Owns My Heart.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Capitulo 1.
Perda.
A noite estava nebulosa, a estrada estava fria, sombria e quase que invisível com toda aquela neblina em que a cercava. As únicas coisas em que vi e senti foi uma luz forte, vindo em nossa direção como um farol gigantesco, lembro-me do cheiro de gasolina e uma forte pontada na cabeça fazendo-me adormecer em uma escuridão e frios imersos. Como se me tragassem feito um mar revolto, fazendo-me bater em rochas pontiagudas e por fim me tragando por completo.
[...]
Senti choques e choques invadirem meu corpo ,logo voltei na realidade. Pela janela dava para perceber que havia dormido e muito.
Logo um médico entrou e reparei que eu estava com tubos de oxigênios e muitos outros aparelhos.
– Olá Reneesme sou o Doutor Victor cuidarei de você. Consegue me entender? Se conseguir, mexa um dedo.
Mexi uma vez.
– Muito bom Reneesme, agora vamos ver se você está tendo tato e tudo mais ok? — respondi com o dedo polegar.
O médico gentil fez todos os procedimentos cabíveis naquele momento, o ouvi chamar uma enfermeira para injetar algo para adormecer-me. Queria recusar, queria saber o que havia acontecido comigo, mas havia tubos até na minha boca, me passando oxigênio, atrapalhando minha fala. Em seguida o Dr. Victor fora e entrara uma enfermeira que sequer me recordo.
Dias já haviam se passado e minha recordação do acidente era mais evidente e eu já sabia o que havia acontecido com Edward e Bella, meus pais. Minha única e melhor amiga Alice disse que estavam ocupados, mas eu sabia que isto não era verdade, e que sim, eles estavam mortos. No dia em que me confirmaram isso eu senti o chão rasgar-se ao meio, meu coração dilacerar-se, meu pulmão inchar e por último a escuridão tomar conta do meu ser. Era uma escuridão dentro de mim, a dor era da perda de um ente. Mas não somente um e sim dois e queridos, que faziam parte da minha vida em tudo, desde a primeira ida ao maternal, até os conselhos de vestibulares, passeios em família. Naquele dia Alice adentrou a sala com uma pizza escondida.
– Olá. — disse somente.
– Você sabe não é? Vou parar em um orfanato e só sairei de lá quando completar exatos 18 anos.
– Claro que não! Estão procurando seu tio, não deve ser tão difícil assim. Aliás o porquê da briga entre irmãos? — Alice se referia ao meu pai e ao Tio Emett que não se falavam à anos.
– Não sei. Era muito pequena, e só sei que ele se mudou de Forks para uma cidade mais produtiva e tropical. Mesmo com a ida dele para fora da cidade, papai não me deixou despedir do meu tio. — ditei triste.
– Estranho. — Alice murmurou.
– Sabia que há pessoas que te adotariam? — Alice piscou para mim.
– Só você gosta de mim Alice. — resmunguei — Não sou popular. E olha minhas roupas e agora além de tachada nerd... agora sou a nerd orfã. — Tentei humorizar.
– Há mais pessoas que te amam, eu tenho certeza disto. — Alice disse tocando em minhas mãos — Agora coma, está muito magra e além disto a comida daqui fede.
– Obrigada Alice.
Falar com Alice, conhece-la, ela ser minha melhor amiga, era a melhor coisa que poderia acontecer, eu sabia que com ela eu poderia contar tudo. E agradeci por Alice agora está viva, graças à uma gripe que esta havia pegado na noite do acidente.
Alice me observava comer em sua cadeira. Enquanto eu estava em minha maca, com uma camisola azul de renda que a mesma havia me dado e ajudado à colocar, já que tive que reaprender à andar por ter ficado em tantos dias em coma.
Os primeiros dias, Alice me encarava com tristeza e com um olhar diferente, sabia que ela sentia muita pena por mim. Não gostava que as pessoas me encarasse com dó, pena... Alice, para mim, é como se fosse uma segunda mãe, temos a mesma idade, mas ela é a que chega mais perto de Bella, mesmo sendo tão diferente uma da outra.
– Alice?- Perguntei.
– Sim?
– Quando eu estiver melhor... Pode me levar até o cemitério?
– Acho que só depois que estiver realmente melhor! Agora, pare de pensar nisso, seus pais não estão em um cemitério e sim nos nossos corações. Acredite em mim.
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