Owns My Heart.
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Suspeita.
— Jacob! – Carol gritou desesperada da escada.
O som estava alto o que abafou o grito sufocado da garota, sua expressão era temerosa.
— O que houve? – disse assim que cheguei a escada.
— Seu pai.
Fitei o pequeno Seth ali rindo com alguns amigos.
— Vamos logo antes que Seth perceba. – disse enquanto corria.
Encontrei o cobertor cheio de sangue.
— Ele vomitou muito sangue. – disse Carol – Fiquei desesperada. – murmurou sufocada.
Esses dois meses que haviam se passado deixara meu pai muito fraco e esquelético. O Billy forte e saudável havia desaparecido, o rosto parecia um cadáver e todos nós sabíamos que a morte dele estava próxima. Por mais que tentasse aceitar a morte dele, eu não conseguia.
Ele dormia em um sono pesado ao lado da sanguinária que ele havia tossido, quando acordou e começou a xingar de dor, isso era o habitual. Todos os dias aconteciam, era às vezes até estranho quando ele deixava Carol deixá-lo inconsciente.
— Calma... – murmurou Carol – Já vou aplicar a morfina. – Carol tremia e seus cabelos escondiam o choro.
Ela já havia me falado que nunca mais iria tratar alguém que tivesse qualquer câncer. Ela chamava essa doença de sádica que era a pior coisa que ela havia visto na vida toda, apesar que eu sabia que ela só estava começando.
— Deixa que eu faço. – peguei e apliquei.
Logo Billy ficou menos agitado e a dor foi cedendo até quase não existir.
- Ca, pedi para não dizer nada. Não era preciso. – murmurou ele sonolento.
- Ela fez bem em me chamar. – a defendi.
Ele riu.
- Vou te dar um banho Billy. Não quer que o seu filho Seth lhe veja assim né?
— Chantagista. – resmungou Billy feito uma criança. A dor chegava a ser tanta que às vezes ele agia como uma.
— Jake, me ajude. – Carol pediu.
Levamos meu pai até o banheiro.
- Carol vá antes que o Seth sinta falta da namorada.
- Tem certeza?
- Ficamos bem. – Billy garantiu.
Despi meu pai. Seu corpo era quase igual a um esqueleto, alguns machucados e o pior deles é que eu poderia colocar um dedo todo dentro.
Lavei-o enquanto o mesmo estava sentado em uma cadeira, seus ossos estavam fracos, à ponto de não aguentarem.
Assim que acabei sem dificuldade alguma levei meu pai até a cama enquanto ele reclamava de sentir-se um bebê.
Coloquei o moletom nele que já estava largo.
A porta bateu forte o bastante para o som não abafar.
- Entre. – eu disse, totalmente exausto sem ao menos olhar quem estava ali.
- Jacob... Senhor Black.
- Olá, minha filha. – sorriu meu pai.
Eu poderia reconhecer essa voz no meio de uma multidão
- Renesmee Cullen. – eu não queria dar motivos para brigarmos;
Sentei-me em um banco ali perto enquanto Nessie conversava meio grogue com meu pai parecia ter tomado umas boas doses e parecia estar gripada.
- Nessie, — mordi a língua – você está gripada? Porque se tiver tem que usar uma máscara e...
- Não, não estou. – ela disse rapidamente e corou levemente em seguida coçou o nariz. – Estou... ah. Quer saber? Não lhe devo explicações!
Me calei enquanto ouvia o velho e Nessie conversarem, uma vez ou outra parecia que queria nós juntar, me elogiando e dizendo “Como eu queria uma nora como você... é pedir demais?” e Nessie parecia que estava entendendo a jogada do velho Billy, pois ria e retomava a outra conversa totalmente diferente.
Ele começou a ofegar e coloquei a máscara de oxigênio.
- Não precisava disso. – resmungou assim que tirou – Só estou com dor. – revirou os olhos para Nessie e sorriu fraco mas seu sorriso se desfez. – Filha... você está mal.
- Caramba Ness! Você está branca e tremendo muito! – disse ao olhar seu estado, sua testa parecia líneo, o suor descia por ali mesmo com o frio que fazia, suas mãos pareciam ter convulsões.
Instintivamente coloquei a mão em sua testa, não era febre, ela estava gelada.
- Tire as mãos de mim. – rosnou.
- Vou levá-la para casa.
- Não vai coisa alguma!
- Por favor, não discuta.
- É só uma alergia. Comi algo que eu não podia. – explicou-se.
- Pior ainda. Tem que ir ao médico.
- Vou para casa tenho anti alérgico.
- Tudo bem, desde que... alguém a leve. Você pode, sei lá, ficar sem ar.
Billy riu.
- Pare de mentir para a garota, Jacob. O que você quer mesmo é ter mais algum tempo com ela e a sós se possível. Parece um desesperado. – fuzilei meu pai.
- Não, não é nada disso. Só temo pela saúde dela.
- Minha saúde está ótima. – trincou os dentes – Tchau Senhor Black.
- Não tem jeito... – disse para si mesmo e balançou a cabeça – Tchau minha filha.
E Nessie voou para fora do quarto.
- Quer me matar de vergonha seu velho cupido? – ri.
- Acho que sim. – sorriu mas logo ficou pensativo.
- O que foi velho Billy... o que deseja aprontar?
- Eu? Nada. Só temo que algo de ruim esteja acontecendo com a Nessie.
- Como assim? O que você está achando.
- Se é o que estou pensando é algo muito sério. Teria que dar apoio a ela incondicionalmente.
- O que você acha que é?
- Deixe que o tempo nós mostre, não?
- Mas... – ouve duas batidas na porta então Quil apareceu no batente.
- Seth está pedindo a presença do irmão. – Quil disse.
- Só se o Senhor for... consegue? – disse olhando para meu pai.
- Sim...não quero perder a festa do meu caçula. – sorriu.
Descemos, levando-o na cadeira de rodas. Todos aplaudiram.
Seth chorou como uma criança logo em seguida os dois se abraçaram... e eu sabia que seria a última festa que teríamos nosso pai conosco, que ele presenciaria.
- Obrigado por vim, papai. – Seth disse com um enorme sorriso.
- Acha mesmo que perderia a festa do meu filho? – riu Billy.
Eu estava feliz mas a felicidade não abafou minha preocupação que eu sentia pela Nessie. O que ela teria? O que estava escondendo de mim?
Notas finais
Uma recomendação de livro: CHRISTIANE F. - 13 ANOS, DROGADA, PROSTITUÍDA.
É uma História Real.
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