.

- Alice não tem jeito. – comentou Nessie – Mas ambos precisam de pelo menos um dia inteiro para recompor as forças aliás quanto tempo fiquei fora do ar?

- Três longos dias. – respondi enquanto sua boca formava um “o” pequeno.

Aproximei-me dela beijando o cantinho de sua boca.

- Ainda estou aqui. – resmungou Seth em uma tosse fingida.

Rimos e os deixei.

Minha mãe conversava com a psicóloga de Nessie, cheguei mais perto para ficar informado do que deveria fazer de agora em diante.

- Olá Sr. Black que bom que tenha se juntado à nós. Será meu paciente também.

- Como?

- Antes tivemos umas sessões mas foram poucas enfim acho que será bom para você fazer pois sua mãe disse que está passando por uma época difícil e também que é muito estourado. E acho que ajudará a senhorita Cullen.

- Se for pela Ness por mim tudo bem. – respondi.

- ótimo. – a doutora sorriu.

- Com licença, poderia me informar o quarto de Renesmee Cullen, por favor? – reconheci a voz na hora.

- Ele não a verá. – informei a enfermeira que me olhou atônita.

- Eu a verei Black. – disse aquele vagabundo – Se ela não quiser me ver nunca mais a procurarei mas ainda sim a verei pela última vez.

- Jacob... – Sarah e a doutora me puxaram, meu punho estava latejando querendo esmurrar a cara daquele fracote.

- Ele fez o que fez com a Nessie e ainda tem a cara de pai de vim aqui vê-la? – quase gritei se minha garganta não tivesse com tamanho ódio que parecia entupida.

- Você errou também Jacob. – Sarah me lembrou – Não sei qual dos dois é pior, se é você, meu filho, esse rapaz ou até Nessie.

E continuou:

Mas seja o que ela decidir terá de aceitar e não irá brigar por isso e também não vou dizer para afastar-se dela, temo que seria pior para ambos e mais uma culpa me destruiria.

Abracei minha mãe nunca pensei que ela poderia pensar essas coisas.

- E é por isso que estou aqui – disse a psicóloga do qual tinha esquecido seu nome.

Olhei por cima do ombro enquanto uma enfermeira que olhava Alec com desprezo o guiava até onde Nessie está.

Notas finais
Obrigada pelos comentários, críticas, sugestões que de certa forma me deram ideias. Ah e Obrigada pelas Recomendações( dan, kaacullen, JehFonti, Camila e Miss Dark Dream) !
E 40 favoritos? OMG!
Leitores fantasmas apareçam vai? Eu não mordo!
Beijos e uma ótima semana!
PS: Terei de escrever o capítulo 48 ainda só que no próximo final de semana ou seja ficaram sem posts durante 2 semanas pois um final de semana escreverei e outro postarei.